4 de junho de 2026

Lula defende a educação como forma de vencer as desigualdades do país

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Da Agência Brasil

Por Mariana Tokania

Em Ato Nacional pela Educação, organizado pelo PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a educação como forma de vencer as desigualdades do país e disse que o governo petista deve “dar o exemplo e se engajar ao máximo no PNE [Plano Nacional de Educação]”.

O PNE foi sancionado no ano passado pela presidenta Dilma Rousseff. O plano define metas e estratégias para melhorar a educação nos próximos dez anos. As metas vão desde a creche até a pós- tratam da valorização dos professores e do financiamento da educação.

Referindo-se ao discurso de ontem (13) do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, Lula disse que o PNE “é a grande arma que a CUT [Centra Única dos Trabalhadores] tem que usar para mudar a historia desse país”. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Freitas disse que a CUT iria para as ruas “com armas na mão, se tentarem derrubar a presidenta Dilma”.

O ex-presidente da República disse ainda que a população deve conhecer o PNE. As metas segundo ele, deveriam estar nos ônibus, nas igrejas, nos locais públicos. Ele também destacou algumas e, dirigindo-se ao ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, presente no evento, disse que a inclusão de todas as crianças e jovens de 4 a 17 anos nas escolas, deve ser feita até o ano que vem. “Vamos ter que conversar com os governos estaduais e municipais”, disse Lula, acrescentando que a discussão não deve ser a falta de dinheiro, mas a busca por fontes de recursos.


Na entrada do Centro de Convenções Meliá Brasil 21, onde ocorreu o Ato Nacional pela Educação, um grupo de profissionais da educação em greve protestou contra os cortes orçamentários, que chegam a R$ 10,6 bilhões em educação. Entre as reivindicações dos grevistas, está o reajuste salarial de 27,3%, uma educação pública, gratuita e de qualidade e a valorização dos profissionais da educação.

Os trabalhadores alegam que algumas das reivindicações não exigem mais recursos e eles pedem uma postura mais firme do Ministério da Educação (MEC) para que elas sejam atendidas. A intenção do protesto era chamar atenção do ministro da Educação. Janine não se encontrou com os trabalhadores, mas tem reiterado que o MEC está aberto para o diálogo.

À imprensa, o líder do governo no Senado,  Humberto Costa (PT-PE), disse que acredita que o ambiente político está melhorando para a presidenta Dilma Rousseff. Ele aponta como motivos o diálogo com os movimentos sociais, por meio das reuniões que ocorreram nesta semana, a atuação de Lula e do PMDB e indícios de melhora na economia.

Sobre protestos agendadas pelas redes sociais para domingo em diversas partes do país contra o governo, ele diz que as manifestações fazem parte do jogo democrático. Para o dia 20, estão agendadas manifestações pró-governo: “Vamos investir para que haja uma grande manifestação em solidariedade ao governo e, principalmente, em defesa da democracia”.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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4 Comentários
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  1. Wagner Gomes Rodrigues

    15 de agosto de 2015 12:00 pm

    Greve nas Universidades federais

    Todos pela educação? Vendo as Universidades Federais em greve há 2 meses isso me soa um tanto demagógico…

     

    1. assim falou golbery

      15 de agosto de 2015 6:19 pm

      Se o petismo fosse viiver

      Se o petismo fosse viiver dessas tais públicas estaria em deghraças e não bantendo o record mundial em diplomação em nível superior. isso o petismo deverá eternamente as privadas que possibilitaram isso promovendo curso de qualldade de igual a supeirior e ainda aos custo de apenas 10% do que o governo gasta nas perdulárias públicas

  2. Free Walker

    15 de agosto de 2015 5:55 pm

    Na tampa!

    Lula atrasado

    Ontem o ex-presidente Lula fez um palestra em Brasília com 12 anos de atraso: sobre educação. Falou que os filhos dos pobres e os filhos dos ricos deveriam ter escolas iguais; que filhos dos parlamentares devem estudar na escola pública; que não investir em educação provoca um custo da omissão; que educação não é gasto, é investimento; e que é preciso federalizar a educação, usando claro o eufemismo de pacto federativo. Pena que ele não tenha aceito nenhuma destas idéias em 2003 e demitido o ministro que tentava convence-lo disto; que tenha demorado tanto para dizer e não tenha parecido realmente convencido; e pena também que a presidente Dilma não estivesse na palestra.

    Cristovão Buarque em seu Facebook.

     

  3. assim falou golbery

    15 de agosto de 2015 6:52 pm

    É isso. A única arma que esse

    É isso. A única arma que esse pessoal conhece é livro. De fato, Cuba e Venezuela chamanm   de livro tudo quanto é arma que envia para tais movimentos

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