Uso político da doença por Bolsonaro é vergonhoso, diz Nassif. Assista

Auler defende que o caso Adélio ganhe um novo capítulo com um depoimento público do acusado de esfaquear Bolsonaro

Mesmo que a facada tenha sido real e que cause obstruções intestinais esporadicamente em Jair Bolsonaro, o fato é que o uso político da doença pelo presidente da República é “vergonhoso”, na avaliação do jornalista Luis Nassif.

Sempre que ocorre uma crise na imagem do extremista de direita, a obstrução leva a uma internação e especulações em torno de uma nova cirurgia, que não acontece.

“O uso político da doença é vergonhoso. Isso ocorre, coincidentemente, sempre que ele está na berlinda. Ocorreu agora com esse besteirol que ele fez, de largar a tragédia na Bahia para descansar [nas praias de Santa Catarina]. Coincidentemente ou não, quando vem o desgaste, vem o carnaval com hospitalização, ‘vai ser operado ou não’, e no final, ele sai andando sem necessidade de cirurgia.”

Nassif aponta que “todo o jogo de marketing de Bolsonaro está ligado à necrofilia, morte, sempre se colocando como vítima da ‘facada do PSOL’.”

O jornalista Marcelo Auler acrescenta: “Ele se coloca como vítima, mas há de se reconhecer que a vitória dele em 2018 foi consequência direta da facada, não só por ele ter ficado como vítima, mas por ele ter conseguido um habeas corpus para não participar de debates, porque em debates ele seria derrubado.”

Auler defende que o caso Adélio ganhe um novo capítulo com um depoimento público do acusado de esfaquear Bolsonaro.

“A facada tem uma questão prioritária, que ninguém cuidou de exigir que aconteça: um depoimento público de Adélio. Esse Adélio está trancado sem falar nem com familiares. Teria que se levar os familiares dele ao presídio para ele ter contato ou com a irmã e o sobrinho, e alguém conversar com ele, e não só aqueles advogadas que viraram tutores e nem advogam mais com eles.”

Nassif finaliza dizendo que assim como o caso Adélio, o caso Marielle segue sem resposta, provavelmente porque há poderosos envolvidos no assassinato, e é vergonhoso que a grande mídia, que detém os meios e os recursos para investigar os dois assuntos a fundo, deixe o País à sombra das dúvidas e da exploração política dos Bolsonaro.

No programa TVGGN 20 Horas da noite de terça (4/1/21), Nassif e Auler também promoveram uma homenagem à advogada de presos política Eny Raimundo Moreira, que faleceu no mesmo dia.

Assista:

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

0 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador