27 de junho de 2026

Bolsonaro diz que segunda será o “dia do fico ou não fico” de Vélez

"Está bastante claro que não está dando certo o ministro Vélez", diz Bolsonaro, um dia após a demissão de mais dois nomes do MEC
Foto: Luis Fortes/MEC

Jornal GGN – A crise dentro do Ministério da Educação trouxe um novo capítulo nestes últimos dois dias da semana. Após a demissão do assessor especial e do chefe de gabinete, nesta quinta-feira (04), o próprio presidente Jair Bolsonaro deu indicações, na manhã de hoje, que o ministro Ricardo Vélez pode ser exonerado nos próximos dias.

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“Está bastante claro que não está dando certo o ministro Vélez. É uma pessoa honrada, mas está faltando gestão. Na segunda-feira, vamos tirar a aliança da mão direita, ou vai para a esquerda ou vai para a gaveta”, disse Bolsonaro, nesta sexta-feira (05), em café da manhã com jornalistas.

A referência do mandatário é que o “namoro” com o ministro precisa ter um fim: seja para consolidar uma definição alinhada ao governo de Bolsonaro no Ministério da Educação, seja para demitir o ministro. Mas o mandatário ainda deu indicações de que essa decisão já foi tomada e que o país receberá a notícia logo no início da próxima semana.

Nesta quinta (04), a Casa Civil publicou as exonerações do assessor especial de Vélez, Bruno Meirelles Garschagen, importante nome do ministro dentro dos poucos que ainda se mantinham no MEC. A sua saída já havia sido anunciada. Junto com ele, também foi demitida a chefe de gabinete de Vélez, Josie Priscila Pereira de Jesus.

Priscila assumiu o posto há pouco tempo, em março, após a demissão de Tiago Tondinelli, uma das diversas trocas feitas no MEC desde que Bolsonaro assumiu o poder e nomeou o ministro Ricardo Vélez. Desde janeiro, pelo menos 16 pessoas já foram demitidas e substituídas da pasta.

No lugar da chefe de gabinete foi nomeado um militar: o recado claro de parte das pressões que ocorrem dentro do MEC, entre olavistas e militares. Ficará a cargo do importante posto o coronel da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal, Marcos de Araújo. Ele também já foi subcomandante geral da PM-DF em 2016.

No lugar de Garshchegen, ainda não foi divulgado o nome que irá substituir o assessor especial.

Enquanto isso, com o anúncio de Bolsonaro de que deverá colocar um fim à gestão de Vélez no MEC, o próprio ministro já adiantou que não pretende deixar a cadeira. A próxima segunda-feira (08) foi apelidada pelo mandatário como “o dia do fico ou não fico”.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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6 Comentários
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  1. Anônimo

    5 de abril de 2019 4:48 pm

    mais provavel que na segunda o Velez demita o miliciano

  2. peregrino

    5 de abril de 2019 6:08 pm

    Despreparo total para governar o que quer que seja…
    parece sadismo presidencial, porque os escolhidos mais sangram do que resolvem os problemas da área em que são colocados

  3. Jose Erivaldo F Silva

    5 de abril de 2019 7:31 pm

    Parabéns ao aluno da Escola Estadual Prof. Frederico de Barros Brotero de Guarulhos pela coragem de enfrentar o arbítrio do DIRETOR. Vergonhosa a atitude da PM do João Doria devemos construir a unidade d@s trabalhadoras e d@s estudantes por uma educação pública, plural, gratuita e de qualidade! Embora não sou tão otimista a ponto de achar que vai haver uma revolta estudantil na periferia. Assim como não haverá um espírito revolucionário da juventude contra Doria, Bolsonaro ou Ricardo Vélez Rodríguez.

  4. AMORAIZA

    5 de abril de 2019 7:59 pm

    Pelo jeito, Velez beija bem mas não é gostoso ou, na pior das hipóteses só serve pra ser a outra.
    Mas, se Velez insiste que não vai sair da cadeira o que vai acontecer?
    Ele vai pedir pensão alimentícia, danos morais?
    O profissionalismo do mandatário está fazendo escola.

  5. Anônimo

    5 de abril de 2019 8:05 pm

    Governo do Q.I. baixo:
    “Está bastante claro que não está dando certo o bolço”

  6. Vladimir

    6 de abril de 2019 8:12 am

    Não dá nem para entrar no mérito se este sujeito fez ou faz um bom trabalho. Agora,dá para entrar no mérito que o atual mandatário não sabe nem o que está fazendo lá,coisa aliás,admitida por ele mesmo.
    Para o mundo que eu quero descer!

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