5 de junho de 2026

Fim da janela partidária acelera trocas de legenda entre deputados

Prazo permite mudança de legenda sem perda de mandato e movimenta cenário político antes das eleições de outubro
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Encerra nesta sexta (3) a janela partidária que permite troca de partido sem perda de mandato para deputados.
PL lidera ganhos com sete deputados, União Brasil tem maior saída com seis parlamentares deixando a sigla.
Candidatos devem estar filiados até abril para disputar eleições em outubro, que incluem presidente e governadores.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Encerra nesta sexta-feira (3) o prazo da chamada “janela partidária”, período de um mês que autoriza deputados federais, estaduais e distritais a trocarem de partido sem risco de perder o mandato. A regra faz parte da legislação eleitoral e permite a reorganização das siglas antes das eleições.

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A medida vale apenas para cargos eleitos pelo sistema proporcional, como deputados e vereadores, e não se aplica a disputas majoritárias, como as de presidente, governador e senador. Nesse modelo proporcional, o desempenho dos partidos influencia diretamente a distribuição das vagas, o que faz com que o mandato pertença à legenda, e não ao parlamentar.

Fora desse período, a troca de partido pode levar à perda do cargo por infidelidade partidária, salvo em casos específicos, como mudanças relevantes no programa da sigla ou situações de discriminação política.

Neste ano, a janela partidária é válida apenas para deputados em fim de mandato. Vereadores, que ainda estão no meio do mandato, não podem utilizar o mecanismo neste momento, assim como senadores.

Até agora, o sistema oficial já registrou a troca de partido de 20 deputados, embora o número real possa ser maior, considerando movimentações ainda não formalizadas.

Entre os partidos, o PL lidera o ganho de parlamentares, com sete novos integrantes e nenhuma perda registrada até o momento. O PSD aparece com saldo positivo, ganhando cinco deputados e perdendo três, enquanto o União Brasil registra a maior saída, com seis parlamentares deixando a legenda sem reposição até agora.

Histórico de mudança

  • Amaro Neto, do Republicanos para o PP;
  • Cezinha de Madureira, do PSD para o PL;
  • Coronel Assis, do União para o PL;
  • Delegado Palumbo, do MDB para o Podemos;
  • Diego Coronel, do PSD para o Republicanos;
  • Emanuel Pinheiro Neto, do MDB para o PSD;
  • Felipe Becari, do União para o Podemos;
  • Jeferson Rodrigues, do Republicanos para o PSDB;
  • Juarez Costa, do MDB para o Republicanos;
  • Kim Kataguiri, do União Brasil para o Missão;
  • Magda Mofatto, do PRD para o PL;
  • Nicoletti, do União para o PL:
  • Padovani, do União para o PL;
  • Raimundo Costa, do Podemos para o PSD;
  • Sargento Fahur, do PSD para o PL;
  • Saullo Vianna, do União para o MDB;
  • Vanderlan Alves, do Republicanos para o Solidariedade;
  • Vicentinho Júnior, do PP para o PSDB;
  • Vinicius Carvalho, do Republicanos para o PL;
  • Vitor Lippi, do PSDB para o PSD.

Para disputar as eleições de outubro, os candidatos precisam estar filiados a um partido pelo menos seis meses antes do pleito, ou seja, até o início de abril.

O dia 4 de abril marca também o prazo final para que candidatos estejam com filiação regular e domicílio eleitoral definido, além do registro de partidos e federações aptos a participar da disputa no Tribunal Superior Eleitoral.

As eleições estão marcadas para 4 de outubro, com possibilidade de segundo turno no dia 25.

Os eleitores escolherão presidente e vice-presidente, 27 governadores e seus vices, 513 deputados federais, 54 senadores, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais.

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Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

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