Nos tempos em que Di Genio, do Objetivo, era o maior lobby em Brasilia, conseguiu-se esse milagre da multiplicação das mensalidades no crédito educativo.
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Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Por falar no Objetivo, em que pé anda o caso da fraude no ENADE? Neste caso, as faculdades UNIP, do Objetivo, escolhiam os melhores alunos em cada curso para elevar as suas notas na avaliação universitária do MEC. Os piores de cada turma eram proibidos de fazer a prova. Em propagandas que estão no ar nas diversas emissoras da mídia corporativa, as faculdades UNIP continuam se vangloriando de suas boas avaliações no ENADE, escondendo o escândalo.
Di Genio tinha uma casa-lobby em Brasilia. Festas de arromba. Ali foram comemorados os aniversários de Aloysio Nunes e Paulo Renato de Souza, por exemplo. Com a presença de ambos, claro. Mas a Unip, hoje, vive de Fies e ProUni – creio que perto de 80% de seu faturamento, hoje, vem desses programas. Tá nesse patamar. Ou seja, é uma escola “pública” sob gestão privada (e distribuição de lucros, claro). Crédito estudantil é uma fria para iniciativas progressistas. Nos EUA, é um pesadelo para as famílias – a segunda dívida privada do país (depois das hipotecas). E um transtorno, claro, pro Obama, sempre pressionado a “solver” a conta.
…contrato de Creduc nessa epoca. Me falavam lá na Caixa onde tinha de assinar os tais “aditamentos” que o dinheiro do Creduc era das Loterias. Bom, apesar de tudo que o Nassif falou (cara, quando eu vejo qualquer pessoa nos anos 80 me dá um ataque de riso) o negocio era muito bom para o estudante, o juros subsidiado e o prazo de carencia de um ano e o dobro do periodo de utilização para o pagamento. Bem, quem fez contrato naquela epoca se deu bem pq com o advento do real e a utilização das URVs o valor ficou baixo (para não dizer ridiculo) a ultima parcela que paguei (em 2001) foi de R$ 15,63. Com FHC mudaram-se as normas, não havia carencia, o carne era entregue na data de registro do diploma, o prazo era o mesmo de utilização e os juros eu acho que eram a SELIC mais alguma coisa era um pessimo negocio pro estudante que tinha que começar sua vida em divida. Não sei se houve algum louco que assinou esse treco naquela epoca.
marcosomag
15 de maio de 2015 11:44 pmE a fraude no ENADE?
Por falar no Objetivo, em que pé anda o caso da fraude no ENADE? Neste caso, as faculdades UNIP, do Objetivo, escolhiam os melhores alunos em cada curso para elevar as suas notas na avaliação universitária do MEC. Os piores de cada turma eram proibidos de fazer a prova. Em propagandas que estão no ar nas diversas emissoras da mídia corporativa, as faculdades UNIP continuam se vangloriando de suas boas avaliações no ENADE, escondendo o escândalo.
Roberto Amaral
16 de maio de 2015 12:27 amMas os meus cabelos …
Nassif, não sei porque você me lembrou daquele comercial antigo: “… minha voz continua a mesma, mas …”
Moraes
16 de maio de 2015 1:28 pmDi Genio tinha uma casa-lobby
Di Genio tinha uma casa-lobby em Brasilia. Festas de arromba. Ali foram comemorados os aniversários de Aloysio Nunes e Paulo Renato de Souza, por exemplo. Com a presença de ambos, claro. Mas a Unip, hoje, vive de Fies e ProUni – creio que perto de 80% de seu faturamento, hoje, vem desses programas. Tá nesse patamar. Ou seja, é uma escola “pública” sob gestão privada (e distribuição de lucros, claro). Crédito estudantil é uma fria para iniciativas progressistas. Nos EUA, é um pesadelo para as famílias – a segunda dívida privada do país (depois das hipotecas). E um transtorno, claro, pro Obama, sempre pressionado a “solver” a conta.
FVX
16 de maio de 2015 11:02 pmEu tinha…
…contrato de Creduc nessa epoca. Me falavam lá na Caixa onde tinha de assinar os tais “aditamentos” que o dinheiro do Creduc era das Loterias. Bom, apesar de tudo que o Nassif falou (cara, quando eu vejo qualquer pessoa nos anos 80 me dá um ataque de riso) o negocio era muito bom para o estudante, o juros subsidiado e o prazo de carencia de um ano e o dobro do periodo de utilização para o pagamento. Bem, quem fez contrato naquela epoca se deu bem pq com o advento do real e a utilização das URVs o valor ficou baixo (para não dizer ridiculo) a ultima parcela que paguei (em 2001) foi de R$ 15,63. Com FHC mudaram-se as normas, não havia carencia, o carne era entregue na data de registro do diploma, o prazo era o mesmo de utilização e os juros eu acho que eram a SELIC mais alguma coisa era um pessimo negocio pro estudante que tinha que começar sua vida em divida. Não sei se houve algum louco que assinou esse treco naquela epoca.