4 de junho de 2026

Escola Comunitária Cirandas: o diálogo como base para a diversidade

A instituição nasceu em Paraty (RJ), a partir de uma demanda local por uma escola em consonância com as necessidades da comunidade.

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Por Ana Luiza Basílio do, Centro de Referências em Educação Integral

 

“Contemplar a diversidade”. Essa é uma das principais tônicas da Escola Comunitária Cirandas que, em seu primeiro ano de existência, vem constantemente se repensando para garantir a diretiva em seus processos. A instituição nasceu em fevereiro de 2014, em Paraty (RJ), a partir de uma demanda local por uma escola mais humana, significativa e em consonância com as necessidades da comunidade.

O desenho sobre o qual a instituição se molda nasceu de um esforço coletivo de educadores e pais em diálogo com diversos contextos socioeconômicos e culturais. Uma das diretrizes dessa estrutura é a natureza sem fins lucrativos da unidade, vinculada ao Instituto Oju Moran, que garante bolsas de estudos a 50% de seus alunos, sendo 25% integrais e 25% parciais.

Gestão por consentimento

Além de acolher a diversidade dos estudantes, a escola também cuida para ter múltiplas vozes em sua gestão, a partir de um modelo bastante específico. Há um conselho gestor nível deliberativo composto por cinco representantes da comunidade – a diretora e mais um membro da equipe escolar, um membro do Instituto Oju Maran e dois familiares – sendo estes e o profissional da escola eleitos por seus respectivos grupos; no nível consultivo, há um fórum escolar aberto a toda a comunidade; e, no nível executivo, a equipe escolar com seus 17 educadores – dentre os quais se enquadram todos os profissionais, independente da atuação direta em sala de aula, como cozinheiras, faxineiras e secretárias – e comissões de trabalho compostas por pais, equipe e amigos da escola.

“Os adultos tem que ser aquilo que a gente espera ver nas crianças”, atesta a vice diretora Mariana Benchimol. O modelo ‘gestacional por consentimento’ condiciona as tomadas de decisão a discussões e apresentação de argumentos, e não ao número de pessoas que aderem a determinadas opiniões.

Ciclo de aprendizagens

Nessa dinâmica, o conteúdo curricular aparece de maneira interdisciplinar aos projetos, a partir das competênciasdiscriminadas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). A escola entende que os conhecimentos transitam pelo mundo e pelas relações que nele se estabelecem, e acredita que o método é capaz de favorecer essas trocas de experiências.O grande balizador do trabalho com as crianças é o nível de desenvolvimento delas. Todas frequentam o mesmo ciclo e são inseridas nos conhecimentos a partir da execução de projetos que elas mesmas identificam de acordo com seus interesses, sob orientação dos educadores.

As crianças são encarregadas do desenvolvimento de um plano de trabalho semanal que, diariamente é acompanhado pelo educador. No período em que estão na instituição – das 8h às 15h20 em período integral obrigatório e até às 17h em caráter estendido -, as crianças encontram aulas que dialogam com as temáticas presentes e outras que suscitam aprendizagens próprias, como música, inglês, educação ambiental e alimentar e guarani, presente até o ano passado.

As iniciantes no processo de alfabetização e recém chegadas à escola são destinadas a uma turma de iniciação para que elas tenham os primeiros contatos com as letras, os números e o método de projetos, ainda de maneira simplificada. Não há um tempo determinado para essa fase visto que o que conta é o desenvolvimento integral da criança, e a maturidade em seus diversos aspectos, cognitivo, social e psicológico.

Clique aqui e conheça a experiência da Escola Comunitária Cirandas na integra.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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1 Comentário
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  1. Marcelo F. Campos

    16 de maio de 2015 2:08 pm

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