4 de junho de 2026

“Vivemos uma esquizofrenia no espaço educacional”

Por Ana Luiza Basílio, do Centro de Referências em Educação Integral

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TEDx Mauá, que aconteceu no dia 30 de agosto, reuniu convidados a partir da temática “Mentes Inovadoras se Atraem”. Na atividade, Anna Penido, diretora executiva do Instituto Inspirare, uma das organizações parceira do Centro de Referências, problematizou a necessidade de se revolucionar o modelo educacional no país. “Vivemos uma esquizofrenia no espaço educacional, com modelos do século XIX, professores do século XX e alunos do século XXI.”

Leia + Desvendando o PNE: qualidade da educação demanda esforços intersetoriais

Anna ressaltou a importância de se ampliar a qualidade da educação e diminuir as desigualdades, tendo em vista os alunos que serão adultos daqui 20 ou 30 anos. “Precisamos ser capazes de ofertar uma proposta pedagógica capaz de empoderá-los frente aos seus projetos de vida”, analisou.

Para isso, a especialista citou algumas possíveis saídas, como a personalização do ensino, que sai da perspectiva de massa, e passa a contemplar os ritmos e interesses de cada um. Ela também considerou a oferta da educação integral, como forma de apoiar o desenvolvimento desses alunos em todas as suas dimensões, e torná-los mais aptos a serem produtores de conteúdo e não somente receptores, aproximando-os das demandas da vida real em diálogo com a escola. Da mesma maneira, reconheceu a importância das tecnologias como facilitadoras desses processos, embora não totalmente integradas ao dia a dia escolar.

Confira entrevista na íntegra feita com Anna após sua palestra:

https://www.youtube.com/watch?v=0vAflF79Rjg align:center

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9 Comentários
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  1. superperplexo

    17 de setembro de 2014 1:23 pm

    O PROJETO INOVADOR DO EMPRESÁRIO R.SEMLER EM EDUCAÇÃO

    LUMIAR – O Projeto Educacional do empresário iconoclasta Ricardo Semler. Foi eleita uma das 12 escolas mais inovadoras do mundo pela Microsoft, UNESCO e Stanford University

    http://lumiar.org.br/

  2. altamiro souza

    17 de setembro de 2014 3:24 pm

    concordo com a bela síntese

    concordo com a bela síntese dela,

    mas acho tb que há muitos inclusive e

    principalmente alunos pobres no século vinte

    nessa imensidão brasileira.

     

  3. Eusper

    17 de setembro de 2014 8:12 pm

    Falta de educação

    Este tipo de proposta é típico das teorias educacionais construtivistas. Não funcionam e não são adotadas

    em nenhum país do mundo, que leva educação à sério. Basta verificar os modelos educacionais da Finlândia

    e da Coréia do Sul, por exemplo.

    Alunos não querem propostas pedagógicas ou coisa alguma sequer parecida. Querem bons professores, bem

    remunerados, bem treinados, segurança, apoio financeiro – de preferência mediante contrapartida baseada no tripé

    comportamento-desempenho-dedicação-, escolas limpas, material didático adequado e o mais simples possível, enfim,

    poucas coisas simples. Não querem ser “empoderados”> Querem sim ser considerados dignos de receber uma

    formação que os tornem pessoas capazes de pensar e sobreviver de forma honrada na nossa sociedade da informação. 

     

     

     

    1. Anarquista Lúcida

      17 de setembro de 2014 11:32 pm

      E assim pontificou o grande educador Eusper…

      Afinal, palpite pouco é bobagem mesmo. 

      1. Eusper

        3 de outubro de 2014 9:45 pm

        Empoderamento no espaço educacional

        Não sou um grande educador. Mas, fui professor por quase vinte anos. Sei o que estou falando. Alunos não querem teorias elaboradas e sofisticadas sobre educação. Pais tmabém não. A sociedade perde com o imenso besteirol pseudo filosófico. como exemplo, didático, de alguns dos caminhos por onde anda a educação brasileira, em um dos últimos anos de ignomínia, ops, de magistério, matriculei-me em um curso para capacitação de professores. Lecionava química. Para surpresa e desgosto meu e de colegas,o capacitador nos brindou com uma exposição, que tomou a maior parte do tempo do curso, explanando a hermenêutica da didática transformadora pós-moderna em uma escola de ensino médio na periferia de Paris. 

         

         

         

        1. Anarquista Lúcida

          3 de outubro de 2014 10:04 pm

          Ok. Vc “sabe” o q está falando. Generaliza sua experiência e

          defende o obscurantismo educacional. Arre! 

          Talvez p/ ensinar Química, no ensino médio, nao seja preciso muita teoria didática (talvez… mas sem dúvida seria preciso didática na prática, que vc talvez saiba “por osmose”). Dificilmente poderia ser dito o mesmo para Matemática no ensino fundamental, nao? Nem para Português em nível algum. 

  4. Raul Abreu Leite

    17 de setembro de 2014 11:20 pm

    Hackschooling makes me happy, Logan LaPlante (português)

    Rapazinho que frequentou um ambiente de ensino assim:

     

    https://www.youtube.com/watch?v=rMHXGP8I0XE

  5. Anarquista Lúcida

    17 de setembro de 2014 11:36 pm

    Tudo mto bom e mto bonito, mas e a realizabilidade?

    As propostas estao postas nas nuvens… Temos turmas de mais de 40 alunos em sala, e vamos passar disso direto para educaçao individualizada? De onde virá tanta tecnologia para todas as salas de aula brasileira, algumas das quais nem têm carteiras suficientes? 

    Nao discordo do que ela diz, mas está tudo nas nuvens. 

  6. Jussara Lourenço

    21 de setembro de 2014 1:01 am

    Um detalhe: Ana Penido é

    Um detalhe: Ana Penido é amiga muito próxima da Neca do Itaú (aquela que tem a pretensão de ser a “Golbery” do governo Marina). 

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