21 de maio de 2026

“Chegou a hora de Haddad ser um pouco menos Lula e mais Haddad”, diz Helena Chagas

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Jornal GGN – Além de bater em Jair Bolsonaro, Fernando Haddad tem que mostrar ao eleitorado que o PT não é nenhum bicho-papão, e para isso precisa mostrar mais quem é Haddad, o candidato que pretende ser presidente, saindo da sombra de Lula, onde ficou até agora. É o que avalia a jornalista Helena Chagas, em artigo divulgado nesta quarta (3).

Por Helena Chagas

Em Os Divergentes

Agora, Haddad tem que ser Haddad

Nas últimas três semanas, o PT viveu uma espécie de sonho dourado em que viu seu candidato subir vertiginosamente nas pesquisas, e chegou a alimentar esperanças de que Fernando Haddad ultrapassasse Jair Bolsonaro nas pesquisas nesta última semana – o que seria uma espécie de passaporte para o Planalto, já que, até hoje, quem chegou ao segundo turno na frente sempre venceu. Ao que parece, não será bem assim, e a estratégia está sendo revista.

Nada de surpreendente, já que as pesquisas que mostravam o ex-presidente Lula na liderança da corrida presidencial sempre apontaram que ele teria capacidade de botar um poste no segundo turno, com cerca de 20% das preferências. Nenhuma delas jamais apontou que o candidato de Lula iria muito além disso no primeiro turno – e isso já seria suficiente para chegar ao segundo, que todo mundo sabe quené uma nova eleição.

Então, o que está acontecendo agora pode ser um balde de água fria nos sonhos dos petistas mais entusiasmados, mas está do script desde o início. E, de certa forma, antecipa a estratégia planejada para o segundo turno, que tira Haddad da posição de mero tributário dos votos do criador e o transforma em protagonista da cena.

Além de bater em Bolsonaro, o que não precisou fazer até agora, chegou a hora de Haddad ser um pouco menos Lula e mais Haddad. O que quer dizer isso? Combater a onda antipetista mostrando que ele não é nenhum bicho-papão, mostrando-se ao público como ele é.

Talvez seja a hora de Haddad começar a fazer aquela inflexão ao centro que até agora nao foi necessária. Não para conquistar o mercado, mas para mostrar a uma fatia decisiva do eleitorado que não vai botar fogo no circo da economia. E para mostrar sua biografia de gestor sério e honesto, que sempre esteve fora de maracutaias e malfeitos.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.
alvesscintiaa@gmail.com

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4 Comentários
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  1. JJLopez

    3 de outubro de 2018 4:18 pm

    Haddad vira o disco

    Haddad Lula é gênio mais ainda não faz milagres. Cuida da sua vida e deixa o homem em paz. Para de falar no Prouni a toda hora muda o disco, fala de assuntos como meio ambiente, politíca externa, segurança, habitação, o que afinal você vai fazer nessas áreas fala dos projetos que Temer destruiu e você vai reativar.

  2. anarquista sério

    3 de outubro de 2018 4:22 pm

    Lula não deixou ser mais

    Lula não deixou ser mais Haddad e menos Lula.

    Até Paulo Henrique Amorim falou sobre o assunto

      https://www.youtube.com/watch?v=F8i_Qydtaq0

      Como um partido gigante se tornou refém de um homem só ?

       

  3. Wagner

    3 de outubro de 2018 6:14 pm

    Inflexão ao centro é pura asneira

    Fazer inflexão ao centro é pura asneira. A eleição está polarizada entre esquerda e direita e ao se juntar ao centro golpista daria corda a Bolsonaro para se colocar de outsider da política. Tem que radicalizar enfatizando as proposta anti trabalhador de Bolsonaro!

  4. Claudio Mesquita

    3 de outubro de 2018 6:22 pm

    Também tenho essa impressão.

    Também tenho essa impressão. Ontem num consultório médico, durante a propaganda eleitoral na TV, fiquei observando as pessoas na sala durante a parte do PT.

    Havia um tom de enfado, meu próprio, com o mote “Lula é Haddad, Haddad é Lula”. Todo mundo sabe que é Lula, que é PT.

    Mas quem é Haddad? Já está na hora de mostrar sua personalidade. Sem entrar no mérito, esse lance de Lula já cansou.

    #EleNunca

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