10 de junho de 2026

Secretário de Educação Superior do MEC pede demissão

Segundo Lima Junior, sua secretaria esteve à frente de projetos que trazem a marca da gestão Jair Bolsonaro, e lista o ID Estudantil, o diploma digital e o Novo Revalida.
Foto Agência Brasil

Jornal GGN – Alegando motivos pessoais, o secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Lima Junior, pediu demissão nesta quinta, dia 30. O secretário era um dos principais auxiliares do ministro Abraham Weintraub e apresentou o pedido por meio de carta. A saída ocorre em meio à crise das notas erradas do Enem e problemas no Sisu (Sistema de Seleção Unificada).

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Na carta, ele afirma que se desliga do MEC ‘para abraçar um novo propósito profissional’. E diz que quando assumiu ‘estava ciente da responsabilidade que resultaria desse ato, mas nunca deixei de ousar e nunca fiz nada sozinho’.

A secretaria em questão, a Sesu, é responsável pelas universidades federais, as mesmas que tiveram bloqueios de recursos no ano passado. E também o alvo principal dos ataques de Weintraub.

Segundo Lima Junior, sua secretaria esteve à frente de projetos que trazem a marca da gestão Jair Bolsonaro, e lista o ID Estudantil, o diploma digital e o Novo Revalida. Junior também considera que o órgão foi responsável pelo novo modelo do Fies (Financiamento Estudantil), segundo ele aperfeiçoado nesta gestão.

É de Lima Junior o desenvolvimento do programa Future-se, que coloca as federais nas mãos da iniciativa privada e que foi execrada pela comunidade acadêmica. Ele considera o programa mais inovador e diz que o envio da proposta ao Legislativo será a sua última ‘missão no glorioso Ministério da Educação’.

Junior tece loas à criação da carteirinha estudantil, que teve como fim o enfraquecimento da UNE. Medida provisória está no Congresso e pode perder a validade.

Ele ficou nove meses na secretaria e, segundo ele, foram muitos os desafios enfrentados à frente dos temas de educação superior. Diz que passou por todos os desafios com o apoio de Weintraub e demais secretários.

Por fim, Junior se despede com a ‘certeza do dever cumprido, sabendo que bons frutos serão colhidos das sementes que ajudei a plantar’.

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2 Comentários
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  1. Heldo Siqueira

    31 de janeiro de 2020 9:39 am

    Um ministro que parece um técnico de contabilidade de quinta categoria (sem ofensa aos técnicos de contabilidade) e secretários do Ministério da Fazenda… Pelo que entendi o pessoal do Guedes achou que era simplesmente tratar o Ministério da Educação como uma empresa (mantra dos liberalóides) que os resultados viriam. Estão se eletrocutando no próprio choque de gestão!

  2. vanderlei domingos domingos

    31 de janeiro de 2020 5:18 pm

    se e circo e lugar de dede

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