O governador e candidato à reeleição Paulo Dantas (MDB) foi afastado do comando de Alagoas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Dantas tem o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do segundo turno pelo Governo do Estado, contra Rodrigo Cunha (União Brasil), que é o nome de Bolsonaro na região.
A Polícia Federal cumpre 31 mandados de busca e apreensão em ação autorizada pelo STJ, a pedido da PF.
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As investigações se referem à época em que o político era deputado estadual em Alagoas – embora ele tenha deixado o cargo em maio, a operação foi realizada a 20 dias da segunda rodada das eleições.
Dantas é acusado de formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato ao ter supostamente usado funcionários fantasmas para desviar recursos públicos ao reivindicar o salário de seus assessores parlamentares, em prática conhecida como ‘rachadinha’.
Além do afastamento de Dantas do cargo de governador por 180 dias, a ação assinada pela ministra Laurita Vaz permitiu o sequestro de bens e valores que chegaram a R$ 54 milhões.
Nacionalização em Alagoas
No primeiro turno, Paulo Dantas teve 46,64% dos votos válidos, enquanto o adversário Rodrigo Cunha recebeu 26,74% dos sufrágios – vale ressaltar que Dantas tem o apoio de Renan Calheiros (MDB) e Lula, ao passo que Cunha é aliado de Arthur Lira (PP) e Bolsonaro.
O emedebista assumiu o Governo de Alagoas após Renan Filho, filho de Renan Calheiros, ter se licenciado do posto para disputar uma vaga ao Senado.
marcio gaúcho
11 de outubro de 2022 2:51 pmRachadinha no fiofó do adversário, pode? O fio da navalha pode virar. Esse caso vai virar precedente para pegar os Bolsonaro… Toma Chico, toma Francisco!
AMBAR
11 de outubro de 2022 7:56 pmJogada de mestre do Lira, mas que não impede que o governador seja
reeleito (em tese), esse afastamento não o torna ficha suja e mesmo que seu mandato seja cassado, sua reeleição poderia prevalecer. É um duro golpe para Lula e Renan, e uma demonstração de força e inteligência da cambada bolsonarenta.