TCU e MPF devem investigar “Bolsolão” ou “tratoraço” do Orçamento paralelo de Bolsonaro

Oposição ingressou com pedido nos órgãos para apurar uso de um orçamento paralelo com R$ 3 bilhões pelo presidente da República para aumentar sua base de apoio no Congresso

Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Jair Bolsonaro - Foto: Abr

Jornal GGN – O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF) devem investigar o que se denominou de “Bolsolão”, que é o uso de um orçamento paralelo pelo presidente da República para aumentar sua base de apoio no Congresso Nacional, com a destinação de R$ 3 bilhões em emendas parlamentares.

A notícia foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, que acessou 101 ofícios encaminhados por deputados e senadores ao governo para a aquisição de tratores e equipamentos agrícolas superfaturados em até 259% acima do valor de mercado.

Os beneficiários destes montantes teriam sido governistas, como o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que pediu o uso de R$ 277 milhões do Ministério de Desenvolvimento Regional.

Para a oposição, as denúncias são “gravíssimas”, afirmou o deputado federal e líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ). Ele e outros parlamentares informaram que ingressariam com uma representação, ainda hoje, junto ao TCU e ao MPF para a abertura de um investigação a respeito.

“Diante das gravíssimas denúncias de que o governo Bolsonaro teria criado um orçamento paralelo para montar uma base aliada no Congresso via toma lá da cá, vamos representar ao TCU e MPF para que investiguem o ‘Bolsolão'”, escreveu Molon.

O deputado federal e líder da minoria na Câmara, Marcelo Freixo (PSOL-RJ) também informou que entrou com uma representação para que o governo federal seja investigado do que chamou de “tratoraço”, sobre o orçamento secreto de R$ 3 bilhões.

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