A esperança de redemocratização com Haddad e Manuela, por Luis Rheingantz, Pérola Mathias e Ricardo Teperman

Chapa permite sonhar outra vez com Brasil de voltar ao cenário mundial entre líderes emergentes 
 
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Jornal GGN – O anúncio da nova chapa do PT para concorrer às eleições presidenciais tem gosto ambíguo: por lado representa a vitória dos setores do golpe que conseguiram que Lula, o candidato favorito do eleitorado brasileiro, seja impedido de concorrer nestas eleições, mas, ao mesmo tempo, não deixa de representar um triunfo para a coligação “O povo feliz de novo”, agora com Fernando Haddad como candidato a presidente e Manuela d’Ávila (PCdoB) como vice.
 
Juntos, Haddad e Manuela, passam a representar esperança de retomada à democracia, é isso que avalia Luis Rheingantz (engenheiro), Pérola Mathias (socióloga) e Ricardo Teperman (antropólogo), em artigo publicado nesta quarta-feira (12), na Folha de S.Paulo. Eles ressaltam que Haddad, responsável pelo programa do PT nestas eleições, “tem toda competência para assumir o desafio de disputar” o pleito:
 
“Suas passagens pelo Governo Federal e pela Prefeitura de São Paulo deixaram claro seu estilo de governar: prudente e responsável na gestão, aberto à inovação qualificada nas políticas públicas; defensor do papel do Estado na transformação social, comprometido com a redução das desigualdades e com a participação democrática de todas as forças da sociedade”.
 
Já, Manuela, reúne “características fundamentais” para esta corrida, como experiência – foi deputada federal por dois mandatos e líder do seu partido na Câmara -, e símbolo de renovação. 
 
Os articulistas concordam que o país está distante do cenário de janeiro de 2003, quando Lula recebeu de Fernando Henrique Cardoso a faixa presidencial. De lá para cá, a briga entre os poderes institucionais e políticos no país levou nos levou a uma crise sem precedentes, desde a redemocratização.
 
“Só a legitimidade incontestável das urnas permitirá restabelecer a autoridade do poder executivo e o equilíbrio institucional”, avalia o trio que representa movimento cívico “Eu voto no Haddad, me pergunte por quê”, concluindo que a entrada de Haddad e Manuela na cena da corrida eleitoral, marca também “um novo momento político no país”:
 
“Pela sua trajetória e pelo seu perfil, Haddad tem a transversalidade necessária para reunir o cada vez mais pulverizado campo progressista em torno de uma aliança nos moldes da “geringonça”, o governo que reafirmou o pacto republicano em Portugal”. Assim, a chapa aponta para uma nova chance de o Brasil voltar na linha de frente das potências mundiais emergentes. Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.
 
 

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