A esquerda que quer voltar ao gueto, por Luis Nassif

Há dois momentos que ameaçam um grupo político: o do sucesso e o da derrota.

O sucesso tende a minimizar os riscos e os inimigos. Melhor exemplo foi o incomparável sucesso de Lula no período 2008-2010 e o de Dilma Rousseff nos dois primeiros anos, que os fez cegos aos movimentos de desestabilização que já estavam em andamento.

A derrota tende a promover a desesperança, como reação, despertar a busca de saídas mágicas. É um momento em que proliferam oportunistas, vendedores de poções mágicas do velho oeste, anunciando balas de prata aqui e acolá, que resolverão todos os problemas instantaneamente. Usam despudoramente o recurso aos fake news para oferecer informações ou análises falsas, explorando a boa fé dos que precisam se iludir para superar a decepção com os rumos do país.

Hoje em dia, os vendedores de poções e os radicais de gueto são as maiores ameaças à reconstrução de um centro-esquerda que consiga recuperar o poder.

Há dois enormes desafios pela frente: vencer as eleições e montar a governabilidade. Suponha-se, numa hipótese distante, que Lula conseguisse concorrer e vencer as eleições. Como governaria? Poderia abrir mão do PDT, do PSB, do PCdoB, de setores progressistas do PMDB, de lideranças da indústria e do trabalho? É evidente que não. E uma eleição sem Lula torna a construção de consensos uma necessidade ainda maior.

A maneira como parte da militância reage ao exercício da política, batendo em Fernando Haddad, o emissário de Lula para o pacto político, e investindo contra candidatos de outros partidos, como Ciro Gomes, é o caminho mais fácil para jogar a esquerda de volta ao gueto e aguardar algumas décadas a chegada de outro profeta para recompor a perspectiva de poder.

Nunca a negociação política foi tão crucial. O que se tem, na outra ponta não é Ciro Gomes, Haddad, Pimentel – eles são do mesmo lado de Gleisi, Lindbergh, Viana -, mas uma quadrilha que está desmontando o país, promovendo uma regressão de décadas nas políticas públicas, um partido da Justiça que avança cada vez mais sobre os direitos fundamentais. E tudo isso abrindo caminho para riscos ainda maiores, como o de Bolsonaro.

É momento que exige enorme dose de bom senso especialmente das lideranças; e realismo e compreensão da parte dos militantes e uma avaliação correta da correlação de forças.

Nesses tempos bicudos, há espaço para as posturas aguerridas, importantes para manter a chama acesa. Mas não da parte das lideranças. Há que se ter os guerreiros e os estadistas, os negociadores. A estes cabe a responsabilidade de deixar de lado mágoas, quizílias, idiossincrasias, e buscar o consenso.

Em poucos momentos da história, a presença de negociadores se fez tão necessária.

 

 

 

 

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194 comentários

  1. Que governabilide? Desde que obedientes em tudo?

    Ganhar eleiçoes, desde que nao se faça nada que incomode aos que estao aí, é isso?. Caso contrário, cadeia etc. Ficar com Lula nao é ficar com uma pessoa, é nao permitir que os golpistas decidam quem pode e quem nao pode concorrer, é defender a democracia. É se recusar a uma FARSA, pretender que a normalidade voltou quando nao voltou.

    • Pois é. Mas vamos, sim, tratar das eleições…

      Basta deixar de lado, ignorar, esquecer alguns “detalhes”: estamos em plena vigência do golpe mais devastador da história do Brasil, TODAS as instituições, desarmadas e armadas, estão funcionando com todo empenho no recrudescimento do golpe e detém total controle do processo eleitoral, incluindo, claro, a apuração dos votos. 

  2. Não estou te entendendo,
    Não estou te entendendo, Nassif. Não faz sentido falar em conciliação quando atacam a caravana do presidente e seus apoiadores a tiros, enquanto ele é mantido preso graças a uma patética farsa judicial. Nós JÁ estamos no gueto.

    Supondo que o candidato do “plano B”, sem mídia nem dinheiro, vença a eleição mais importante para a continuidade do golpe de Estado, o que garante que esses fascistas que se apoderaram do comando das instituições não façam um novo “impeachment”? E esse hipotético candidato vencedor iniciaria o mandato com uma base parlamentar ainda mais precária que a Dilma em 2014.

    E as eleições podem ser fraudadas, estilo Honduras.

    Por isso que manter a candidatura Lula é a opção mais racional. Pois isso escancara a farsa do golpe e mobiliza a população contra o golpe de Estado.

  3. É Lula Presidente

    Quem deu o Golpe, foi a direita.

    Lula e o PT, com todos os erros que tiveram, foram as vítimas.

    Este texto de Nassif  é muito estranho ao querer imputar ao PT a responsabilidade negativa no processo político.

    Sendo prático, por que só o PT deve ser  flexível e os outros não?

    Por que o PT deveria apoiar Ciro, o menino de Tasso?

    O PT tem que lançar candidato próprio, sim. E hoje a única aliança política factível no primeiro turno seria com Boulos, o resto é especulação.

  4. Não resisti a argumentar

    Não resisti a argumentar sobre o tema!

    “(…)

    Nesses tempos bicudos, há espaço para as posturas aguerridas, importantes para manter a chama acesa. Mas não da parte das lideranças. Há que se ter os guerreiros e os estadistas, os negociadores. A estes cabe a responsabilidade de deixar de lado mágoas, quizílias, idiossincrasias, e buscar o consenso.

    Em poucos momentos da história, a presença de negociadores se fez tão necessária.”

    – E, na sua opinião, prezado Nassif, já que colocou o tema, quais serão:

    – as posturas aguerridas para manter a chama acesa?

    – quais guerreiros, estadistas e negociadores capazes de assumir a responsabilidade de buscar o consenso?

    Diante do quadro apresentado de pré-candidatos “permitidos legalmente”, não vejo^, em nenhum, condições para tanta proeza.

    A mídia permitiria tal candidatura?

  5. Concordo.

    Qual é a maior e mais consensuada crítica em relação a Lula?

    Seu espírito conciliador. Com o PMDB, com a Globo, o empresariado, o sistema financeiro, etc.

    Qual a maior liderança popular, no sentido mais radical do termo, da história do Brasil?

    Lula.

    Há uma contradição aí. Como alguém conciliador com as elites predatórias e corruptas pode ter sido uma liderança popular que obteve tantas conquistas para o Brasil e seu povo?

    O segredo está na sua capacidade de administrar conflitos. O equilíbrio entre tensionar para avançar e ceder para não perder o pouco do terreno conquistado. Sem tensão não há avanços, sem distensão não há consolidação das vitórias parciais.

    Creio que aí está o dilema. Estamos em pleno golpe. Houve um imenso recuo que não será recuperado sem muita tensão.

    O papel da militância é tensionar, das lideranças administrar a tensão.

    Uma última observação. O problema não é o Ciro Gomes, mas o papel que a mídia irá jogar com ele. A mídia irá usar a velha tática de dividir para reinar. Foi assim com Heloisa Helena e com Marina Silva. Hoje o cenário está mais complexo. Bolsonaro roubou votos da direita, particularmente de Alckimin. Joaquim Barbosa, caso seu gênio autoritário lhe deixar ser candidato, irá desempenhar um duplo papel. Tirar votos da esquerda e, em último caso, ser o candidato vitorioso. Como foi Collor no passado, onde o candidato preferido da Globo era o “choque de capitalismo” Covas e, por fim, em virtude de sua inviabiliade eleitoral, optou-se pelo genioso Collor “caçador de Marajás” de Mello. Assim, caso Joaquim Barbosa não sirva como divisor da esquerda (ou apenas produza um pequeno racha), a mídia tentará fazer com que Ciro Gomes cumpra esse papel de divisor das forças progressista/populares e nacionalistas (anti-golpe).

    Por fim, uma dúvida. As forças golpistas cederão e aceitarão disputar um processo eleitoral (mesmo que manipulado com a exclusão de Lula), ou não recurão e manterão a qualquer custo a agenda golpista em curso? Porque essa é a essência da disputa que está em jogo hoje no Brasil. Em suma, os golpistas, para garantir uma aparência de democracia, caso seus candidatos não decolem, inclusive JB, tentarão produzir um racha na esquerda e, concomitantemente, farão Ciro “beijar a cruz” da banca? Mas e se sua candidatura não for rachada o suficiente com as forças de esquerda? E se ele, depois de eleito não seguir o script e arregimentar forças populares, inviabilizando um golpe a lá Collor e Dilma? A direita aceitará correr esse risco (se é que ele existe)?

    Um parêntese. No meu ponto de vista o maior pecado do Ciro, além da língua, é sua ingenuidade. É vero. Reparem seus perpalços. Na última eleição em 2002 foi o candidato do PPS do Roberto Freire(!) com o Paulinho da Força(!) de vice (e ainda critica a Dilma por ter aceito o Temer de vice, tem diferença entre Temer e Paulinho?). Vou ficar por aqui, mas poderia enumerar uma centena de ingenuidades. Outra, para finalizar. Acreditava que Eduardo Campos lhe cederia a legenda para ele ser canditado a presidência e não o próprio Eduardo, o governador todo poderoso “neto do Arraes”, o bonzinho da mídia, o amigão do Aécio, etc.

    Retomando. O outro caminho das forças golpistas é não arriscar uma eleição de resultado indefinido, reparem, Bolsonaro, Joaquim Barbosa, o indefinido Ciro. Diante disso, podem achar que o melhor caminho é produzir tensões artificiais que justiquem o adiamento das eleições – usando Lula como álibi, numa instabilidade resultado do prende – solta.

    Para encerrar de vez. Qual o papel histórico que a tensão provocada pelos políticos (e a militância) de esquerda, em especial do PT, cumpre para barrar a agenda golpista e, a partir disso, fazê-la recuar? Lembrando que as eleições são um meio, não um fim em si mesmo.

  6. De Novo, Mais dos Mesmos com Mais do Mesmo

    É óbvio que hoje no Brasil só há uma liderança com credibilidade, capaz de derrotar os golpistas e governar, Luis Inácio Lula da Silva.

    Tão óbvio que os golpistas, com o golpe encalacrado, precisam vencer a eleição para legaliza-lo, estabilizarem o governo e fazerem a mudança política que eternizará-os no poder. Para tanto moveram tudo que era possível para desconstruírem Lula e retira-lo da eleição, mas falharam e Lula continua, mesmo preso, liderando e impedindo que consolidem o golpe, obrigando-os em certo momento tentarem cancelar a eleição, pedirem ajuda as forças armadas e entrarem no beco sem saída, rumo ao caos.  

    Manter Lula candidato é essencial para não oferecer a eles “de grátis”, o que não conseguiram utilizando tudo que acharam possível, removerem o obstáculo Lula em momento inoportuno e eternizarem o golpe no poder. 

    Enquanto isso a esperta e agora oportunista turma do conchavão em causa própria, quer conchavar Ciro por cima, exigindo do PT e Lula, a única opção de ungi-lo como seu candidato, vendendo que meia dúzia de dominantes do bem, que não abriram um pio enquanto atropelavam a Constituição e destituiam Dilma, com mais meia dúzia de intelectuais e políticos sem rumo nas hostes golpistas, exatamente em funçãoda candidatura Lula mantida, que apoiam Ciro, que vencendo terá condições de governabilidade e que governará junto a…? (Joaquim Barbosa, Carmem Lucia, Rosa Weber, Barroso e Fachin, pense nisso!)

    ACORDEM, só há uma opção, LULA eleito PRESIDENTE, quer diretamente, de direito, quer representado, porém de fato, Lula eleito e Lula presidente. O Putin está aí para confirmar que funciona e, óbviamente, Ciro não tem perfil de representante.

    Fora disso, não haverá governabilidade, pois no atual momento, apenas Lula tem autoridade interna e externa para botar o Brasil em condições de ser governado, quer gostem os dominantes ou não, pois só com o golpe derrotado e assumindo-se de direito e de fato o poder, para valer, é que o Brasil terá saída, senão, vencer com medo deles, melhor deixa-los ir em frente, aprofundar o golpe e jogar com o caos, melhor que repetir o mais do mesmo ‘indolor’, até a próxima traição ou golpe.

    LULA PRESIDENTE DE FATO E DIREITO ou DE FATO, é a SOLUÇÃO, vencemos para valer ou obrigamos a tentarem empurrar o golpe para o beco sem saída, rumo ao caos e solução desconhecida, que rompa a inércia secular do mesmo. 

  7. Quem está no gueto é a Oligarquia.

    Quem está no gueto é a Oligarquia!

    Nunca esteve tão claro no Brasil, de um lado há uma Oligarquia que procura desesperadamente um candidato fantoche retirado de uma falsa esquerda, unindo essá com representantes oligárquicos travestidos de nacionalistas (Ciro) ou candidatos abutres sem a mínima sustentação (Manuela e Boulos) que nem chegarão a um segundo turno, todos estes sustentados por falsas pesquisas que não corresponde a atual indignação contra o golpe, e do outro lado se tem 45% da população, que no ritmo que se dissolve o governo golpista e todos os esquemas malévolos em pouquíssimo tempo serão 90% da população.

    O povo brasileiro já resistiu séculos de sofrimento, não será pedir demais mais alguns poucos meses, pois uma traição neste momento prolongará a agonia dos mesmos por algumas décadas.

    Ou LULA ou NADA.

    • Quem está no gueto é a Oligarquia II!

      Quem está no gueto é a Oligarquia II!

      Parece que os pobres ficaram tão invisíveis para as classes dominantes que eles esquecem de olhar para os lados e ver claramente que as oligarquias que dominam o Brasil há 500 anos são uma minoria em relação ao resto da população.

      As nossas metrópoles não tem manchas de pobreza, o que tem são pontos de riqueza, e a chamada classe média que se distinguia da ralé, hoje em dia não tem nem dinheiro para pagar seu plano de saúde e em breve terá que colocar seus filhos no ensino público, logo a proletarização acelerada desta classe tira das ruas a possibilidade de marchas por deus, pela família e propriedade.

      Os indícios que a tolerância está se esgotando foi o quase linchamento do Presidente Golpista da República que teve este encontro desagradável com populares e não com militantes de esquerda.

      Podem os militares em última instância tentarem um golpe, porém este nascerá natimorto, pois para dar golpe e sustentar é necessário bem mais do que generais, são necessários soldados, cabos, sargentos e tenentes e estes rapidamente vendo a miséria bater em sua porta ou de seus familiares e amigos não colocarão a sua vida em risco para apoiar oligarcas.

      Meus senhores, ou é Lula ou nada e para que Lula possa fazer algo e conseguir uma pacificação nacional, a oligarquia tem pouco tempo, pois se não utilizar este trunfo em alguns meses nem ele terá a capacidade de intermediar nada.

       

  8. Com todo respeito ao Nassif,

    Com todo respeito ao Nassif, que acertou muita coisa. Mas nesses 4 anos de caos politico os únicos que realmente foram coerente e acertaram praticamente, 90% foi o Andre Araujo do GGN e Rui Costa Pimenta do PCO, curiosamente 2 extremos do espectro politico que se julga direita e esquerda no Brasil.

    Andre, brilhantemente foi o primeiro….à alerta sobre as viagens “suspeitas”, hoje se sabe criminosas da PGR.

    E Rui, o único de esquerda revolucionária que ainda existe, nos avisou o golpe não tem escrupulos, não se negocia..eles não vão parar, prenderão o Lula.

  9. E se fosse o contrário?

    Vamos raciocinar de maneira inversa.

    Com o sucesso do Lula ao final do seu segundo mandato com mais de 80% de aprovação, um governo que respeitou a Constituição, por isso considerado um governo republicano, do qual Nassif rotula como descuidado -“minimizar riscos ao inimigo”-, tivesse se deslumbrado com o sucesso e radicalizasse o seu projeto de governo e do PT, para uma caça às bruxas que ele sempre soube que existia – as elites que não o suportavam, o judiciário, o MPF, a PF que tiveram da sua parte todo o apoio, e ao cabo o traiu – e ele sabendo disso radicalizasse e desse um golpe às esquerdas para enquadrar essa turma e colocá-los nos seus devidos lugares, o que irião dizer?

    A grande imprensa cairia de pau em cima dele.

    O seu gesto conciliador foi um ato patriótico de um personagem que quis enfrentar a luta da desigualdade do seu povo pelo concenso, e assim o fez, sabendo talvez que os resultados do que acontece com ele hoje, era previsível. Mas arriscou.

    Não acho que Lula fosse tão ingênuo ao ponto de não saber que a AP 470 indicava um rumo nada favorável ao seu governo.

    Também tenho minhas dúvidas que se não criminalizassem o Zé Dirceu sem provas nenhuma, e isso foi o sinal mais alarmante de que ele era o principal formulador do program de governo do PT. Portanto a possibilidade com a radicalização poderia ser um risco iminente, até porque o candidato natural para a sucessão do Lula era Zé Dirceu.

    Quebrou-se o encanto e Zé Dirceu hoje não tem mais influência de decisão no PT.

    Se a politização dos mais desprotegidos socialmente soubessem pelo menos como o país foi governado ao longo da sua história, não teria nenhuma dúvida que o apoio a um governo de esquerda tivesse total adesão.

    No Brasil quem sempre deu golpe foi a direita.

    Está na hora de parar com essa sina, e o momento que estamos vivendo é a oportunidade para nós radicalizarmos.

    Governo de conciliação?

    Só quem fez foi o Lula.

    O resto foi um bando de fdp.

  10. E 2 medidas urgentes, que

    E 2 medidas urgentes, que quando a Esquerda retornar ao poder, ou ao menos um governo com visão de país. cassar a concessão da globo e o Mandato do Barroso, Inaceitavél que um ministro da suprema corte, viaje usufrindo a autoridade do cargo sirva de lobista que vive de verba pública….vá pregar lá fora o fim das Universidades públicas!

  11. a paixão na frente da razão dá nisso….
    Botar Temer de vice: “necessidade política, companheiro…”

    Abraçar Paulo Maluf e pedir seu apoio: “necessidade política, companheiro…”

    Fechar com Sarney por duzentos anos… : “necessidade política, companheiro…”

    Falar em apoiar Ciro Gomes, ou evitar fechar essa porta… – “O companheiro tá de sacanagem!!!!…

      • Alexis, só quis demonstrar

        Alexis, só quis demonstrar que o motivo dos outros eventos citados foi o PRAGMATISMO POLÍTICO! Ora, não é esse o caso, sermos pragmáticos em relação a Ciro e não emotivos, por todo o massacre que Lula e o PT foi e é vítima?  Minha provocação é só no sentido de raciocinarmos que não é Ciro, por mais que tenha tido falas detestáveis – e teve!!!! – o inimigo, nãO É…..  Talvez esse boquirroto desagradável se torne lá na frente a única opção, não sei, ninguém sabe……  É hora de bater em Moro, Barroso, os desembargadores torpes do TRF4, na Globo, mas Ciro? Deixemos que fale suas bobagens, porque no meio delas, ele segue dizendo por exemplo, que Lula é inocente, e o processo é frágil……  E ele tem o direito de não querer “se ajoelhar para o PT” mais uma vez, como fez no passado….. – e sim, foi sacaneado por Lula em 2010, feio…… – quando Lula deu toda a força política do PSB, de presente, a Eduardo Campos…. – Porque ele esqueceria disso?

        • Grato Eduardo

          Grato por entender que não quis te agredir, mas apenas destacar que conheço outras boas opiniões suas.

          Não devemos bater em ninguém, mas, não podemos rifar o capital eleitoral do Lula antes do tempo, do tempo dele mesmo ou de quem ele venha indicar para suceder, quem acho devia ser das fileiras do PT.

          Ciro força a barra para entrar já querendo vaga para o 2o turno, exatamente acima do nosso patrimônio eleitoral, patrimônio este conquistado com lutas, mortes e até com a prisão do Lula. Ciro devia ter baixado a bola e se somar com Manuela e Boulos.

          • Não vi sinal algum de

            Não vi sinal algum de agressão – rs – e concordo com vc, o capital político da esquerda se chama LULA, e de mais a mais, foi ele e a família dele os massacrados por essa ditadura covarde, todo o apoio e luta por Lula são poucos…..  Não dar a Lula a primazia de, no âmbito do PT que seja, comandar as decisões políticas em relação à eleição seria uma torpeza, para dizer o mínimo.

            Mas estou com o Nassif – as lideranças de TODOS os partidos de esquerda devem buscar a união como nunca o fizeram antes, com toda a intenção honesta que isso ocorra.   Abraço!!!

      • Mas o contexto é outro……

        Mas o contexto é outro…… e nem cogitei do PT ser vice de Ciro, e sim de não fecharmos as portas, nem entrarmos em uma guerra contra quem saimplesmente está longe de ser o inimigo…… O que a declaração da Gleisi ajuda? O que destruir a imagem de Ciro – além do que ele já faz falando demais…. – ajuda?

  12. Um tempo que exige mais pragmatismo racional que ideologia
    Está na hora de sermos mais pragmáticos e racionais do que idealistas…
    .
    Amigos das redes sociais às vezes me perguntam (por angústia e desespero, não porque eu seja alguma referência importante…) “se há saída à vista diante do recrudescimento do golpe, a prisão de Lula e as amostras que temos de que esse Supremo nada fará em favor da democracia…..”

    A própria esquerda esteve fraturada nos últimos dois anos em relação a perguntas desse tipo e todas as possíveis respostas… Lembro, com um gosto de amargura e tristeza na boca, de uma amiga postando no Face, em desespero, “quando íamos pegar em armas”… – quando da condução coercitiva do presidente Lula naquele infame episódio.

    Ali, penso eu, Moro mostrava ao Brasil e ao mundo “quem de fato mandava”, quem dava as cartas no jogo pelo poder, no jogo pelo destino do nosso país. Não era o povo, nem a sociedade, nem as instituições, muito menos nosso EX-SUPREMO Tribunal. Ele, Moro, podia sim, fazer o que quisesse, apenas tendo que aguardar o momento propício para a atitude “A” ou “B”.

    Ali, aprendemos todos que já não haveria limites, era meramente uma questão de tempo, quase que “de deixarem as coisas acontecerem “naturalmente”, uma de cada vez….

    E assim foi. Primeiro o impeachment, depois o julgamento de Lula, a condenação e o aumento da pena pelo TRF4, no mais patético e sórdido julgamento das últimas décadas, a degradação definitiva de nosso Judiciário apodrecido…..

    E o tempo todo, enquanto uma sociedade tornada fanática, cega, ou celebrava ou se postava em estado de catatonia, perdidos, sem nem saberem direito o que ocorreu no Brasil de 2014 para cá, nós, da esquerda, ou democratas como Cláudio Lembo, Bresser Pereira e tantos outros, nos repetimos essas mesmas perguntas, todas com o mesmo sentido: “O que fazer? Como reagir, resistir a isso? Qual a melhor forma de lutar? Lula deve se asilar, resistir à força mesmo que de modo inócuo e quixotesco ou fazer o que fez, entregar-se…? E até hoje, em muitas mentes, há maisdúvidas do que certeza, de certo mesmo, a dor, a perplexidade, a indignação, a revolta.

    Discutimos dezenas de temas esse período: Ciro Gomes e sua postura meio amalucada e desastrosa, a “conciliação de Lula”, o envolvimento dos EUA no golpe, o caricato e pouco inteligente “republicanismo” de Lula e Dilma, os erros graves do PT, a falência das instituições, a vigência do Estado de Exceção…. tantas coisas, escritas, comentadas, debatidas, mas segue a maldita questão que aparentemente NINGUÉM é capaz de responder, nem Lula se atreveu, ao menos até agora: O QUE FAZER ?!

    A ÚNICA resposta que me satisfez até hoje veio de um texto excelente que li no GGN, do Ion de Andrade, se não estou enganado, em que ele defende uma “frente ampla da esquerda” – ou centro-esquerda, se bem me lembro. Foi um dos poucos textos que minha mente me “gritou” na hora que o li: “Fora desse caminho, estaremos perdidos, não haverá solução para esse golpe de estado…”

    Hoje, penso até além da proposta do Ion de Andrade: precisamos de uma “Frente Ampla pela Volta da Democracia no Brasil”. Os homens dignos do nosso país, de Bresser Pereira a Boulos, que provavelmente têm ideologias bem diferentes, TODOS precisamos nos unir pelo bem maior: a restauração, a refundação do Brasil enquanto um Estado de Direito.

    Pesquisas recentes apontam que Moro, pela primeira vez desde que se tornou a celebridade que é, entrou em declínio. Mais da metade da população desconfia de seus métodos e de seu trabalho. Mais da metade da população o REPROVA. Ora, isso atinge também alguns segmentos de nossa classe média. Essas pessoas poderiam sim ser despertadas por uma frente única que não fosse composta apenas pelos que suas mentes rejeitam, pelos preconceitos e repulsas que a grande mídia lhes inoculou. Podem não querer nem ouvir falar em Boulos, mas ouviriam um bresser Pereira, talvez….

    O caso, é que não nos restam mais “balas na agulha”. LULA NÃO SERÁ SOLTO, e se for, por algum acidente no sistema, NÃO SERÁ CANDIDATO! A Globo continua sim poderosíssima, fazendo a cabeça da nação, impondo ao Judiciário o comportamento que deseja, pode sim, alavancar uma ou duas candidaturas de direita, que tragam “o discurso certo”.

    Imaginemos a tragédia de um segundo turno entre Marina Silva e Bolsonaro, só para citar um exemplo…… Como evitar essa tragédia? Apenas com o que o Ion chamou de “Frente Ampla”. Amplíssima, eu diria e desejaria hoje!

    É hora de engolir todos os sapos, mágoas, ressentimentos, diferenças, é hora de ser frio e apaixonado pelo Brasil, visando UNICAMENTE tirarmos nosso país do ESGOTO em que o atiraram, o esgoto do autoritarismo, do facismo, da falta de direitos fundamentais, do entreguismo impiedoso de um Pedro Parente, da eminente venda da Eletrobras, enfim, o que restará se não vencermos a eleição que se avizinha?

    Que sejam responsáveis e lúcidos, dignos, como jamais o foram antes, todos os líderes, empresários, políticos, intelectuais do nosso país. Se não formos pragmáticos, racionais, unidos, não venceremos os preconceitos, a Globo, o Judiciário, a catatonia da sociedade.

    A única saída, a única resposta plausíveis se resumem a isso: a criação urgente de uma frente ampla de resgate do Brasil. Nada pode ser mais valioso do que essa tomada de decisão por aqueles que têm esse poder em suas mãos.

    (do meu blog aqui no GGN, em 23/04/2018)

    • A esquerda que quer voltar ao gueto

      vídeo: The counselor

      [video: https://www.youtube.com/watch?v=X89AXNO6TBw%5D

      ações criam consequências que geram novos mundos, todos completamente diferentes entre si. mas todos estes mundos, outrora desconhecidos, sempre estiveram aí.

      há o cadáver da Democracia abandonado para se decompor num mundo. há o Golpe de 2016 perpetrado num outro mundo.

      há uma Esquerda inerte num mundo. há um Brasil se fragmentando neste mesmo mundo.

      o mundo no qual se procura superar o Golpe de 2016 é muito diferente do mundo em que as condições para o Golpe de 2016 foram geradas.

      agimos como se estivéssemos numa encruzilhada, mas já não há nenhuma escolha a ser feita. a opção se deu muito tempo atrás.

      nada vai nos levar de volta. aquele mundo está extinto. por mais que supliquemos, a vida não permitirá nenhum retorno.

      mas para aqueles que compreendem estarem vivendo os últimos dias de um mundo, a morte adquire um sentido diferente.

      esta compreensão é uma força que nenhuma resignação pode conter.

      e neste desespero, que é transcendente, se acha uma antiga sabedoria. de que a pedra filosofal sempre poderá ser encontrada, apesar de escondida enterrada na lama.

      isto até pode parecer algo trivial, em face da aniquilação. até que a aniquilação acontece.

      então, todos os grandes planos e os grandes projetos enfim são expostos tal como são.

      ..

      • Leituras

        a vida não permitirá nenhum retorno

        Depois do Brasil ter vivido os anos Lula/PT, mesmo com todos os seus equívocos, qualquer opção que não seja Lula e o que representa, É o retorno. Para frente é que se anda, esse é o passo dado à frente, esse é o passo que, de todas as formas possíveis e inomináveis, nenhum vestígio deve permanecer.

        Mesmo que sem mais o senhor Luís Inácio em carne.

        Bom dia, tarde, noite, Lula.

      • Uma contestação pragmática, sem ideologia alguma…..
        “ações criam consequências que geram novos mundos, todos completamente diferentes entre si. mas todos estes mundos, outrora desconhecidos, sempre estiveram aí.”
        .
        Concordo totalmente… O que eu vejo e você não (estou falando apenas factualmente, e não como se o meu olhar fosse o certo e o seu não…) é que desses mundos que estavam todos aí, veio o pior deles. O fato do “mundo que o lulismo criou tenha sido apenas uma ilusão” (porque inconsistente com a fúria da direita que veio e destruiu tudo…) não implica que essa “ilusão” (repleta de vidas reais transformadas para melhor) não tenha tido concretudes boas, e o melhor de tudo – nos mostrou que é possível sim, mudar esse país. Esse mérito devemos a Lula, tanto nos seus erros como nos seus acertos. O que eu penso que o Arkx não vê? Que diante do mundo atual (Brasil) simplesmente não cabe a utopia, o sonho maior, a tal “luta”, porque seria suicida… O pântano que nos atiraram é tão horrendo e profundo e fétido, que URGE um único primeiro passo: INTERROMPER esse mergulho no esgoto e iniciarmos do jeito que for – mesmo que num “degradante” diálogo com nossos algozes (STF, MPF, mídia e classe média…) a salvação de alguns dedos, de alguma saúde, algum fim de miséria… É desespero querer tão pouco “em vez de lutar”? – Sim, admito. Mas perder tudo de uma vez para que lá na frente o país se convulsione, não sei se me parece o melhor….
        .

        “há o cadáver da Democracia abandonado para se decompor num mundo. há o Golpe de 2016 perpetrado num outro mundo.”

        “há uma Esquerda inerte num mundo. há um Brasil se fragmentando neste mesmo mundo.”

        “o mundo no qual se procura superar o Golpe de 2016 é muito diferente do mundo em que as condições para o Golpe de 2016 foram geradas.”

        “agimos como se estivéssemos numa encruzilhada, mas já não há nenhuma escolha a ser feita. a opção se deu muito tempo atrás.

        nada vai nos levar de volta. aquele mundo está extinto. por mais que supliquemos, a vida não permitirá nenhum retorno.”
        .
        Só sonhadores românticos querem A CURTO PRAZO o mundo que tínhamos antes do golpe, sei que ele morreu, não existe mais. Confesso, quero um mundo possível, hoje, menor do que o que tivemos com Lula, acho que é isso que eu não conseguia expressar. Quero INTERROMPER a destruição total do Brasil, tirá-lo da UTI, e só depois, fazer o que for possível para que objetivos maiores sejam alcançados. Se o entreguismo for freado, se houver planos de desenvolvimento industrial de novo, e empregos, e a volta dos programas sociais para que se minore a maior das misérias, a fome, é um reinício. Não consigo ter emoções ou visões de utopias nesse momento, quero parar com o horror que está e buscar normalidades institucionais.

        .
        “mas para aqueles que compreendem estarem vivendo os últimos dias de um mundo, a morte adquire um sentido diferente.

        esta compreensão é uma força que nenhuma resignação pode conter.

        e neste desespero, que é transcendente, se acha uma antiga sabedoria. de que a pedra filosofal sempre poderá ser encontrada, apesar de escondida enterrada na lama.

        isto até pode parecer algo trivial, em face da aniquilação. até que a aniquilação acontece.

        então, todos os grandes planos e os grandes projetos enfim são expostos tal como são.”

        Abraço!!!!!

        ..

        • A esquerda que quer voltar ao gueto

          -> O pântano que nos atiraram é tão horrendo e profundo e fétido, que URGE um único primeiro passo: INTERROMPER esse mergulho no esgoto e iniciarmos do jeito que for – mesmo que num “degradante” diálogo com nossos algozes

          -> É desespero querer tão pouco “em vez de lutar”? – Sim, admito.

          compreendo exatamente sua argumentação. e também os seus sentimentos. saiba que são compartilhados por inúmeras pessoas, inclusive muitas de meu relacionamento direto.

          foi por isto que postei o trecho do filme “The Counselor”.

          vc viu o filme? um advogado acaba cometendo um erro estúpido e se envolve com um cartel do narcotráfico. as consequências são previsíveis e inevitáveis. ainda assim, ele acha que pode contorná-las, de alguma forma.

          neste trecho que postei, ele é seguidamente chamado a razão por um “amigo” a quem pediu ajuda para tentar resolver o problema.

          identifico na cena semelhanças muito grandes com a atual situação brasileira, e como as pessoas estão se sentindo.

          nós cometemos um erro. nos envolvemos com um cartel poderoso. fomos levianos e irresponsáveis. já não temos como voltar atrás. só nos resta encarar as consequências de nossos atos.

          não vamos interromper este mergulho no abismo com qualquer tipo de diálogo com nossos algozes. eles não negociam. não fazem acordo. não importa o quanto supliquemos.

          de nada vale nossa dor e nosso desespero. não podemos trocá-los por nada.

          nesta condição, lutar não é uma opção. é uma imposição de sobrevivência.

          .

          • “não vamos interromper este
            “não vamos interromper este mergulho no abismo com qualquer tipo de diálogo com nossos algozes. eles não negociam. não fazem acordo. não importa o quanto supliquemos.

            de nada vale nossa dor e nosso desespero. não podemos trocá-los por nada.

            nesta condição, lutar não é uma opção. é uma imposição de sobrevivência.”
            .
            .
            É aí que, na essência, discordamos. “Lutar é uma imposição de sobrevivência”? – sim… Sem entrar na parte “metafísica”, de nos perguntarmos se não tem coisa SUPERIOR à sobrevivência. Vendo filmes sobre o Holocausto nos perguntamos como os judeus se permitiram or para o Matadouro sem luta. Terá sido “digno” a sobrevivência de alguns milhares? Do mesmo modo, poderia ser pertinente essa pergunta em relação a um ser humano que vive em uma favela, é humilhado por policiais truculentos habitualmente, come mal, mora mal, passa horas de pé em um ônibus lotado para servir a um patrão normalmente escroto e desumano…. E nós? Nossas humilhações são de outra ordem, mas não menos brutais: o Judiciário tornado uma farsa cínica, Dilma deposta, Lula preso, Temer no poder, tiros na caravana de Lula, o assassinato de Marielle, o país sendo fatiado e entregue….

            Então, tudo PARECE indicar que você está certo, que só resta um caminho, se não o mais viável, que seja o tal do “mais digno”….

            Porque rebato então? Porque não creio que nem os “humilhados totalmente” (os miseráveis do nosso país) ou os “apenas parcialmente” (os que ao menos temos teto, comida e algum lazer…), simplesmente não temos, NA PRÁTICA, como lutar sem lideranças e sem um convencimento por parte de um grande número de pessoas, de que essa seja a ÚNICA SOLUÇÃO REAL.

            Cria-se um PARADOXO aí. Você pode estar certo, e sua premissa torna-se “errada” em relação à plausibilidade e ao momento. Se partimos para um confronto, os militares tomam de vez o poder. Juro que se eu visse algum ângulo bom nisso, “toparia a parada!” – confrontos suicidas para um desenlace brutal e definitivo. Mas não consigo ver lucro algum nisso.

            Resumindo, entre um “possível” meio degradante, até mesmo um retrocesso, e esse afundarmos cada vez mais, prefiro o primeiro. O estancar. E não se trata de “suplicar” pelo diálogo: dependendo de quem vencer e de como o país estiver, o diálogo se tornará obrigatório.

            Intuo, apenas intuo, que a destruição de tudo só será evitada com alguma espécie de acordo entre os poucos brasileiros dignos em posição de negociar algo com os vários setores da sociedade.

            Mas no fundo, no fundo, certeza? Não tenho hoje, quase nenhuma sobre nada.

            Abraço!!!!

  13. Uma lástima um Bresser

    Uma lástima um Bresser Pereira pertencer ao PSDB…… que nome para compor uma chapa de Centro esquerda e viabilizar diálogos de retomada da democracia, do crescimento econômico, do retorno dos programas sociais etc., etc…….. 

    De todo modo, os líderes da esquerda brasileira há muito deveriam estar em diálogo aberto e franco com ele, pedindo seu apoio publico a uma frente ampla para a eleição e depois, para compor o governo e se toinar um utilíssimo instrumento de DIÁLOGO.

  14. A esquerda que quer voltar ao gueto

    Brasil em Transe: unidade na ilusão

    “não vamos deixar que as eleições mudem nada”

    Wolfgang Schäuble, citado por Yanis Varoufakis

    a medida em que as contradições fazem o Lulismo desabar moribundo sob o peso insustentável de suas propostas ocas e de sua prática política vazia, suas correntes internas se soltam, canibalizando-se em disputa pelo espólio do capital eleitoral de Lula.

    é cobra mordendo cobra. abutre bicando abutre.

    ébrios pelo odor nauseabundo, hienas e urubus não conseguem cessar de girar em torno de um cadáver adiado que procria, obcecados por se apossarem da herança em vida.

    muito embora não se possa discordar da palavra de ordem “Eleição sem Lula é fraude!”, é preciso ir além: “Eleição é farsa!”.

    nunca como antes neste país, estiveram tão expostos os estreitos limites deste cárcere conhecido pela alcunha de: Democracia Liberal Representativa.

    em meio a derrota e ao fracasso, com tudo ao redor em acelerado processo de putrefação, ainda circula incólume o espectro de uma última quimera: a união das Esquerdas.

    mas a união não se trata de uma palavra inspiradora, facilmente disponível a ser arrancada do dicionário para ser brandida em nome das boas intenções e da paz na terra.

    união é o resultado de relações construídas, e mantidas, tanto através de opções quanto das ações coerentes destas decorrentes.

    ao contrário de se constituir em princípio fundador, de causa deflagradora, ou pré requesito indispensável, a união é consequência de ações concretas levadas a cabo coletivamente.

    como tudo hoje no jogo de espelhos no qual a quase totalidade da Esquerda brasileira se encontra perdida, a perspectiva está invertida.

    não é a união que gera a luta. é de uma luta imposta por condições incontornáveis que nasce a união.

    para haver união, deve haver luta. para haver luta, ela deve ser travada prioritariamente por fora das instituições.

    para haver luta travada prioritariamente por fora das instituições, seu foco não pode ser jurídico-eleitoral.

    o Lulismo continua afundando dentro de um abismo, que ele mesmo escava ao correr atrás do próprio rabo.com todos se unindo numa ilusão, mesmo no fundo sabendo não haver saída deste poço no qual se atiraram.

    e nenhuma Frente Ampla unida no gueto da cúpula será capaz de dentro dele arrancar o Brasil. apenas pelas bases, com um amplo e capilarizado movimento de massas se constrói este poder.

    somente a luta muda a vida.

    .

  15. É diferente em primeiro ou segundo turno

    Há expectativas eleitorais em ambos os turnos e o jogo é diferente em cada um deles.

    Primeiro Turno

    Temos até agora um quadro hegemônico do PT e Lula (ou de quem ele indicar) no lado da esquerda, com boas conversas e negociações com todos os setores populares e de esquerda. Até os movimentos sindicais estão unidos. Os partidos próximos ao PT devem ter os seus candidatos para o primeiro turno apenas para cobrir eventual cláusula de barreira e poderem manter um mínimo de votação, mas nunca se afastarão do PT e estarão com ele no segundo turno, sem ambição de disputar com Lula (ou com o seu indicado) no quadro eleitoral, já desde o primeiro turno.

    O Ciro Gomes está entrando para disputar já no primeiro turno pensando que poderia ir para o segundo, tentando ganhar uma vaga, que em tese já está ocupada por Lula (ou por quem ele indicar) e um anti-Lula, que poderia ser o Bolsonaro. Nesta tarefa similar ao Ciro já existe a candidatura de Marina, querendo entrar no mesmo espaço central.

    Na direita, a luta é para alguém substituir o Bolsonaro como anti-Lula. Com os tucanos em frangalhos uma opção seria o Barbosa (já tentaram até o Huck). Ciro tenta entrar pelo centro, querendo acenar para ambas as partes, tanto para o mercado financeiro como para tentar levar de graça o patrimônio eleitoral do PT e da esquerda. Se achando….

    Com Lula (ou quem Lula indicar) já assegurado para o segundo turno, a maior tarefa do primeiro turno é a unidade para escolher uma enorme bancada progressista de esquerda, na câmara de Deputados e no Senado. Lula deverá pedir ao eleitor, junto com o voto a ele (ou a quem ele indicar) que este vote em congressista do PT ou de aliado, claramente um congressista “de partido”, de espírito de equipe e não aqueles franco-atiradores que acham que o cargo é pessoal, deles mesmos, ávidos por negociatas.

    Com o PT representando algo em torno de 20% dos eleitores, um mínimo de 103 deputados e de 16 senadores teria o PT no congresso nacional, além dos aliados.

    Segundo Turno

    O segundo turno será entre Lula (ou quem Lula indicar) contra Bolsonaro ou o representante do golpe. Um desses anti-Lula chegará ao 2ª turno. Automaticamente as forças serão realinhadas.

    Todo o mundo terá que dar as caras e, neste quadro, o lado golpista anti-Lula não fez nada certo neste período pós Dilma: a economia um horror; as perdas de direitos; a corrupção de fato e não apenas pelas condenações do Moro; e etc. Tudo o ruim ficará na conta do lado golpista; malas de dinheiro, apartamentos cheios de malas, helicópteros, contas na Suíça e etc.. Contra o que? Um triplex que nem do Lula é?

    O outro setor anti-Lula que poderia chegar ao segundo turno pela direita seria o Bolsonaro, representando a “moral”, os evangélicos radicais, o obscurantismo religioso e meritocrático, os chamados antipolíticos. O Alvaro Dias, depois de apanhar feio no primeiro turno irá correr ao lado do Bolsonaro.

    Nada a mostrar terá a direita, qualquer uma das direitas que chegar. O lado Lula (ou quem ele indicar) teria sim muito que mostrar: um país que já foi feliz e que poderá voltar a ser.

    Como governaria? Poderia abrir mão do PDT, do PSB, do PCdoB, de setores progressistas do PMDB, de lideranças da indústria e do trabalho? É evidente que não.

    Frase muito radical do Nassif. O PT não apenas NÃO abrirá mão, mas, cabe aqui responder a essa pergunta do Nassif com outra pergunta: Será que o PDT (parte dele – lembrando que há uma parte golpista que apoiou o impeachment), PSB (parte dele também), PCdoB, setores progressistas do MDB e lideranças irão então para a oposição do Bolsonaro ou do anti-Lula que chegou ao 2º turno? É óbvio que não. No segundo turno todos serão reagrupados automaticamente.

    Já no Governo

    O Ciro? Depois de ficar fora do segundo turno vai voltar para Harvard com o Mangabeira Unger. Ciro não gosta de Ministérios ou trabalhos subalternos. “Zero” de humildade.

    A esquerda estará toda com Lula (ou com quem ele indicar), mesmo aquela esquerda que já foi oposição a ele (PSol e PCO). Os movimentos populares e sindicais estarão com Lula (ou com quem ele indicar), tentando recuperar direitos perdidos com o golpe.

    Se o Presidente for “quem Lula indicar” entrará automaticamente com indulto presidencial ao Lula e este será Ministro da Casa Civil ou algo assim, garantindo a todos o seu enorme poder de conciliação e negociação.

    Esse é o caminho!

  16. Continuamos errando na avaliação

    “O sucesso tende a minimizar os riscos e os inimigos. Melhor exemplo foi o incomparável sucesso de Lula no período 2008-2010 e o de Dilma Rousseff nos dois primeiros anos, que os fez cegos aos movimentos de desestabilização que já estavam em andamento.”

    Nassif, em 2013 você saudava as manfestações do Movimento Passe Livre enquando as militancias de esquerda (não só do PT) alertava aos gritos para o inicio da Primavera Árabe tupiniquim. Aliás , esse grito de alerta já vinha sendo dado desde o chamado Mensalão, que FHC preferiu deixar sangrar, e foi derrotado com a vitoria de Lula.

    Por outro lado pergunto, se aconteceu com Lula e Dilma, seus ministros, vc não acha que TODOS OS TELEFONES das lideranças de Esquerda não estão grampeados? Que o SNI do Gral Etchegoyen, a NSA e CIA já não esta seguindo de perto todos esses lideres? Que os traíras da politica não atacarão de novo?

  17. Ciro Gomes, com seu ego

    Ciro Gomes, com seu ego imenso e arrogante, também não ajuda muito. Ele quer forçar os petistas a votar nele e está profuzindo uma reação igualmente hostil.

    Sem Lula na disputa (algo que pode ocorrer) a opção por Ciro Gomes não é um fato consumado. Eu tenho dito aos amigos dele sempre a mesma coisa. Meu candidato é Lula. Prefiro ver um inimigo boçal como o Bolsonaro eleito a votar no Ciro Gomes. Ninguém, nem mesmo a percepção de uma tragédia, vai me obrigar a votar nele. 

    • Cara vc prefere votar num

      Cara vc prefere votar num lunatico a ter alguém com o mínimo de princípios (goste deles ou não), na presidência?

      No segundo turno  se o Bolsonaro estiver nele eu vou votar em qq um para que esse louco não ganhe. Voto no Alckmiin, Barbosa, qq um. Bolsonaro na presidência é o suicídio da nação.

      • Quem te disse que o ciro não

        Quem te disse que o ciro não é lunático?

        Difícil é saber quem é pior, ele ou o bostanaro. Temos mais dois , a osmarina da floresta e o menino pobre que mudou o Brasil, para muito pior.

        Mas não tenho nenhuma preocupação com  o ciro. Tenho certeza de que não estará no segundo turno. Isto se tiver eleição.

    • Não voto no Ciro nem se o

      Não voto no Ciro nem se o Lula pedir. Explico.

      Lembro perfeitamente o dia que ouvi pela primeira vez a frase”o melhor controle de mídia é o controle remotpo”.

      Foi um dia que a presidenta golpeada foi a desgrça conhecida como globo ser entrevistada por uma cozinheira daquele canal.  Estavamos eu e minha esposa sentados no sofá assistindo só porque a presidenta, na qual nós tinhamos votado, foi conceder uma entrevista.( ressalto que odeio a globo e desejo ver esta empresa fechada).

      Lá pelas tantas ela soltou a famigerada frase, repetida agora por Ciro Gomes: “o melhor controle de mídia é o controle remoto”.

      Na hora, virei para minha esposa e disse: Acabou de cometer o maior erro da vida dela. Não vai governar.

      E parei de assitir na hora com a certeza que tempos ruins viriam. Não deu outra.

      A globo é um câncer que está matando o Brasil. O páis já está em estado de coma.

      Se o câncer não for cauterizado enquanto é tempo não haverá furturo para o Brasil.

  18. A questão Ciro Gomes está aí

    A questão Ciro Gomes está aí dividindo opiniões e essa questão se resume ao seguinte: Vale a pena apostar num homem que é uma incógnita, de um partido de direita, de um passado de direita, embora aqui acolá faça algumas bramuras que o pareçam ser de esquerda, ajudar esse partido de direita (PDT) a ganhar uma bancada maior no legislativo em detrimento do PT ou é melhor “ir para o pau” sozinhos, com riscos de terminar sozinhos, embora certamente com uma bancada maior, e ir para uma oposição responsável ou mesmo para uma coligação se o governo eleito aceitar posições da esquerda?   No primeiro turno eu fico com a segunda opção. A primeira é contemporizar, a segunda é radicalizar. A terceira opção, defendida aqui por este senhor ARKX, de falsa extrema esquerda, chama-se enlouquecer.

    Que adianta votar em Ciro Gomes para depois, no governo, em vez do Ciro que pensávamos ser de esquerda, vermos a cara do Fachin, do Barroso, a terrível cara de deboche do Fux, a cara da Maga Carmen? Que adiantou votarmos para o Senado em Brasília há oito anos atrás em Cristovam Buarque? Demos uma maravilhosa vida por oito anos para ele (lembremos que Darcy Ribeiro disse que a vida no Senado é um paraiso) para que nos insultasse e insultasse a democracia. Eu votei duas vezes em Fernando Henrique, por medo de que Maluf disparasse, deixando de votar em Lula, foi uma boa opção?  Na Argentina houve uma ditadura catastrófica que matou 30.000. Lá os confrontos foram maiores e mais cruéis, numericamente. Mas hoje os assassinos estão condenados e presos e ninguém vai para a rua lamentar que tivessem matado mais como aqui. Podemos atribuir isso a que a esquerda lá tenha optado por enfrentar com mais intensidade a direita e tenha contemporizado menos? Escolher Ciro Gomes já no primeiro turno não seria uma espécie de contemporização? Quem garante que Ciro não é apenas mais um homem de mercado? Estudar em Harvard ou Berkeley, e andar cheio de amores com os EUA não quer dizer que se seja um homem de mercado (o mesmo que dizer, atualmente, neoliberal), mas produz evidências fantásticas de que o será, em face dos inumeráveis exemplos que temos até agora. Por que Ciro se desvia de defender o indulto a Lula já agora, como lhe foi sugerido por alguns? Estratégia eleitoral? A desculpa que deu é muito frágil. Que resposta teria dado Roberto Requião?

     

    • Acho engraçado esse tipo de

      Acho engraçado esse tipo de raciocínio. Parece que a história da prisão do Lula transportou a mente da esquerda para os anos 70.

      Lula, assim que eleito, participou do Forum Social Mundial em Porto Alegre  e de lá  embacou pra Davos. Ele não disse aos banqueiros que seus bens seriam expropriadoes e distribuídos entre os pobres, pelo contrário, reafirmou a política econômica do FHC.

      Lula fez muito pelo social, sim. Mas não foi o esquerdista racical que boa parte da esquerda o está pintando agora. O que mudou no discurso atual do Lula são os ataques à Globo, só. O resto continua igual.

      Ciro não é minha primeira opção de voto, mas é o que se tem mais próximo à esquerda. Sejamos realistas, Lula não será candidato, Boulos e Manoela não tem chances de ganhar. A esquerda precisa sim se unir em torno de um nome forte.

       

      • a vdd é que o SUCESSO do

        a vdd é que o SUCESSO do governo LULA  ..esta provado, devia-se ao grande LIDER (e a José Dirceu)   ..a esquerda que restou só late late e rosna   ..mas não morde ninguém

        triste

        LULA livre !!!!

    • desculpe  ..vc já encontrou

      desculpe  ..vc já encontrou melhor alternativa ?  ..pq enquanto é ele, pois é isso que temos pra hoje  ..ou vc acredita no potencial dum Boulos ?

      O que não dá é vermos “líderes polítcos” fechando a porta ou queimando pontes

  19. Lula é simbologia e o povo é capitalista

    A maior parte do eleitorado brasileiro só conhece o político Lula (comprove perguntando em uma esquina qualquer), daí acreditar que o PT tem valor agregado nisso, creio ser utopia, pois Lula é simbologia, já o povo não quer ser mais povo, o povo quer ser patrão, tanto é que o próprio PT tem esse levantamento estatístico através da Fundação Perseu Abramo. Conclui-se que: o PT não é o Lula, a Gleise não é o Neymar Jr, e o povo [agora] é capitalista.

  20. Lula e Dilma foram dois

    Lula e Dilma foram dois conciliadores republicanos. Pergunto ao Nassif se ele puder responder: Onde a conciliação republicana nos levou?

    Faça um post explicando para que possamos entender o caos atual.

    O PT tem de ir com Lula sim, nem que seja sozinho. Nada de negociação com Ciro ou seja lá que porra for. Inclusive, se o Lula for mesmo impedido penso que o PT nem devceria apresentar candidato a presidente. Deveria se focar em fazer uma grande bancada na camara e no senado utilizando o capital político do Lula para isto. Já vimos que presidente não manda porra nenhuma mesmo.

    Se a direita ganhar, que governe e coloque em prática seu programa. Se cassar direitos e vender o páis todo,  sem probelmas. Talvez aí os brasileiros passerm a entender a diferença programática entre direita e esquerda. Ainda que eu cosidere os governos Lula e Dilma uma esquerda muito soft.

    Se o povo fosse menos ignorante já poderia fazer esta comparação. Era só lembrar como foram os governos do FHC e do Lula. Infelizmente parece que tem memória curta.

     

  21. isso tem nome

    Se chama imaturidade política

    Fato – hoje existem inúmeras ações que precisam ser resgatadas, aperfeiçoadas ou continuadas, como:

    Universidade pública, prouni, pronatec, ciência sem fronteiras  ..Minha Casa  ..mais médicos, farmácia popular, SAMU

    A prioridade pelo desenvolvimento e internacionalização do CAPITAL NACIONAL, a equalização do desenvolvimento regional

    O PROJETO BRICs e de integração do Cone Sul ..A Autonomia das Forças Armadas  ..a manutenção dos PACs como meta de LP

    O direito das minorias, instrumentos de distribuição de renda e a presença do Estado INDUTOR e SOCIAL

    E pra garantirmos estes e outros pontos, SÒ SE ESTANDO NO PODER  ..de forma co responsável  ..traçando metas, planos, PACTOS e compromissos políticos  ..e não ficando com essa atitude infantil de que se eu não for escalado eu levo a bola pra casa

    • ..em tempo ..e o que dizer da

      ..em tempo ..e o que dizer da polítca de Nacionalização pela exploração da pré sal e de reserva de fundos para desenvolvimento e financimento das políticas de Estado ?!

      Será que fazendo biquinho, correndo o risco de vermos o liberalismo e fascismo assumirem, será que isso vai resolver alguma coisa ?

      BOM DIA presidente LULA

      LULA livre 

      • LULA

        Eu quero é o país de volta, ainda que já quase destruído pelos golpistas moro/stf/globo.

        Eu quero LULA presidente.

        Nassif, fale-nos sobre o tamanho do desastre que estes golpistas fizeram e deixe que o maior líder político que este país já teve defina o que se deve fazer. Fale do desastre econômico, embora ele ainda não seja o desastre maior. 

        LULA LIVRE.

        • LULA não passará pelo TSE de

          LULA não passará pelo TSE de Rosa Weber  ..e pelo STF do  5 x 6 (6 +  EUA, mídia e Forças Armadas)

          Se há um mínimo de possibilidades pro caldo não entornar  ..é se viabilizar um candidato palatável

          Escolha : Até agora Ciro, Barbosa e Marina = todos entre 10-12 % – não provocaram protestos dessa turma que esta ARMADA (tem Alckimin e o BEBÈ Rodrigo Maia tb

          ..quer saber ? NEM Bolssonaro seria bem vindo  ..ele é PIOR do que foi um Carlos Lacerda pro golpe de 64  ..BOLSSONARO, pela ignorância e primitivismo TAMBÈM não passa

  22. Construir a unidade não é

    Construir a unidade não é fácil,a direita,que conseguiu unir-se para derrubar a predidenta legitimamente eleita e roubar 54,5 milhões de votos está aí para comprovar isso.

    Para unir,sempre,é preciso que tenhamos um programa mínimo,que atenda a amplos setores da esquerda. Não é fácil,mas também não é impossível diante do quadro de desmonte das conquistas sociais que sofre o Brasil.

    Após,e somente após esta definição,é que se pode definir um nome. É evidente que o presidente Lula por sua experiência e compromisso com o povo brasileiro e com o Brasil,podendo concorrer,é unanimidade.

    Contudo,não sendo o presidente Lula,qualquer outro nome destes que estão sendo cogitados precisarão construir de forma muito mais séria esta unidade e isso passa pela defesa deste programa mínimo. Não dá para pretenso candidato ficar fazendo pirracinha aqui e acolá como se fosse a última bolacha do pacote.Exceto o presidente Lula não tem ninguém que possa assim ser avaliado.

    Portanto,é bom baixar o tom,deixar de lado a mosca azul e entender que a maturidade nas negociações é que poderão fazer com que o pensamento progressista venha a triunfar nas próximas eleições.

     

  23. A esquerda nunca ganhou nada.

    A esquerda nunca ganhou nada. Quem chegou ao poder foi Lula, por sua história e carisma pessoal, e o PT “desradicalizado” conduzido por José Dirceu. E Lula ainda conseguiu eleger Dilma. Sei lá, é assim que eu vejo e até por isso que imagino que Ciro esteja fazendo e dizendo ou deixando de fazer e não dizendo certas coisas. Deve estar querendo conquistar votos da parcela pouco politizada e que não gosta do PT para chegar ao segundo turno e depois conta com o voto útil da esquerda e dos eleitores do PT no segundo. Se não tiver Lula, numa disputa com bolsonaro ou um alckmin no segundo turno, voto no Ciro, mas isso não significa que seja por esperar alguma coisa. É só vot útil, mesmo. Além do mais, agora, mais do nunca, a gente sabe que eleição não vai resolver meleca nenhuma neste país.

  24. O PT é o próprio gueto

    Caro Nassif, na montagem de seu governo, quando foi reeleita, Dilma jogou fora a oportunidade de criar um novo consenso de centro-esquerda. Gente do PSOL, PSB e do PDT estavam apoiando-a sem exigências. Ela demorou muito para convencer e nomear Lula para compor seu governo. Já havia um racha no PT pedindo a volta Lula em 2014. Lula não fez nenhuma articulação para fora. Dilma venceu e seu governo morreu antes da virada do ano. 

    Hoje, Ciro questiona o PT que fala de unidade desde que o partido a encabece. Ele questiona os passos em falso do PT, no que esá certo. Se o PT quer unidade, abra mão da candidatura e ajude a articular a tal unidade. Boulos, que já demonsou estar disposto a avançar numa unidade centro-esquerda, é interlocutor importante para convncer parte do PT, que resiste a Ciro, a pensar em algo mais programático, desde qe os economistas petistas assumam os erros cometidos, e não foram poucos.

    Em resumo, está no próprio PT e não na esquerda ou no centro os maiores obstáculos à unidade política. Segundo gente graúda do próprio partido, sem Lula, o PT vira um conjunto de pelo menos cinco facções.

    Lula poderia convencer Gleisi. Seria um passo histórico. Mas, hoje, só Lula tem tamanho no PT para tomar decisões importantes. O PT é um gueto ensimesmado. Atribuir os problemas políticos aos outros é a maneira fácil de negar o óbvio. Falta grandeza aos petistas. 

  25. Me recuso
    Me recuso aceitar que Ciro Gomes pode unir a esquerda. Ciro é um político abutre. Quer somente o poder a todo custo. Depois de Lula não cabe Ciro. Voto no posto se Lula mandar. Voto no poste se Lula mandar votar no Ciro.

  26. Quem são os petistas anti-ciro ?
    Nessa semana o assunto Ciro-PT tomou conta, todo dia teve um blog ou site trazendo essa pauta: DCM, 247, Cafezinho, mídia golpista, teve o texto do Pomar, teve Gleise e Ciro dizendo muita coisa e agora o GGN.
    Curiosamente essa semana eu não estava nem aí para a política da nossa fazendinha-brasil, nem poderia me interessar quando teve: as Coreias se entendendo, 50 anos de maio de 68, 200 anos de Marx, teve o novo presidente de Cuba. Enfim, coisas mais interessantes que a nossa esquerda esquizofrênica.
    Mas para não pasar batido vou deixar alguns questionamentos. As coisas não estão demasiadamente calmas do outro lado? Digo, quem são os petistas que odeiam o Ciro como o diabo odeia a cruz? Deixando uma semante de teoria da conspiração aqui: Será que tem infiltrado espalhando desunião no nosso campo progressista?

  27. O Ciro está se inviabilizando sozinho. Essa postura de jogar are

    O Ciro está se inviabilizando sozinho. Essa postura de jogar areia no rosto dos adversários logo no início da corrida presidencial tende a prejudicar muito mais o Ciro do que seus concorrentes. Cada entrevista que o Ciro concede é uma polêmica nova, a última foi negar que iria conceder graça (e não indulto) ao Lula no caso de vitória. Isso sem falar dos constantes ataques a qualquer um que coloque a cabeça para fora.

    Outra truculência recente do Ciro foi declarar que vai destruir o PMDB. O partido que tem o maior número de prefeituras e que tem maior capilaridade social. Esse tipo de declaração cria muita resistência em todo o país. Pergunto, qual a vantagem de criar atrito desnecessário? Isso sem falar que, ao mesmo tempo, que descarta o PMDB, corre atrás do PR, PP e PSD. Ou seja, no final das contas estará refém da mesma estrutura política, só que com outro nome, isso é demagogia pura.

    A postura violenta e agressiva do Ciro tende a afastar o eleitorado feminino que não gosta desse tipo de postura. Não é por acaso que a maioria do eleitorado feminino do Lula tende a migrar para as candidaturas da Marina Silva e do Geraldo Alckmin. O eleitorado feminino representa a maioria dos votos nacionais e uma parcela determinante nas eleições. As mulheres de um modo geral não gostam do estereótipo que o Ciro representa, ou seja, o valentão que arrota machismo para todos e fica arrumando briga em todo canto.

    Por outro lado, a candidatura do Haddad tende a crescer muito. Ele é um candidato muito pouco conhecido nacionalmente. O ex-prefeito de São Paulo possui muitas qualidades que o credenciam a ser sucessor natural do Lula, dentre as quais a lealdade. Cabe mencionar que é muito mais difícil administrar a prefeitura de São Paulo do que o governo federal, isso porque o prefeito está mais próximo do caos social e não tem a chave do cofre. O fato do Haddad ter sobrevivido ao junho de 2013 faz dele uma alternativa concreta.

    O ex-prefeito de São Paulo só precisa ajustar algumas posturas para deslanchar. O que ele precisa fazer urgente é perder o medo do povo. Ele precisa se expor mais e deixar que as pessoas se aproximem e o abrace. Os brasileiros, diferente dos russos, americanos, europeus e asiáticos, gostam de abraçar e tocar o seu líder. O Lula explorou muito bem essa característica e a Dilma muito pouco.  

    Outro fator a considerar, o eleitorado tende a decidir em quem vai votar na véspera da eleição. Isso significa que o candidato que tiver menos rejeição e melhor se portar diante do público tenderá a vitória. O Haddad pode dar conta do desafio, pois é muito articulado, e tem características que a maior parte do eleitorado aprecia como: lealdade, honestidade, inteligência, educação dentre outras. Ele é o candidato que melhor representa a herança bem sucedida do lulismo.

    Não acredito que o Lula conseguirá registra sua candidatura. Por outro lado, a candidatura Haddad tem tudo para ser vitoriosa. E caso seja eleito, o Lula poderá ser um articulador político para dar sustentação ao futuro governo Haddad. A estratégia de manter a candidatura do Lula para forçar o STF a sujar ainda mais as mães tendo que impugná-la é correta. No final das contas a ofensiva contra o Lula viabilizará a renovação do PT com a vitória do Haddad.

     

    • Wilton, posso assinar junto ?

      Wilton, posso assinar junto ? Se me permitir eu só perguntaria, a você ou a quem tiver a resposta: Por que a união das esquerdas pressupõe, para muitos, a candidatura de Ciro para presidente com um vice do PT, e não o contrário ? Qual é o partido mais admirado, mais forte, mais estruturado, o PT  ou o PDT ? Uma candidatura de Haddad presidente e Ciro vice não une ? Claro que ele, Ciro, não aceita, mas então quem é que não quer a união ?

      • A plataforma política do PT é conhecida e contempla as reivindic

        A plataforma política do PT é conhecida e contempla as reivindicações dos setores ligados à grupos sociais vulneráveis, como reforma agrária, acesso a saúde, educação e moradia. Quanto à plataforma política do PDT é a mesma de praticamente todos os partidos convencionais, inclusive do PMDB. Votar em um candidato do PT é votar em um programa conhecido e testado que representa grupos sociais marginalizados, votar no Ciro é embarcar em um projeto pessoal.

        O PT possui intelectuais orgânicos e militantes comprometidos com sua base social. Já o PDT não representa nenhum setor a não ser os interesses de seus correligionários. Caso o Ciro vença, o PT seria esvaziado e perderia seu protagonismo. Ainda hoje o PT é o principal instrumento dos setores oprimidos como sem terras, sindicalistas, indígenas e movimentos sociais. É muito importante que o PT continue sendo um partido forte, pois representa grupos oprimidos pelas elites.

        Abandonar a candidatura à presidência é abandonar a luta histórica que o PT representa!

      • Resposta simples: O pt não

        Resposta simples: O pt não tem nenhum candidato que tenha sido prefeito, deputado, governador, ministro da fazenda… que seja campeão de urnas, etc

    • Palmas!! Também acho que é

      Palmas!! Também acho que é por aí. Se Lula não puder continuar a candidatura, que seja lançado um outro nome do PT apoiado por ele no primeiro turno. Segundo turno, outra história, se passar Ciro junto com outro mais direitista que ele, então vamos de Ciro.   

    • Excelente comentário Wilton

      Excelente comentário Wilton Santos!  

      Uma boa solução, Haddad presidente. E que tal Jandira Feghali como vice? Ela é corajosa, parece muito leal  E também boa pessoa. Por outro lado, é querida no Rio e também em SP e BH. Em São Paulo isso pode ser observado no ato do sindicato no ABC o quanto ela foi efusivamente aplaudida. 

      Mas, por ora, é Lula lá, 

  28. Como combater o

    Como combater o irracionalismo moderno ? A raíz do fenômeno que Nassif tenta chamar a atenção neste post vem de um fato: a esquerda lulista não estão se unindo em torno de um projeto, mas sim em torno de um “afeto” tal como gostam de dizer os pós-modernos. Houvesse realmente vários projetos de esquerda seria relativamente fácil se reunir os lulistas e não-lulistas e tirar pontos em comum entre eles para formar uma frente que unisse a todos. Mas não, não são projetos o que guiam essas pessoas do campo de esquerda. São os “afetos”. É o simbolismo de um Lula mito, super-herói, quase uma divindade, de uma luta do bem contra o mal, de um senso de justiça superior ao seu inimigo. Posta a questão nesses termos “irracionais”, realmente é muito difícil chegar a um consenso entre as partes. Não é possível negociar afetos, é possível negociar projetos tendo como fundo uma racionalidade de que há coisas importantes que outras e que chegar no final sem nenhuma dels é muito pior. Revejam as críticas que Wanderley Guilherme dos Santos tem feito à direção do PT e percebam que vamos dar de graça a vitória ao inimigo simplesmente porque, do ponto de vista emocional, para uma grande parte vale mais a pena se agarrar a uma emoção do que tentar jogar xadrez.

  29. Fora Ciro!

    A imprensa alternativa NÃO VAI CONSEGUIR colocar Ciro Gomes como nosso candidato! Sinceramente, O Cafezinho, o DCM , o Brasil247 e o JGGn combinaram com quem essa candidatura? Não conhecem a militância do PT? Fora Ciro!

     

  30. Há muito bom senso, no que

    Há muito bom senso, no que diz o jornalista, entretanto há uma realidade que deve ser observada nas negociações: quem tem votos para a possibilidade de levar as oposições de volta ao poder, é Lula, o PT, algo como 30% no momento. Com essa realidade, só se pode negociar, se houver eleição para Presidente, com quem se possa contar, num caso de vitória, para governar, com que programa mínimo poderá o país ser conduzido. Haddad tem essa missão atribuída por Lula, ninguém desconhece.Antes, não dá para negociar, com postulantes mesmo ilustre ou promissores, pontuando algo próximo da margem de erro nas pesquisas, e forte rejeição, e querer já agora a cabeça de chapa. Não dá mesmo, e ainda mais saindo por aí reclamando, dizendo que o PT está errando por manter a candidatura de Lula, único com votos para concorrer. É é abrir o flanco para que a ditadura que os golpistas estão conduzindo, usando na garantia as Forças Armadas, e na chefia do golpe, o Judiciário. Fazer o que possíveis aliados propõem, todos importantíssimos, sim, num caso de haver eleições com vitória das oposições, com Lula ou quem este apoie, é antecipar uma possível derrota, com tudo para entregar o ouro aos bandidos. Sem Lula na disputa, além do risco de perder, é coonestar com o objetivo do golpe, de continuar com a ditadura do Judiciário, falando aos quatro ventos que estamos em pleno regime democrático. É um jogo de paciência, tudo na sua vez. Ainda é, Lula livre, e Lula lá. 

  31. Fora Ciro!

    A imprensa alternativa NÃO VAI CONSEGUIR colocar Ciro Gomes como nosso candidato! Sinceramente, O Cafezinho, o DCM e o Brasil247 combinaram com quem essa candidatura? Não conhecem a militância do PT? Fora Ciro!

     

  32. Nassif, foi bom ter escrito

    Nassif, foi bom ter escrito isso, já que semana passada o blog publicou um texto totalmente desnecessário atacando Ciro. Não eram críticas, eram ataques mesmo.

  33. O PT só percebe a tragédia, quando acontece!
    Os Lulopetistas “tampam os ouvidos” quando falamos que caso o Lula chegue à presidência da república ele não terá condições nem de executar o “projeto ousado” como disse o Fernando Haddad, nem reeditar o que ele fez nos oito anos de governo dele, porque a elite/plutocrácia com os seus meios (que todos nós sabemos quais são) vão atrapalhar o governo dele, vão agravar o quadro da crise política e econômica, e isso não vai fazer bem, nem ao Brasil, e muito menos ao próprio Lula.
    Você acha que eu, gostaria de votar no Lula?! CLARO QUE SIM! E se eu pudesse votaria MILHÕES de vezes se necessário! Isso se o horizonte (quadro) para volta do Lula fosse bom e estável, mas não está! Meu amigo e minha amiga que estão lendo esse comentário, vocês não acham que a nossa nojenta elite/plutocrácia brasileira deu o golpe contra a Dilma Rousseff, pra depois o Lula voltar ao poder?! NÃO! Eles não são idiotas (na verdade eles são idiotas, mas não á esse ponto!), eles vão usar de todas ferramentas (Congresso, STF, Mídia e etc…) pra derrubar o Lula e seu eventual vice, ou vão deixar ele quatro anos “sangrando” na impopularidade, pra depois eleger o canalha que eles quiserem pra fazer o serviço sujo! Se o Lula tivesse chances de ganhar e de fazer um governo estável no mínimo, toda esquerda, inclusive os pré-candidatos (Ciro, Boulos e Manuela) E ATÉ O PSB! Entenderiam que seria necessário pragmaticamente se unirem em em torno da candidatura do Lula. Gente entendam uma coisa, eles não vão deixar o Lula ser solto, se for solto, não vão deixar ele ser candidato, se for candidato, eles não vão deixar ele ganhar, e se ganhar, não vão deixar ele ser diplomado, e se for diplomado, não vão deixar ele tomar posse e governar e assim por diante! Então temos que escolher de forma pragmática um candidato capaz de enfrentar essa situação, e esse candidato é o Ciro Gomes, só que os “Lulopetistas” se deixando levar por “mimimis” de membros da “Burocracia do PT” (direção nacional e alguns congressistas) que distorcem falas e ações, malham o Ciro Gomes, dizendo que ele é “arrogante”, compartilhando vídeos dele com Aécio Neves sendo que TODO MUNDO, INCLUSIVE LULA E O PT bajulavam o cara, e toda a classe política (com exceções!) achava que o Aécio seria o sucessor ideológico do estilo conciliador do avô Tancredo, tanto que com parceria do PT ele elegeu o Márcio Lacerda prefeito de BH e com patrocínio do Lula, por isso que o Ciro disse que com o Aécio a presidência estaria “em boas mãos”, e era a época de convenções partidárias (2009-2010) e se enxergava que era melhor o Aécio ser candidato, do que o Serra! Hoje o Ciro tá decepcionado com o Aécio. Mas voltando ao drama, os Lulopetistas se deixam levar até por MANCHETES DA MÍDIA GOLPISTA! É mole?! Não sabem diferenciar “ataque” de “crítica”, e depois do #NãoVaiTerGolpe, do #AnulaçãoJá e das #DiretasJá, eles inventam irracionalmente o “Ou Lula ou nada” que traduzindo pra realidade é “Ou Lula, Ou que o Brasil se EXPLODA COM A DIREITA!” demonstrando a falta de pragmátismo do PT, afinal o que o PT ganha com esse discurso?! Essa eleição para mim é a única chance de nós tiramos o país dessa situação! Por isso precisamos estar unidos agora! E eu não quero depois da eleição ficar lendo textos explicando o nosso fracasso, se lamentando e percebendo a cagada que fizeram, SERÁ QUE VOCÊS VÃO PERCEBER A TRAGÉDIA QUANDO ELA ACONTECER?! VAMOS SER QUE NEM A ESQUERDA ALEMÃ NOS ANOS 30?! QUE GRAÇAS A DIVISÃO DA ESQUERDA O HITLER SUBIU AO PODER! PARE E PENSE! NÃO PRESTE ESSE DESERVIÇO AO BRASIL!

  34. Política de alianças do PT

    Está fora do meu alcance decifrar o mistério do PT, para manter o poder, aliar-se com a escória da política brasileira – Temer, Cunha, Padilha, Geddel, Moreira Franco, Sarney e muitos outros políticos deste quilate – e agora, quando deveria contribuir para o Brasil superar a crise em que nos encontramos, recusa-se a fazer aliança com Ciro Gomes, político honesto, até prova em contrário, e aliado do PT há muito tempo.

    Está fora do meu alcance compreender porque o último governo do PT, eleito com um programa desenvolvimentista (2014), cometeu estelionato eleitoral, contratou um empregado do Bradesco para ser Ministro da Fazenda e implantar um programa neoliberal; e agora o mesmo PT recusa-se a aliar Ciro Gomes, um candidato que tem um programa nacional-desenvolvimentista e que já anunciou seu compromisso de submeter à população referendos revogatórios para anular as medidas de entrega das riquezas nacionais em curso.

    Por outro lado, compreendo perfeitamente porque a maioria da população brasileira deixou de ir às ruas para defender Dilma contra o impeachment assim como deixou de lutar nas ruas contra o desmonte do Estado brasileiro. Afinal de contas, os governos do PT foram incapazes de investir fortemente na elevação da consciência politica e cidadã da maioria dos brasileiros. Como lembrou recentemente o Frei Chico, irmão de Lula, ninguém pode se mobilizar para defender uma Constituição que desconhece.  

    Por fim, acredito que é um exercício típico de cabotino político essa tentativa do PT de nos convencer de que Lula ainda é capaz de eleger um poste. O PT deveria abandonar a sua arrogância política e dar-se conta de que existe a possibilidade de nenhum candidato de centro-esquerda ir para o segundo turno das eleições próximas. Se isto, de fato, ocorrer a responsabilidade desse fracasso será única e exclusivamente do PT. 

    • Comentário

      Comentário PERFEITO!

       

      “Afinal de contas, os governos do PT foram incapazes de investir fortemente na elevação da consciência politica e cidadã da maioria dos brasileiros. ” 

  35. Petebização..

    o brilho dos palácios enebriou a petezada, que caiu em uma armadilha e agora não consegue sair..

    .. ciro é uma pá de cal no restinho de credibilidade que algumas lideranças petistas tinham..

    .. no final, o que nos resta é o triste espetáculo da petebização de um partido outrora de esquerda..

    Podem começar a pensar num plano B.. mesmo.. começar do zero..

    Ah, preparem-se para o bolsonaro.. há males que vem para o bem..

  36. A lógica é ir até o final.
    A candidatura do Lula deve seguir em frente ate o último momento que é aquele onde é permitida a troca de nome na urna. Na segunda hipótese ir mais longe ainda é obter 50%+1 dos votos e provocar uma nova eleição suplementar. Em ambos casos o Lula transferirá 100% dos votos. Plano B é acovardamento e é o sonho de consumo dos golpistas. Eles sabem que o Lula é protagonista junto com bolsonaro os demais são meros figurantes.

  37. A economia do país está indo

    A economia do país está indo pro buraco e os partidos de direita, sejam o do judiciário ou os que apoiam o bolsonaro, não tem propostas novas a não ser o neoliberalismo selvagem que continua  ferrando com todos nós 

    Se querem a continuação do governo temer é só votar em alckimin ou bolsonaro

    Lula é quem representa e sempre representou a esperança e a oportunidade do novo para o país, esse mesmo brasil que nunca deu chances de crescimento a seus cidadãos e cidadãs 

    A esquerda, como sempre e desde o inicio, irá pactuar com alguns pontos  do programa de lula e do PT e vai seguir criticando e combatendo os pontos que auxiliam o grande capital e o sistema financeiro em detrimento do povo

    O apoio majoritario da esquerda à lula e ao PT dpendem exclusivamente de lula e do PT,  a esquerda fará seu papel, sempre como norte e crítico do que é prejudicial ao país e aos trabalhadores

  38. Ciro e outros
    Para mim a mãe de todas as desgraças foi a troca do republicanismo pragmático (Dirceu e Lula) pelo republicanismo suicida, pois ingênuo, (Dilma, Mercadante e Zé Cardozo). Não digo que a Realpolitk do primeiro time não sucumbiria à guerra híbrida que nos atingiu, mas com certeza tornaria o caminho para o cadafalso bem mais longo e desgastante para nossos algozes. Agora já foi. A ironia da historia é ver nessa altura do campeonato uma penca de entendidos que defenestravam a Realpolitk do PT conclamando a uma Realpolitk para sujeitar ou escantear o PT! Bolsonaristas e escribas “vejistas” pelo menos são (sempre foram) mais sinceros. Como eleição sem Lula é fraude, BORA PRA ANTICANDIDATURA.

  39. Estamos numa democracia à

    Estamos numa democracia à iraniana = lá o povo pode eleger os candidatos que são autorizados a concorrer pela alta cúpula dos cléricos xiitas. Aqui quem faz esse papel são juízes [ que não são representantes de deus, são o próprio rs ]. Já tiraram Lula. Bolsonaro, se crescer nas próximas pesquisas a ponto de poder ganhar no primeiro turno, também será impedido pelos juízes – e motivos não faltam rs. Os que mandam no país, o capital rentista, querem Alkimin – mas esse é quase um pangaré rs. Talvez o ideal dos que mandam é um segundo turno entre Alkimin e Marina ou Barbosa ( sobre Barbosa, tudo vai depender da sabatina que a Miriam Leitão fazer com ele pra ver se o RH da Globo o aceita como candiato rs ) – e assim manter as eleições e dizer que houve no segundo turno uma disputa entre ‘direita’ e ‘esquerda’. O certo é que a chance de um projeto baseado no desenvolvimento do Brasil está praticamente descartado. Dos que defendem essa visão, o mais bem posicionado é Ciro – mas sofre resistência da esquerda por seu passado tucano e conta com o fogo amigo da sua própria língua rs. O fator que ainda é indefinido é ver se o PT lançará candidato próprio [ eu acho que sim] e ver o quanto esse indicado, com apoio do Lula, alcançaria nas pesquisas. 

  40. Ciro ou não Ciro. is the question.

    Quem é candidato a lider da aliança democratica de centro esquerda é o Ciro Gomes. Cabe a ele compor sua base de apoio, seu eleitorado e seu comite. Ele é quem deve procurar o eleitorado mais a esquerda para conversar. Ele é quem esta pedindo voto.

    • Pois é, há notícias de que o
      Pois é, há notícias de que o amigaço dos coronéis cearenses e tucano enrustido está procurando se qualificar junto a elite financeira e que apoia a reforma da previdência dos golpistas, aí pergunto para os que enchem o saco dizendo que ele é a salvação: qual o plano de governo dele? Eles sabem???

  41. Demorou mas veio um post mais

    Demorou mas veio um post mais firme sobre a irracionalidade que tomou parte da direção do PT, que venham outros. Nassif, é cada vez mais necessário este tipo de posicionamento para tentar iluminar o campo político do lado de cá, parte dos dirigentes do PT e a militãncia do partido entraram numa espiral de loucura que parece não ter fim. Negam pura e simplesmente a realidade, Lula não será candidato e o PT não tem outro candidato viável, o partido não tem outra opção digna e em atenção ao futuro do Brasil senão a de apoiar outro candidato do campo progressista. A alternativa é entregar o país a direita, dessa forma não sobrará nada do Brasil em 2022, tudo isso e nome de uma hegemonia na esquerda, essa é a prioridade desses loucos, estão cagando pro futuro do país. Não é por acaso que são extamente aquelas figuras do partido que não tem voto e se apegam a estrutura burocrática (vide  Robert Michels), aqueles que tem voto e também responsabilidade estão tentando construir as pontes visando o futuro do país. O único caminha viável é construtir uma aliança de centro-esquerda que eleja Ciro Gomes e dê sustentação em seu governo, o PT tem um papel importante a cumprir nesse cenário, podendo num futuro não tão distante retornar a cabeça da chapa, o outro caminho é fazer o JOGO DA DIREITA.

  42. O amigaço dos coronéis
    O amigaço dos coronéis cearenses e tucano enrustido está tentando se viabilizar junto ao capital, segundo notícias, daí já se vê de que lado estará. Incrível como gente que acreditou no vampiro economista sem diploma e no mineiro do aeroporto cai no conto do vigário novamente.
    Se o PT apoiar um desagregador como esse, além de perder parte da já combalida militância, legitima uma eleição fraudulenta, fica sem discurso e corre o risco de definhar.
    A luta é principalmente pela democracia, não pelo poder.

    • Síntese

      Onde eu assino? 

      Seu comentário deveria ser destaque, entre muitos outros – excluídos os meus – porque sintetiza a posição de grande número de comentaristas aqui no blogue, e com o mérito da síntese, que eu não tenho e admiro. 

      “A luta é principalmente pela democracia, não pelo poder.” 

       

      Sampa/SP, 06/05/2018 – 18:47

       

       

       

       

  43. As esquerdas e o gueto

    Precisamos urgente olhar para nosso passado para conseguir entender o presente e planejar o futuro.

     

    A unidade do campo progressista é uma necessidade já que é difícil alguém, mesmo o PT, dizer que tem a hegemonia no movimento social e garantir que vai ganhar a eleição, caso haja, sem o Lula, e mais importante governar depois e reverter as maldades  feitas desde abril de 2016.

     

    Precisamos entender que neste momento o Lula é maior que o PT e por isso mesmo quem não vota PT, mas não concorda com o que foi feito, esta apoiando o nosso maior líder.

     

    Tivemos no passado momentos que o interesse geral foi além do pessoal. O 2ª  governo do Vargas é um exemplo. O Prestes, cuja esposa tinha sido deportada para morrer nos campos nazistas, apoiou e indicou o voto no Vargas contra as mesmas forças politicas que estão hoje se amontoam no lado golpista. Um movimento mais ou menos  parecido, em que pese a quantidade de tranqueira que se aproveitou disso,  levou à eleição do Tancredo no voto indireto.

     

    E se quem esta na direção não consegue entender isso, cabe a nós propor o debate e mais que isso empurrar para a frente quem deveria “puxar” o movimento.

     

    Traduzindo: companheira Gleise, que é a Presidente do PT,  deveria trabalhar mais para unir as forças progressistas  que fazer marola e interditar um debate que não é dela e vai muito além dos interesses  exclusivos do Partido.

  44. A eleição vai ser pra
    A eleição vai ser pra deputado e senador a esquerda esqueceu disso?
    É melhor ganhar a presidência ou a maioria no congresso?
    Quem faz e aprova as leis é o congresso!!! O poder está no controle da maioria no congresso!

    O PT tem que apoiar Ciro, colocar um vice lá e partir pra focar no congresso.
    Pega todo o drama Lula e divulguem a lista dos deputados e senadores de esquerda progressistas para a população votar e eleger!
    Vamos derrotar a direita e o golpe elegendo um congresso de esquerda!
    Acorda PT!
    Missão é eleger um congresso progressista e de esquerda e lá ter o poder de fato para anular e fazer leis!

  45. Já eu acho que o Lula e o PT

    Já eu acho que o Lula e o PT foram supercompetentes em conseguir  avanços mesmo aliados a parcelas do que há de pior na sociedade.

    Só votarei no Lula, e não estou em nehum gueto.

    O texto do Nassif já começa mal ao caricaturar pensamentos diversos.

    Vou além no meu “radicalismo”: sem Lula, acho que o PT não deveria se apresentar aos comícios eleitorais. Congresso e governos sem PT.

    Nenhum problema pois o PT só erra, dizem aqui, não é a maior força da esquerda, enfatizam aqui, não tem candidatos mais viáveis que Manuela e Bolos, afirmam aqui. Deixa o outro candiato de “esquerda” (kakakakaka) governar e negociar com as diversas forças políticas.

    E um certo candidato de “esquerda” (kakakakaka) que não representa ninguém, que só se candidata para satisfazer seu ego, não acredito ser capaz disso.

  46. Vou ser didático!!
    Ciro
    Vou ser didático!!

    Ciro cabeça de chave ninguém de esquerda vai aceitar.

    Ele veio como o candidato da direita com discurso centrista para nos dividir.

    É Lula, Haddad, Manoela e Boulos.

  47. Não libertamos a verdade do sequestro com pagamento de resgate!

    Esse post é um autêntico Nassif black label, 24 ou 32 anos quem sabe, envelhecido em tonéis de madeira DA LEI, aquela que supostamente se dá em doido.

    Nassif tem que ser Nassif e ele tem direito a ser assim.

    Ele acredita, piamente, que a saída para o caos onde a direita nos enfiou, tudo para preparar o terreno para a nova fase de expansão global dos fluxos de capitais (até a próxima debacle) é, primeiro a eleição, e depois, a governabilidade.

    Ótimo, isso é uma opinião importante, e deve ser considerada.

    O problema é tratar a opinião dos outros com desdém ou rótulos.

    Ora bolas, ensina a moderna arte da guerra que, às vezes, é preciso SIM retornar aos guetos, fortalecer princípios esquecidos, em suma, radicalizar (criar raízes) para então depois, quem sair para a disputa em campo geral.

    Talvez em nenhum outro momento da história mundial (já que acredito piamente que o futuro da esquerda nesse pais vai influenciar todo resto, daí a medida da intervenção dos EUA aqui) a esquerda precisou reafirmar sua lógica fora dos limites impostos pela institucionalidade que não mais responde aos compromissos que essa esquerda tem com a maioria deassistida.

    Fico imaginando, e poderia ser cretino para cobrar do Nassif a mesma objetividade que ele cobra de nosotros (sim, eu faço prate desse gueto, visto a carapuça vermelha, sim senhor), e pergunto:

    – Qual governabilidade, com quem, com qual Congresso, com qual ordem geopolítica? E enfim, que eleição?

    Eleição com o principal protagonista preso por um processo ilegal, aliás, preso não, se houvesse bom senso nos editorialistas, inclusindo aí o Nassif, o nome correto para prisão ilegal é SEQUESTRO.

    Mas depois de ler esse texto do Nassif, e tantos outros mais no dia de hoje, ficou mais claro:

    A disputa pelos despojos do PT está aberta, e Nassif já “cirou” faz tempo!

    • A esquerda que quer voltar ao gueto

      -> (já que acredito piamente que o futuro da esquerda nesse pais vai influenciar todo resto, daí a medida da intervenção dos EUA aqui)

      é isto!

      na década de 1980, Walesa e o Solidariedade foram incensados pelo pré Neo-Liberalismo.

      enquanto no Brasil se erguia o maior partido de Esquerda mundial e uma autêntica liderança nascida das lutas e das bases do movimento de trabalhadores: Lula.

      o que restou hoje de Walesa e do Solidariedade? nem mesmo um quadro na parede…

      enquanto isto, Lula e o PT aqui estão até hoje.

      os Proprietários da Humanidade compreendem mais a importância do Brasil do que nós mesmos.

      eles necessitam dos recursos brasileiros justamente pelo motivo que vc expôs: “tudo para preparar o terreno para a nova fase de expansão global dos fluxos de capitais (até a próxima debacle)”.

      sem considerar este “pequeno detalhe”, jamais teremos qualquer perspectiva de nos livramos deste caos. pois quem não tem um adequado diagnóstico da crise, acaba sempre sendo atropelado pela conjuntura.

      a situação mudou drasticamente desde 2003. a Crise de 2008 é estrutural, sistêmica. passaram-se 10 anos, como entre 1929 e 1939. e agora? virá uma nova grande guerra? não é outro o motivo da China tentar avançar com seu projeto OBOR (One Belt, One Road). mas algum novo New Deal ou Plano Marshal, ainda é viável?

      .

  48. Os populares começaram a deixar de ser figurantes …….

    Os populares começaram a deixar de ser figurantes e começaram a ser coadjuvantes.

    O que estamos vendo aqui é que vários comentaristas eventuais que só aparecem quando Nassif faz algum artigo mais conciliador, estão demonstrando o medo de que as posições se radicalizem, ou seja, estão imaginando que o Brasil está na beira do abismo.

    Plagiando o Millôr Fernandez, podemos dizer o seguinte:

    “O Brasil está na beira do abismo, mas talvez ninguém tenha se dado conta que a solução seja o abismo!”

    A única novidade nos dias atuais é que a extrema-direita está colocando as manguinhas de fora e propondo o confronto, e isto está assustando os elementos mais centristas, porém cabe destacar que a política econômica proposta por esta extrema-direita é exatamente a mesma do chamado centro, que na verdade é direita como Ciro Gomes, que não será nenhuma resposta à crise que se impôs no Brasil.

    O que temos no pseudo centro, que na verdade é direita, é a mesma política que Macri está levando na Argentina e como se pensava está fazendo água mais rápido do que se pensava.

    Por outro lado o centro, configurado pela figura de Lula, está vendo que se não adotar uma política que o coloque mais a esquerda, também fará água mesmo com Lula no poder, e o que se vê é que não há mais espaço para medidas paliativas, ou se adota uma política de intervenção no mercado financeiro, estatizando-o ou mesmo colocando os bancos públicos no lugar deste, ou o país vai para o buraco. Isto sem falar com políticas mais radicais de moradias populares, melhoria da qualidade de ensino, taxação mais agressiva das grandes fortunas e daí por diante o povo não vai aguentar.

    Está havendo dois processos antagônicos que deixam claro a situação do Brasil nos próximos anos, uma radicalização a direita, que deve ser combatido pela criação de uma imprensa livre e crítica, e uma enorme insatisfação das massas representada pela radicalização da figura de “O POPULAR” tão bem posta na pequena crônica que inaugurou e alçou Luis Fernando Verissimo a notoriedade.

    Como diz na sua crônica, o popular é aquela criatura que está presente em qualquer evento mas que nunca é partidário de algo, sempre está fora de tudo, porém o ato de repúdio e o quase linchamento do Vampirão foi feito exatamente por POPULARES, ou seja, não manifestantes, não partidários, não qualquer coisa engajada, simplesmente quem estava passando por aí.

    Este é o ponto principal de tudo, quando populares começam agir ativamente com lado claro, quer dizer que algo está prestes a desandar, e esta é a situação do Brasil nos dias de hoje, a insatisfação é tamanha que os populares viraram atires, não figurantes.

    • Já estamos no abismo

      [email protected], no meu entender o Brasil já está no abismo.

      Da beira do abismo já se jogou há algum tempo, talvez exatamente no golpe do impeachment.

      O filósofo Paulo Arantes nos lembra que o lulismo foi a melhor gestão da barbárie que tivemos nas últimas décadas. Estando falido o modelo lulista – ou mais precisamente – um certo tipo de petismo, com a esquerda minúscula e desarticulada que temos no Brasil, a saída do abismo é a questão que nos impõe a realidade atual.

      Glauber Rocha, no seu manifesto Estética da Fome, evoca a violência revolucionária como indispensável para que colonizados parem e ponham fim à exploração colonial e/ou capitalista. Necessariamente nem principalmente se trata de violência armada – fadada hoje ao fracasso – mas a violência democrática, ou seja, aquela destinada à defesa dos interesses e dos direitos das maiorias, e das minorias. No fim da vida Glauber escreveu outro manifesto, a Estética do Sonho, em que põe em questão a arte revolucionária.

      Neste momento temos a necessidade de articular as energias mais poderosas das maiorias brasileiras para gerar imensa onda s[c]inérgica em favor da vida, da igualdade, da liberdade, da solidariedade, da sagração do comum. Precisamos reunir a “contribuição milionária de todos os erros”, reunir a melhor inteligência e o melhor propósito dos brasileiros de bens e não necessariamente daqueles das antigamente tidas como da “boa sociedade”.

      Uma única eleição jamais resolverá nossos problemas profundos, problemas de nação fraturada, sempre e ainda hoje fraturada. O Brasil precisa do melhor de Lula, de Ciro, de Boulos, de Manuela e de todos aqueles que podemos dar o melhor de cada um de nós para a melhoria da qualidade de vida das maiorias. Esta é uma tarefa coletiva. A tarefa é criar, reunir, articular um programa comum e fazer as maiorias lutarem por este programa comum. As eleições de novembro podem ajudar a alavancar esse processo. Ainda que as eleições possam ser fraudadas – hipótese nada desprezível -, ainda que Lula não possa disputa-la [e as leis aprovadas, inclusive, por que o golpe pretende vetar a candidatura de Lula, ainda que o PT leve a candidatura própria de Lula até o limite extremo, nada impede que simultaneamente e às claras o PT esteja debatendo uma frente com Ciro Gomes e a centro esquerda. Só o PT pode fazer isso. Se não o fizer está agindo como partido egoísta, egocêntrico, arrogante, auto-referente.

      O programa passa pela revogação das medidas entreguistas, passa pelo aprofundamento da democracia direta, por reformas políticas e do Estado – enfim, um programa de centro-esquerda, que precisa começar a ser debatido agora, no período eleitoral, momento mais do que propicio. Para ultrapassarmos o lulismo e a submissão ao mercado financeiro precisamos de um projeto nacional-popular, sim, como nas décadas de 1950 e 60 e que foram abortadas.

      Diz o articulista Rogério Maestri: “Está havendo dois processos antagônicos que deixam claro a situação do Brasil nos próximos anos, uma radicalização a direita, que deve ser combatido pela criação de uma imprensa livre e crítica, e uma enorme insatisfação das massas representada pela radicalização da figura de “O POPULAR” tão bem posta na pequena crônica que inaugurou e alçou Luis Fernando Verissimo a notoriedade”.

      Esta proposta, no meu entender, também faz parte do programa a ser construída por uma frente de centro-esquerda, que transcenda a dimensão eleitoral e aponte para a saída do abismo.  

  49. Não tem acordo

    Acabou o tempo de negociar.

    Esta política de baixar a cabeça e só entrar em partida ganha é o que nos trouxe até aqui.

    Sem acordo. Sem prisioneiros.

  50. A Esquerda…

    Sintético e sensato, olhando algumas páginas, lembro-me comovido do texto de Darcy ‘Allende e a Esquerda Desvairada’.

    Obrigado, Sérgio.

  51. Gueto
    Correto, Nassif. A turma que não sentiu o tremor pensa que não existe terremoto. Incrivel a burrice dentro do PT. Maior que a do PSDB. Será que já não bastou o Lula abrir mão do controle da PF, do MPF e do STF quando governou ? Olhe agora ! A propina do Alckmin foi igual à do PT , para as eleições, mas só a do Alckmin foi vergonhosamente enviada ao TSE. A do PT foi pro Moro, lembra dele ? É esse mesmo , plano de vida é tirar o Lula de circulação.

  52. Está certo Nassif quando

    Está certo Nassif quando identifica os inimigos a serem batidos: 1) uma quadrilha que está desmontando o país; 2) um partido da Justiça; 3) riscos ainda maiores, como o de Bolsonaro.

    Na verdade os três grupos estão juntos e articulados. A(s) quadrilha(s) corruptas são a base visível do grande esquema de drenagem de riquezas por parte de corporações internacionais. O braço político, como diria o MPF. O esquema de drenagem envolve acesso a recursos naturais, acesso a recursos do tesouro, entre outros. Os parceiros menores desse esquema são empresas nacionais de todo porte, grande, médio e pequenos, que lucram com a instrumentalização direta e não disfarçada do Estado. E os operadores políticos do esquema são os políticos corruptos.

    A população, aí incluído os operadores da justiça – o partido da Justiça – tem conhecimento apenas das duas parcelas inferiores do esquema. Sabe que existe um sem número de empresários e políticos corruptos. Mas desconhece os grandes esquemas internacionais de pilhagem.

    Mas apenas o desconhecimento dos grandes esquemas de pilhagem não explica porque os governos petistas passaram a ser considerados os inventores da corrupção no Brasil. Por que a população, aí incluídos os operadores da justiça, embarcou com tanta facilidade na tese que “o PT seria o partido mais corrupto de todos”? Por que mais de metade da população apoiou o golpe, e parcela considerável, pelo menos 40%, acredita até hoje que Lula cometeu crimes graves de corrupção, ao ponto de rejeitá-lo de forma contundente como candidato?

    O PT deu motivos, certo. Não tem como apagar as imagens da distribuição de dinheiro vivo em salinhas restritas de agências bancárias na época do mensalão. Mas daí a jogar a responsabilidade da corrupção endêmica do Brasil no colo do PT, como faz a PGR, vai um certo caminho.

    Acredito que a explicação para tudo isso, também para o fortalecimento de grupos fascistas, está na natureza do desenvolvimento promovido pelos governos petistas. A grande expansão de riqueza se fez sob signo do consumo. A inclusão social foi inclusão para comprar a casa própria, o carro, o som, o celular. Os valores da sociedade de consumo penetraram fundo na sociedade. Aqueles que estudaram passaram a compartilhar das ansiedades e inseguranças da classe média brasileira e se movimentaram politicamente para a dreita.

    E aí ocorreu um fenômeno: figuras como Dilma e Lula passaram a destoar do maravilhoso mundo dos shopping-centres, parecendo cafonas, ultrapassados. Na marcha batida para alcançar o “verdadeiro desenvolvimento”, de padrão civilizado, norte-americano ou europeu, tratava-se de descartar essas figuras e seu partido. Daí a aceitar a tese que se tratava na verdade de esquerdistas corruptos, foi apenas um passo.

    E nas franjas da sociedade, naquela parcela que não conseguia ascender e achar seu lugar no maravilhoso mundo do consumo, se fortalecia o mercado de drogas e a criminalidade e se estruturava o crime organizado. Na esteira da expansão do crime vem a expansão dos grupos fascistas.

    E agora? Não vejo solução a curto prazo. Os grandes esquemas de pilhagem seguirão acontecendo, e as metralhadoras desse esquema estarão voltadas para o inimigo político imediato: as correntes desenvolvimentistas.

    Não é difícil eleger um governo desenvolvimentista, a sociedade está polarizada, mas o desenvolvimentismo – dispondo de uma base ampla – ganha qualquer disputa. O difícil é governar. Para resistir e não sucumbir, qualquer novo governo terá que partir de duas premissas, não existentes nos governos petistas: 1) contar com apoio popular organizado; 2) buscar construir novos paradigmas na condução do desenvolvimento nacional. Isso significa fugir da repetição do que existe. Debate difícil e para outro momento. 

    A construção dessas premissas é mais importante que a a ocupação da cadeira do governante. Nesse sentido, qualquer nome que tenha um projeto desenvolvimentista serve. Pode ser Ciro Gomes. Sem nenhum vice petista. Um nome apenas para ser apoiado. Mais importante é o fortalecimento e a expansão de movimentos sociais e o trabalho de construção de racionalidades alternativas, das quais a sociedade poderá lançar mão quando o momento for adequando.

  53. a esquerda que a direita goza ou Cir[c]o

    23. Los síntomas de la corrupción. Detengámonos a observar en el interior de lascondiciones sociales, necesariasen algunas ocasiones, los síntomas que son calificados de”corrupción”. Desde que de algún modo se introduce la corrupción, comienza a predominaruna superstición de diversos aspectos, mientrasque se degrada y se vuelve impotente lacreencia que hasta entonces profesaba un pueblo en su totalidad: la superstición esefectivamente un librepensamiento de segundo orden, quien seentrega a ellaopta por undeterminado número de formas y de fórmulas que le convienen, concediéndose a sí mismo elderecho a elegir. En comparación con el individuo religioso, elsupersticioso es mucho más”personal”. Una sociedad supersticiosa contará con muchos individuos y en ella semanifestará un anhelo de individualidad. Desdeesta perspectiva, la superstición aparecesiempre como un progreso frente a la creencia ycomo una señal de queel intelecto se havuelto más independiente y quiere afirmar su derecho. Es entonces cuando se quejan de lacorrupción los adoradores de la antigua religión, los defensores de lareligiosidad, cuandohasta ese momento eran ellos quienes habíancreado la terminología usual y desacreditado lasuperstición, incluso entre los espíritus más libres. Tengamos en cuenta que la superstición esun síntoma de la ilustración(aufkärung).En segundo lugar, se acusa de relajamiento a lasociedad en la cual la corrupción gana terreno;y es evidente que en ella disminuyen el apreciode la guerra y la afición a ésta, mientras que deahora en más se aspira a las comodidades de lavida con el mismo fervor con el que antes seaspiraba a los honoresgimnásticos y guerreros.Pero, habitualmente, no se tiene en cuenta elhecho de que las viejasenergías, las viejaspasiones del pueblo, cuyas maravillosas expresiones eran la guerra y los torneos, son ahoramenos palpables por haberse convertido desde ese momento en innumerables pasiones de lavida privada. Hasta es probableque en una situación de “corrupción”, el podery la violenciade la energía que despliega un pueblo sean en ese momento mayores que nunca, y que elindividuo derroche entonces esa energía de un modo que no hubiese podido hacerlo antes,porque no era lo suficientemente rico comopara hacerlo. Precisamente, en épocas de”relajamiento”, la tragedia frecuenta las casasy recorre las calles, surgen grandes amores ygrandes odios y asciende fulgoroso al cielo elfuego del saber. En tercer lugar, se tiende aconsiderar, para compensar de algún modo los inconvenientes de la superstición y delrelajamiento, que en estas épocas de corrupción existe una mayor dulzura que en las prece-dentes y que, en comparación con las épocasmás creyentes y fuertes, la crueldad haretrocedido considerablemente.Pero yo no podría sumarme a esta forma de alabanza, comotampoco podría hacerlo a censuras semejantes; sólo aceptaré que ahora la crueldad se hacemás sofisticada y que en adelante sus formas más antiguas atentan contra el buen gusto,aunque en épocas de corrupción las heridas y torturas mediante palabras y miradas alcanzansu pleno desarrollo; asimismo, entales épocas se crean tanto lamaldad como el placer por lamaldad. Los hombres de la corrupción son muyingeniosos y agresivos; saben que existenotras maneras de matar diferentes a las causadas por un puñal y un golpe de mano, y nodesconocen que todo lo que se dice bien goza decredibilidad. En cuartolugar, desde que “secorrompen las costumbres” surgen sobre todo esos seres reconocidos como tiranos; son los
    precursores, las primicias de los individuos. Unpoco más de tiempo y aparece en el árbol deun pueblo esta fruta madura y dorada, pues este árbol existía sólo para producir semejantesfrutas. Cuando la descomposición alcanza el mayorgrado, justo como la lucha entre tiranosde todo tipo, surge entonces elCésar, el tirano definitivo, que pone fin alconflicto agotadopor el dominio exclusivo de uno solo, dejando queel cansancio actúe por su cuenta. A sullegada, el individuo está ya en plena madurezy, por consiguiente, la “cultura” ha alcanzadosu más grande estado de fecundidad (si bien no a causa de él ni por él, aunque a los hombressumamente cultos les gusta adularla haciéndose pasar por obra suya). Perolo cierto es quenecesitan paz exterior, pues llevan en sí suinquietud y su trabajo. En tales tiempos, lavenalidad y la traición están muy arraigadas, pues el amor alegoque recién se descubre esmucho más peligroso en este momento que el amor a la “patria” vieja, gastada y muerta afuerza de palabras. Y la necesidad de asegurarse contra los terribles vaivenes de la suerte haceque hasta las manos más nobles se ofrezcanen cuanto un hombre poderoso se muestredispuesto a derramar en ellas su oro. En eseinstante se descubre unagran incertidumbrerespecto del futuro que se vivepara el presente; es un estadoanímico en relación con el cualtodos los seductores disponen de buenas oportunidades de juego, en tanto que la seducción yla corrupción se dejan para “el presente”, ¡reservándose el futuro y lavirtud! Los individuos,esos auténticos “en sí” y “para sí”, se preocupan del momento más de lo que lo hacen susoponentes, los hombres gregarios, pues se consideran a sí mismos tan imprevisibles como elfuturo. De esta manera, se unen con gusto a losviolentos, pues se sienten capaces de actuar ydisponen de recursos que la masa no comprendería ni perdonaría, mientras que, por otro lado,descubren que el César extiende el conceptode derecho del individuohasta incluir tambiénsus transgresiones, y que le interesa convertirse en el intérprete de una moral privada másaudaz. El tirano piensa de sí mismo, y quiere también que los demás piensen, lo que a sumodo dijo Napoleón de una manera totalmenteclásica: “Tengo el derecho a contestar todaslas quejas que me hagan con un eterno `yo soy elque soy’. Yo estoy al margen de todos, noacepto condiciones de nadie. Deben someterse a todos mis caprichos y estimar comoabsolutamente natural que me entregue a tales o cuales distracciones”. Así le aseveróNapoleón a su esposa, un día que ella puso enduda, no sin fundamento, la fidelidad conyugalde su marido.En las épocas de corrupción caen los frutosdel árbol; me refiero a los individuos,portadores de las semillas del futuro, instigadores de la colonización espiritual y de laformación de nuevos órganos del Estado y de lasociedad. La palabra corrupción no es sino untérmino despectivo para hacer referencia a las épocas otoñales de un pueblo.

     

  54. estou farto da esquerda

    Sou de esquerda por ideologia, não me conformo com as desigualdades do mundo. A prioridade é lutar contra as desigualdades, não colocar um distintivo no peito.

    O PT não tem e nem precisa ter nenhum compromisso com a esquerda. Provou que é o único partido popular, talvez o único partido de fato. A prioridade é preservar o projeto do partido, que está sob ataque desumano. A esquerda não tem nada a ganhar e nada a perder nesta eleição. Se se considera esquerda mesmo, tem obrigação de não engrossar a turba terrorista que quer finalmente “acabar com essa raça”, projeto da direita dito por Bornhausen e que Ciro adotou desde sempre. Ele depende da carniça do PT para ser alguém. Por isto passo a chamá-lo de Cirubú Gomes. Só cria problema pro Lula porque não tem como acabar com a raça sem ferir sua matriz.

    A única coisa responsável que um eleitor pode fazer é votar no PT. Se eleger outro idiota como Mixô Temer, que se lasque até aprender. E as “esquerdas” tem experência de sobra para lembrar que se o PT não se eleger ela volta pras masmorras e pra clandestinidade “right the way”.

  55. As esquerdas e o Projeto de Brasil Soberano e Inclusivo

    Já não está na hora de dizermos os projetos que precisamos e queremos, e escolhermos os melhores executores? Esse método de escolha de “produtos/políticos” auto ofertados, nos leva a escolhas do que julgamos menos pior. Parece feira de bugigangas. Só que essas tralhas se tornam muito onerosas, com péssimo desempenho. Pior do que inúteis. Assim como conquistamos o Código do Consumidor, gostaríamos do Código do Eleitor, onde houvessem as regras de comprometimento dos políticos com as funções que receberam, por delegação do povo. Eleições em duas etapas. Primeiro elegeríamos o melhor projeto, na segunda etapa, as melhores equipes para executa-lo.  Mudaríamos o foco, em lugar  de celebridades, resultados práticos. Mais eficácia. O Brasil é rico. O povo é pobre. Com eficiência e seriedade, superaremos  todas as mazelas, pois a natureza é generosa com o povo brasileiro. Só precisamos ficar espertos, pois trabalhadores já somos. E podemos provar, por toda riqueza que diariamente colocamos nas mãos de poucos, que nunca trabalharam, mas que gastam muitas horas em articulações e estudos, de como ganhar mais e mais, com esforços alheios…

     

  56. Brasil no abismo

    [email protected], no meu entender o Brasil já está no abismo.

    Da beira do abismo já se jogou há algum tempo, talvez exatamente no golpe do impeachment.

    O filósofo Paulo Arantes nos lembra que o lulismo foi a melhor gestão da barbárie que tivemos nas últimas décadas. Estando falido o modelo lulista – ou mais precisamente – um certo tipo de petismo, com a esquerda minúscula e desarticulada que temos no Brasil, a saída do abismo é a questão que nos impõe a realidade atual.

    Glauber Rocha, no seu manifesto Estética da Fome, evoca a violência revolucionária como indispensável para que colonizados parem e ponham fim à exploração colonial e/ou capitalista. Necessariamente nem principalmente se trata de violência armada – fadada hoje ao fracasso – mas a violência democrática, ou seja, aquela destinada à defesa dos interesses e dos direitos das maiorias, e das minorias. No fim da vida Glauber escreveu outro manifesto, a Estética do Sonho, em que põe em questão a arte revolucionária.

    Neste momento temos a necessidade de articular as energias mais poderosas das maiorias brasileiras para gerar imensa onda s[c]inérgica em favor da vida, da igualdade, da liberdade, da solidariedade, da sagração do comum. Precisamos reunir a “contribuição milionária de todos os erros”, reunir a melhor inteligência e o melhor propósito dos brasileiros de bens e não necessariamente daqueles das antigamente tidos como da “boa sociedade”.

    Para sair do abismo em que fomos jogados, uma única eleição jamais resolverá nossos problemas profundos, problemas de nação fraturada, sempre e ainda hoje fraturada. O Brasil precisa do melhor de Lula, de Ciro, de Boulos, de Manuela e de todos aqueles que podemos dar o melhor de cada um de nós para a melhoria da qualidade de vida das maiorias. Esta é uma tarefa coletiva. A tarefa é criar, reunir, articular um programa comum e fazer as maiorias lutarem por este programa comum. As eleições de novembro podem ajudar a alavancar esse processo. Ainda que as eleições possam ser fraudadas – hipótese nada desprezível -, ainda que Lula não possa disputa-la [e as leis aprovadas, inclusive, por Lula dizem que ele não pode ser candidato, ], ainda que o PT leve a candidatura própria de Lula até o limite extremo, nada impede que simultaneamente e às claras o PT esteja debatendo com a sociedade brasileira  uma frente com Ciro Gomes e a centro esquerda. Só o PT pode fazer isso. Se não o fizer está agindo como partido egoísta, egocêntrico, arrogante, auto-referente. Mais preocupado com interesses partidários do que com os interesses nacionais. Um único partido não é capaz de interpretar sozonho o melhor para os intereses populares e nacionais. 

    O programa passa pela revogação das medidas entreguistas, passa pelo aprofundamento da democracia direta, por reformas políticas e do Estado – enfim, um programa de centro-esquerda, que precisa começar a ser debatido agora, no período eleitoral, momento mais do que propicio. Para ultrapassarmos o lulismo e a submissão ao mercado financeiro e sair do abismo precisamos de um projeto nacional-popular, sim, como nas décadas de 1950 e 60 e que foram abortadas.

    Diz o articulista Rogério Maestri: “Está havendo dois processos antagônicos que deixam claro a situação do Brasil nos próximos anos, uma radicalização a direita, que deve ser combatido pela criação de uma imprensa livre e crítica, e uma enorme insatisfação das massas representada pela radicalização da figura de “O POPULAR” tão bem posta na pequena crônica que inaugurou e alçou Luis Fernando Verissimo a notoriedade”.

    Sim, os processos são de longo prazo e URGENTE: a construção da frente de centro-esquerda deve transcender a dimensão eleitoral, aponter para a saída do abismo e criar as condiçoes por um melhor por vir. 

  57. “setores progressistas do PMDB”
    Faz uma lista de quem integraria esses “setores progressistas do PMDB”. Ela vai ficar em branco, porque isso simplesmente não existe. É lamentável que alguém tão experiente se deixe enganar pelo próprio teor do que tenta alertar.

    • O senador Roberto Requião tem
      O senador Roberto Requião tem uma postura verdadeiramente progressista e é voz de um segmento diminuto no MDB. é preciso lembrar que o partido não votou monolítico no impeachment. Não podemos, neste momento, desprezar essas forças.

  58. A esquerda que quer voltar ao gueto

    A esquerda que quer voltar ao gueto

    Nassif está correto na análise. O PT necessita fazer uma autocrítica a respeito dos vários erros cometidos. Além disso, as lideranças precisam ser renovadas e uma democracia verdadeira tem que ser implementada no interior do partido. Atualmente, o PT é um partido de caciques com uma base social cada vez mais diminuta. As intenções de voto em Lula não significam votos no PT. Será que a atual presidenta do partido não percebeu isso ainda? 

    Ciro Gomes, como todo ser humano tem seus defeitos. No entanto, é uma inteligência acima da média, tem experiência e jamai foi condenado por corrupção. O mesmo pode ser dito de Fernando Haddad. E acerta quando afirma que foi Lula o responsável por colocar na vice-presidência o sinistro Temer. Será que ninguém se lembra disso? E o abraço em Maluf? Quantos votos essa barbaridade rendeu ao PT? O fato de a prisão de Lula ser uma injustiça e estarmos em queda em um abismo profundo não é apenas culpa das elites. Qual foi a responsabilidade  da liderança do PT em nossa atual tragédia?

    Nas últimas eleições para prefeito o PT perdeu uma incrível quantidade de municípios. Se não houver trabalho sério irá perder várias cadeiras no Senado e na Câmara. Ficar berrando Lula Livre e ofender políticos do mesmo espectro ideológico será benéfico apenas para a direita.

    Sou professor de História. Já vimos esse filme outras vezes.

    Parabéns, Nassif.

     

    Nélson Viana dos Santos

    • “O PT necessita fazer uma

      “O PT necessita fazer uma autocrítica a respeito dos vários erros cometidos”

      PQP, ¨%%%¨¨%$$##$$##@@#@###@#$$%¨¨&&****&&&&%%%%%%######@@@@@@@@@@

      A diretia fez alguma autocrítica após ter aplicado um golpe de estado em 2016?

      Os militares fizeram alguma autocrítica depois de marda que fizeram em 1964 e a mantiveram fedendo por 21 anos?

      Então, porque cargas dágua o PT, qe fez o melhor governo desde Getúlio tem de fazer autocrítica?

      O PT e seus militantes tem mais é que aumentar a beligerância e partir para a porrada quando for provocado.

  59. Medo com amor se apaga

    Por onde começar? Acho que Nassif fez mais um comentário pessoal que uma análise baseada em sua argúcia jornalística, e por isso comete a mesma ingenuidade de quem elege seus salvadores entre os supostos “iluminados da racionalidade”, que simulam exercer um poder moderador, como fez com Janotário, BarrocoBarracoBarroso, a Maquiavel Dodge, entre outros que os comentaristas aludem mas que desconheço por acompanhar o blogue há pouco tempo. Por isso, preferiu criticar, desta vez sem citar nomes (já o fez nominalmente em outro post ácido), os líderes mais próximos da militância pela própria natureza das funções que exercem, dos perfis pessoais e das histórias políticas (não por outro motivo, disputaram a presidência do partido depois de anos de burocracia ineficiente e afastamento das bases partidárias e da militância, filiada ou não), Lindbergh e Gleisi, sem considerar outros elementos-chave que estão em disputa nesta eleição, a questão da sobrevivência partidária depois da criminalização e permanente descredibilização, junto à população, da política e do fazer político feitas diuturnamente pela mídia empresarial e pelos ditadores de toga – apenas hoje este blogue dá destaque à pretensão, desta vez assumida, do ministro BBBarroso em que o judiciário substitua a política democrática eleitoral pela meritocracia (sic, sic, sic) da casta bacharelada (argh, argh, argh) … Considerando o vídeo do Haddad no blogue do Fernando Morais, o Nocaute, reproduzido neste GGN, eu esperaria do Nassif a compreensão do jogo político que está sendo feito pelo PT, ao separar as dimensões partidária e eleitoral a fim de preservar ambas, o que não é o caso do candidato Ciro porque obviamente partido para ele é apenas uma sigla para concorrer bissextamente a cargos eletivos – ele concorre pelo PDT mas quem garante que em eventual eleição ele não vá para o seu partido genético, o PSDB, e recomponha o partido da social demagogia? Essa uma diferença fundamental que mesmo gente experiente como o Nassif não dá o devido valor, o PT é o único partido grande e importante com base ideológica popular e militância identificada (PSOL, PCdoB e outros da esquerda são partidos importantes mas reconhecidamente ainda pequenos em tamanho e alcance, infelizmente), e que está tentando se recuperar do erro de ter se igualado aos outros como um partido meramente de perspectiva eleitoral e burocrática. Eu mesma só me dei conta disso ao ler o excelente artigo de Valter Pomar no site Brasil247. E como os excelentes comentaristas deste GGN já apontaram em diversas situações, o golpe nos mostrou que apenas ganhar a eleição não é suficiente, embora necessário, para garantir o exercício do poder, e que sem mobilização popular e da sociedade civil organizada, permanente, é trabalho de Sísifo qualquer discussão eleitoral em tempos de sociedade e instituições fraturadas. Eu já disse e acho que a imagem vale a repetição: band-aid não trata infecção nem hemorragia, o caos em que estamos não pede arremedos conciliacionistas acovardados – o que difere essencialmente da formação de frentes e blocos progressistas, o que eu defendo desde o início do golpe e que não é o que o candidato do Nassif e de alguns setores da mídia representa, ele sim um injustificável déspota contra a união da esquerda, cujas manifestações negam que a necessária formação suprapartidária seja feita em função da defesa de projetos e de ideias perenes que preservem a independência ideológica, partidária e eleitoral de cada grupo, ao contrário, afirmam com arrogância que só é válida, legítima, estratégica – ai, quanta modéstia… – se for feita a serviço de sua candidatura… Não soa contraditório alguém querer substituir a hegemonia do PT – partido com história ímpar e relevância presente e futura, apesar dos descompassos naturais de um organismo em desenvolvimento -, pela artificialmente criada por um candidato fisiológico como Ciro? Prefiro as flores que brotam no duro asfalto que as belezas inorgânicas de estufa.

    Sobre o candidato do PDT, eu fiz um comentário extenso, crítico e do qual não me arrependo, no blogue Nocaute, quando o candidato deu entrevista insegura mas muito indicativa de suas intenções, não assumidas por interesse eleitoral – a questão da regulação da mídia é a mais escandalosa mas não é a pior. E reforço aqui algumas questões: por que este fetiche de certos setores da mídia – Conversa Afiada, Revista Fórum, Nassif – com o candidato que, como bem notado por outro comentarista (não me recordo os nomes de alguns mas agradeço aos comentaristas do GGN, com quem aprendo e me informo, mais até do que pelos próprios jornalistas), não apresenta relevância numérica nas pesquisas eleitorais? Desculpem, mas não acho que a esquerda precise de um Eduardo Cunha – voluntarista, individualista, sedento de poder, arrogante, bravateiro, que dá declarações bombásticas na mídia golpista sua aliada, profere ultimatos, se refere aos adversários com desdém e deboche, usa de sua articulação retórica para mesmerizar desavisados, submete partidos aos seus projetos pessoais de poder, enfim, alguém pode apontar que só falta a questão da corrupção mas não vejo tanta diferença, e acho até pior, quem se vende ideologicamente por interesse em poder pessoal, o denominador comum que os une a  meu ver – li em algum lugar que o açougueiro comprador de candidatos teria acusado Cid Gomes de receber propina, o que em princípio duvido, no que parece que a blindagem da mídia ao sr. Ciro não está garantida, apesar de seus hercúleos esforços… Devo à comentarista deste GGN, Vera Vendramini, a imagem definidora desta situação: não é suficiente estarmos na encalacrada em que estamos por causa de Barrosos, Súcias, Frachins e cia, tão progressistas e aderentes a causas nobres antes do poder, apenas como escada para chegar ao tão sonhado, e único, objetivo, o poder pelo poder e pela vaidade do poder? Não pretendo ler um xadrez arrependido do Nassif no futuro, o país não precisa e não aguenta.

    Para isso, acho importante, ainda que uma analogia imperfeita – lá são basicamente dois partidos e o voto não é obrigatório nem a eleição direta -, analisar o exemplo dos EUA, que é o que alguns apontam como o risco de neofascismo no Brasil: o erro lá não foi criticar ou recusar Hillary (faço aqui uma concessão ao Ciro, sem a representação eleitoral dela, apenas pelo perfil demagogo-corporativo compartilhado), mas não ter apostado em candidatos mais radicais, com mais apoio popular e chances reais de vencer Trumpocalypse, como Bernie Sanders – um moderado que é radical para o país da democracia partidário-eleitoral menos democrática do mundo. Lá o partido democrático está tão corrompido que líderes assumem sem constrangimento utilizar a máquina para favorecer candidatos do establishment financeiro e corporativo, um partido caça-níqueis em vias de dissolução. Aqui a solução não é se render a um candidato que se apresenta, sem pudor, como simpático ao mercado financeiro e corporativo, mas fortalecer candidaturas que assumam projetos de esquerda que não mais conciliem com o capital predatório: taxação das grandes fortunas, do lucro e da riqueza e redução de incidência sobre a renda e o consumo de bens e serviços essenciais numa reforma tributária democratizante e destemida, combate ao confisco do orçamento público pelo sistema financeiro, marco regulatório nacional (expressão bonitinha) da propriedade urbana e rural (no caso do prédio derrubado no centro de SP, uma tragédia humanitária que não se evita porque o lobby da especulação imobiliária, essa facção criminosa da elite fétida, a utiliza em seu favor, pouco ou nada se falou do projeto do Haddad em Sampa para regularizar junto aos proprietários, administrativa e juridicamente, a situação dos prédios abandonados ou irregulares e permitir ao poder público utilizá-los em projetos habitacionais).

    Não faz sentido o país estar imerso em um projeto de destruição de todas as conquistas populares depois da proclamação da república – e isso não apenas porque uma camarilha tomou o poder literalmente de assalto, parece que Nassif e os alarmistas pró-Ciro se esqueceram de que o grupo no poder sempre o ocupou sorrateiramente e continuará a fazê-lo, e nada indica que Ciro ou assemelhados não vão apenas trocar os personagens e manter ou aprofundar o enredo… – e recuar na disputa que se fez tão nítida, tão didaticamente, nos últimos anos, na vida real das pessoas, entre o interesse do coletivo e do comum versus o privilégio de grupos abastados (a professora Chauí, como sempre perspicaz, no Entrevistas do Juca Kfouri (rede TVT, canal 44) explicou sinteticamente, numa pérola conceitual que o povo conhece por outros termos, a gradação entre o direito e o privilégio), desnudando a podridão das instituições que nos desgovernam há tanto tempo, diante da qual foi quase um milagre um período de armistício de 12 anos de governos populares, do judiciário às empresas de comunicação, do lobby do empresariado e do sistema agiotário nacional ao sistema político-eleitoral, do conhecimento público das entranhas do país e das mentalidades em disputa, democráticas e autoritárias que se misturam nas esquerdas e direitas…

    Não se pode desperdiçar a oportunidade com recuos covardes, e estrategicamente estúpidos; é como se render ao golpe e dizer que as premissas que eles estabeleceram para o jogo político e para a disputa ideológica fosse inarredável. Não é. Para as pautas da esquerda progressista não há limite porque há muito o que se conquistar e consertar neste mundo injusto, mas para os golpistas há limite e ele já está aparecendo, sem o povo para alimentar a máquina capitalista predatória como mão de obra barata, consumidor de seus produtos e serviços antiecológicos e personagem para suas sagas sádicas e pretensão de superioridade hierárquica, eles entram em rota de colisão e de insustentabilidade de todas as ordens, econômica, social, política e moral. O problema da esquerda é ser menos ambiciosa em suas reivindicações e propostas ao povo – alguém tem dúvida de que até a classe mérdia não se oporia a uma política de redução de juros e aumento do poder aquisitivo, onde “seu bolso é sua vida”? -, enquanto o mercado financeiro e a máquina predatória capitalista não escondem sua única plataforma de expropriação da maioria em favor de uma minoria mesquinha e fazem da experiência humana uma vergonhosa prevalência do instinto de morte contra a vida em todas as suas formas. A situação atual clama pela coragem de finalmente apresentar ao povo propostas que em momentos de maior estabilidade seriam descartadas como radicalismo desnecessário ou contraproducente – não foi o caso nos governos de conciliação do PT? Eles querem reforma regressiva trabalhista, previdenciária, desregulamentação generalizada, retirada de todos os direitos pela revogação tácita da CONSTITUIÇÃO CIDADÃ produzida pela redemocratização; concentração financeira e bancária (alguém viu o lucro do banco laranja? quase 7 bilhões em 3 meses, sem plantar uma banana ou construir uma casa, apenas às custas da exploração do povo e dos cofres públicos, lucro que aumenta na crise… alguém explica por que?). Que ao povo sejam apresentadas reforma trabalhista que atualize as mudanças do mercado de trabalho e preserve as garantias que as lutas sociais e políticas conquistaram em décadas de defesa da dignidade do trabalho; reforma previdenciária que cobre dos maiores devedores da união (bancos e o grande empresariado, por exemplo) os impostos sonegados que são cobertos pelo orçamento da seguridade social; fortalecimento do SUS e da saúde pública, a continuidade dos investimentos em educação iniciados nos governos progressistas liderados pelo PT, maior democratização do acesso à renda, à riqueza, ao conhecimento e ao poder (alguém lembra do discurso da presidenta eleita Dilma Rousseff?)

    É hora de pensar grande, à altura dos problemas que o golpismo mundial (o avanço do capitalismo predatório e dos países mais ricos contra as experiências de autonomia e diversidade dos países não alinhados) nos ameaça. A França ficou com seu “narcisismo das pequenas diferenças” que sempre enfraquece as esquerdas – não conheço o autor da expressão – e agora tem que correr atrás do prejuízo em manifestações de rua: não teria sido mais fácil lutar juntos antes do desastre? Ciro não representa a união das esquerdas porque não se compromete com elas – união menos ainda as esquerdas -, sequer com ela(s) se identifica, busca apenas que os outros desistam, assustados, em favor de seu projeto pessoal de poder. Sou, como sempre fui, favorável à união programática mas com independência dos progressistas em favor dos interesses maiores de um projeto de país que temos em comum – uma soma que resulte exponencial e não mera aglutinação que abafe diferenças e reduza o potencial transformador que deveria ser inerente às esquerdas. Ninguém politicamente honesto e realmente progressista iria descartar a candidatura de Lula, petista ou não, e acho deprimente que alguns já tenham desistido dessa luta, sem considerar que qualquer capitulação não é apenas eleitoral, é a aceitação do golpe jurismidiático, e uma prova de que o golpe de 2016 é muito mais embaixo, não foi mérito dos golpistas, é resultado da fragmentação das esquerdas e do oportunismo político-eleitoral que agora é hora de enfrentar e não reforçar. O país se constrói todos os dias, e esquecer disso é o erro que as lideranças de esquerda não podem repetir.

    O tempo que se perde discutindo o estranho fetiche cirista, para quem quer pragmatismo eleitoral, poderia discutir inúmeros outros nomes e campanhas muito mais factíveis, politicamente viáveis e sustentáveis. Ou sugerindo a ele que pelo menos disfarce seu eduardocunhismo globalizado. O resto é tentativa de recuperar a farsa ilusionista de uma socialdemocracia (sic, sic, sic) que já mostrou suas garras e é sócia do golpe – será apenas coincidência que Ciro apoie todas as premissas do golpe, da inabilitação de Lula ao apoio ao arbítrio judicial? Alguém que ganha e capitaliza com o resultado da ditadura da toga e da globélica – usando até o trabalho de sua ex-esposa para cinicamente proteger o oligopólio da comunicação – não pode ser uma alternativa a ser levada a sério para quem tem algum escrúpulo e preocupação real com o país (enquanto o sr. Ciro e outros que usam o povo de escudo retórico para seus interesses levavam sua vidinha inalterada, tomando vinhos caros e assistindo a miséria crescer do alto de suas arrogâncias tutelares, eu e muitos outros sentimos na pele os efeitos de nosso lugar histórico e social, portanto, não venham com essa de que ele representa uma possível recuperação das perdas causadas pelo golpe porque não cola para quem já está escolado em trapaças embaladas a boa aparência e sorriso do gato de Malícia – quem sabe aonde o caminho leva não se contenta com qualquer CIceROne).

     

    SONHO IMPOSSÍVEL – de Chico Buarque, com Maria Bethânia 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=XduuNoqwE3w%5D

     

    https://www.youtube.com/watch?v=XduuNoqwE3w

     

    LULA LIVRE, LULA INOCENTE, LULA PRESIDENTE

     

     

    Sampa/SP, 06/05/2018 – 14:54 (alterado às 14:56, 15:00 e 15:05)

     

    • Ciro sem nazaré
       

      Lavou a alma, hein, Cristiane?!

      Valendo-me do meu habitual cinismo,  cumpre-me dizer que o ciro não merece duas, das suas muitas linhas de discurso.

      Ele pode ser “descaracterizado” com poucas palavras.

      Basta seguir a sua (dele) trajetória pessoal, comparar o seus discursos e perceber o modo como ele fala.

      A única coisa que distingue um candidato confiável de um demagogo, é de onde ele fala: se da cabeça, do pescoço, da boca ou do coração.

      Observe a todos e coloque o Lula como parâmetro. É um exercício legal e o parâmetro Lula é um exemplificar do quando se fala do coração, mesmo quando a garganta está ruim, a cabeça doendo e a boca amargando. O coração fala mais alto, abarca e convence aos mais incrédulos ( desde que não contaminados pelo pré-ódio)

      Em circunstâncias como as de agora, é de se pegar cada candidato e colocar numa boa roda de tarô.

      Já que o povo é sempre o mesmo, que se sorteiem os melhores candidatos.

       

       

      • Um mês de resistência e oportunismos
        Amoraiza, quisera eu estar de alma lavada mas não estou. Tô mesmo é com receio de que haja uma operação cavalo de Tróia em andamento, e que o resultado do antipopularismo que une algumas esquerdas, centro e direita na história do país e no golpe a galope, nos leve ao aprofundamento do neoliberal-fascismo que gestou o golpe e agora pretende matricula-lo por quatro anos no jardim da infâmia, pelas urnas, direta ou indiretamente. Que intelectuais e gente do jornalismo tido como progressista não percebam ou admitam é compreensível porque o povo para eles é apenas uma massa temerária a ser tangida por um aboiador com diploma e verniz civilizado. Trocam o relho por servidão voluntária. Enquanto a elite social progressista for tão ignorante e preconceituosa com as expressões populares, não há chance de democracia neste país que não seja mero engodo retórico de iluministas de lampião.
        Um mês de cárcere, de resistência e de muitas máscaras desnudas.

        LULA LIVRE
        POVO SOBERANO
        BRASIL SEM MISÉRIA
        MUNDO SEM GUERRA

        Sampa/SP, 07/05/2018 – 00:10

    • Obrigado

      Boa noite,

      Obrigado Cristiane. O domingão ficou melhor com sua avaliação.

      Será objeto de debate amanhã com os alunos. 

      Parabens

      Carlos Cardoso

      • Profissão do futuro
        Puxa, Carlos, obrigada por tamanha e imerecida – não é falsa modéstia, é autoavaliação sincera – oportunidade de ser útil em algo tão sagrado, para mim, como uma sala de aula. Espero que meus rabiscos “uterinos”, que também já chamaram de figadais, sejam mesmo úteis – jogo dos sete erros de português e redação com certeza, hahaha. Mas para isso, acho que seria importante que outros comentários fossem reunidos, não só porque acho o meu insuficiente, mas porque a seção de comentários deste GGN é fonte para informação e reflexão de excelente qualidade e colabora em certa medida com as minhas.

        Sobre este tema em especial, considero recomendáveis as discussões nas seções de comentários, a maioria de alto nível argumentativo e informativo, por exemplo, sobre o post do professor Renato Janine Ribeiro, hoje.

        No mais, muito grata pela palavras e pela oportunidade de colaborar, assim espero, com profissão que tanto respeito e admiro, e que é responsável, em grande parte, pela minha formação de cidadã cri-crítica – o cricri é por minha conta. Se há algum mérito no que escrevi e lhe pareceu útil para debater com seus alunos, é dos professores tão competentes e pessoalmente corajosos, exemplares, que tive a sorte de conhecer como aluna de verdadeiros educadores de escola pública, na periferia. Educação básica presencial é fundamental para a formação de cidadãos que acima de tudo, saibam conviver e enriquecer pelas diferenças, a ela devo muito de minha cidadania, iniciada como aluna numa escola com espaço e estímulo para o exercício responsável da liberdade de pensamento. Parabéns a você por aceitar o desafio de ser professor em tempos de mercantilização do saber, eu que abdiquei deste sonho ainda na semente, luto para não desistir dos outros.

        Sampa/SP, 06/05/2018 – 23:11 (alterado em 07/05/2018 às 01:08)

    • Já passou da hora de falar

      Já passou da hora de falar neste oportunista do Ciro. Deixa para o PIG ficar levantando a bola dele . Blogs de esquerda deveriam colocar o Ciro na geladeira!!

    • CORREÇÕES: Vera Venturini, Partido Democrata e outros

      1 – O nome da comentarista do GGN a que me referi é Vera VENTURINI, e não VENDRAMINI. No comentário que fiz no blogue Nocaute no dia 27/04/2018, grafei corretamente o sobrenome por ter consultado para confirmação, procedimento não realizado desta vez e que motivou o erro. Desculpe à pessoa mencionada e a quem foi induzido em erro pela incorreta referência nominal. 

      2 – Onde se lê “partido democrático”, leia-se “PARTIDO DEMOCRATA”; o partido historicamente alinhado às causas populares e progressistas, em oposição ao Partido Republicano (GOP – Grand Old Party), representante assumido da elite econômica e do conservadorismo. 

      Comentário: Com a adesão crescente do partido democrata aos interesses das elites bélica, financeira e corporativa, a distinção se torna problemática e a crise de identidade partidário-ideológica dos democratas tem sido uma das responsáveis pelo vácuo de representatividade nos EUA, apontado por muitos como a causa da derrota eleitoral de 2016 e pelo domínio republicano das duas casas legislativas e de muitos Estados: a campanha de Bernie Sanders mostrou que o sistema político USamericano não só não é capaz de representar adequadamente os anseios da população (há denúncias de que a prévia  democrata entre Sanders e Hillary foi fraudada em benefício desta última; a eleição é indireta, o voto, facultativo, o financiamento favorece os lobbies e a mercantilização de candidaturas, o que resulta em altos índices de abstenção em contraste com aumento da mobilização popular organizada, que não se reflete nas urnas por obstrução ativa dos mecanismos eleitorais a partir das instâncias partidárias locais) como se tornou braço auxiliar do sistema financeiro-corporativo, adversário natural dos interesses da sociedade civil. Acho que o assunto nos interessa por alguns motivos: (1) o fenômeno de cooptação dos instrumentos democráticos pela lógica capitalista que a tudo mercantiliza é mundial (Chomsky) e está na raiz da contraofensiva global de direita contra governos e lideranças de esquerda, especialmente na América Latina. Não por  acaso o golpe de 2016 no Brasil começou com a AP 470, que supostamente investigou irregularidades no financiamento eleitoral, e é a tese de convicção de powerpoint da operação LesaPátria, que visa a revogação da democracia brasileira pela via judicialesca; (2) o Brasil costuma ser influenciado pelo que ocorre nos EUA, por bons e maus motivos, mesmo contra a vontade de seu povo (o golpe de 2016 tem todas as digitais do departamento de justiça dos EUA e suas agências); (3) os EUA interferem deliberadamente, através de governos, think tanks, produção acadêmica, cultural e comercial, na vida de todos os países do mundo, é questão de autodefesa nacional e de previsão de movimentos internos e regionais influenciados pela forma como se organiza e desdobra o poder naquele país que se conheça um pouco de sua vida política e social. 

      O sr. Ciro Gomes, por exemplo, ostenta ser egresso de estudos na universidade Harvard: não haverá interesse de think tanks USamericanos em sua campanha? Quem são seus financiadores? Parece que o responsável por economia em sua campanha tem uma agenda de manutenção das metas golpistas (deu entrevista para um panfleto de direita que não leio e apenas vi um artigo de Paulo Moreira Leite que o repercute): está a serviço de quem? 

      Para quem chantageia o debate alegando que a defesa de sua candidatura está preocupada com o país, com o aumento da miséria e a perda de soberania – estranho é achar que ele, e apenas ele, pode representar o antigolpismo… – é hora de parar de evitar as críticas legítimas e responder a perguntas de maneira direta, honesta, sem subterfúgios retóricos e contorcionismos ideológicos: quem defende as metas do golpismo não pode, por impossibilidade da física política – nem a mecânica quântica do “gato meio vivo, meio morto” pode ajudar aqui –  (duas idéias antagônicas e excludentes não podem ocupar o mesmo projeto político) combatê-lo. 

      P.S. A revisão não foi exaustiva, portanto, outros erros técnicos, que não alteram as opiniões expressas, podem ainda estar pendentes de correção. 

       

      Sampa/SP, 07/05/2018 – 16:15 (alterado às 16:23 e 16:33)

  60. Nesses tempos bicudos, há

    Nesses tempos bicudos, há espaço para as posturas aguerridas, importantes para manter a chama acesa. Mas não da parte das lideranças. Há que se ter os guerreiros e os estadistas, os negociadores. A estes cabe a responsabilidade de deixar de lado mágoas, quizílias, idiossincrasias, e buscar o consenso.

    Esse trecho do post sintetiza bem seu espírito, qual seja, alertar para a distinção – que deveria ser óbvia, entre militantes, simpatizantes e assemelhados, e as lideranças políticas. Só faltou escrever o nome da principal protagonista: a aguerrida senadora Gleisi Hoffmann. 

    Onde o erro nessa peroração? Numa conjuntura dificílima como a que vivenciamos, na qual talvez pela primeira vez a sociedade brasileira esteja cindida no que esse termo tem de mais forte; onde a radicalização ideológicas alcança os níveis pré-64; em que as instituições desmoronam ética e funcionalmente; e a permear todo esse cenário desolador uma crise econômica sem horizonte próximo para acabar, há espaço, ainda, para espasmos fundamentalistas? 

    Entende-se, e bem, que toda as condições foram dadas, a começar pelo golpe parlamentar em 2016 e concluir com a condenação e prisão de Lula, para que agudizasse um sentimento de revolta pela perseguição implacãvel a um partido com milhões de simpatizantes e eleitores. Impossível não se indignar com as humilhações feitas a seu principal líder e, em termos políticos, a cassação, na prática, dos seus direitos políticos. 

    Em resumo: o cenário propicia todas as condições para qualquer tipo de tentação. Tanto para um lado como para um outro. Certamente que a primeira vítima dessas “tentações” se efetivadas seria quem? A própria Democracia. 

    Sim, como militantes/simpatizantes temos direito às nossas idissincrasias. Pessoalmente, não gosto do Ciro Gomes. A depender da MINHA vontade o PT não o apoiaria. Entretanto, por uma questão de honestidade, tenho que reconhecer ser o mesmo uma possibilidade, uma alternativa, caso Lula não possa realmente ser candidato. Escrevi UMA ALTERNATIVA, ou seja, há outras. 

    O errado, aí estou de pleno acordo com o articulista, é quando passam a prevalecer sentimentos e posturas próprias de quem não tem a responsabilidade de negociar e procurar saídas para os impasses. Pois a senadora Gleisi, por quem tenho  uma enorme admiração, infelizmente tem adotado uma postura de militante descompromissada com o fundamental no processo político que a abertura para o diálogo. 

     

    • Para complementar: Ciro

      Para complementar: Ciro Gomes, ressalte-se também, abusa do direito de ser destabanado e agressivo com suas frases de efeito que só servem para irritar a militância e os dirigentes do PT.

      • Desculpe

        Ops, quando comecei a fazer o comentário anterior em resposta ao primeiro feito por você, não tinha visto esta ressalva. 

        O país está sendo desgovernado por uma série de déspotas que fazem suas próprias leis e esperam que todos acatem e se submetam, acho que não podemos tratar outro, principalmente porque esclarecido, como o salvador da pátria, e por esse motivo, de resto inexplicável, como um intocável que não pode ser contrariado. Não podemos ter medo de descobrir se o rei está nu. 

         

         

        Sampa/SP, 06/05/2018 – 17:03

    • “Meninos mimados não podem reger a Nação”

      Respeito sua opinião. Mas acho necessário fazer uma observação sobre o comportamento da senadora e presidenta do PT, Gleisi Hoffmann: ela está fazendo exatamente o que cabe a uma presidenta de partido com a característica do PT, nas circunstâncias de criminalização do partido e de aproveitamento de abutres por alguns adversários que fazem o jogo do morde-assopra, como é o caso do Ciro Gomes. Acho impressionante que ninguém se refira ao seu destempero e a forma arrogante e pretensiosa como ele se refere não apenas ao PT mas a todos da esquerda progressista, pior se for considerado que ele depende mais da esquerda para se viabilizar como candidato, muito menos do que a esquerda precisaria dele – o que não falta são pessoas qualificadas para a disputa. E não vejo porque ele deva ser poupado de críticas e cobranças, ao contrário, se está em campanha tem que ser submetido a escrutínio público. 

      Depois de anos em que o PT apanhou sem se defender as pessoas esperam o quê da atual presidenta do partido? Que bote panos quentes em uma disputa política onde o adversário joga para a platéia com truques questionáveis, com qual finalidade? 

      Como muito bem explicou o Haddad no vídeo no blogue Nocaute, as funções no partido estão bem definidas. 

      Assim como não podemos esperar que ele, coordenador da campanha, entre na disputa midiática de provocações do Ciro Gomes, não devemos criticar a presidenta DO PARTIDO, que representa outros interesses e não apenas eleitorais, ao fazer o que é seu papel, representar o partido e a sua militância. Os acordos políticos, negociações, conversas e diplomacia política estão sendo feitos por outros líderes do partido, e concordo com a atitude da presidenta Gleisi de não aceitar desaforos. Prefiro não acreditar que a excessiva tolerância com o destempero e aberta falta de respeito, quase um chamado ao confronto, do candidato Ciro Gomes e as críticas à presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, se devam a um inconsciente patriarcalismo de quem os pratica. 

      O Ciro Gomes, se é candidato, não precisa, e até agora não provou que merece, sutilezas, como se não pudesse ser contrariado… 

      Como bem canta o Criolo, “meninos mimados não podem reger a Nação”.

      O apoio dele ao Pozinho em 2010 não deixa dúvidas de que ele é quem faz política com afetos duvidosos e não com o coração, sede da razão. 

       

      Menino Mimado – Criolo 

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=f28vdAn5TBU%5D

      https://www.youtube.com/watch?v=f28vdAn5TBU

       

      Sampa/SP, 06/05/2018 – 16:48

       

      • Gleisi é 10!

        Confesso que não tinha grandes expectativas em relação à Gleisi Hoffmann na presidência do partido, mas confesso que estou agradavelmente surpreendido com sua postura guerreira no momento mais crítico da história do PT. Não consigo imaginar quem poderia fazer melhor e a considero a melhor Presidência que o PT já teve. Parabéns Gleisi, conte com o apoio da militância petista!

    • Estranho esse desespero do

      Estranho esse desespero do GGN, do PHA e do Brasil247 para que Lula indique logo um sucessor, um vice, um plano B, C, …

      Lula sabe bem que o perigo mora ao lado. E Dilma foi sua criação e maior tragédia política. Ela quis entrar para a história como a Senhora Anti-Corrupção e saiu dela como uma fraca manipulada por um Zé Cardoso ridículo.

      Sabendo disso Lula está aguardando o momento certo para jogar o jogo político e isso ele sabe fazer como ninguém.

      Muito estranho esse movimento da esquerda. Ansiosidade, amadorismo e oportunismo estão pautando essa blogosfera de esquerda alinhada a Ciro Gomes.

      E se fosse para apontar um nome bom seria o do Roberto Requiam, o mesmo que já foi vetado pelos EUA. kkkkkk Isso, por si só, já seria motivo para Lula indicar o Requiam e matar a Lo Prete e Merval do coração.

      Só o PHA bate forte nas Organizações Criminosas Globo, somente Gleisi e Lindenberg tiveram coragem de declarar guerra à Globo.

      Todos sabem que Lula aguarda até o último segundo para tirar mais um coelho da cartola.

      Ademais, a própria direita quer Bolsonaro no segundo turno porque sabe que ele perderá feio qualquer debate político. Bolsonaro não é ameaça. A maior ameça hoje é a própria esquerda querendo se suicidar matando Gleisi, a porta-voz oficial de Lula.

  61. RAGE AGAINST THE MACHINE

     

    Trump, Macron e a onda neofascista no mundo são a vitória do crash de 2008 e da covardia em enfrentar o mercado, o 

    desperdício de toda a mobilização dos Occupy  e  dos movimentos sociais organizados. Conciliar com o capital predatório e 

    seus representantes resulta em maior submissão e desigualdade, em aprofundamento da espoliação.

    Já estamos perdidos mesmo, devemos arriscar exercer o poder que temos. Que tal começar agora? 

    ROCK AND ROLL NAS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LAT(R)INA 

     

    A trilha sonora da resistência (a partir de inspiração da programação da rádio UFMG, hoje). A melhor música de protesto da virada do século XX para o século XXI. Pena que tenha acabado a banda e permanecido as estruturas que denunciaram em sua arte. Com elas, permanecem também a necessidade de continuar a lutar, e a cantar. 

     

    GUERRILLA RADIO – RAGE AGAINS THE MACHINE

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=H0kJLW2EwMg%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=H0kJLW2EwMg

     

    SLEEP NOW IN THE FIRE – RAGE AGAINST THE MACHINE

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=w211KOQ5BMI%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=w211KOQ5BMI

     

    TESTIFY – RAGE AGAINST THE MACHINE

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=Q3dvbM6Pias%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=Q3dvbM6Pias

     

     

    NO SHELTER – RAGE AGAINST THE MACHINE 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=6NEoesmnYU4%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=6NEoesmnYU4

     

    FREEDOM – RAGE AGAINST THE MACHINE 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=H_vQt_v8Jmw%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=H_vQt_v8Jmw

     

     

    KILLING IN THE NAME – RAGE AGAINST THE MACHINE 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=bWXazVhlyxQ%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=bWXazVhlyxQ

     

     

    KNOW YOUR ENEMY – RAGE AGAINST THE MACHINE 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=NHtppfLXzXE%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=NHtppfLXzXE

     

    Sampa/SP, 06/05/2018 – 15:59

  62. Mais importante do que o nome

    Mais importante do que o nome do candidato, é o programa  de governo, a começar pelo Referendo Revogatório. Privatiza a Petrobrás, Eletrobrás ? Ciro apoia uma medida deste alcance ?  Se sim, posso pensar no apoio….

    Por outro lado, uma eventual Vitória da esquerda, sem mobilização popular efetiva, sem maioria no Congresso, de que adianta ?

    Se for pra sair do gueto, que seja prá valer ! 

    Ou então melhor acumular força para o tsunami que se anuncia !

     

     

  63. Esquerda não pode ir pra direita
    O resultado de dialogar com a banda podre do poder (antigos PDS, evangélicos fundamentalistas e empresários oportunistas lhes pagando polpudas mensalidades para poder governar) responde a inúmeros processos atrás das grades.

    Essa banda podre está repleta de gente que trai e mata, prende e arrebenta, e tudo faz para dar a parecer que seus maus feitos estão dentro da legalidade.

    Esqueceu da ditadura? Ela forjava legalidade até para matar.

    Nunca vou esquecer da capa da revista em que o corpo do Capitão Lamarca aparecia com a manchete que o chamava de ‘terrorista” .

    Era criança, mas quando vi a expressão do rosto dele ensanguentado, fiquei com um pesar enorme, achando que terrorista era o mesmo que Jesus Cristo.

    Até hoje, me pergunto quem é mesmo terrorista.

  64. O resultado de dialogar com a
    O resultado de dialogar com a banda podre do poder (antigos PDS, evangélicos fundamentalistas e empresários oportunistas lhes pagando polpudas mensalidades para poder governar) responde a inúmeros processos atrás das grades.

    Essa banda podre está repleta de gente que trai e mata, prende e arrebenta, e tudo faz para dar a parecer que seus maus feitos estão dentro da legalidade.

    Esqueceu da ditadura? Ela forjava legalidade até para matar.

    Nunca vou esquecer da capa da revista em que o corpo do Capitão Lamarca aparecia com a manchete que o chamava de ‘terrorista” .

    Era criança, mas quando vi a expressão do rosto dele ensanguentado, fiquei com um pesar enorme, achando que terrorista era o mesmo que Jesus Cristo.

    Até hoje, me pergunto quem é mesmo terrorista.

  65. Nao havera esquerda

    Para os petistas que problematizam apoio ao Ciro, ja guardo champagne pra brindar a sua grande obra..a eleiçao de Bolsonaro esse ano. 

     

    Barbosa, que quer pedir bensào ao Arminio Fraga, e tera Marina de vice já esta garantido no segundo turno. A segunda vaga sera da Direita escancarada, Bolsonado ou Alckmin.

     

     

  66. Precisamos de uma nova esquerda
    Porque está que está aí, para a qual muitos dos comentaristas aqui ainda milita, se essa esquerda voltar ao Poder o país quebra! Impossível quero crer eles se reelegerem. A esquerda está voltando a 1989!

  67. A esquerda nunca saiu do gueto, Nassif…
    Nassif, sinto discordar, mas pindamonhangabense por pindamonhangabense, como Ciro Gomes e Geraldo Alckmin o são, prefiro este último. Ambos foram favoráveis ao impeachment e ambos não perdem oportunidade para xingar o Lula e o PT, mas Geraldinho não esconde o que é e Ciro Gomes, sim, com todo aquele pretenso maneirismo que caracteriza o pessoal que estudou em Harvard, como ele. Ambos foram responsáveis pelo golpe e por esta quadrilha que está desmontando o país, mas se Lula apoiar qualquer um dos dois estará cavando a sepultura dele, do PT e de quantos sonham em superar a atual ditadura togada que nos subjuga. Melhor não se misturar, pois sem seu aval, Ciro Gomes perderá para Bolsoignaro e este terá vida curta, pois não interessa aos Estados Unidos e demais neoliberais que nos escravizam matar a galinha dos ovos de ouro que é o Brasil e acabar de vez com duas posturas tão preciosas. Não interessa conflagrar o país e transformá-lo-lo em palco de guerrilhas, inviabilizando o agronegócio, a mineração e a exploração das estatais privatizadas na bacia das almas faturando alto com a venda de energia, água e demais serviços que monopolizam, assim como o capital financeiro e o rebatismo entrariam em colapso – não por obra direta do PT, mas, sim, pela saudade da vida que desfrutamos sob o comando de Lula e Dilma. Ruim com eles, pior sem eles, pois o PDT de Ciro Gomes nada tem de trabalhista ou desenvolvimentista, nada tem de Brizola – que certamente jamais teria apoiado os golpistas como Ciro Gomes o fez e continuará fazendo, pois como se diz em Pinda, pau que nasce torto não precisa se endireitar, é direita de raíz…

  68. Petistas que apoiam

    Petistas que apoiam explicitamente Ciro:

     

    Camilo Santana (gov CE)

    Welington Dias (gov PI)

    Rui Costa (gov BA)

    Pimentel (gov MG)

    Jaques Wagner

    Haddad

     

    Petistas contra

    Gleisi Hoffman (senadora PR)

     

    Estou esquecendo alguem?

    • Luiz Marinho também.
      Paulo

      Luiz Marinho também.

      Paulo Pimenta também.

      Na verdade, dá para ver que o nordeste do PT está com Ciro mas o PT-SP não gosta dele. Gleisi para mim é uma marionete da turma do PT-SP.

    • Nenhum dos citados apoiam Ciro.

      Apoiam dialogar com Ciro, o que é diferente.

      Aliás, depois das declarações desastradas, o maior desgaste de Ciro com o PT é justamente ficar espalhado fake news depois de encontros com petistas.

    • O único candidato capaz de

      O único candidato capaz de unir a esquerda brasileira é LULA..

      Ou alguém com mais de dois neurônios acha que PCdoB e PSOL vão deixar de ter candidato para apoiar Ciro, que nem de esquerda é  ( já  Passeou por 7 partidos, de diferentes ideologias )e hoje está  no PDT que, como o PSP, não pode ser classificado como um pa retido de esquerda.

  69. Nassif o momento não é de
    Nassif o momento não é de discutir Ciro, estamos recém separados de Lula,traumatizados e não queremos saber de ninguém tipo num casamento desfeito,Ciro não demonstrou boa vontade em atitudes,ficou só nas palavras,achou q com esta conduta pegaria mais votos da direita e não deu certo,as pesquisas mostram isso,enquanto ele tinha certa simpatia da esquerda só crescia,depois afundou, isso prova q os votos da direita não foram p ele e é o q resta p Ciro,a tendência de Ciro é ir pela Direita p poder crescer, não conseguirá,com isso verá q não tem alternativa fora da esquerda,só se fizer acordo com os senhores de escravos e neste momento quem insistir nele dos blogs independentes progressistas(blopins)irá se queimar pois muitos da esquerda viram o q Ciro fez, só q td está muito volátil e mudando muito, mas a tendência é essa mesmo!

  70. ENCHI O SACO DE OPORTUNISMO E DE OPPORTUNITYSMO

    É impressionante a capacidade de alguns que, quando estavam no governo se comportavam como cordeiros frente às forças da direita e do grande capital financeiro, em se transmutarem em carbonários quando fora dos carguinhos. Quando leio coisas como “eleição sem Lula é fraude” “Lula ou nada”, “Lula vai ser libertado e ganhar a eleição”, imagino um exército de guerrilheiros fortemente armado, à frente de um povo organizado fazendo barricadas nas ruas e emparedando o aparelho repressivo do estado, rumo ao inexorável processo revolucionário que se seguirá após a libertação do Lula.

    Ou talvez há de ser uma obra de encantamento mágico coletivo? O site 247, ligado ao Daniel Dantas, íntimo do PT na fusão que resultou na OIBR, é um desses panfletos inconsequentes que querem passar a ideia de que a liberdade de Lula é um sonho coletivo que, se sonharmos juntos em uma grande confluência mental xamãnico-política, se realizará. O STF e o TSE,  sensíveis a esse apelo místico-político das massas lulistas, concederá o registro da sua candidatura, o Moro pedirá perdão pelo mau jeito na sentença e, pra provar sinceridade, assinará ficha de filiação ao PT. Ele, o Dallagnol e toda a turma da lavajato.

    Antes fosse verdade o que se especula em um dos dois parágrafos acima, mas não. As duas situações, por mais delirantes, são substrato de um discurso que não se sustenta à luz da racionalidade política: o discurso do “eleição sem Lula é fraude”, quer leva fatalmente ao “Lula ou nada”, como conclusão. Pois se é Lula ou nada, então será nada, penso eu. A não ser que alguém me convença que o Lula não foi condenado pelo sistema judicial no que ele confiou até ouviir a sentença. Foi tudo bricadeira. O golpe agora vai voltar atrás e reconhecer o erro jurídico e libertar o Lula. 

    Mas “Lula ou nada”será nada para todo mundo? Penso que não. Alguns se benficiarão. A ingenuidade em demasia pode esconder um inconfessado oportunismo.

    Em primeiro lugar a direita, que mesmo sem ter candidato ainda´tudo o que quer é ver a esquerda estilhaçada na eleição. Se passar pro primeiro turno contra um candidato do PT que tenha 30% dos votos, ganha na base de ressuscitar o antipetismo. E ganhando, passa todas as políticas liberais que ainda não conseguiu implementar.

    Em segundo lugar o PT, cujo objetivo maior é manter a bancada, mesmo à custa de perder a eleição presidencial. Ou alguém acha que o Haddad, desconhecido no nordeste e derrotado no primeiro turno em São Paulo, ganha só com o dedo de Lula. E dane-se o povo. Em 2022 o PT volta, prometendo ser a salvação da lavoura, quando não houver lavoura a salvar, dado que os gafanhotos liberais terão liquidado tudo. E como o PT não reverte nada, o que for privatizado, privatizado ficará.

    Penso que o problema hoje é atrair o centro político que foi deslocado para a direita e setores do capital ameaçados pela rapina neoliberal que se estabeleceu, particularmente o setor de infraestrutura e bens de capital e do varejo. Hoje, o poder do setor financeiro está a ponto de sufocar a retomada do crescimento da economia. É preciso apontar uma alternativa de política econômica não-liberal ao empresariado. Lula teria esse poder? Teria, mas por isso mesmo está preso. Ele só ganhou a eleição em 2002 e governou porque a classe média abandonou FHC e Lula conseguiu atrair parte do empresariado. O seu vice era empresário e erai hostilizado pelo PT no início.

    E se não for o Lula, será alguém do PT capaz de reconstruir uma aliança que hegemonize o centro? Haddad seria esse cara? Quem mais do PT? Apontem um.

    Mas pra que atrair o centro? A esquerda pode governar sozinha, PT, PCdoB, PSOL, PSTU, não? Pra quê atrair parte do empresariado? Ganharemos e governaremos só com os trabalhadores. Um jogo entre Real Madrid e Portuguesa. O proletariado x todas as frações da burguesia unidas, a classe média, os militares, a PF, o sistema judicial, a CIA & cia. Quem vocês acham que é o Real Madrid e quem a Portuguesa nesse jogo? Se nós, esquerda, somos o Real Madrid, então corramos a Curitiba agora mesmo e libertemos Lula. E por que não o fazemos? Simples: o poder de fato repousa sobre as armas e nós não as temos. Ou será que o PT dispõe de um arsenal de todos desconhecido?

    Por isso fico embasbacado ao ver o nível da discussão. O petismo excluindo todas as possibilidades que não girem em volta do partido, como se o PT não fosse co-responsável pela situação atual, ao ser complacente com o golpe quando estava em andamento. Até quando o hegemonismo do PT vai ditar as opções da esquerda?

    E o Ciro, como fica nisso? O Ciro tá tentando construir um caminho próprio e tentar atrair voto do centro, da classe média não radicalizada à direita e de parte do lulismo que se encontrar sem alternativa viável. Por isso tenta reunir empresários, setores do meio estudantil, acadêmico e da intelectualidade. Ciro parte de pouco e tenta ampliar sua influência em todas as direções. Ele sabe que um vice do PT não lhe garante o voto petista, apenas pode lhe dar parte do voto lulista. Por isso segue tentando construir sua campanha com independência, o que é visto pelo petismo como traição. Na minha humilde opinião Ciro não deveria colocar o PT de vice, mas alguém ligado ao setor empresarial produtivo. Por isso o movimento na direção do Alencar filho.

    O PT sem Lula não cresce indo mais à esquerda, só se se ganhar parte do centro. Mas o centro foi bombardeado de uma carga antipetista pela mídia e difícilmente se recuperará disso sem Lula como candidato. O centro teme uma nova Dilma, um poste sem qualquer articulação política a não ser a base dos movimentos sindicais e populares, e pode não querer se aproximar de qualquer candidato do PT que não seja Lula.

    Por outro lado ,o temor do PT é de que o Lula não consiga transferir tanto voto assim a qualquer candidato do PT. Lula sabe disso. E o medo de Lula é que, se ele decidir pelo Ciro, haja uma rebelião do petismo radicalizado cujos votos irão em direção a Boulos ou Manuela. Ciro ganharia parte do voto lulista, mas não o voto petista. O DNA petista costuma falar mais alto nessas ocasiões. Por isso o PT bate no Ciro e não no Boulos ou na Manuela. É que estes dois não crescem para o centro de jeito nenhum.

    Essa confusão toda é alimentada na chamada mídia alternativa por sites como o Brasil247. Na edição de hoje, tem manchetes tipo “Ciro tente se aproximar da elite finaceira”, e no corpo da matéroia relata reunião do candidadto com setores industriais e agronegócio, entre eles Kátia Abreu, que foi ministra da Dilma. Ninguém da elite financeira, nem mesmo Meirelles ou Levy, que foram ministros DOS GOVERNOS DO PT. Ou “Ciro bate no PT porque quer atacar a previdência”, com um texto sem pé nem cabeça. Ao mesmo tempo, alimenta vãs esperanças em uma possível absolvição de Lula pelo STF com a manchete “Direita pressente a liberdade de Lula nesta semana”. Como se isso significasse que Lula será libertado imediatamente e será candidato. Seria como se logo depois do golpe de 64, os milicos permitissem que o Jango ou o Brizola, ou mesmo o Juscelino pudessem disputar a eleição. Não aconteceu e não acontecerá com Lula. Alimentar esse delírio é jogar no campo da fantasia política.

    Não é hora de interditar qualquer candidatura. O Ciro não pode ser estigmatizado como de direita só porque não foi ao acampamento de Curitiba. Ser de esquerda não é só sair em romaria por “São Lula”. Para mim Lula e Ciro muito se parecem. São os dois de centro-esquerda. Cada qual ao seu modo.

    Ou eu, beirando os 60 anos, não aprendi nada de política, ou estão começando a aparecer os Cabo Anselmo no campo da esquerda, com palavras de ordem e jargões inconsequentes, que só fazem desunir e paralisar o campo progressista. 

    • Unidade do Campo Progressista

      A lógica da formação da unidade do campo progressista é naturalmente e necessariamente em torno do agrupamento político hegemônico que detém: 1) maior projeção e influência nos diversos segmentos da sociedade, demonstrada pelo número de militantes e simpatizantes, pelo número de votos em eleições passadas, pelos apoios dos intelectuais, da academia, dos sindicatos, das associações de classe, das entidades estudantis, dos movimentos sociais, etc; 2) uma representação expressiva no parlamento; 3) uma representação expressiva em governos estaduais e em seus parlamentos; 4) uma história, de mais de 30 anos, de lutas pelas ideias progressistas; 5) uma história de aplicação dessas ideias progressistas, em 3 mandatos presidenciais, que produziu, em curto espaço de tempo, a transformação, para melhor, na vida de milhões de cidadãos brasileiros; 6) um sua história, o episódio de um golpe parlamentar para” estancar a sangria” do orçamento da União, na opinião dos grupos golpistas conservadores, em favor dos pobres e dos trabalhadores; 7) em seus quadros, a maior liderança trabalhista viva da América Latina; e 8) um grande potencial de votos em futuras eleições.

      Sem ignorar e desmerecer a história das lutas progressistas do país, desde a fundação do PCB, passando por Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Leonel Brizola e o velho PTB. o PCdoB e as demais organizações políticas que lutaram contra a ditadura militar, não  parece que algum dos demais agrupamentos políticos atuais do campo progressista tenha um ativo político similar a esse que o Partido dos Trabalhadores atualmente detém.

      O agrupamento político hegemônico tem, porém, que entender que em,  determinadas situações históricas, é preciso abrir mão de sua hegemonia política  para que a luta política avance.

      Esta questão, entretanto, é extremamente difícil de ser digerida e produz muitas dúvidas quanto à sua viabilidade, aplicabilidade e efetividade,  pois não é natural que o agrupamento político hegemônico abra mão de sua hegemonia.

      Cabe, portanto, aos demais agrupamentos políticos, formadores de uma possível aliança, elaborar as propostas políticas que viabilizem uma aliança para um vitória eleitoral  e para um possível governo, além das garantias políticas que permitam ao agrupamento político hegemônico de hoje a sua permanência no jogo político no futuro.

      Isto não é tarefa para amadores que ficam esbravejando nas redes sociais..

       

  71. é a hora de ir para o gueto!

    a esquerda precisa NECESSARIAMENTE ir para o gueto.

    é o momento de voltar-se para as origens e reconstruir partidos, associações, pequenos e grandes grupos de influência.

    depois, conquistar corações e mentes.

    conchavos rememoram graves erros cometidos num passado recente.

    acredito que vale uma interpretação de texto longitudinal sobre o que o missivista tem escrito no blog para que fique claro as suas reais intenções com o conjunto de artigos que visa atacar Gleise.

  72. Cadê meu
    Cadê meu comentário?
    Obs:Outros comentários após o horário em q enviei o meu já apareceram,em protesto ficarei uma semana sem postar nada aqui,alguém sentirá falta?Ao menos eu sim!

  73. Uma das dificuldades de se
    Uma das dificuldades de se construir o consenso, são as declarações intempestivas e irracionais de lideranças mais maduras,refiro-me evidentemente a Ciro Gomes; aquela declaração sobre não ter ido a São Bernardo levar sua solidariedade a Lula,por não ser “um puxadinho do PT”, não foi nada diplomática.

  74. É a Frente de Esquerda?
    Uma das dificuldades de se construir o consenso, são as declarações intempestivas e irracionais de lideranças mais maduras,refiro-me evidentemente a Ciro Gomes; aquela declaração sobre não ter ido a São Bernardo levar sua solidariedade a Lula,por não ser “um puxadinho do PT”, não foi nada diplomática.

  75. Concordo em parte.  Acho que

    Concordo em parte.  Acho que é cedo para ceder o discurso em favor da candidatura Lula.  Talvez chegue o momento ali adiante. Talvez.  Mas qualquer iniciativa hoje somente tiraria a força de uma idéia de Lula Livre e que houve golpe. E seria um bombardeio midiadico determinado a minar  qualquer iniciativa de uma alternativa eleitoral.  Concordo também, que fora das eleições NÃO há espaço para retomarmos um mínimo controle da democracia. Não há esperança via judicial. Sómente a pressão nas redes e internacionais podem alterar alguma coisa.  Não chegaram até aqui para entregar agora.  Espero estar errado, mas penso que se houver uma alternativa real e viável logo, não haverá eleições.

  76. O PODER NASCE DA PONTA DO CANO DE UM FUZIL- Mao Tse- Tung

    O PODER NASCE DA PONTA DO CANO DE UM FUZIL- Mao Tse- Tung

    MINI-MANUAL DO GUERRILHEIRO URBANO

    Carlos Marighella

    Características da Técnica das Guerrilhas

     

    A técnica da guerrilha urbana tem as seguintes características:

    a. Uma parte é relacionada aos requisitos que se agrupam a estas características, requisitos representados por uma série de vantagens iniciais sem as quais o guerrilheiro urbano não pode completar seus objetivos;

    b. Uma parte concerne certos objetivos definitivos nas ações iniciadas pela guerrilha urbana;

    c. Uma parte é relacionada com os tipos e modos característicos de ação das guerrilhas urbanas;

    d. Uma parte concerne o método da guerrilha urbana realizar ações específicas.

    A técnica da guerrilha urbana tem as seguintes características:

    a. É uma técnica agressiva, isto é, tem um caráter ofensivo. Como é bem conhecido, a ação defensiva significa a morte para nós. Já que somos inferiores ao inimigo em poder de fogo e não temos nem seus recursos nem seu poderio, não podemos nos defender de uma ofensiva ou um ataque concentrado pelo exército. E esta é a razão pela qual a técnica urbana nunca pode ser de natureza permanente, nem pode defender uma base fixa nem permanecer em um só lugar esperando para repelir o círculo de reação;

    b. É uma técnica de ataque e retirada pelo qual preservamos nossas forças.

    c. É uma técnica que busca o desenvolvimento das guerrilhas urbanas, cuja função é desgastar, desmoralizar, e distrair as forças inimigas, permitindo o desenvolvimento e sobrevivência da guerrilha rural que esta destinada a um papel decisivo na guerra revolucionária.

    9.1 A Vantagem Inicial da Guerrilha Urbana

    As dinâmicas das guerrilhas urbanas consiste nos violentos choques do guerrilheiro urbano com as forças militares e policiais da ditadura. Nestes choques, os policiais tem a superioridade. O guerrilheiro urbano tem forças inferiores. O paradoxo é que o guerrilheiro urbano, a pesar de ser mais fraco, é sem dúvida o atacante.

    As forças militares e policiais, por sua parte, respondem ao ataque com a mobilização e concentração de forças infinitamente superiores na perseguição e destruição das forças guerrilheiras. Somente se pode evitar a derrota quando se conta com as vantagens iniciais e sabe como explorar com fim de compensar suas vulnerabilidades e falta de material.

    As vantagens iniciais são:

    a. Tem que tomar o inimigo de surpresa;

    b. Tem que conhecer o terreno de encontro melhor que o inimigo;

    c. Tem que ter maior mobilidade e velocidade que a polícia e as outras forças repressoras;

    d. Seu serviço de informação tem que ser melhor que o do inimigo;

    e. Tem que estar no comando da situação e demonstrar uma confiança tão grande que todos de nosso lado sejam inspirados e nunca pensem em hesitar, enquanto que os do outro bando estão atordoados e incapazes de responder.

    Surpresa

    Para compensar por sua debilidade geral e falta de armas comparado com o inimigo, o guerrilheiro urbano utiliza a surpresa. O inimigo não tem nenhuma forma de lutar contra a surpresa e se torna confuso ou é destruído.

    Quando a guerra de guerrilhas urbanas iniciou no Brasil, a experiência demonstrou que a surpresa era essencial para o êxito de qualquer operação de guerrilha.

    A técnica de surpresa baseia-se em quatro requisitos essenciais:

    a. conhecemos a situação do inimigo que vamos a atacar usualmente por meio de informação precisa e observação meticulosa, enquanto que o inimigo não sabe se será atacado ou não sabe nada em relação ao atacante;

    b. conhecemos a força do inimigo que será atacado e o inimigo não sabe nada sobre a nossa;

    c. atacando por surpresa, nós economizamos e conservamos nossas forças, enquanto que o inimigo não é capaz de fazer o mesmo e é deixado a mercê dos eventos;

    d. determinamos a hora e o lugar do ataque, combinamos sua duração, e estabelecemos seu objetivo. O inimigo permanece ignorante de tudo isto.

    Conhecimento do Terreno

    O melhor aliado do guerrilheiro é o terreno porque o conhece como a palma de sua mão.

    Ter o terreno como um aliado significa saber como utilizar suas irregularidades com inteligência, seus pontos mais altos e baixos, suas curvas, suas passagens regulares e secretas, áreas abandonadas, terrenos baldios, etc., tirando a vantagem máxima de tudo isto para o êxito das ações armadas, fugas, retiradas, encobrimento e esconderijos.

    Os lugares impenetráveis e os lugares estreitos, as ruas sob construção, pontos de controle de polícia, zonas militares e ruas fechadas, entradas e saídas de túneis e aqueles que o inimigo possa bloquear, viadutos que devem ser cruzados, esquinas controladas pela polícia ou vigiadas, suas luzes e sinais, tudo isto tem que ser completamente estudado para poder evitar erros fatais.

    Nosso problema é o de passar e saber onde e como esconder-nos, deixando o inimigo confuso em áreas que ele não conhece.

    O guerrilheiro urbano familiarizado com o terreno difícil e irregular, avenidas, ruas, estradas, entradas e saídas, esquinas dos centros urbanos, suas passagens e atalhos, os lotes vazios, suas passagens subterrâneas, seus tubos e sistemas de esgoto pode cruzar com segurança pelo terreno não familiar para a polícia, onde podem ser surpreendidos em uma emboscada fatal em qualquer momento.

    Por conhecer o terreno o guerrilheiro pode passar a pé, em bicicleta, em automóvel, 4×4, ou caminhão e nunca ser apanhado. Atuando em grupos pequenos com umas quantas pessoas, os guerrilheiros podem se reunir em uma hora em lugares determinados, prosseguindo o ataque, com novas operações de guerrilha, ou evadindo o círculo da polícia e desorientando o inimigo com sua audácia sem precedente.

    É um problema sem solução para a polícia, num terreno tipo labirinto do guerrilheiro urbano, prender a alguém que não pode ver, ou tratar de fazer contato com alguém que não podem encontrar.

    Nossa experiência é que o guerrilheiro urbano ideal é alguém que opera em sua própria cidade e que conhece completamente a cidade e suas ruas, suas vizinhanças, seus problemas de trânsito, e outras peculiaridades.

    O guerrilheiro estrangeiro, que vem a cidade na qual o terreno não é familiar para ele, é um ponto fraco e se é designado para certas operações, pode colocá-la em perigo. Para evitar erros graves, é necessário que o primeiro conheça bem a localização das diferentes ruas.

    Mobilidade e Velocidade

    Para assegurar a mobilidade e a velocidade que a polícia não pode alcançar, o guerrilheiro urbano necessita dos seguintes pré-requisitos:

    a. mecânicos;

    b. conhecimento do terreno;

    c. uma ruptura ou suspensão das comunicações e transportes do inimigo;

    d. armamento leve.

    Há que ter cuidado na execução de operações que duram escassamente uns momentos, e partindo do lugar em, veículos, o guerrilheiro urbano faz uma retirada rápida, escapando da perseguição

    O guerrilheiro urbano tem que saber o caminho em detalhe e, neste sentido, tem que praticar o itinerário antes de tempo como treinamento para evitar caminhos que não tenham saída, ou acabanando em engarrafamentos, ou terminar paralisado por construções do Departamento de Trânsito.

    A polícia persegue ao guerrilheiro urbano cegamente sem o conhecimento de que estrada ele vai tomar para sua fuga.

    Enquanto o guerrilheiro urbano foge rapidamente porque conhece o terreno, a polícia perde a pista e dão por terminada a perseguição.

    O guerrilheiro urbano deve lançar suas operações longe das bases logísticas da polícia. Uma vantagem inicial deste método de operação é que nos coloca a uma distância razoável da possibilidade de perseguição, o que facilita a evasão.

    Em adição a esta precaução necessária, o guerrilheiro urbano tem que estar preocupado com o sistema de comunicação do inimigo. O telefone é o alvo primário para prevenir o acesso inimigo à informação mediante a sabotagem de seu sistema de comunicações.

    Ainda tendo conhecimento da operação guerrilheira, o inimigo depende de transporte moderno para seu apoio logístico, e seus veículos necessariamente perdem tempo ao leva-lo pelo trânsito pesado das grandes cidades.

    É claro que o trânsito congestionado e perigoso é uma desvantagem para o inimigo, como também o seria para nós se não estivéssemos adiantados em relação ao inimigo.

    Se queremos uma margem de segurança e estar seguros de não deixar pistas para o futuro, podemos adotar as seguintes medidas:

    a. interceptar de propósito a polícia com outros veículos ou por inconveniências casuais ou danos; mas neste caso o veículo em questão não deve ser legal ou ter placas de licença verdadeiras;

    b. obstruir a estrada com árvores caídas, pedras, valas, letreiros de trânsito falsos, estradas obstruídas ou desvios, e outros meios engenhosos;

    c. colocar minas caseiras no caminho da polícia, utilizar gasolina, ou jogar bombas Molotov para incendiar seus veículos;

    d. disparar uma rajada de balas de metralhadora ou armas tais como a FAL contra o motor e pneus dos veículos envolvidos na perseguição.

    Com a arrogância típica da polícia e das autoridades militares fascistas, o inimigo virá lutar com armas pesadas e equipamento, e com manobras elaboradas de homens armados até os dentes. O guerrilheiro urbano tem que responder a isto com armas leves facilmente transportáveis, para que sempre possa escapar com velocidade máxima, sem aceitar uma luta aberta. O guerrilheiro urbano não tem outra missão do que atacar e retirar-se.

    Nos exporíamos a derrotas mais contundentes se nos sobrecarregamos com armamento pesado e com o peso tremendo das munições necessárias para disparar, na mesma perdendo o presente precioso da mobilidade.

    Quando o inimigo luta contra nos a cavalo não temos desvantagem sempre e quando temos veículos. O automóvel anda mais rápido que o cavalo. Desde o interior do automóvel também temos o alvo do policial montado, derrubá-lo com metralhadora, revólver ou com coquetéis Molotov e granadas.

    Por outro lado, não é tão difícil para um guerrilheiro urbano a pé fazer de um policial a cavalo um alvo. Acima de tudo, cordas estendidas ao longo de estradas, bolas de gude e rolhas são métodos muito eficientes de fazer ambos caírem. A grande desvantagem do policial montado é que se apresenta ao guerrilheiro urbano como dois alvos excelentes: o cavalo e seu cavaleiro.

    À parte de ser mais rápido que um cavalo, o helicóptero não tem melhores oportunidades em uma perseguição. Se o cavalo é muito lento comparado com o automóvel do guerrilheiro urbano, o helicóptero é muito rápido. 

    Movendo-se a 200 quilômetros por hora nunca terá êxito em atingir desde cima a um alvo perdido entre as multidões e os veículos da rua, nem tampouco pode aterrizar em ruas para capturar alguém. Além disso, quando tenta voar a baixas alturas torna-se extremadamente vulnerável ao fogo do guerrilheiro urbano.

    Informação

    As possibilidades que o governo tem de descobrir e destruir o guerrilheiro urbano diminuem a medida que o potencial dos inimigos do ditador tornam-se maiores e mais concentrados entre as massas populares. A concentração de oponentes da ditadura exerce um papel muito importante na obtenção de informação dos movimentos de polícia e de homens do governo, como também ocultar nossas atividades. 

    O inimigo pode ser enganado por informação falsa, o qual é pior para ele porque independente de seu significado, as fontes de informação a disposição do guerrilheiro urbano são potencialmente melhores que as dos policiais. O inimigo é observado pela população, mas desconhece quem dentre a população passa informações aos guerrilheiros urbanos. Os militares e a polícia são odiados pelas injustiças e violência que tem cometido contra a população, e isto facilita a obtenção de informação prejudicial às atividades de agentes do inimigo.

    A informação, que é somente uma pequena parte do apoio popular, representa um potencial extraordinário nas mãos do guerrilheiro urbano. A criação de um serviço de inteligência com uma estrutura organizada é uma necessidade básica para nós. O guerrilheiro urbano tem que ter informação essencial dos planos e movimentos do inimigo, onde se encontra, e como se movem, os recursos da rede bancária, os meios de comunicação e seus movimentos secretos.

    A informação confiável passada ao guerrilheiro urbano representa um golpe certeiro contra a ditadura. Não há forma de defender-se quando se enfrenta uma perda importante de informação que põe em perigo seus interesses e facilita nosso ataque destrutivo.

    O inimigo também quer conhecer que passos estamos tomando para que possa nos destruir ou prevenir de atuar. Neste sentido o perigo da traição esta presente e o inimigo o fomenta e nutre, e infiltra espiões na organização. As técnicas do guerrilheiro urbano usadas contra esta tática do inimigo é de denunciar publicamente os traidores, espiões, informantes e provocadores.

    Já que nossa luta toma lugar entre as massas e depende de sua simpatia – enquanto que o governo tem uma má reputação devido a sua brutalidade, corrupção e incompetência – os informantes, espiões, traidores, e a polícia vem a serem os inimigos da população sem apoiadores, denunciados aos guerrilheiro urbanos, e em muitos casos, devidamente castigados.

    Por sua parte os guerrilheiros urbanos não devem de evitar sua responsabilidade – uma vez que sabem quem é o espião ou informante – de liquidá-lo. Este é o método correto, aprovado pela população, e minimiza consideravelmente a incidência de infiltração ou espionagem inimiga.

    Para o completo êxito na batalha contra os espiões é essencial a organização de um serviço de contra-espionagem ou contra-inteligência. No entanto, com respeito à informação, não pode ser reduzida a somente saber os movimentos do inimigo e evitar a infiltração de seus espiões. A informação tem que ser ampla, tem que incluir tudo, incluindo os dados mais significativos. Há uma técnica de obter informação e o guerrilheiro urbano a tem que dominar. Seguindo esta técnica, a informação é obtida naturalmente, como uma parte da vida das pessoas.

    O guerrilheiro urbano, vivendo em meio da população e movendo-se entre eles, tem que prestar atenção a todo tipo de conversação e reações humanas, aprendendo a esconder seus interesses com grande juízo e destreza.

    Em lugares onde as pessoas trabalham, estudam e vivem, é fácil obter todo tipo de informação de pagamentos, negócios, pontos de vista, opiniões, estado de mente das pessoas, viagens, interiores de edifícios, oficinas e habitações, centros de operações etc. A observação, investigação, reconhecimento, e exploração do terreno também são fontes excelentes de informação.

    O guerrilheiro urbano nunca vai a nenhum lugar sem prestar atenção e sem precaução revolucionária, sempre alerta por se acontece algo. Olhos e ouvidos abertos, sentidos alertas, a memória gravada com todo o necessário para agora ou para o futuro, e para a continuação da atividade do soldado guerrilheiro.

    A leitura cuidadosa da imprensa com atenção particular aos órgãos de comunicação em massa, a investigação de fatos acumulados, a transmissão de notícias e tudo observado, uma persistência em ser informado e em informando os outros, tudo isto compõe a questão intrincada e imensamente complicada de informação que lhe dá ao guerrilheiro urbano a vantagem decisiva.

    Decisão

    Não é suficiente para o guerrilheiro urbano ter a seu favor surpresa, velocidade, conhecimento do terreno e informação. Ele também deve demonstrar seu comando em qualquer situação e uma capacidade de decisão sem a qual todas as demais vantagens lhe resultariam inúteis.

    É impossível levar ao fim qualquer ação, sem estar bem planejada, se o guerrilheiro urbano resulta ser indeciso, incerto ou irresoluto.

    Ainda uma ação que tenha sido começada com sucesso pode terminar em derrota sem o comando da situação e a capacidade para tomar decisões falhar em meio a execução do plano. Quando este comando da situação e a capacidade para a decisão estão ausentes, este vazio é preenchido pela hesitação e o temor. O inimigo toma vantagem desta falha e é capaz de liquidar-nos.

    O segredo para o sucesso de qualquer operação, simples ou complicada, fácil ou difícil, é o de confiar em determinados homens. No sentido estrito, não existe uma operação fácil: tudo tem que ser realizado com o mesmo cuidado praticado em casos mais difíceis, começando com a eleição dos elementos humanos, que significa depender da liderança e capacidade de decisão em qualquer situação.

    Pode se antecipar o resultado de uma ação pela forma em que os participantes atuam durante a fase preparatória. Aqueles que estão atrasados, que não fazem os contatos designados, são facilmente confundidos, esquecem coisas, deixam de completar os elementos básicos do trabalho, possivelmente são homens indecisos e podem ser um perigo. É melhor não incluí-los.

    A decisão significa colocar em prática, o plano que foi idealizado, com determinação, com audácia, e com uma firmeza absoluta. Somente basta uma pessoa que hesita perder tudo.

    9.2 Objetivos das Ações de Guerrilha Urbana

    Com suas técnicas desenvolvidas e estabelecidas, o guerrilheiro urbano baseia-se em modelos de ação que o conduzem a atacar e, no Brasil, com os seguintes objetivos:

    a. ameaçar o triângulo no qual os sistemas de dominação do estado brasileiro e norte-americano são mantidos no Brasil, um triângulo cujos pontos são Rio, São Paulo, e Belo Horizonte e cuja base é o eixo Rio-São Paulo, onde o gigante complexo industrial, econômico, político, cultural, militar, policial que sustenta o poder decisivo do país está localizado;

    b. debilitar os guardas locais ou os sistemas de segurança da ditadura, dado o fato de que estamos atacando e os militares defendendo, o qual significa capturando as forças governamentais em posições defensivas, com suas tropas imobilizadas em defesa de todo complexo de manutenção nacional, e com seu medo onipresente de um ataque em seus centros nervosos estratégicos, e sem saber onde, como, e quando virá o ataque;

    c. atacar em todos lados, com muitos grupos armados diferentes, pequenos em números, cada um independente e operando por separado, para dispersar as forças do governo em sua perseguição de uma organização extremadamente fragmentada em vez de oferecer-lhes à ditadura a oportunidade de concentrar suas forças repressivas na destruição de um sistema altamente organizado e estruturado operando em todo o pais;

    d. provar sua combatividade, decisão, firmeza, determinação, e persistência no ataque contra a ditadura militar para permitir que todos os inconformes sigam nosso exemplo e lutem com táticas de guerrilha urbana. Enquanto tanto, o governo, com todos os problemas, incapaz de deter as operações da guerrilha na cidade, perderam o tempo e sofreram desgastes, o que finalmente ocasionará que retirem suas tropas para poder vigiar os bancos, industrias, armarias, barracas militares, televisão, escritórios norte-americanas, tanques de armazenamento de gás, refinarias de petróleo, barcos, aviões, portos, aeroportos, hospitais, centros de saúde, bancos de sangue, lojas, garagens, embaixadas, residências de membros proeminentes do regime, tais como ministros e generais, estações de policia, e organizações oficiais, etc.

    e. aumentar os distúrbios dos guerrilheiros urbanos gradualmente em ascendência interminável de tal maneira que as tropas do governo não possam deixar a área urbana para perseguir o guerrilheiro sem arriscar abandonar a cidade, e permitir que aumente a rebelião na costa como também no interior do pais;

    f. para obrigar o exército e a policia, com os comandantes e seus assistentes, a mudar a acomodação e tranqüilidade relativa das barracas e seu relativo descanso, por um estado de alarme e tensão em aumento da expectativa de ataque ou a busca de pistas que se desvanecem sem deixar traço algum;

    g. para evitar batalhas abertas e combate decisivo com as forças do governo, limitando a luta a ataques rápidos e breves com resultados relâmpagos;

    h. para assegurar aos guerrilheiros urbanos um máximo de liberdade de ação e movimento sem ter que evitar o uso de violência armada, permanecendo firmemente orientado até o começo da guerra de guerrilha rural e apoiando a construção de um exército revolucionário para a libertação nacional.

     9.3 Sobre os Tipos e Natureza de Modelos de Ação para os Guerrilheiros Urbanos 

    Para poder alcançar os objetivos previamente enumerados, o guerrilheiro urbano está obrigado, em sua técnica, a seguir uma ação cuja natureza seja tão diferente e diversificada como seja possível. O guerrilheiro urbano não escolhe arbitrariamente este ou aquele modelo de ação.

    Algumas ações são simples, outras são complicados. O guerrilheiro urbano sem experiência tem que ser incorporado gradualmente em ações ou operações que correm desde as mais simples até as mais complicadas. Começa com missões e trabalhos pequenos até que se converta completamente em um guerrilheiro urbano com experiência.

    Antes de qualquer ação, o guerrilheiro urbano tem que pensar nos métodos e no pessoal disponível para realizar a ação. As operações e ações que demanda a preparação técnica do guerrilheiro urbano não podem ser executadas por alguém que carece de destrezas técnicas. Com estas precauções, os modelos de ação que o guerrilheiro urbano pode realizar são os seguintes:

    a. assaltos

    b. invasões

    c. ocupações

    d. emboscadas

    e. táticas de rua

    f. greves e interrupções de trabalho

    g. deserções, desvios, tomas, expropriações de armas, munições e explosivos

    h. libertação de prisioneiros

    i. execuções

    j. seqüestros

    l. sabotagem

    m. terrorismo

    n. propaganda armada

    o. guerra de nervos

    Assaltos

    O assalto é o ataque armado com o qual fazemos expropriações, libertamos prisioneiros, capturamos explosivos, metralhadoras, e outras armas típicas e munições.

    Os assaltos podem ser realizados de noite ou de dia. O assalto de noite é usualmente o mais vantajoso às guerrilhas urbanas. A idéia é que o assalto seja executado de noite quando as condições para um ataque de surpresa são mais favoráveis e a obscuridade facilita a fuga e esconde a identidade dos participantes. O guerrilheiro urbano tem que preparar-se, no entanto, para atuar baixo qualquer condição, de noite ou de dia.

    Os alvos mais vulneráveis para o assalto são os seguintes:

    a. bancos e estabelecimentos de crédito

    b. negócios comerciais ou industriais, incluindo a produção de armas e explosivos

    c. estabelecimentos militares

    d. delegacias e estações de policia

    e. presídios

    f. propriedade do governo

    g. meios de comunicação de massa

    h. escritórios e propriedades norte-americanas

    i. veículos do governo, incluindo veículos militares e da polícia, caminhões, veículos armados, carregadores de dinheiro, trens, barcos, e aviões.

    O assalto em estabelecimentos são da mesma natureza porque em cada caso a propriedade e os edifícios representam um alvo fixo.

    Os assaltos aos edifícios concebidos como operações de guerrilha, variam de acordo a se são bancos, negócios comerciais, industrias, acampamentos militares, delegacias, presídios, estações de rádio, armazéns de empresas imperialistas, etc.

    Os assaltos em veículos – carros blindados, trens, barcos, aviões – são de outra natureza já que envolvem um alvo em movimento. A natureza da operação varia de acordo à situação e a possibilidade – isto é, se o alvo é estacionário ou móvel.

    Os carros blindados, incluindo veículos militares, não são imunes às minas. Estradas obstruídas, armadilhas, enganos, intercepção de outros veículos, bombas Molotov, atirar com armamento pesado, são métodos eficientes de assaltar veículos.

    Os veículos pesados, aviões em terra, barcos ancorados, podem ser tomados e as tripulações capturadas. Os aviões em vôo podem ser desviados de seu curso pela ação guerrilheira ou por uma pessoa.

    Os barcos e trens em movimento podem ser assaltados ou tomados por operações de guerrilha para poder capturar as armas e munições ou para evitar o deslocamento de tropas.

    O Assalto a Banco como Modelo Popular

    O modelo de assalto mais popular é o assalto à banco. No Brasil, a guerrilha urbana começou um tipo de assalto organizado em bancos como uma operação guerrilheira. Hoje este tipo de assalto é utilizado comumente e tem servido como um tipo de exame preliminar para o guerrilheiro urbano em seu processo de aprendizagem da guerra revolucionária.

    Tem se desenvolvido inovações importantes na técnica de assalto à bancos, o qual assegura a fuga, a retirada de dinheiro, e o anonimato das pessoas envolvidas. Entre estas inovações temos atirar nos pneus dos carros para evitar que sejamos perseguidos, trancar as pessoas nos banheiros dos bancos, obrigá-los a que se sentem no chão do banheiro; imobilizar os guardas do banco e tomar seu armamento, obrigar a alguém a abrir a caixa forte; e a utilização de disfarces.

    Tentativas para instalar alarmes de bancos, ou para utilizar guardas ou aparelhos de detecção eletrônicos de origem norte-americana, são de pouca utilidade quando o assalto é de tipo político e executado de acordo com as técnicas de guerrilha urbana. 

    Esta técnica trata de utilizar novos recursos para alcançar as mudanças táticas do inimigo, tem acesso a poder de fogo que esta em crescimento todos os dias, se faz mais astuta e audaz, e utiliza um grande número de revolucionários todas as vezes, todas para garantir o êxito das operações planejadas até o ultimo detalhe.

    O assalto à banco é a expropriação típica. Mas, como é certo para qualquer tipo de expropriação armada, o revolucionário esta em desvantagem por dois competidores:

    a. competição por delinqüentes;

    b. competição por contra-revolucionários de direita;

    Esta competição produz confusão, o qual é refletido em incerteza da população. Depende do guerrilheiro urbano prevenir que isto aconteça, e para conseguir isto utiliza dois métodos;

    a. tem que evitar a técnica de bandidos, o qual é o uso de violência desnecessária e da expropriação de mercadorias e posses da população;

    b. tem que usar o assalto para propósitos de propaganda, no mesmo momento em que esta acontecendo, e depois distribuir material, papéis, e todo meio possível de explicar os objetivos e os princípios do guerrilheiro urbano como expropriador do governo, das classes governantes, e do imperialismo.

    Batidas

    As batidas são ataques rápidos em estabelecimentos localizados na vizinhança ou até no centro da cidade, tal como unidades militares pequenas, delegacias, hospitais, para causar problemas, tomar armas, castigar e aterrorizar o inimigo, tomar represálias, ou resgatar prisioneiros feridos, ou aqueles hospitalizados baixo vigilância da policia.

    As batidas também são lançadas em garagens e estacionamentos para destruir veículos e danificar instalações, especialmente se são empresas e propriedades norte-americanas.

    Quando tomam lugar em certas extensões de estrada ou em certas vizinhanças distantes, os ataques podem servir para obrigar o inimigo a mover grandes números de tropas, um esforço totalmente inútil já que não encontraram ninguém com quem lutar.

    Quando são realizadas em certas casas, escritórios, arquivos, ou escritórios públicos, seu propósito é de capturar ou buscar papéis secretos e documentos com os quais denunciar o envolvimento, os compromissos, e a corrupção dos homens no governo, seus negócios sujos e as transações criminosas com os norte-americanos. As batidas são mais efetivas se são realizadas de noite.

    Ocupações

    As ocupações são um tipo de ataque realizado quando um guerrilheiro urbano se estaciona em estabelecimentos e localizações específicas, para uma resistência temporal contra o inimigo ou para algum propósito de propaganda.

    A ocupação de fábricas e escolas durante greves ou em outros momentos é um método de protesto ou de distrair a atenção do inimigo.

    A ocupação das estações de rádio é para propósitos de propaganda.

    A ocupação é um método muito efetivo para a ação mas, para prevenir perdas e danos materiais a nossas forças, é sempre uma boa idéia o contar com a possibilidade de retirada. Sempre tem que ser meticulosamente planejada e executada no momento oportuno. A ocupação sempre tem um limite de tempo e enquanto mais rápido se realize, melhor. 

    Emboscada

    As emboscadas são ataques tipificados por surpresa quando o inimigo é apanhado em uma estrada ou quando faz que uma rede de policiais rodeie uma casa ou propriedade. Uma mensagem falsa pode trazer o inimigo a um lugar onde caia em uma armadilha.

    O objeto principal da tática de emboscada é de capturar as armas e castigá-los com a morte.

    As emboscadas para deter trens de passageiros são para propósitos de propaganda, e quando são trens de tropas, o objetivo é de eliminar o inimigo e tomar suas armas.

    O franco-atirador guerrilheiro é o tipo de lutador ideal especialmente para as emboscada porque pode se esconder facilmente nas irregularidade do terreno, nos trechos dos edifícios e dos apartamentos sob construção. Desde janelas e lugares escuros pode mirar cuidadosamente a seu alvo escolhido.

    As emboscadas tem efeitos devastadores no inimigo, deixando o nervoso, inseguro e cheio de temor.

    Táticas de Rua

    As táticas de rua são usadas para lutar com o inimigo nas ruas, utilizando a participação das massas contra ele.

    Em 1968, os estudantes Brasileiros utilizaram táticas de rua excelentes contra as tropas da polícia, tais como marchar pelas ruas contra o trânsito, e utilizar estilingues e bolas de gude contra a polícia montada.

    Outras táticas de rua consistem na construção de barricadas, atirando garrafas, tijolos, e outros projéteis desde o telhado de apartamentos e edifícios de negócios contra a polícia; utilizando edifícios sob construção para sua fuga, para esconder-se, e para apoiar os ataques surpresa.

    É igualmente necessário saber como responder às táticas do inimigo. Quando as tropas de policiais vêm protegidas com capacetes para defender-se de objetos lançados, nos dividimos em duas equipes; uma para atacar o inimigo de frente, ou outra para atacá-lo desde a retaguarda, retirando um à medida que o outro avança para prevenir que o primeiro se converta em um alvo dos projéteis atirados pelo segundo.

    De igual forma é importante saber como responder a uma rede de polícias. Quando a policia designa uma certa área para que seus homens entrem em massa para prender a um manifestante, um grupo maior de guerrilheiros urbanos tem que rodear o grupo da polícia, desarmá-los, surrando-os e na mesma hora permitir que o prisioneiro fuja. Esta operação de guerrilha urbana se chama a rede dentro de uma rede.

    Quando a rede policial se forma em um edifício de escola, uma fábrica, um lugar onde as massas se congregam, ou algum outro ponto, o guerrilheiro urbano não deve render-se ou que o tomem por surpresa. Para assegurar que sua rede funcione o inimigo se vera na obrigação de transportar a polícia em veículos e carros especiais para ocupar pontos estratégicos nas ruas para invadir edifícios ou locais selecionados. 

    O guerrilheiro urbano, por sua parte, nunca deve de sair de um edifício ou uma área ou entrar nela sem primeiro conhecer todas as saídas, a forma de romper o círculo, os pontos estratégicos que a policia poderia ocupar, e as estradas que inevitavelmente conduzem até a rede, e deve apoderar-se de outros pontos estratégicos desde os quais possa golpear o inimigo.

    As estradas seguidas pelos veículos da polícia tem que serem minadas em pontos chaves e a pontos forçados de parada. Quando as minas explodem, os veículos voaram pelos ares. Os policiais cairão na armadilha e sofreram perdas ou serão vítimas de uma emboscada. A rede tem que ser quebrada por rotas de fuga desconhecidas para a polícia. O rigoroso plano de retirada é a melhor maneira de frustrar qualquer esforço de acercamento por parte do inimigo.

    Quando não há a possibilidade do plano de fuga, a guerrilha urbana não deve esperar reunir-se, agrupar-se, ou fazer qualquer outra coisa, já que fazê-lo evitará sua possibilidade de romper a rede do inimigo, que seguramente tentará atirar a redor dele.

    As táticas de rua têm revelado um novo tipo de guerrilheiro urbano, o guerrilheiro urbano que participa dos protestos em massa. Este é o tipo que designaremos como o guerrilheiro urbano manifestante, que se une à multidão e participa das marchas populares com fins específicos e definitivos.

    Estes fins consistem em atirar pedras e projéteis de todo tipo, utilizando gasolina para começar incêndios, utilizando a polícia como alvo para suas armas de fogo, capturando as armas dos policiais, seqüestrando agentes do inimigo e provocadores, disparar cuidadosamente aos chefes de polícia que vem em carros especiais com placas falsas para não atrair a atenção.

    O guerrilheiro urbano manifestante ensina aos grupos nas manifestações as rotas de fuga se é necessário. Coloca minas, atira bombas Molotov, prepara emboscadas e explosões.

    O guerrilheiro urbano manifestante também tem que iniciar a rede dentro da rede, revistando os veículos do governo, os carros oficiais, e os veículos da polícia para ver se tem dinheiro ou armas antes de virá-los e colocá-los fogo.

    Os franco-atiradores são muito bons para as manifestações em massa e, juntos com os guerrilheiros urbanos manifestantes, podem exercer um papel chave. Escondidos em pontos estratégicos, os franco-atiradores tem completo êxito, utilizando escopetas, metralhadoras, etc., cujo fogo e rebote causam perdas entre os inimigos. 

    Greves e Interrupções de Trabalho

    A greve é o modelo de ação empregado pelo guerrilheiro urbano em centros de trabalho e escolas para prejudicar o inimigo por meio da detenção do trabalho e das atividades de estudo. Já que é uma das armas mas temidas pelos exploradores e opressores, o inimigo utiliza um tremendo poder ofensivo e incrível violência contra. Os grevistas são levados à prisão, sofrem golpes, e muitos terminam assassinados.

    O guerrilheiro urbano tem que preparar a greve de tal forma como para não deixar indícios ou pistas que possam identificar os líderes da ação. Uma greve é bem sucedida quando é organizada por meio da ação de um grupo pequeno, se é preparado cuidadosamente em segredo e pelos métodos mais clandestinos.

    As armas, munições, Molotovs, armas caseiras de destruição e ataque, tudo isto tem que ser suprido previamente para antecipar o inimigo. Para que possa causar a maior quantidade de dano possível, é uma boa idéia estudar e por em prática um plano de sabotagem.

    As interrupções de trabalho e estudo, apesar de serem de breve duração, causam dano severo ao inimigo. É suficiente para eles surgir em pontos diferentes e em diferentes setores nas mesmas áreas, interrompendo a vida diária, ocorrendo, sem fim, um dia depois do outro, de forma autenticamente guerrilheira.

    Em greves ou simples interrupções de trabalho, o guerrilheiro urbano tem o recurso de ocupar ou penetrar no local ou simplesmente fazer um ataque. Nesse caso, seu objetivo é o de tomar reféns, capturar prisioneiros ou capturar agentes inimigos e propor um intercâmbio de prisioneiros (para liberar os grevistas).

    Em certos casos, as greves e as breves interrupções de trânsito podem oferecer uma excelente oportunidade para a preparação de emboscadas ou armadilhas cujo fim é o de destruição física da cruel e sanguinária polícia.

    O fato básico é que o inimigo sofre perdas em pessoal e material e danos morais, e é debilitado pela ação.

    Deserções, Desvios, Confiscos, Expropriações de Armas, Munições e Explosivos

    Deserções e desvios de armas são ações efetuadas em campos militares, hospitais militares, etc. O soldado da guerrilha urbana, o chefe, sargento, suboficial, e o oficial devem desertar no momento mais oportuno com armas modernas e munições, para entregá-las à guerrilha.

    Um dos momentos mais oportunos é quando a guerrilha urbana militar é chamada para perseguir e lutar contra seus camaradas guerrilheiros fora dos quartéis militares. Em vez de seguir as ordens dos oficiais, a guerrilha urbana militar deve juntar-se aos revolucionários dando-os as armas e munições que carregam, ou o veículo militar que ele opera.

    A vantagem deste método é que os revolucionários recebem as armas e munições do exército, marinha, força área, polícia, guarda civil, ou dos bombeiros sem nenhum trabalho, porque lhes chega em mãos por meio de transporte do governo.

    Outras oportunidades podem ocorrer nas barracas, e a guerrilha urbana militar deve estar alerta a isso. Em caso de descuido de parte dos comandantes ou em outras condições favoráveis, assim como as atividades burocratas ou o relaxamento de disciplina por parte dos suboficiais ou outro pessoal interno, a guerrilha urbana militar não pode esperar, mas tem que tratar de avisar os guerrilheiros e desertar sós ou acompanhados, mas com uma quantidade de armas tão grande como seja possível.

    Com a informação e a participação da guerrilha urbana militar, ataques em barracas e outros estabelecimentos militares com o propósito de capturar armas, podem ser organizados.

    Quando não há a possibilidade de desertar com as armas e munições, a guerrilha urbana deve se engajar na sabotagem, começando com explosões e incêndios em depósitos de munições e pólvora.

    Esta técnica de desertar com armas e munições, atacando e sabotando os centros militares, é a melhor maneira de cansar e de desmoralizar aos soldados, deixando-os confusos.

    O propósito da guerrilha urbana em desarmar um inimigo individual é o de capturar suas armas. Estas armas estão usualmente nas mãos dos sentinelas e outros que estão executando a guarda ou repressão.

    A captura das armas podem ser completadas por meios violentos ou pela astúcia ou armadilhas. Quando o inimigo esta desarmado, ele deve ser revistado em busca de outras armas que não sejam as que já foram retiradas. Se nos descuidamos, ele pode usar essas armas para disparar nos guerrilheiros urbanos.

    O confisco de armas é um método eficaz para adquirir metralhadoras, a arma mais importante da guerrilha.

    Quando executamos pequenas operações ou ações para confiscar armamentos e munições, o material capturado pode ser para uso pessoal ou armamento e abastecimento dos grupos de tiro. 

    A necessidade de prover um poder disparador para a guerrilha urbana é tão grande que, em ordem para começar do ponto zero as vezes temos que comprar uma arma, desviar, ou capturar uma só arma. O ponto básico é começar, e começar com um espírito de determinação e coragem. A posse de uma simples metralhadora multiplica nossas forças.

    Em um assalto a banco, devemos ser cuidadosos de confiscar as armas dos guardas. O resto das armas as encontraremos com o tesoureiro, o caixa, ou o administrador, e também devem ser confiscadas.

    O outro método que podemos utilizar é a preparação de emboscadas contra a polícia e os automóveis que usam para locomover-se.

    Realmente muitas vezes, nós tivemos êxito capturando armas em estações policiais, como um resultado de ataques repentinos.

    As vezes triunfamos em capturar armas em delegacias de polícia, como resultado de ataques repentinos.

    A expropriação de armas, munições e explosivos é a meta da guerrilha urbana em assaltar locais comerciais, industrias e quartéis. 

    Libertação de Prisioneiros

    A libertação de prisioneiros é uma operação armada designada para libertar guerrilheiros urbanos presos. Na luta diária contra o inimigo, a guerrilha urbana esta sujeita a prisões e podem ser sentenciados a ilimitados anos na cadeia. Isto não quer dizer que a batalha revolucionária acabe aqui. Para o guerrilheiro, sua experiência é aprofundada pela prisão e a luta continua igualmente até nos calabouços onde se encontram prisioneiros.

    O guerrilheiro urbano encarcerado vê a prisão como um terreno que deve dominar e entender para libertar-se por meio de uma operação da guerrilha. Não há prisão, nem uma ilha, ou uma penitenciária da cidade, ou uma fazenda, que seja inpregnável pela astúcia, perseverança e pelo potencial de fogo dos revolucionários.

    O guerrilheiro urbano que é livre vê os estabelecimentos penais do inimigo como um lugar inevitável da ação guerrilheira designada a libertar seus irmãos ideológicos que estão aprisionados.

    É a combinação do guerrilheiro urbano livre e o guerrilheiro urbano aprisionado que resulta nas operações armadas a que nos referimos como a libertação de prisioneiros.

    As operações de guerrilha que se podem usar para libertar os prisioneiros são as seguintes:

    a. ataques a estabelecimentos penais, em colônias de correção ou ilhas, ou transportes ou barcos de prisioneiros;

    b. assaltos a penitenciárias rurais ou urbanas, casas de detenção, delegacias, depósitos de prisioneiros, ou outros lugares permanentes, ocasionais ou temporários, onde se encontram os prisioneiros.

    c. assaltos a transportes de prisioneiros, trens e automóveis;

    d. ataques e batidas em prisões;

    e. emboscadas a guardas que estão movendo prisioneiros.

    Execuções

    Execução é matar um espião norte-americano, um agente da ditadura, um torturador da policia, ou uma personalidade fascista no governo que está envolvido em crimes e perseguições contra os patriotas, ou de um “dedo duro”, informante, agente policial, um provocador da policia.

    Aqueles que vão à polícia por sua própria vontade fazer denúncias e acusações, aqueles que suprem a polícia com pistas e informações e apontam a gente, também devem ser executados quando são pegos pela guerrilha.

    A execução é uma ação secreta na qual um número pequeno de pessoas da guerrilha se encontram envolvidos. Em muitos casos, a execução pode ser realizada por um franco-atirador, paciente, sozinho e desconhecido, e operando absolutamente secreto e a sangue-frio.

    Seqüestros

    Seqüestrar é capturar e assegurar em um lugar secreto um agente policial, um espião norte-americano, uma personalidade política ou um notório e perigoso inimigo do movimento revolucionário.

    O seqüestro é usado para trocar ou libertar camaradas revolucionários aprisionados, ou para forçar a suspensão da tortura nas cadeias de uma ditadura militar.

    O seqüestro de personalidades que são artistas conhecidos, figuras do esporte ou que são grandiosos em algum campo, mas que não tem evidência de um interesse político, podem ser uma forma de propaganda para os princípios patrióticos e revolucionários da guerrilha urbana sendo que ocorra baixo circunstâncias especiais, e o seqüestro seja manipulado de uma maneira que o público simpatize com ele e o aceite.

    O seqüestro de residentes norte-americanos ou visitantes no Brasil constituem uma forma de protesto contra a penetração e a dominação do imperialismo dos Estados Unidos em nosso país.

    Sabotagem

    O sabotagem é um tipo de ataque altamente destrutivo usando somente várias pessoas e as vezes requerendo somente uma para terminar o resultado desejado. Quando a guerrilha urbana usa a sabotagem, a primeira fase é a sabotagem isolada. Então vem a fase de sabotagem dispersada ou generalizada, levando a população.

    Um plano de sabotagem bem executado demanda estudo, planejamento e cuidadosa execução. Uma forma característica da sabotagem é a explosão usando dinamite, incêndio e a implantação de minas.

    Um pouco de areia, uma gota de qualquer tipo de combustível, ou pouca lubrificação, um parafuso removido, um curto-circuito, peças de madeira ou ferro, podem causar danos irreparáveis.

    O objetivo da sabotagem é para doer, danificar, deixar sem uso e para destruir pontos vitais do inimigo assim como os seguintes:

    a. a economia de um país;

    b. a produção agrícola e industrial;

    c. sistemas de comunicação e transporte;

    d. sistemas policiais e militares e seus estabelecimentos e depósitos;

    e. o sistema repressor do sistema militar-policial;

    f. empresas e propriedades norte-americanas no país.

    A guerrilha urbana deve pôr em perigo a economia do país, particularmente seus aspectos financeiros e econômicos, assim como as redes comerciais domésticas e estrangeiras, suas mudanças nos sistemas bancários, seu sistema de coleta de impostos, e outros.

    Escritórios públicos, centros de serviços do governo, armazéns do governo, são alvos fáceis para sabotagem. Não vai ser fácil prevenir a sabotagem da produção agrícola e industrial pela guerrilha urbana, com sua sabedoria completa da situação.

    Trabalhadores industriais atuando como guerrilheiros urbanos são excelentes para a sabotagem industrial já que sabem, melhor que ninguém, entendem a indústria, a fábrica, a maquinária, e talvez possam destruir toda a operação, fazendo mais dano que uma pessoa mal informada.

    A respeito dos sistemas de comunicações e de transportes do inimigo, começando com o tráfego ferroviário, é necessário atacá-lo sistematicamente com as armas de sabotagem.

    A única precaução é a de não causar a morte ou ferimento fatal aos passageiros, especialmente aos que viajam com regularidade nestes trens suburbanos ou de longa distância.

    Ataques a trens de carga, em movimento ou estacionados, parar os sistemas de comunicação e de transporte militar, são os maiores objetivo da sabotagem nesta área.

    Vagões podem ser danificados e retirados, assim como os trilhos. Um túnel bloqueado depois de uma explosão, uma obstrução de um vagão descarrilado, causam tremendo dano.

    O descarrilamento de um trem de carga contendo combustível é um dos maiores danos que se podem fazer ao inimigo. Assim como dinamitar pontes de vias. Num sistema onde o peso e o tamanho do equipamento rodante é enorme, leva-se meses para reparar ou reconstruir a destruição ou o dano.

    As rodovias, podem ser obstruídas por árvores, veículos estacionados, valas, deslocação de barreiras por dinamite e pontes destruídas por explosões.

    Os barcos podem ser danificados enquanto ancorados em portos marítimos, ou de rios, ou em estaleiros. Os aviões podem ser destruídos ou sabotados na pista.

    As linhas telefônicas e telegráficas podem ser sistematicamente danificadas, suas torres serem destruídas, e suas linhas ficarem sem uso algum.

    As comunicações e o transporte devem ser sabotados imediatamente, porque a guerra revolucionária já começou no Brasil e é essencial impedir o movimento de tropas e munições do inimigo.

    Oleodutos, instalações de combustível, depósitos de bombas e munições, armazéns de pólvora e arsenais, campos militares e bases, devem tornar-se alvos de operações de sabotagem por excelência, enquanto que os veículos, caminhões do exército, e outros automóveis militares e policiais podem ser destruídos ao encontrá-los.

    Os centros de repressão militares e policiais e seus específicos e especializados órgãos, devem também chamar a atenção do sabotador da guerrilha urbana.

    As empresas e propriedades norte-americanas no país, por sua parte, devem ser alvos tão freqüentes de sabotagem que o volume das ações dirigidas sobrepasse o total de todas outras ações contra os pontos vitais do inimigo.

    Terrorismo

    O terrorismo é uma ação, usualmente envolvendo a colocação de uma bomba ou uma bomba de fogo de grande poder destrutivo, o qual é capaz de influir perdas irreparáveis ao inimigo.

    O terrorismo requer que a guerrilha urbana tenha um conhecimento teórico e prático de como fazer explosivos.

    O ato do terrorismo, fora a facilidade aparente na qual se pode realizar, não é diferente dos outros atos da guerrilha urbana e ações na qual o triunfo depende do plano e da determinação da organização revolucionária. É uma ação que a guerrilha urbana deve executar com muita calma, decisão e sangue frio.

    Ainda que o terrorismo geralmente envolva uma explosão, há casos no qual pode ser realizado execução ou incêndio sistemático de instalações, propriedades e depósitos norte-americanos, fazendas, etc. 

    É essencial assinalar a importância dos incêndios e da construção de bombas incendiárias como bombas de gasolina na técnica de terrorismo revolucionário. Outra coisa importante é o material que a guerrilha urbana pode persuadir o povo a expropriar em momentos de fome e escassez, resultados dos grandes interesses comerciais.

    O terrorismo é uma arma que o revolucionário não pode abandonar.

    Propaganda Armada

    A coordenação das ações da guerrilha urbana, incluindo cada ação armada, é a principal forma de fazer propaganda armada.

    Estas ações, feitas com determinados e específicos objetivos, inevitavelmente se fazem material de propaganda para o sistema de comunicação das massas.

    Assaltos a bancos, emboscadas, deserções, resgate de prisioneiros, execuções, seqüestros, sabotagem, terrorismo e a guerra de nervos são todos casos em ponto.

    Aviões com rotas de vôo trocados pela ação revolucionária, barcos e trens em movimento assaltados e capturados por guerrilheiros, podem ser usados somente para efeitos de propaganda.

    Mas a guerrilha urbana nunca deve fracassar em instalar uma imprensa clandestina e deve poder fazer cópias mimeografadas usando álcool ou pranchas elétricas ou outros aparelhos duplicadores, expropriando o que não pode comprar em ordem de produzir um jornal pequeno, panfletos, volantes e estampas para a propaganda e agitação contra a ditadura.

    A guerrilha urbana comprometida com a imprensa clandestinas facilita enormemente a incorporação de um grande número de gente na batalha revolucionária, abrindo um trabalho permanente para aqueles que desejam trabalhar com a propaganda revolucionária, mesmo que quando fazê-lo signifique trabalhar sozinho e arriscar sua vida como revolucionário.

    Com a existência de propaganda clandestina e material agitador, o espírito inventor da guerrilha urbana expande e cria catapultas, artefatos, morteiros e outros instrumentos com os quais distribuir os panfletos anti-governo a distância.

    Gravações em fita, a ocupação de estações de rádio, o uso de alto falantes, desenhos em paredes e em outros lugares inacessíveis são outras formas de propaganda. Em usá-las, a guerrilha urbana deve dar-lhes um caráter de operações armadas.

    Uma propaganda consistente de cartas enviadas a endereços específicos, explicando o significado das ações armadas da guerrilha urbana, isto produz consideráveis resultados e é um método de influenciar certos segmentos da população.

    Se esta influência é exercitada no coração das pessoas por todo possível mecanismo de propaganda girando em torno da atividade da guerrilha urbana, isto não indica que nossas forças tem o suporte de todos.

    É suficiente ganhar o suporte de parte da população e isto pode ser feito popularizando uma frase: “Deixe que aquele que não quer fazer nada pelos revolucionários, faça nada contra.”

    Guerra de Nervos

    A guerra de nervos ou guerra psicológica é uma técnica agressiva, baseada no direto ou indireto uso dos meios de comunicação de massas e notícias transmitidas oralmente com o propósito de desmoralizar o governo.

    Na guerra psicológica, o governo esta sempre em desvantagem, porque impõe censura nas massas e termina numa posição defensiva por não deixar nada contrário infiltrar-se.

    Neste ponto desespera-se, envolve-se em grandes contradições e perda de prestígio, perde tempo e energias num cansado esforço ao controle, qual é sujeito a romper-se em qualquer momento.

    O objeto da guerra de nervos é para enganar, propagar mentiras entre as autoridades na qual todos podem participar, assim criando um ar de nervosismo, descrédito, insegurança e preocupação por parte do governo.

    Os melhores métodos usados pela guerrilha urbana na guerra de nervos são os seguintes:

    a. usando o telefone e o correio para anunciar falsas pistas à polícia e ao governo, incluindo informação de bombas e qualquer outro ato de terrorismo em escritórios públicos e outros lugares, planos de seqüestro e assassinato, etc, para obrigar as autoridades a cansar-se, dando seguimento à falsa informação que foi alimentada;

    b. permitindo que planos falsos caiam nas mãos da polícia para desviar sua atenção;

    c. plantar rumores para deixar o governo nervoso;

    d. explorando cada meio possível de corrupção, de erros e de falhas do governo e seus representantes, forçando-os a explicações desmoralizantes e justificações nos meios de comunicação de massas que mantém baixo censura;

    e. apresentando denúncias a embaixadas estrangeiras, às Nações Unidas, a nunciatura do papa, e as comissões internacionais judiciais defensoras dos direitos humanos ou da liberdade de imprensa, expondo cada violação concreta e o uso de violência pela ditadura militar e fazendo conhecer que a guerra revolucionária irá continuar seu curso com perigos sérios para os inimigos da população.

    9.4 Como Executar a Ação 

    A guerrilha urbana que corretamente passa através de seu aprendizado e seu treinamento deve dar grande importância a sua tática de executar sua ação, por isso não se deve cometer o mais pequeno erro.

    Qualquer descuido na assimilação do método e seu uso, convida certo desastre, assim como a experiência nos ensina cada dia.

    Os bandidos cometem erros freqüentemente por seus métodos, e esta é uma das razões pela qual a guerrilha urbana deve estar tão intensamente preocupada por seguir a técnica revolucionária e não a técnica dos bandidos.

    Não há guerrilha urbana merecedora do nome que ignore a tática revolucionária de ação e fracasse em praticar rigorosamente o planejamento e a execução de suas atividades.

    O gigante é conhecido por seus dedos. O mesmo pode ser dito da guerrilha urbana que é conhecida tão longe como seus métodos corretos e sua fidelidade absoluta aos princípios.

    O método revolucionário de execução de uma ação é fortemente baseado no conhecimento e no uso dos seguintes elementos: 

    a. investigação de informação;

    b. observação e vigilância;

    c. reconhecimento ou exploração do terreno;

    d. estudo e tempo das rotas;

    e. mapas;

    f. mecanização;

    g. cuidadosa seleção de pessoal;

    h. seleção do poder de fogo;

    i. estudo e prática em êxito;

    j. êxito;

    l. disfarce;

    m. retirada;

    n. dispersão;

    o. libertação e troca de prisioneiros;

    p. eliminação de pistas;

    q. resgate de feridos.

    Algumas Observações nas Táticas

    Quando não há informação, o ponto de saída do plano de ação deve ser investigação, observação e vigilância. Este método também da bons resultados.

    Em qualquer evento, incluindo quando há informação, é essencial fazer observações para ver se a informação esta a par com a observação ou vice-versa.

    Reconhecimento ou exploração do terreno, estudo e o tempo das rotas, são tão importantes que quando omitidos seria como tentar apunhalar no escuro.

    Mecanização, em geral, é um fator subestimado no método de conduzir uma ação. Freqüentemente a mecanização é deixada para o fim, antes de que se faça algo sobre isso.

    Isto é um erro. A mecanização deve de ser considerada seriamente, deve ser colhida com ampla vista e de acordo com um plano cuidadoso, também baseado na informação e observação, e deve ser executado com cuidado rigoroso e precisão. O cuidado, conservação, manutenção e camuflagem dos veículos expropriados são detalhes bem importantes da mecanização. 

    Quando o transporte falha, a ação principal falha com sérias conseqüências morais e materiais para a atividade da guerrilha urbana.

    A seleção de pessoal requer grande cuidado para evitar a inclusão de pessoas indecisas e vacilantes que presentes com perigo possam contaminar os outros participantes, uma dificuldade que deve ser evitada. 

    A retirada é igual ou mais importante que a operação em si, ao ponto de ter que ser planejada rigorosamente, incluindo a possibilidade de falha.

    Deve-se evitar o resgate ou a transferência de prisioneiros com crianças presentes, ou qualquer coisa que atraia a atenção das pessoas em trânsito casual na área. O melhor é fazer o resgate tão natural quanto seja possível, sempre passando ao redor, ou usando estradas diferentes ou ruas estreitas que quase não permitam a passagem a pé, para evitar o encontro dos carros. 

    A eliminação das pistas é obrigatório e demanda grande precaução ao esconder as impressões digitais e outras classes de indícios que informem o inimigo. A falta de cuidado na eliminação dos vestígios e das pistas é um fator que aumenta o nervosismo em nossas patentes que o inimigo as vezes explora.

    Resgate de Feridos

    O problema com os feridos na guerrilha urbana merece atenção especial. Durante operações da guerrilha na zona urbana pode ocorrer que algum camarada seja ferido acidentalmente ou atingido pela policia. Quando um da guerrilha esta num grupo de atiradores tem o conhecimento de primeiros socorros e pode fazer algo pelo camarada ferido. Em nenhuma circunstância pode ser abandonado o guerrilheiro e ser deixado em mãos do inimigo.

    Uma das precauções que devemos tomar é de treinar a homens e mulheres em cursos de enfermaria, nos quais guerrilheiros podem matricular-se e aprender técnicas de primeiros-socorros. O doutor da guerrilha urbana, estudante de medicina, enfermeiro, farmacêutico ou simplesmente uma pessoa treinada em primeiros-socorros, é de necessidade numa batalha revolucionária moderna.

    Um pequeno manual de primeiros-socorros para a guerrilha urbana, impresso ou em mimeógrafo, pode ser compreendido por uma pessoa que tenha suficiente conhecimento.

    No planejamento ou execução de uma ação armada, a guerrilha urbana não pode esquecer a organização logística médica. Isto pode ser completado por meio de uma clínica móvel ou motorizada. Você também pode estabelecer uma estação de primeiros-socorros e utilizar os conhecimentos de um camarada da guerrilha que esperará com equipamentos num lugar designado onde os feridos são trazidos. 

    O ideal seria ter uma clínica bem equipada, mas é bem custoso a menos que usemos materiais expropriados. 

    Quando tudo falha, as vezes é necessário recorrer a clínicas legais, usando a força se necessário para que os doutores atendam aos nossos feridos.

    Na eventualidade que recorrermos a bancos de sangre para comprar sangue ou plasma completo, não deveremos usar endereços legais e certamente endereços onde feridos poderiam ser encontrados, porque eles estão baixo nossa proteção e cuidado.

    Nem deveríamos dar endereços destes que estão envolvidos no trabalho clandestino da organização que trabalham nos hospitais e nas clínicas de onde os colhemos. Essas preocupações são indispensáveis para cobrir qualquer pista.

    As casa onde os feridos ficam não pode ser conhecida por ninguém com exclusiva exceção de um pequeno grupo de camaradas que estão responsáveis pelo tratamento e transporte.

    Cobertores, roupa ensangüentada, medicamentos e outros tipos de indícios de tratamento de um camarada ferido em combate com a polícia, deve ser completamente eliminado dos lugares que eles visitam para receber tratamento.

     

     

     

     

     

     

     

     

    • Manual da Ditadura que Segue…
      Nassif, temos aqui um mini-manual de guerrilha urbana de Carlos Marighella que só pode ter sido compilado pelo ex-motorista dele, em alguma sessão mediúnica hiper-secreta que Aloysio Nunes frequentou, provávelmente no comitê Jair Bolsoignaro, que já tem nestas 35 ou 40 laudas a exposição de motivos ou justificativa para recriar o DEOPS-DOI-CODI ou o velho Esquadrão da Morte que até pouco tempo atrás “limpava” o centro e periferia paulistana daqueles terroristas e bandidos disfarçados de pedintes e “moradores em situação de rua”, como se usa falar agora. Essa baboseira destinada a justificar a implementação de golpes de estado em “repúblicas” sul-americanas como a nossa também pode ser anexada por Sérgio Moro como “prova” de seu heroísmo ao manter o Mao Tsé-Lula-Tung trancafiado, bem como converter o GGN em perigoso aparelho disseminador de técnicas de guerrilha – dessas que justificaram o emprego de bombas de napalm no Vale do Ribeira nos anos 70-80, contra meia dúzia de dissidentes mortos de fome, sem eira nem beira, para lá enxotados justamente para justificar as despesas astronômicas que o “combate” requeria – tudo sob o amparo das normas recomendadas pelo Departamento de Estado estadunidense para esse tipo de “eventualidade”, que agora também podem contar com o apoio das bases ianques sediadas na Amazônia. Ou de uma milícia interna tipo TFP, depois de alguma Marcha pela Tradição, Família, Propriedade e Porte de Armas Liberado, com o respaldo do STF/MPF e PF curitibana. Enfim, ditadura que segue…