O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguem tecnicamente empatados na disputa pela Presidência da República. Pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta sexta-feira (23), aponta o candidato do PL com 52% dos votos válidos no segundo turno, contra 48% do atual mandatário. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os adversários estão no limite do empate técnico. O cálculo dos votos válidos exclui brancos, nulos e indecisos, espelhando o critério adotado pela Justiça Eleitoral para definir o vencedor.
No cenário estimulado com os votos totais, Flávio oscilou de 48% para 49% em relação ao levantamento da última terça-feira (20). Lula manteve os mesmos 45%. A diferença numérica entre os candidatos passou de três para quatro pontos percentuais. Os eleitores que declaram intenção de anular ou votar em branco somam 5%, enquanto os que não sabem ou não responderam caíram de 2% para 1%.
Cenário espontâneo e rejeição
Na modalidade espontânea, quando a lista de concorrentes não é apresentada aos entrevistados, o cenário também mostra margem estreita. O senador registra 48% das menções, ante 44% do petista. Brancos e nulos representam 5%, e os indecisos são 3%.
A pesquisa mediu ainda o índice de rejeição, perguntando aos eleitores em quem não votariam de forma alguma. Lula é rejeitado por 36% dos entrevistados, enquanto 33% afirmam rejeitar Flávio Bolsonaro. Uma parcela de 28% diz rejeitar ambos, e 3% declaram não ter restrições a nenhum dos dois.
Retrospecto e metodologia
O acirramento das pesquisas reflete o cenário consolidado no primeiro turno das eleições, realizado no último dia 4 de outubro. Na ocasião, o candidato do PL liderou a disputa com 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões de eleitores), seguido pelo petista, que obteve 45,16% (53,8 milhões), segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O levantamento do Real Time Big Data realizou 2.000 entrevistas por telefone, entre os dias 19 e 22 de outubro, em todas as regiões do país. O nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no TSE sob o protocolo BR-09670/2026.
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