A candidata dos quatro tuítes, por Paulo Moreira Leite

Patricia Faermann
Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.
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Jornal GGN – Para o jornalista Paulo Moreira Leite, a imensa fragilidade política da candidata a presidência, Marina Silva (PSB), para defender pontos de vista e enfrentar contradições mostra-se no recuo de publicações do Twitter, quando falava de preconceito contra homossexuais.
 
“Proprietária de uma retórica de palavras fortes, Marina é fraca de conteúdo — situação típica de discursos estruturados mas vazios”, disse.
 
Enviado por Henrique, O Outro
 
A candidata dos quatro tuítes
 
Conflitos banais da campanha confirmam a fragilidade política de Marina para falar de gays, juros, Chico Mendes, salário mínimo…
 
Por Paulo Moreira Leite
 
Denunciado por Jean Willys, o recuo dos quatro tuites na definição do preconceito contra homossexuais no plano do racismo foi a mais recente demonstração de um traço político marcante de Marina Silva: a imensa fragilidade política para defender seus pontos de vista e enfrentar contradições e conflitos. Quando isso acontece, ela prefere fingir que tudo não passou de um mal entendido.
 
Não vamos nos enganar: a defesa resoluta dos direitos dos homossexuais pode implicar na retirada do apoio do tristemente famoso deputado e pastor Feliciano, dono de uma retórica escandalosa que em 2013 provocou repúdio de vários setores da juventude e da consciência democrática do país – mas foi confortado por Marina, que na época enxergou “preconceito” nas críticas ao parlamentar.
 
Não foi o primeiro caso e é parte da personagem “Marina Silva” que se apresenta na campanha. A aura de predestinada pressupõe uma concorrente acima dos homens e das mulheres, das classes e dos interesses. A dificuldade é que essa postura tem pouco a ver com a realidade do país e com a história de resistência dos brasileiros.
 
Apresentando-se como destino final da história, Marina Silva incluiu a herdeira do Itau, Neca Setubal, e Chico Mendes no mesmo universo da “elite brasileira.” Ao praticar uma sociologia eleitoreira, que ajuda a passar uma borracha em diferenças e contradições fundamentais em proveito de uma mistificação, recebeu o repúdio dos dirigentes do Sindicato de Xapuri, no Acre, que Chico Mendes fundou.
 
É uma reação compreensível, já que a cooptação póstuma de Chico Mendes para o mundo dos banqueiros e grã-finos é particularmente grotesca.
 
Ao contrário do que acontece com a campanha de Marina, de aberta ambição privatizante, a luta dos seringueiros do Acre tinha uma vocação oposta. Nasceu da resistência dos trabalhadores aos programas de privatização das florestas, promovidas pelos governos estaduais, que leiloavam lotes de terra a fazendeiros e investidores. Mobilizados para defender seus campos de trabalho, os seringueiros enfrentavam tropas de jagunços e operações militares. Protegendo um sistema de propriedade comunitária, seu movimento nada tinha de privatizante, mas era tecnicamente anti-capitalista. Que diferença, não?
 
Até hoje os colegas de governo Lula não conseguem conter o riso quando recordam o depoimento de Marina Silva no Jornal Nacional. Questionada pela nomeação de um candidato a vice presidente que fez campanha aberta pela liberação dos transgênicos, Marina reescreveu a própria história. Disse que nunca foi contra os transgênicos. Apenas gostaria de um sistema que permitisse o convívio da soja transgênica com a soja natural.
 
“Ela simplesmente ameaçou pedir demissão do cargo,” recorda um ministro que seguiu o debate de perto. Um alto funcionário do ministério do Meio Ambiente recorda que aliados de Marina chegaram a homenagear a ministra com flores — uma forma de marcar publicamente seu descontentamento.
 
A Medida Provisória que liberava os transgênicos não proibia a soja natural — apenas autorizava o plantio e comercialização da versão modificada genéticamente. Marina simplesmente queria liberar os trangênicos numa parte do país e manter a proibição em outras.
 
Com a declaração ao JN, a candidata perdeu uma excelente oportunidade para reconhecer perante os brasileiros a quem pede seu voto que errou ao combater os transgênicos – ou que foi incoerente ao aceitar um vice que nunca escondeu que fazia campanha por eles e até recebeu apoio financeiro do setor interessado. Preferiu investir em seu personagem Mas não foi só. A mesma MP, que tratava de biossegurança de forma geral, foi alvo de Marina por outra razão: autorizava pesquisas com células-tronco, que ela condenava. A ironia, no caso, é que as pesquisas tinham apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia, cujo titular era Eduardo Campos, titular da chapa presidencial do PSB até a tragédia do Cessna.
 
O Valor Econômico de hoje registra que o mercado financeiro está abandonando Aécio Neves para apoiar Marina e explica: “o sonho de dez entre dez integrantes do mercado financeiro é ver a derrota da candidata do PT.”
 
Num esforço para não decepcionar nenhum dos dez entre dez, o programa de Marina Silva não faz menção a uma das grandes conquistas dos trabalhadores no governo Lula-Dilma — a legislação que garante reajustes automáticos do salário mínimo, sem necessidade de se promover conchavos anuais no Congresso em nas semanas anteriores ao 1. de maio. 
 
Outro ponto do programa vem dos bancos privados mas este já foi atendida e, a julgar pela desenvoltura da coordenadora do programa de governo Neca Setubal, herdeira do Itaú, não deve cair nem com um milhão de tuites.
 
O programa de governo defende a ampliação da participação dos bancos privados no mercado de crédito, diminuindo a participação dos estatais. É coerente com a ideologia privatizante de Marina. Também é prejudicial do ponto de vista do consumidor.
 
Os bancos privados perderam terreno no mercado de crédito, depois da crise de 2008, porque se recusaram a competir pelos clientes. Mantiveram seus juros nas alturas, mesmo depois que o Banco Central trouxe a taxa Selic para índices compatíveis com aquele momento econômico. O Banco do Brasil e a Caixa só cresceram, a partir de então, porque resgataram clientes que o setor privado decidira abandonar, ameaçando quebrar empresas pela falta de capital de giro e empréstimos que costumavam ser renovados automaticamente.
 
Atendendo a determinação de Lula — uma imperdoável intervenção aparelhista do Estado petista, certo? — os bancos privados se afastaram da política de mercado para atender ao interesse público.
 
Essa é a questão.Quando fala em ampliar o espaço dos privados, o programa de governo esconde principal. O mercado de crédito funciona — ou deveria funcionar — sob regime de livre concorrência, onde cada um explora a fatia do mercado que conquistou. Nessa situação, a única forma de mudar a posição de uns e outros é obrigar os bancos que cobram menos a elevar seus juros, permitindo que as instituições que tem taxas maiores ganhem novos clientes.
 
Em qualquer caso, é uma medida que, elevando o custo do dinheiro, contribui para esfriar ainda a economia, estimulando uma recessão de verdade. Para beneficiar bancos privados, prejudica-se o consumidor e o empresário.
 
Alguma surpresa? Nenhuma.
 
Proprietária de uma retórica de palavras fortes, Marina é fraca de conteúdo — situação típica de discursos estruturados mas vazios.
 
Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

37 Comentários

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    1. Além do mais, se essa

      Além do mais, se essa tragédia de marina tiver sucesso, vão encontrar a casa arrumada, dinheiro em caixa. Vão desmontar tudo e quando virar o caos, dirão que foi o Partido dos Trabalhadores que incompetente, causou o tal caos.

  1. Financiada por banqueiros e

    Financiada por banqueiros e agora para piorar aliada de heraclito e borhausen, ou seja, acompanhada dos velhos chupadores do sangue do povo, dos cabeções que tanto gostam de fazer o país de cobaia para suas ideias “jeniais e bestiais”, um programa progressista que não resiste a dois tuites de um religioso conservador e de conhecidas raposas politicas, e ainda quer se apresentar como “o novo”? Isso tudo junto é o que mais há de carcomido na Historia desse país, isso não dá boa coisa não.

  2. Mas, o que é fundar um banco, comparado a eleger um?

    Como diriam Brecht  e Marx, nada pode ser mais destrutivo do que o capital financeiro. Ele não tem cor, raça, religião, opção sexual, pátria, moral ou ética. As forças de apoio à Marina Silva são, do meu ponto vista, infinitamente mais danosas ao desenvolvimento do Brasil do que foram as de  Jânio e Collor. É mais do que um retrocesso político: é a possibilidade de entrega total de uma nação nas mãos de financistas, cujo único objetivo é lucrar, sem nunca ter de produzir um alfinete, como gostaria Adam Smith.

     

    1. Banco é um perigo

      Sei lá se Brecht e Marx disseram isso, mas é verdade que os banqueiros são terriveis. Veja o que fizeram o BMG e o Banco Rural.

  3. marina é uma mistura de FMI com malafaia.

    marina é o atraso.

    A direita usa marina para tentar destruir as conquistas sociais dos governos Lula e Dilma.

     

    1. Lula a conhecia bem. Esteve

      Lula a conhecia bem. Esteve ligada anos e anos ao PT. Tinha Lula, as duas Dilma ou Marina para substitui-lo. Não titubeou e escolheu bem. Tivemos 4 anos de paz nesse país apesar da perseguição terrível a ela e ao PT. Perdendo a presidência o PT terá todo o tempo livre prá fazer tudo o que quiz e não pode enquanto no poder inclusive libertar seus companheiros  da pecha de criminosos. Ninguém segurará o PT na Cãmara e Senado, e as organizções Globo que se cuidem. Não sou petista mas quero agradecer aqui tudo o que o PT realizou para o bem do meu país. Mas aguardemos, as favas não estão contadas.

  4. Infelizmente…

    Marina é uma ameaça às conquistas sociais desses últimos doze anos… se ela for eleita, muitos brasileiros vão se arrepender amargamente…

    1. Carla, pode escrever:
      Se

      Carla, pode escrever:

      Se Marina realmente levar a melhor essa, depois de uns 6 meses de governo, e após ela ter colocado em prática todos os seus “projetos de uma honesta e sustentável nova política… e nova economia” de cada 10 pessoas que você perguntar, 9 delas vão jurar de pé junto que não votaram nela nem no primeiro nem no segundo turno… 7 dirão que votaram com Dilma… e 2 abstenções (isso se houver segundo turno, já que existem “projeções insofismáveis” dando conta de que a Salvadora da Pátria pode ganhar já no dia 05/10/2014)

      Com Collor foi assim, eu lembro bem, com Marina vai ser igualzinho, será uma inédita mandatária da nação brasileira que descobriremos estupefatos e incrédulos ter sido eleita pela imensa minoria do povo (de 10 a 20% dos votos).

    2. Conquistas sociais?

      Conquistas sociais nos últimos 12 anos:

      Aumento da violência, mais de 40 mil homicídios por ano.

      Aumento das mortes no trânsito, mais de 50 mil mortos por ano.

      Destruição das estradas do Brasil, apenas 20%, sim 20, da rede rodoviária nacional é pavimentada.

      Aumento do tráfico de drogas.

      Aumento da população favelada.

      Criação de cotas racias, ou seja, criação de discriminação por lei. Algo que jamais existiu no Brasil, mas ism, nos EUA.

      Retorno da inflação.

      Aumento da dívida pública. E da dívida das famílias também.

      Aumento da corrupção política sem qualquer punição.

       

      Eu poderia seguir, mas já são conquistas demais. Carla Antonia, leia o que escrevi e diga se não é tudo correto.

       

  5. Sobre Marina e o que ela

    Sobre Marina e o que ela representa, não há muito a acrescentar. Não vale mais a pena gastar vela com uma pessoa assim. Agora é hora de começar a apontar soluções para o problema “testando duas hipóteses”: 1ª – Impedir sua eleição; 2ª – Que medidas tomar para proteger o Brasil, os trabalhadores, a Petrobras e outras empresas públicas da tentativa neoliberal de acabar com tudo que faltou acabar durante os 8 anos de fhc.

    1. Direita, volver!

      CB,

      Seu comentário lembra o delírio de Carlos Lacerda diante da inevitável vitoria de JK : não pode ser candidato, vencendo não pode tomar posse, tomando posse não pode governar. Citação de memória, não é literal.

      Mas sugiro uma providencia mais prosaica contra Marina: manda fazer uma macumba….pinga…farofa…galinha preta…….Brincadeira…..Abraços.

       

      1. Ah, então temos que aceitar a

        Ah, então temos que aceitar a vitória da candidata dos banqueiros como favas contadas, como querem os barões da mídia e seus institutos de pesquisa sem pensar numa forma de evitar esta desgraça? E se ela vencer todo mundo tem abaixar a cabeça da mesma maneira que ela abaixou a própria a malafaia, sem nem tentar defender o país deste enorme retrocesso?

  6. Nova política……non ecziste!

    O brilho súbito de Marina Silva surpreendeu os que davam as eleições como favas contadas e agora, no desespero, apelam para assuntos marginais: religiosidade, politica GLSBT, Malafaia, apoio de uma herdeira do Olavo Setubal, adivinhações, certeza de politica desastrosa, etc. É um jogo. Se colar. Colou.

    Não há motivos pra medo. Seu “fundamentalismo” é de fachada. Lula tambem não tinha experiencia administrativa e assustava com planos revolucionarios. Cobrado mais na frente confessou que “era tudo bravata”. As idas e vindas em questões polêmicas atendem conveniencias….interesses…estratégias… votos.

    Um postulante ao governo não tem que declarar apoio ou restrições a causas polêmicas. Nada de meter a mão em cumbuca. A solução para aspirações de minorias está no Legislativo e pouco importa a opinião do Executivo.

    1. Independência do Banco

      Independência do Banco Central é assunto marginal?

      Entregar o Bacen para os urubus do mercado financeiro não é marginal, Neca do Itaú está ali para isso.

      E nem as outras questões são marginais, pois o que fazem é revelar a falta de conteúdo de Marina, e sua falta de compromisso com o que declara.

  7. Sou anti-Marina na Presidência

    então, vou pender para o lado de quem desconstroi a candidata, como no texto acima. E não voto em quem vai desconstruir o legado de Lula. Ainda que o petista tenha apenas esboçado uma distribuição de renda, os resultados foram visiveis.

    Agora, quando Marina aceitou ser candidata em 2010, unindo o útil ao agradável, ficaria conhecida e garantiria o 2º turno para Serra, ela já disse a que veio… Assim como o próprio PSDB em 1993 ao aliar-se ao PFL.

    Depois de ver o estrago que a ex-Senadora causou na candidatura Aécio, chego a cogitar que o rídiculo de ter perdido o prazo no TSE foi proposital. Fora do paréo, Marina daria espaço para Aécio ser o candidato único da oposição entreguista.

    Mas não dá para fugir do destino: O Brasil terá de escolher em 4 de outubro se continua no caminho de se tornar, ainda que aos trancos, uma potência ou volta aquele estado de miséria do governo FHC.

    A depender do perfil de parte de nossa população e do ódio que escorre da boca de alguns brasileiros, a escolha já foi feita.

    O ódio ao governo do PT é justamente por conta do acesso ao crédito. Alguns de nós brasileiros precisam ver outros brasileiros na miséria para suportarem sua própria existência. Vai entender isso.

  8. Quem mais virá por aí?

    Já temos certeza de que a Osmarina serve pelo menos a dois senhores: Neca do Itaú e o Malafaia. Segundo o seu vice, a Osmarina não pode se comprometer com nenhuma causa que dependa da votação do Legislativo porque, segundo ele, seria ingerência de Poder. Então senhores, é preciso rever o programa da dona Osmarina e se tiver lá alguma coisa que dependa da votação do Legislativo, questiona-la porque isso consta do seu programa. My god, onde é que esses eleitores da Osmarina estão amarrando seus burros?

  9. Caramba, Marina virou o

    Caramba, Marina virou o demônio da esqueda e da direita de uma hora para outra.

    Inocentemente os dois lados nāo percebem que, como pão-de-lò, quanto mais batem mais ela  cresce.

    Esta agressividade da militância vai virar, no futuro, um case de marketing político sobre como criar antipatias.

    Por exemplo, um cidadāo que entre aqui pela primeira vez e poste algo minimamente critico ao governo,vai ser escorraçado.

    Se for um indeciso, com certeza não vai votar em uma candidata cujos apoiadores lhe dão porrada e que não aceitam criticas ou contraditórios.

    Parabéns à militância agressiva por fazer tantos gols contra a favor de projetos como o de Marina.

    Em caso de desespero, chamem o Franklin Martins – aí a vaca termina de descer o brejo.

    1. Doce ilusão …
      Marina já

      Doce ilusão …

      Marina já cresceu fermentada pela mídia da mesma forma que as jornadas de junho …

      Pura falta de visão achar que ela não cresceu ainda.

      E digo mais, a direita morre de amores por ela, pois é a grande chance de tirar o PT do poder.

  10. Se Marina vencer, ora, o PT

    Se Marina vencer, ora, o PT se coloca imediatamente como oposição, não existe esse papo de “governar com os bons”, o povo elegeu que exija dos nanicos do PSB e de suas necas da vida a articulação necessária para construir base congressual para governar  o pais, eles terão o baixo clero nefasto do seu lado,provavelmente terão a direita de sempre, estes serão os seus “bons”, vejam, o que este Beto Albuquerque representa na política brasileira para ser Vice-Preisiente da República, um parlamentar inexpressivo, um parlamentar abolutamente sem maior liderança no Congresso, esse será o vice-presidente, inacreditável, isso mostra o que será esse governo, mostra a mediocridade desse grupo que pretende governar o Brasil. O Giannetti da Fonseca numa atitude arrogante e pretensiosa, recentemente, afirmou que a UNICAMP é “um típico produto do regime militar”, observem como a simples perspectiva de poder já está subindo à cabeça desse pessoal..

     

    Neca Setúbal, uma representante do violento e explorador sistema financeiro, já decretou a independência do BC sem consultar o parlamento brasileiro, já deu entrevistas verborrágicas, anunciando aos quatro ventos como será o iluminado governo MS, já declinou suas credenciais de diplomada em sociologia para expugar o povo de seu governo, é figura que por si só, sem conhecer sua ideologia, já exclui qualquer simpatia dos eleitores da esquerda pela candidatura MS, já que ela é simplemente a coordenado do programa(?) de governo do PSB.

     

    1. Achei ótimo o comentário,

      Achei ótimo o comentário, ainda mais que aponta a inexpressividade do candidato a vice de Marina. Hoje estava justamente pensando nele, quem é ese sujeito?, quando entrei na Internet estava lá a notícia, que já foi comentada pelo portal 247. Vou colar um trechinho da chamada: O deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) fez, neste domingo, a declaração mais grave de toda a campanha eleitoral; afirmou que a ex-senadora Marina Silva não deve se preocupar com a ausência de base parlamentar no Congresso porque irá governar “com a força das ruas”; em seguida, anunciou o cerco ao Poder Legislativo: “Depois de eleger Marina, temos de ir para as ruas dar a ela a cobertura para que possa exigir do Congresso as mudanças necessárias ao país”; será que Beto pretende convocar para Brasília novas manifestações, como as que depredaram o Congresso e o Itamaraty em junho do ano passado?; será que vale também depredar agências e caixas eletrônicos do Itaú, de Neca Setúbal?; coincidência ou não, o “black bloc” Caetano Veloso foi um dos primeiros a marinar; no entanto, os outros dois presidentes que decidiram peitar o Congresso, Jânio Quadros e Fernando Collor, não terminaram seus mandatos.” Ora, vamos pensar um pouco na forma que esse vice surgiu, nas declarações desastrosas sobre o acidente, nas defensivas terríveis que envolvem a invesdtigação sobre os proprietários do jatinho, suas ligações com o negócio de armas (embora ele se defenda dizendo que votou a favor do desarmamento….???) e com o setor de agronegócios. Podemos ter acesso a evolução dos seus bens desde sua entrada na política? O que ele declarou quando a candidatura da chapa foi registrada? Quem é, afinal, esse Beto Albuquerque? Pelo visto, as relações dele são bem incendiárias. Juntando tudo isso, com a entrevista de Moniz Bandeira, dá para ser mais claro nosso cenário? Acho que não. 

       

  11. O grande problema na

    O grande problema na candidatura de Marina é que seu elitorado não está preocupado com as conquistas de inclusão social e redução da miséria. Eles são contra tudoissoquetaí, desde que “suas” conquistas, que acham devidas somente ao próprio mérito, não sejam tocadas. Mas, se Marina fizer o que está prometendo com quem está “associada” não serão apenas as conquistas dos mais pobres que irão pelo ralo.

  12. Tenho lido posts de alguns

    Tenho lido posts de alguns colegas que declaram seu voto em Marina.  Muitos desses posts  alegam que a política virou torcida e que não mais discutimos pautas, programas etc… e que Marina trouxe para o debate,  um  programa completo e inovador..cheio de propostas etc…  Pra esses colegas, gostaria de perguntar se eles realmente acreditam que Marina esteja discutindo o que quer que seja, uma vez que, até o presente momento, em seus discursos, ela não se decidiu por nada.  E,  como vimos, as poucas modernidades que seu programa apresentava, já estão virando água.  Sua chapa mais parece o samba do “criolo doido”.  E, se  diz alguma coisa, logo mais, a frente,  desdiz  com a maior naturalidade e cara de pau. Conhecemos o histórico dessa senhhora. Tivemos a oportunidade de vê-la atuar no Ministério do Meio Ambiente onde foi leniente, incompetente, morosa…..e tantas outras coisas.  Não são poucas as falas que temos disponíveis na net, onde ela mesma diz coisas que hoje nega e ao contrário. Uma mulher cheia de contradições, que me faz pensar se o cargo de presidente, não seria para realizar algum capricho interior. Não faz sentido, simples assim, ter, na  mesma chapa, Bornhausen, Heráclito Fortes (ambos caíram fora da política por pura falta de votos) Feliciano, Malafaia, Neca Setubal, bancada ruralista e nomes que não conseguíriamos reunir numa mesma mesa, nem com arma apontada na cabeça. Daí, dessa mescelânea, tenho certeza que não virá nada de bom, individualmente e nem coletivamente falando.  Agora, que a esquerda aproveite esse momento criado pela candidatura Marina, e repense sua participação no cenário nacional e na história desse nosso país.  Nossa esquerda se presta ao papel da direita, se sepando, fragmentando, quando deveria se unir……não dá mais.  Que esse susto Marina sirva para que o próprio PT reveja algumas posições que urge serem tomadas. Não dá mais para ficar refém de uma mídia calhorda, não dá mais para permanecer sem reforma política….Dilma ganhando, terá que encarar essas duas necessidades, de cara.  Que o PT aproveite o horário político para desconstruir todas as mentiras, calúnias que foram levantadas nesses últimos anos.  use o tempo com discernimento e aponte o dedo, escancarado mesmo, para um monte de pataguadas, que foram tema de tantas manchetes,  contra essas últimas gestões.  

    1. Foi na ferida

      Parabéns Dê, seu texto foi na ferida. Abriu brechas profundas: “Bornhausen, Heráclito Fortes (ambos caíram fora da política por pura falta de votos) Feliciano, Malafaia, Neca Setubal, bancada ruralista e nomes que não conseguíriamos reunir numa mesma mesa, nem com arma apontada na cabeça.”

      A turma da Rede está mais enganada que otário  que cai no conto do vigário.

      Desmascarou bem.

      Parabéns mesmo..

  13. O programa de governo da Marina parece feito pelos Blacks Blocs

    É contra tudo isso que está aí. Para resolver tudo que é preciso, chamaram o filósofo Silas Malafaia, famoso por ter escrito o livro “A libertação pelo porrete”. Daí nasce o programa de Marina. Tendo como as 10 principais medidas:

    1. Porrete no Pré-Sal;

    2. Porrete na Educação;

    3. Porrete na Saúde;

    4. Porrete nos programas sociais;

    5. Porrete no programa nuclear;

    6. Porrete nas usinas hidrelétricas;

    7. Porrete nos direitos das minorias;

    8. Porrete no salário mínimo;

    9. Porrete no emprego;

    10. Porrete na mobilidade urbana.

    OBS: tudo pode mudar e aumentar as áreas que merecem porrete, o filósofo Silas está revisando o programa. A parte econômica já foi revisada pela grande defensora dos pobres e oprimidos Neca Setúbal, segundo ela ficou ótimo!

  14. o paulo pegou na veia.
    é bom

    o paulo pegou na veia.

    é bom refletir –

    há quase dois meses para desconstruir esse (im)possível desastre com marina e sua turma de privatas. .  

     

  15. Moniz Bandeira, em 2013, ao

    Moniz Bandeira, em 2013, ao falar das eleições e de Marina, advertiu: “Tudo Pode acontecer”:
    “Estão querendo forjar a Marina como candidata mas é muito fraca a Marina, sobre todos os aspectos. É um instrumento de… Não sei até que ponto interesses estrangeiros estão também por trás da Marina, tudo pode acontecer!”
    Aos 15′, algumas lúcidas considerações sobre os protestos de rua no Brasil. A partir dos 21′, volta a falar das manifestações populares, das eleições deste ano, dos governos de FHC, de Lula e de Dilma. Finaliza com uma urgente e muito necessária recomendação: todas as ONGs atuando no Brasil deveriam ser registradas no Ministério da Justiça para saber de onde vem o dinheiro que as financia! [video:https://www.youtube.com/watch?v=QPUvR573ED4 align:center]

  16. Vamos prestar atenção noutra

    Vamos prestar atenção noutra coisa. Numa rápida busca de notícias de primeira página, vejo que, desde sábado, depois da confusão do programa envolvendo o movimento gay e Malafaia, diminuiu o tom de euforia com a candidatura Marina e voltou a ênfase na queda do PIB e as ameaças do mercado de investimentos. Catando as notícias sobre os candidatos, vemos que continuam os ataques somente a Dilma e uma certa conformidade de Aécio na queda. De Dilma um pouquinho mais de destaque, quando ela ataca Marina. Aí está o motivo da trégua, dimensionar aos poucos os ataques à  ‘humilde e equilibrada’ candidata do PSB, aquela que está acima de tudoqueestáaí e tentar aumentar a rejeição à chapa de Dilma. E advinhem quem vem para escandalizar? A ação contra a TAM feita pelos donos daquela aeronave responsável pelo acidente,contra  a Infraero e a quem mais puder (leia-se governo) naquele acidente trágico da TAM em São Paulo. Fim de semana próximo devemos ter mais fogueiras incendiadas pela midiazona. Tudo miiiilimetricamente orquestrado, aqui com os lá de fora.

  17.  
    O pior desta senhora não

     

    O pior desta senhora não são suas ligações com o Itaú e Natura. Muito menos, a turma da privataria que já manifestou interesse em se compor com a pastoril candidata. Sinal dado pelo porta-recados dos entreguistas, senhor Cardoso, conhecido pela sigla comercial FHC.

    Mais tenebrosas e perigosas, são as suspeitas ligações da senhora Marina com poderosas ONG internacionais. Ai que reside o risco maior desta nefasta postura de verdadeira lesa-pátria da grande imprensa, na sua doentia campanha para derrubar o governo petista, mesmo que seja para entregar ao inferno.

    É interessante que os brasileiros fiquem de olho. Não seria a primeira vez que elementos externos tentariam intervir diretamente no governo do país. Sabe-se que agentes e seus terceirizados locais, estão infiltrados em frestas e socavãos insuspeitos. Por trás dos panos se posicionam os manipuladores, os de mão molenga, habilidosos com os cordeis, há movimentar o mamulengo. Aliás, com essa verdadeira marina, digo, maria vai com as outras, o trabalho do pessoal fica maneiro.

    Orlando

  18. “o sonho de dez entre dez

    “o sonho de dez entre dez integrantes do mercado financeiro é ver a derrota da candidata do PT.”

    É por isso que tenho votado no PT. Se o “mercado” e a mídia dizem que é ruim é porque é bom; se eles dizem que é bom, é porque é ruim.

    Depois da baixaria que foi o processo do “mennsalão”, então, não tenho a menor dúvida: essa turma enxerga o PT do mesmo jeito que enxergavam Vargas, João Goulart e Brizola, ou seja, uma ameaça pra eles, o que pra mm é um elogio. Se eles elogiassem é que eu acharia estranho.

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