Mangabeira e os erros que tiraram a presidência de Ciro, por Luis Nassif

As duas entrevistas de Roberto Mangabeira Unger – ao Valor (clique aqui) e à  Folha (clique aqui) – esclarecem de vez as razões objetivas que levaram ao racha das esquerdas e à eleição de Jair Bolsonaro.

Mangabeira confirma o relato de Fernando Haddad, de que foi oferecido a Ciro o papel posteriormente desempenhado pelo próprio Haddad, de ser o vice-presidente na chapa de Lula e assumir a candidatura quando Lula fosse impedido.

Teria sido a fórmula ideal. Ciro seria imediatamente catapultado para a liderança e com sua retórica eficiente teria condições de vencer Bolsonaro no 2º turno.

Ciro esbarrou mais uma vez em seu grande defeito político. É bom para as grandes estratégias e péssimo para as definições táticas, prisioneiro de um temperamento forte, com uma autossuficiência deletéria, não se enquadrando nos limites dos pactos partidários. Quando a estratégia é bem-sucedida, entra em alpha e considera que tem a força. E não consegue identificar os limites políticos para entrar na etapa seguinte.

Sua visão era a de que o período Lula estava definitivamente encerrado e caberia a ele, Ciro, inaugurar o novo tempo, sem depender do lulismo. Como Mangabeira deixa claro, Ciro confundiu posições táticas com estratégicas.

No plano estratégico, era mais que hora do lulismo ceder espaço a uma nova etapa, diluindo o protagonismo excessivo do PT, principal combustível do pacto político mídia-Judiciário, e trabalhando as novas classes que surgiam – e que Mangabeira corretamente identifica como o novo empreendedorismo.

Ora, esse movimento era claro para o próprio Lula. Quando tentou a aproximação com Eduardo Campos, sabia a dificuldade para o PT superar a matriz original e abrir espaço para o novo temp.

No plano tático, no entanto, abrir mão do cacife eleitoral de Lula foi um gesto de arrogância mortal. Não adiantou Haddad alertar Ciro, que estava minimizando não apenas a influência de Lula, mas 70 anos de tradição trabalhista no Brasil. Como pretendia montar uma frente deixando de lado o principal ator político das oposições nas últimas décadas?

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Sua visão estratégica foi bem-sucedida. Desenvolveu o discurso mais eficiente de oposição à direita racional, de Geraldo Alckmin, e, depois, à direita insana de Jair Bolsonaro, um discurso denso, com propostas racionais e criativas, e uma retórica de guerra adequada para desmontar a agressividade vazia de Bolsonaro.

Na frente tática, esboroou-se.

Depois que perdeu as eleições, a ira posterior de Ciro contra o PT, foi apenas uma tentativa psicológica de enfrentar a ideia insuportável de que foi ele próprio que jogou fora a presidência por um gesto mal pensado.

Nenhum de seus argumentos se sustenta:

  1. A alegação de que não queria comprometer seu projeto de país com o do PT.

Como bem lembra Mangabeira, uma coisa é aliança tática, visando ganhar as eleições e impedir o mal maior. Outra coisa, o projeto de governo, que é atribuição exclusiva do presidente da República. Ele seria o líder inconteste do projeto.

  1. A alegação de que o PT não era aliado confiável.

Como assim? Alianças se formam em torno de propostas, conceitos e campos de interesse. Havia um amplo campo de interesses comuns para consolidar alianças com os partidos de esquerda, incluindo o PT, assim como um amplo arco de partidos de oposição, de centro-direita, para contrabalançar. Um político habilidoso deitaria e rolaria em um quadro desses. Seria um quadro confuso apenas para políticos com dificuldades para dialogar.

  1. As acusações de que foi esfaqueado pelas costas, com o acordo do PT com o PSB não se sustentam.
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Queria o quê? Que depois de esnobado por Ciro Gomes, o PT abrisse mão de alianças estratégicas, para não melindrar o adversário? E porque foi possível uma aliança, conduzida por Lula, que interferiu nas eleições de Pernambuco e Minas Gerais? E por que estados como a Bahia e o Maranhão que, em circunstâncias normais estariam com Ciro, mantiveram-se fiéis ao candidato do PT? Por conta do prestígio político de Lula, que Ciro minimizou.

Esses embates ajudaram a realçar  a posição desprendida de Haddad que, em todos os momentos, colocou os interesses do país acima de seus interesses pessoais: quando apoiou a indicação de Ciro; e, depois, quando encarou o desafio de conduzir uma campanha presidencial perigosa.

A nova etapa da política

Mangabeira tem uma virtude e uma fraqueza nas utopias que desenha para o país.

As virtudes são uma visão de futuro aprofundada, um desenho sintético do que seria uma civilização tropical moderna.

No governo Lula, ele exercitava o papel de espécie de grilo falante, identificando em cada Ministério propostas esquecidas, que se enquadravam nesse desenho, dando-lhe publicidade.

A fraqueza, fruto de seu distanciamento do dia-a-dia do país, é não acompanhar de perto o que ocorreu nesses anos todos. Foi assim quando assumiu a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo Dilma, incumbindo-se da tal Pátria Educadora, sem noção algum dos avanços e das ideias modernizantes que sacudiam o setor.

Com seu estilo de dar plena liberdade às iniciativas dos seus Ministros, os dois governos Lula foram laboratórios riquíssimos de experiências que poderiam ter marcado a etapa seguinte de desenvolvimento.

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Muitas das propostas levantadas, agora, por Mangabeira, já tinham sido iniciadas no governo Lula, inclusive as políticas de fortalecimento das pequenas e microempresas com o MEI (Microempreendedor Individual), os movimentos da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e das fundações de amparo à pesquisa em torno das startups. As movimentações iniciais do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) na gestão Carlos Lessa, de fortalecimento de arranjos produtivos locais. E

Dentro dessa linha, o fortalecimento da Apex (Agência de Promoção das Inovações) definindo planejamentos sofisticados para o comércio exterior, e da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), como futuro fórum de discussão de políticas industriais, desenvolvendo diagnósticos e amarrando nas estratégias do BNDES e da Finep.

Toda essa dinâmica, em relação aos novos tempos da economia e das políticas sociais, foi interrompida pelo estilo excessivamente centralizador de Dilma Rousseff, pela nova lógica do BNDES e seus campeões nacionais, e pelo início da crise econômica.

Em 2014, o CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) fez um levantamento precioso das propostas existentes nas universidades, centros de pesquisa e governo para os diversos temas de políticas públicas. Mas o tempo político de Dilma já havia se esgotado.

O grande desafio do PT será alargar os horizontes do partido, e se abrir para as novas ideias, já testadas com sucesso no governo Lula, e para as novas militâncias.

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97 comentários

  1. O que o Ciro Gomes fez foi
    O que o Ciro Gomes fez foi muito mais que “esnobar”: ele nao perdeu uma oportunidade sequer de atacar o PT, PT, PT com as mesmas pedras do antipetismo. Aí depois se faz de vítima…Depois dá uma de valente de novo…Numa outra entrevista se faz de vitima de novo…e assim vai…

    Errou feio. Achou que seria o “herdeiro natural” dos votos da esquerda atacando o principal partido do campo da esquerda. Duvido que tenha arrumado muita coisa no lado direito.

  2. bom post.

    Me pareceu na época das eleições que Ciro se preparou para ser presidente.

    Isto é, estudou os assuntos e propos as soluções.

    Mas não cuidou na atravessia. Nem tinha estrutura, partido, militância, etc para tanto.

    Deu no que deu, não pode reclamar, muito menos do PT.

     

     

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  3. Ficaram …

    Ficaram discutindo escalação , tática , estratégia , planos …. o Jair deu uma bicuda do meio de campo , sem goleiro , e a bola entrou …

    Na arquibancada torcia pelo seu Ciro …

  4. Resumindo…

    O momento político precisava de um nome que unisse a esquerda.

    Unir, o que é? É juntar-se à dor, amenizar as criticas e apresentar e vender um novo projeto.

    É um namoro, com intenção de amar. De conciliar. De juntar-se.

    Ficou um brigando contra o outro, não se solidarizou-se com a prisão de Lula, não uniu.

    O PT ainda é uma força política no país, se não a maior. E estava na mão, precisava apenas

    ser compreendido e enlançar as mãos, e solidarizar.

    É bem assim, depende do nível de cada pessoa, as pessoas estão machucadas, brigam, xingam,

    falam. Mas você tem que compreendê-las e saber unir. Mesmo que seja xingado, você não pode

    tomar nada para si, e se entregar ao projeto. Tava na mão.

    Se não conseguiu, é por que não era capaz mesmo, não tinha a grandeza.

    Ou falsidade, ou temperamentalidade.

    Quando se é verdadeiramente grande, une todos.

  5. Meu palpite

    Ciro é ingênuo. Basta ver sua trajetória partidária.

    Ele se imagina mais inteligente e poderoso do que realmente é. Parece que não consegue associar teoria com realidade.

    Por exemplo. Interpreta que é o mais experiente políticamente, mais preparado técnicamente e com melhor discurso, e daí conclui que irá vencer as eleições.

    Mas quando… (como diria o povo de Belém). A realidade é mais complexa, não é assim, cartesiana.

    É isso que eu chamo de ingenuidade. É ingenuidade achar que basta ser teoricamente o melhor para que, na prática, ele vença as eleições. A realidade não é mecânica.

    O Mangabeira é outro muito parecido. Ou seja, sua leitura, do ponto de vista teórico, pode até estar correta, mas isso não significa que basta ter o diagnóstico correto para que, a partir disso, seja possível colocar em prática a solução.

    Por outro lado, é burrice, não ingenuidade, agora, achar que a síntese colocada em prática por Lula é algo menor, equivocado, etc. Não é.

    E o maior maior exemplo disso é a construção do PT e da CUT, entre outras organizações sociais. São quase quarenta anos de construção para criar as bases que lhe dessem condições de chegar a Presidência da República.

    E qual é a estrutura partidária ou organizativa que Ciro e Mangabeira construíram ao longo desses quarenta anos para poderem colocar em prática seu projeto?

    Pois é…

  6. As perolas de Unger
    Duas ingenuidades nas afirmações de Unger: negar o anti-petismo e a ilusão no “empreendedorismo”. A envergadura da estrutura discursiva de Ciro se sustentou em seu racional distanciamento dos mitos desgastados do neo-liberalismo tucano e do estado assistencialista-patrimonialista do lulismo. Achou um ponto de apoio e manteve-se firme na casa dos 13% do eleitorado. Se aderisse ao “lulismo” seria taxado de pixuleco lulista, como foi Haddad, e se tornaria o  boneco de Judas eleitoral que serveria de escada para a eleição de Bolsonaro.   Falar em aliança “tática”, como fez Unger, é desconhecer os principios básicos do que é o pensamento estratégico. Vindo de um “scholar” de Harvard é de uma ignorância assustadora. Tática é capacidade de manobrar no campo de batalha, sabendo desviar-se dos acidentes de percurso, com o menor esforço/risco possível. Não é sinonimo de “acordões” de bastidores. O campo de batalha era o universo eleitoral e seus 145 milhões de eleitores, que claramente estavam se declarando contra todo e qualquer gesto da “política tradiconal”, o que incluia o compadrio e o tomá-lá-da-cá. Basta ver os desempenhos eleitorais do PCdoB, que perdeu um deputado e seu representante no Senado, e o desempenho pifio de Boulos, que fez o puxadinho do lulismo no PSOL, com 0,5% de votos, enquanto seu partido recebeu 3,5% de votos para a camara, que percebemos que o discurso dos cabeças de chapa desses dois partidos foi rejeitado até pelos seus eleitores tradicionais.   É dispensável até comentar o que Unger pensa ser pensamento estratégico, pois se não sabe definir a tática, muito menos saberá diferenciá-la de estratégia quanto mais definir a sua grande teoria. Basta ver o que se disse a respeito da eleição de Minas, com Lacerda apunhalado pelas costas. Uma simples leitura do Principe de Maquiavel a respeito basta. Leiam o capitulo em que o florentino comenta o destino trágico de todos os que tentam chegar ao poder pelo crime, pela perfidia e a traição. É o suficiente.   Poderia me estender a comentar sobre a derivação política do “empreendendorismo” político lulista, a troca de classe, de defensor dos “trabalhistas” para defensor dos “autonomos”. Trocar a classe trabalhadora com CLT e sindicato, ainda que fragilizada, mas que ainda conta com capacidade de mobilização e organização pelo “precariado” disperso é talvez a mais completa discrição do desastre do lulismo. Quem sustentária o PT no poder diante da primeira investida da oposição, da primeira crise econonica: o precariado?. Basta! É muita alienação travestida de analise politica. Ganharia mais o PT se reconhecesse que a perda do poder se deveu mais a seus erros que aos movimentos dos adversário. Por fim, o que resta a dizer: as perolas de Unger são dignas dos comentários dos leigos em futebol que se deliciam com as gingas do Neymar em campo, mas xingam o juiz pelas advertências as suas piscinadas e não entendem porque o técnico do seu clube perde a paciência e o põe no banco de reservas.

  7. O grande desafio do PT…
    … É voltar ao poder com urnas fraudaveis, com um judiciário partidário, com uma midia fanática que insiste em difamar a esquerda sem ter nenhum projeto de país que não seja vender a quem pagar logo.

  8. Ciro simplesmente não estava

    Ciro simplesmente não estava à altura daquilo que o momento histórico exigia. O mesmo vale para Mangabeira Unger.

     

    A minha discordância fundamental das opiniões do Nassif – e do Lula, – é em relação a escolha de Haddad. Ela foi fruto, a meu ver, de uma opção equivocada sobre como deveria ser travada a luta contra o golpe. Havia dois caminhos:

    1. Apostar no que restava das instituições democráticas, explorando as contradições e heterogeneidades do golpismo e tentar construir um “pacto civilizatório”. Esse foi o caminho seguido, cuja expressão máxima foi a escolha de Haddad. Em síntese, tentou-se uma aliança com o centro e a direita democrata. Essa estratégia pareceu, para muitos, vitoriosa, quando Bolsonaro, o inaceitável para os democratas, foi para o segundo turno.

    2. Mobilizar o povo, o que exigiria um trabalho árduo de conscientização do que significava uma legitimação do golpismo nas eleições de 2016 e 2018. Ou seja, seria necessário tencionar ao máximo o quadro político, trazendo para o primeiro plano as questões das reformas trabalhista e previdenciária, privatizações, etc. (ao invés de discutir ciclovias nas eleições de 2016).

     

    Os dois caminhos eram incompatíveis. Exemplo: almejar um pacto com o centro/direita significava renunciar a trazer para o primeiro plano a questão da reforma previdenciária, apresentando-a como uma escolha social e não como “lei da natureza” nos moldes neoliberais. É por isso que esse tema esteve praticamente ausente nas campanhas eleitorais.

     

    Devemos reconhecer que a mobilização do povo era extremamente difícil, principalmente devido a dois fatores:

    1. A vulnerabilidade do PT frente às investigações da Lava Jato (vulnerabilidade que foi fruto da longa história do presidencialismo de coalizão) e a força do argumento do combate a corrupção no imaginário popular, longamente trabalhado pela grande imprensa.

    2. A perda da capacidade de mobilização do povo por parte da esquerda que se deu ao longo dos treze anos de governo petista. Com efeito, para quem acompanhou todo o trabalho feito nos anos oitenta nas periferias, nos sindicatos, etc, que levou ao crescimento do partido, pôde constatar a progressiva retração da esquerda e o crescimento da influência dos evangélicos de direita e do crime organizado. A retração do “trabalho de base” está, na minha opinião, associada ao “centralismo democrático” implementado no próprio PT.

     

    Essas dificuldades talvez expliquem a opção do PT.

     

    Tudo isso é passado, mas não pode ser esquecido, se quisermos construir uma oposição eficaz ao terrível quadro que vivemos.

     

    [posto de novo, pois o site acusou erro; se de facto não ocorreu, desculpo-me pela repetição]

    • Meu caro, parece comentarios

      Meu caro, parece comentarios do Aldo Fornazieri, que acha que para mobilizar basta ir la na esqui e tocar um apito.

      Para mobilizar de que se ter um mote. Então, no momento em que alguem achar um mote condizente com o momento atual, por favor, me avisa. E, diga-se, certamente esse mote está longe dos áureos momentos do sindicalismo forte, pois isto ja era.

      Antes de resolver isto, por favor, parem de falar em mobilização.

       

      • Mote?
        Leia de novo: 

        Mote?

        Leia de novo:  “trazendo para o primeiro plano as questões das reformas trabalhista e previdenciária, privatizações, etc. (ao invés de discutir ciclovias nas eleições de 2016).”

        Obrigado pela comparação com o Fornazieri.

  9. O partido do amigaço dos
    O partido do amigaço dos coronéis cearenses e tucano enrustido dizer que o PT não é confiável é risível……

    A maioria desse partido apoiou o impeachment da Dilma, traição pura……..

    São fiadores do governo golpista, apostaram no quanto pior melhor……

    Agora o cidadão, raquítico de votos, fica chorando as pitangas culpando o PT por tudo….”chola” na cama, fio……

    Tao louquinhos pra se jogarem nos braços do coiso, ou alguém ouviu alguma crítica contundente deles contra esse desgoverno eleito?

    Fora o fato, que muitos petistas não votariam nele, simplesmente…….nem com Lula pedindo de joelhos…

    Mais um político viúva porcina…..que foi sem nunca ter sido…….

  10. Lendo seu texto e após ler as

    Lendo seu texto e após ler as duas últimas investidas da procuradoria da república contra Lula, em especial, as quase 400 páginas a respeito do sítio em atibaia, julgo que é impossível qualquer coisa dar certo nesse país em que a ação política é tutelada por pessoas e grupos de pessoas não-eleitas, que se arvoram em sábias do bem fazer. Todas as ações que você diz serem propostas de Mangabeira Unger seriam, no atual ambiente de caça a petistas, facilmente criminalizadas. E, na sua análise quanto aos erros de Ciro, falta, no meu entender, essa peça: qualquer um que se aproxime do petismo ou que o apoie minimamente foi, é e será criminalizado no atual quadro. Ciro candidato apoiado por  Lula e pelo PT seria alvo fácil de todo tipo de acusação, e sua impaciência agusaria esse quadro, levando-o a, como em outros momentos, respostas que só agravam o que já está ruim.

    Por fim, um último dado: não há, pelo menos no que me recordo, nessa eleição, casos de candidatura majoritária de esquerda que foram eleitas sem o apoio mínimo de setores do petismo. Aqueles de esquerda que se elegeram tiveram o apoio do petismo. 

  11. Quanto ao Ciro: bom, se ele

    Quanto ao Ciro: bom, se ele ler o que o Mangabeira falou sobre as suas escolhas, cetamente passará a xingar opróprio  Mangabeira. kkk

  12. Quem chora?

    Muita pretensão achar que bastaria a união das esquerdas para superar o Bolso.
    Concordar com a tática “passa-moleque” do PT, com a mentira de Lula candidato até a última hora e o vergonhoso beija-mão seguinte, seria muito para o Ciro. Na sua segunda eleição, Dilma já havia apelado para a mentira como meio de garantir a vitória. Deu no que deu e a choradeira continua.

  13. viés de confirmação

    Curioso, na mesma entrevista Unger também diz que o natural era o PT ter apoiado Ciro, mas que o partido não quis porque pra ele era preferível perder pra direita que perder a hegemonia da esquerda.

    Ao que consta, esse oferecimento de vice da candidatura Porcina (a que foi sem nunca ter sido) veio depois das rasteiras, não o contrário. E consta também que Haddad e Wagner eram favoráreis e Lula foi contra.
    E cairia no mesmo: maior motor dessas eleições era o antipetismo, como não despertar isso sendo um poste do Lula? Nem Ciro conseguiria se livrar.

    No mais, vou nem mencionar as trapalhadas do PT aqui em Minas, que foram surreais. 

  14. NASSIF: releia o que escreveu

    Em 22/07 Nassif escreveu “Xadrez da maior aposta de Lula” cujo último parágrafo era: ” … compor a frente democrática antes que seja tarde. Mesmo que signifique o PT abdicar de um protagonismo que, por direito, deveria ser seu”.

    Em 24/07 Nassif participou de uma entrevista com os estrategistas do PT e nos reportou o seguinte: “No entendimento dos estrategistas do PT, montar uma frente de esquerda e entregar a cabeça de chave a alguém de fora do partido seria jogar fora o protagonismo futuro do PT”.  Dos 4 motivos reportados esse era o mais relevante, havendo um que explicitava a resistência a Ciro na direção do PT.

    O resultado todos conhecemos: a “maior aposta de Lula” ensejou a um ignorante fascista assumir a presidência legitimado pelo voto. Exatamente como foi alertado por muitos analistas, jornalistas, políticos experientes (inclusive do próprio PT).

    A partir de um certo momento (não sei precisar quando), Nassif passou a defender que Ciro se submetesse à estratégia do PT  (a farsa da candidatura Lula). Em meu entendimento, se Ciro aceitasse essa farsa ele teria perdido a dignidade. Ciro não tem personalidade para ser um “ungido” ou um “poste”, como queiram qualificar.

    Sugiro que a Escola de Sociologia e Política promova um debate sobre esse assunto entre Nassif, Miguel do Rosário e Ricardo Cappelli. Seria altamente esclarecedor, porque os três conhecem os bastidores dessa eleição e são ponderados.  

     

    • 1. Defendi a candidatura de

      1. Defendi a candidatura de Ciro antes da explicitação da estratégia de Lula. Sempre achei o antipetismo uma força preponderante, que precisaria ser vencida com a cabeça de chave de alguém de fora.

      2. De fato, o objetivo da executiva do PT era a sobrevivência do PT. A frase em questão é da Executiva do PT, não minha.

      3. A estratégia de Ciro vice de Lula, paar depois assumir a candidatura, era especificamente de Lula e de Haddad, mais Jacques Wagner e alguns aliados, não do PT. E me pareceu a mais correta.

      3. A política não comporta susceitibilidades, ficar ofendido, sentir-se traído e coisa e tal. Aceitar os termos do acordo proposto não significaria perda de dignidade. Não aceitar, significou a perda da eleição.

    • Depois querem falar mal dos bolsonaristas…

      A nata da intelectualidade cirista. Se isso é a alternativa ao Bolsonaro, que a extrema direita comemore sua longa estada no poder. 

      Se até o Bolsonaro conseguiu, porque cabeças de planilha tão bem articulados não vão conseguir? Não precisam combinar com o povo, devem ter whatsapp… e muita bobagem para disseminar. 

       

      Sampa/SP, 15/12/2018 – 21:55  (em luto). 

  15. Também acho que o cavalo

    Também acho que o cavalo passou selado na frente de Ciro, parou pra ele montar, mas ele, com seu histórico comportamento errático, desdenhou. Em alguns momentos Ciro atacou pesadamente o PT e Lula, sem necessidade alguma, apenas para tentar marcar seu posicionamento anti-puxadinho do PT. Com isso o que conseguiu? Que os eleitores não distinguissem de que lado Ciro estava. Ficou meio confuso identificar sua direção. Apesar disso… Votaria em Ciro caso compusesse com o PT, mesmo não gostando de sua instabilidade partidária. 

  16. Por que o PT não propôs a

    Por que o PT não propôs a liança já no começo da campanha ,em vez de lançar uma candidatura natimorta e confundir campanha eleitoral com libertação de Lula?

    Ciro sendo o poste de Lula também não era uma opção viável. Ficaria fingindo que o Candidato era Lula? Ficaria ser ir aos debates iniciais?

    Faltou muito mais desprendimento ao próprio Lula

      • O Plano de Ciro é 2022
        Se Ciro tivesse feito o que foi sugerido pelo PT (Ciro ser um poste do Lula) ele teria perdido as eleições da mesma maneira que Haddad. O que ganhou essas eleições não foi o Bolsonaro e nem a esquerda dividida, mas sim o Antipetismo. Ciro como poste do Lula seria identificado como PT e não só perderia essas eleições como iria se manchar com o PT para 2022. Ciro fez tudo que pode para se desvincular do PT nessas eleições, por isso não deu o apoio ao PT no segundo turno para assim ter alguma chance de vitória em 2022. O duelo agora é para decidir quem irá se firmar como oposição contra Bolsonaro para ir no segundo turno contra o futuro candidato de direita, seja Bolsonaro ou outro candidato.

        • Que burrice hein!
          O sujeito

          Que burrice hein!

          O sujeito não sabe nem se estará vivo em 2022.

          E tem mais, se estiver terá o mesmo destino da marina: o brejo.

          E tem mais ainda. O bozo será reeleito em 2022.

          Desgraça pouca é bobagem.

           

           

    • Concordo. Aliás, Lula

      Concordo. Aliás, Lula lançando-se candidato desde 2014, quando Dilma chama Levy para ser seu ministro da fazenda, mostra que, desde muito antes de toda essa quizília, Lula já trabalhava para esvaziar qualquer opção que não fosse ele próprio. Mais que isso, não havia necessidade nenhuma de lançar Haddad depois que Lula foi definitivamente impedido. Lembrem-se inclusive de que Bolsonaro cresce como candidato justamente no momento em que Haddad se firma como provável opositor no segundo turno. Pelo post de Nassif fica parecendo que Lula em momento algum errou em sua estratégia o que está longe de ser verdade.

    • Qual o problema esse

      Qual o problema esse “fingimento”? Conhecer nossas próprias limitações deve anteceder nossas vontades. Lula tinha todo o direito de lutar até o último momento para viabilizar sua candidatura. 

      A decisão de Ciro não adveio de pruridos éticos, mas de cálculo político errado em função da arrogância.

      • Não sei.

        Arrogantes podem parecer essas suas afirmações. “Fingimento” não é interessante quando pode ser facilmente descoberto além de eticamente bastante questionável. Enfim… águas passadas. Daqui pra frente será muito mais difícil.

    • Não espere isso de

      Não espere isso de políticos;regligiosos, o PT não tem defeito, para eles, reconhecemos as qualidades do PT, mas perdeu-se no tempo. Quem presta pra cúpula burucraa do PT e paa Lula? Agiu agiu contra Ciro de dentrom da cadeia, esta  injusta prisão não foi o suficiente para reflexão de Lula, nem para cúpula do PT.

      [

  17. Por isso não voto no
    Por isso não voto no Ciro.
    Ele quer ser presidente e ponto final, mas não quer ter o trabalho de construção política que é necessária para isso. Quer ser presidente sem um partido para isso, por isso tem um historico de pular de partido em partido sempre tentando viabilizar sua única ambição, ser presidente. Agora está tentando costurar uma aliança de oposição surreal. Oposição, ao mesmo tempo, ao Bolsonaro e ao PT. É ou não é um cretino? Quer uma unidade baseada na desunião.

  18. Pelo menos o Mangabeira teve

    Pelo menos o Mangabeira teve coragem de mostrar as barberagens políticas do seu ciro, que, aliás, conforme falei, é apennas uma marina sem saias.

    Olho o cenário futuro e vejo só cinismo. Cinismo ao cubo do judiciário mais político e de direita da história. cinismo da mídia podre que agora tenta mostrar isenção, mas que no fundo é só chantagem pra negociar caro o passe pro goveno do bozo. Cinismo extremo do moro, que antes abominava corrupçao, e agor a perdoa a todos os seus parceiros de governo. O parlamento é historicamente cínico, e este que foi eleito, chega a feder de tão hipócrita. Acho que só tem uma saída pra isto tudo. É aceitar a realidade duríssima que se diz no eclesiastes: Não há nada de novo debaixo do sol. Deus chama de novo aquilo que já aconteceu. Infelizmente, considerando 64, viveremos apenas um dejavu tupiniquim, com uma diferença pra pior. Além das fardas, teremos as togas.

  19. Em 2010 o Lula tinha sugerido

    Em 2010 o Lula tinha sugerido ao Ciro Gomes se candidatar a governador pelo Estado de São Paulo. Era uma eleição praticamente ganha se o Ciro aceitasse, pois iria enfrentar o Geraldo Alckmin. Caso o Ciro tivesse concorrido e vencido o candidato tucano o PSDB paulista seria derrotado no seu principal reduto, e caso reeleito em 2014 hoje o Ciro seria o candidato natural a presidência nas eleições de 2018.

    Ocorre que o Ciro fora traído pelo seu orgulho e por sua arrogância. Recusou a sugestão do Lula de forma petulante. Com essa decisão o PSDB conseguiu assegurar sua hegemonia no principal colégio eleitoral do país. O Ciro Gomes simplesmente descartou o Estado que representa 20% da população brasileira e 1/3 da economia do país.

    Uma coisa é certa o Ciro Gomes não é viável como presidente. Seu temperamento o inviabiliza. Ao contrário do que muitos dizem, que divide a esquerda é o próprio Ciro Gomes. Por isso, o PT e o resto da esquerda não podem confiar no Ciro e se sujeitar aos seus caprichos.

    O PT e o campo progressista estão muito bem encaminhados com a liderança do Fernando Haddad. Nessas eleições, principalmente na última semana do 2º turno, o Haddad demonstrou ter condições de liderar o PT e ajudar a promover a renovação do partido e da própria esquerda.

  20. Não adianta tocar a campainha

    Não adianta tocar a campainha do lado de fora, se não tiver alguém querendo abrir a porta no lado de dentro. 

    O CIRO NÃO QUIS SER ELEITO, medrou, atrapalhou o próprio caminho. 

    Sua “ingenuidade” tem um método. 

    Foi instrumento da tentativa de destruir a esquerda. 

  21. Candidatos
    Dentro desse cenario presidencial ja definido, gostaria de saber qual poderia ser nosso futuro se caso Bolsonaro nao tivesse sido eleito, espero uma comparacao que a historia possa nos comparar com as experiencias de muitas nacoes que ja viverao ou vivem o comunismo.?? Porem sem cortinas de aço,como algumas vivem..?? Pra quem sera bom? Quem sairia ganhando..??

    • Mediocracia Imodesta

      Nelson, estamos entrando no ano 2019, século XXI, vá se informar e descubra que, Comunismo, Cortina de Ferro (não chegou ao aço) Briga de Galo, Lança Perfume Rhodia, Drops Dulcora, Máquina de Escrever e Liquidação no Mappin, ficaram lá no século passado.

    • Nelson… Nelson…
      As únicas cortinas que ainda persistem são as simbólicas que existem entre os bilhões de pobres que tentam entrar no “mundo livre” e são mortos como moscas…

      Ah… e tem a cortina do trump que é de verdade.

      Uai… mas as pessoas não poderiam entrar como quisessem no Éden capitalista?

  22. É preciso lembrar que o Ipea
    É preciso lembrar que o Ipea esteve na formulação das políticas públicas mais originais e efetivas no governo Lula, como, por exemplo, a PITCE cujo um dos desdobramentos foi a ABDI. E era o cérebro da Secretaria de Assuntos Estratégicos do Mangabeira. Infelizmente, foi marginalizado pela Dilma que colocou o Marcelo Neri como presidente do órgão par a sustentar a narrativa da nova classe média. Essa marginalização foi inclusive decorrente de uma famosa e secreta reunião ocorrida em que os técnicos do Ipea advertiram que a política econômica da Dilma levaria ao desastre. Um dia a história será contada!

  23. Ciro ,Mangabeira e o futuro

    Não sabia desta proposta do Lula para o Ciro ser vice dele. Isso é um erro histórico.  Penso no velho Brizola diante desta situação e do seu comportamento, principalmente nas horas em que se viu em desvantagem, como no 2º turno de 89 e na eleição seguinte onde foi vice do Lula contra o FHC.

    Levar o lado pessoal para a politica não ajuda, ir para Paris também. Mas o pós eleição  deve ir além dos “lideres” pois durante o 2º turno a campanha foi feita por  pessoas de todos os partidos progressistas , independente dos caciques

    Resta ao campo progressista descobrir que o melhor é nos juntarmos de novo num partido só, que continuarmos separados. Para isso a primeira providencia é a renuncia de toda a direção do PT e a convocação de novo Congresso para discutir o tema.

    Com a atual direção, continuaremos separados e isso é um fato claro.

    • Entregar o partido para algum

      Entregar o partido para algum grupo do PT submisso ao Ciro ou para a direita do PT (Haddad, Tarso, Mensagettes ???)

      Não, definitivamente não é a solução.

       

  24. Estadismo

    Daí porque Lula é um estadista completo, enquanto que Ciro nunca o será. Até porque as lideranças de hoje morrem agora, nessa “sístole”, sobrando um ou outro peixinho para os próximos dez anos.

     

    Não li – não tenho acesso aos jornais (e nem interesse a vir a ter) – as ditas entrevistas, mas o que Nassif deles traz leva-me a ver o Mangabeira além do preconceituoso – por minha parte – personagem, e ressuscita o grande pensador de três décadas atrás. Fantástico. Alguém muito maior em superioridade intelectual a mim disse aquilo que, em linhas gerais pensei, mas não sabia como dizer, até porque falto de maiores informações.

     

    E comentário e análise do Nassif, preciso!

     

    Ciro caiu na mesma vala de Aécio em 2014, por motivos diversos. Uma Pena.

     

    A maior riqueza de um povo é o tipo de pessoas a liderar-lhe. Sou de Itabaiana, Sergipe; o típico lugar onde mais se vê o que pode as políticas corretas de desenvolvimento e seus estadistas por trás delas.

     

  25. Ciro eterno falso messias
    O mais preparado e capaz dos pretendentes ao Planalto exerce, com maestria incomparável, o papel de válvula da panela de pressão. Impede que o cozido e cozinha explodam, canaliza improdutivamente energia popular e garante a continuidade política colonial. Uma pena. O Darc Costa e o Lessa deveriam colar em alguém menos comprometido com a perpetuação do passado.

  26. Dinossauros deram a mensagem, mas estão todos surdos

    As críticas aqui feitas não se referem ao Nassif jornalista, mas ao Nassif cidadão que é o articulista. Quanto ao primeiro, sua competência é inquestionável. Quanto ao segundo, sua visão social-democrata a la PSDB para quem o PT é apenas um cavalo a ser montado rumo ao poder – impressionante como os psdbistas gostam desta estratégia! – e suas sinuosas idéias para conciliar o inconciliável são deploráveis. 

    1 – ao ler o artigo, principalmente nos útlimos parágrafos, a impressão que fica é que o PT é aquele funcionário competente, que tem visão estratégica e as melhores idéias, e a confiança dos clientes, mas é pobre e não tem o verniz do patrão para governar, então, deve ser tolerado mas nunca o líder; pensamento tipicamente pequeno burguês que marca boa parte das pessoas que apoiaram a Hillary dos trópicos. 

    2 – O que Ciro teria para justificar sua liderança? Supostamente, boa lábia. E burro, não precisava de fato fazer aliança, bastava explorar o apoio porque no fim das contas quem ia mandar era ele – traduzindo em politiquês, quem disse que era pra fazer acordo? era para fingir, e depois de ter o poder, fazer o que quisesse. 

    3 – Não vou repetir o que acho do fulano, mas acho que o fato de ele ser objeto de discussão sobre o futuro do país e como a explicação por que o Vergonhoso foi eleito é o maior termômetro do quanto estamos politicamente atrasados e não entendemos nada de coisa nenhuma, de que o Golpe não é responsabilidade exclusiva da direita – ficou apenas jogando com esse tipo de estupidez e ganhou no vácuo da confusão do resto – mas da rejeição de boa parte da elite que se diz progressista aos rumos que o país estava tomando nas mãos do PT, a mesma elite, de esquerda ou direita, como antes não foi capaz de produzir um projeto alternativo de poder, continua patinando e usando o PT como a desculpa perfeita para não admitir o seu próprio fracasso – isso é um dos mais perversos reflexos do “ódio ao pobre” na disputa político-partidária, odeiam e criticam tanto o PT porque é o único que tem apoio dos mais pobres e a eles representa. A diferença entre Nassif e FHC não é tão grande, e ouso dizer que o pseudointelectual ao menos teve a dignidade de ser sincero na hora certa. 

    4 – Cada vez menos tenho esperança de que a sociedade civil e a dita imprensa independente e progressista estão preparadas para ajudar o país a sair da situação em que ambas ajudaram a enfiar e se regozijam, cinicamente, em não se olhar no espelho para continuar se achando a melhor bolacha do pacote – claro, a culpa é do PT; PQP! São os responsáveis por Vergonhoso e sua turma, porque não abrem mão de seu ranço burguês, antipopular – só se preocupam com periferia, pobres, pretos, indígenas, LGBT, oprimidos em geral, para fazer “proselitismo de bom moço” ou encontrar alguém para culpar por que perdemos a eleição – aqui neste blogue não são poucos os “esquerdistas” preconceituosos, e muitos que culparam até o #elenão pela vitória do Vergonhoso… -, não são verdadeiramente democratas, igualitários ou tão melhores que a gangue que tomou o poder, são apenas mais cínicos. 

    5 – Aviso aos navegantes: enquanto vocês estão como farofeiros na praia discutindo quem vai ficar com a farofa ou pular no mar primeiro, ou como dividir as despesas, o mar está subindo e logo estarão todos afogados. A Natureza sabe o que faz. 

    6 – O mundo está mudando, e o Brasil está tomando seu verdadeiro tamanho, pequeno, mesquinho, medíocre. E não é só culpa do Vergonhoso, é culpa dessa sociedade civil que dorme em berço esplêndido, e pior que os pobres que não têm acesso a boas fontes de informação e conhecimento, ou oportunidade de acesso a outras realidades como essa burguesia tola tem, se faz de surda para continuar em sua zona de conforto capitalista bem intencionada, mas tão responsável pelos problemas quanto qualquer um que tenha consciência de sua omissão.  Boa parte do mundo civilizado e até  países mais pobres que o Brasil, como a Costa Rica, estão liderando a discussão sobre a mudança climática e as transformações estruturais que devem ser feitas para o novo mundo que está chegando, se houver planeta e espécie para brincar de fazer política e ativismo de sofá. E o Brasil? Um dos principais blogues “progressistas”, o GGN, tem como sua preocupação principal no dia em que se encerra uma importante reunião mundial sobre o clima, artigos de um intelectual obscuro e um candidato que já mostrou sua falta de caráter e cagaço de liderar qualquer coisa, um playboy mimado, pretensioso, fracassado, arrogante, um urubu que está  contente com a destruição de conquistas importantes de décadas para que, finalmente, seja considerado uma alternativa viável de poder. A que ponto chegamos. Ele é o exato complemento elitista da tragédia Bolsonaro, e conta com essa percepção e com a destruição do PT para se candidatar em 2022. Nassif, parabéns por tê-lo premiado com essa certeza. Bastará, como do lado de lá, que faça um discurso ramelento de desculpas para gente como Nassif  se derreter por ele e apoiá-lo. Realmente, o Golpe veio para ficar por muito tempo. 

    7 – Politicamente, depois dessa, o blogue para mim morreu como fonte de informação e de discussão relevante. Enquanto vocês discutem pelo em ovo podre, vou me dedicar a leituras e ao tema que deveria ser a preocupação principal de qualquer cidadã/o minimamente informado, a questão climática e as mudanças que precisam ser feitas para receber esse mundo sendo gestado por tanta gente interessante no mundo, tão interessante que está longe demais do umbigo dos brasileiros que confundem altivez com orgulho da própria ignorância, o que serve para pobres e ricos, é um traço genético comum. 

    8 – Continuem enfiando a cabeça na areia fervendo, ou então perdendo tempo com Globélica, Ciro Frouxo Gomes, e quem mais servir de diversionismo para não sair da zona de conforto, como adolescentes que se recusam a crescer. O PLANETA ESTÁ NA UTI E VOCÊS FAZENDO FESTINHA PARA UM IDIOTA. QUEM SABE A EXTINÇÃO NÃO SEJA UM MAL, A ESPÉCIE HUMANA É UM DESPERDÍCIO DE ENERGIA E CRIATIVIDADE DA NATUREZA. 

    Fui. Boas festas para quem tem o que comemorar. Ah, e antes que eu me esqueça, não é só o Vergonhoso que vai mostrar ao mundo que o que o PT e aliados construíram em pouco mais de uma década foi um sonho de verão, a sociedade civil, o povo, a elite e a mídia, tradicional ou dita independente, nunca estiveram à altura daquela realidade. Melhor já ir se acostumando a assumir sua parte no desastre. 

     

    A dança – A filial 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=r6Et61D9K64 ]

    https://www.youtube.com/watch?v=r6Et61D9K64 

     

    Sampa/SP, 15/12/2018 – 21:35 – alterado às 21:48  (em luto).  

     

     

    • Nem tanto

      Sua revolta, prezada Cristiane, deve ser a da maioria dos que aqui comentam. Seu comentário  já salvei na coletânea de textos que guardo para consultas futuras (se ainda houver futuro). Mas há pontos com que não posso concordar, perdoe-me, em especial as críticas (ferinas?) a Nassif. Claro, ele se porta muitas vezes como conciliador, contra a nossa ânsia de confronto. Mas tenho dúvidas se não seria uma virtude. Quanto à diferença em relação a FHC, é enorme e fundamental a meu ver: honestidade. Claro, você, tenho certeza, desistirá de abandonar o blog, neste quase “deserto” de que dispomos. Apesar do item 8. Finalmente, como não há o que festejar socialmente, desejo-lhe (e a todos) um Feliz Natal, do ponto de vista cristão.

  27. Ciro não aceitou porquê como
    Ciro não aceitou porquê como sempre o PT iria colocar Haddad como presidente e manter o Ciro como Vice,todos sabem disso( ou fingem)menos esse Mangabeira.

    • Você não entendeu ou não sabe

      Você não entendeu ou não sabe interpretar texto?

      O plano era o ciro de vice do Lula. Afastando Lula, ciro seria o candidato cabeça de chave.

      No máximo Haddad seria vice. Isto se ele fosse o candidato a vice.

      Ou o ciro não passa de um BURRO ou ele agiu de má fé com intuito de dividir os votos da esquerda(sic).

       

  28. tsc tsc

    ciro não tem perfil para ser presidente, ele mais desune do q une, ele era uma especie bolsonaro light antes do proprio bozo, basta ver o q sobrou para o pobre do leonardo boff depois da eleição.. pra mim acreditar em ciro é equivalente, estando no outro lado , a crer no bozo

  29. estrategias da eleição 2018
    Quando é que vcs vão entender que tanto o PT e em menor grau Ciro Gomes perderam a eleição por abraçarem causas como lobby gay , aborto ,doutrinação em faculdades e escolas ,antes abertamente ,mas proximo da eleição tentaram esconder essas posições,ignoram a vontade da maior parte da população quanto ao que se deve ser ensinado ao seus filhos,e acabou nisso,a eleição de um oportunista de ultra-direita, o que elegeu bolsonaro não foi ele mesmo,foi a soma da burrice do lula,de hadad,ciro,da imprensa arrogante aue quer enfiar goela abaixo da população coisas que ela não aceita , incluo ai Luiz nassif , mangabeira unger ,quem aparece nos meios sociais,imprensa etc , mas o peso do voto é do povo , descam um pouco ao andar de baixo,estou no andar de baixo , sou da igreja a mais de 40 anos , não votei em bolsonaro nem hadad , votei em ciro , pq entendi que umas besteiras que ele falava sobre costumes judaico-cristãos não o levaria a doutrinar como alguns segmentos do PT ,mas partidos de esquerda perderam as proximas 03 eleições se insistirem nessas posições e ignorar o que a maior parte da população entendi.

  30. Falacias argumentativas de Ciro
    Quanto a Ciro, concordo 100% com a análise. Espero que ele leia e, desarmado, reconheca e aprenda com os erros.
    Os 2 primeiros argumentos de Ciro (em suma: diz não queria comprometer o país com as bandeiras do inconfiável PT) revelam a construção de um discurso furado, uma desculpa esfarrapada de quem, pouco antes, havia se assanhado todo, mostrado as coxas para DEM e centrão (que, aliás, usaram-no para se cacifarem e deram-lhe uma banana). A raiva enorme que Ciro mostra agora contra o PT (a ponto de fszer-lhe oposição, e não a Bolso), além de uma tentativa conveniente de surfar junto com a direita no antipetismo (apostando em ser só ele, Ciro, a sobrar em caso de malogro fascista), revela uma pitada daquela inveja mesquinha de vizinho parede-meia babaca em meio a um ataque aereo estrangeiro: ao invés de procurar ajudar nas forças de defesa, aproveita para riscar o carro da casa ao lado…

    • Falacias?

      Amigo desde quando o PT é confiavel? Principalmente tratando do Ciro e do PDT.

      Gato escaldado tem medo de agua fria.

       

      PT traiu ciro em 2010 sendo que o candidato natural daquelas eleições, traiu o Brizola no governo do RJ, Traiu o Ciro em 2014 fazendo ser expulso de seu partido, para que o Eduardo campos fosse o candidato para que a Dilma se reelegesse. Essas foram algumas das traições do PT ao Ciro e ao PDT.

       

      O PT é tão traidor e um partido tão mesquinho que o PC do B da Manuela não esta mais com o PT. Em 2020 voces vão ver mais traições do PT para as prefeituras e mais isolamento do PT no cenario municipalista, pelo simples motivo de ele ter sido varrido em 2016 das prefeituras e agora em 2020 vai precisar eleger muitas prefeituras para tentar vir forte em 2022, porém todas previsões é de uma deterioração nesse sentido.

       

      Além disso os “grandes quadros petistas” ja foram gastos e não resta quase ninguém para essas disputas.

      Vamos ver quantas traições iram rolar?

  31. Santo Haddad
    Agora Haddad é santo! Morreram abraçados ao próprio umbigo. A hora é parar de choradeira e torcer para que o país dê certo, mesmo se comandado por generais.

  32. O papel do ciro em 2018 foi

    O papel do ciro em 2018 foi idêntico ao da marina em 2014.

    Não era soma, era divisão. Divisão da esquerda para enfraqecê-la e permitir a vitória da direita.

    Em 2014 não deu certo. O tse roubou votos de menos. Dái partiram para o golpe escancarado.

    Penso que ele(ciro) nunca teve a real intençao de vencer a eleição.

    Como a marina, é possível que ele seja pago para desempenhar este papel.

    O fato é que a esquerda e o PT estão presos em curitiba, e vão morrer lá.

    A direita sabe disso, a esquerda(sic) parece que ainda não percebeu.

  33. Telegramas do fim do mundo
    Vamos deixar de lado as análises mais elaboradas… daquelas que vão nos levar a uma óbvia conclusão: Ciro e Andrade eram versões mais ou menos educadas de gestão dos restos mortais do capitalismo insepulto…

    Vamos às questões individuais…

    Pequena história:

    -1998 o PT nacional atropela a convenção estadual que apontava a candidatura única para colocar Benedita na chapa vitoriosa de Garotinho…

    – Esse evento destroçou o PT do RJ…. nunca mais se reabilitou… no entanto, em 2002 Lula ofereceu a vice ao então governador… que era uma novidade na cena… um sucesso vertiginoso… saído de uma cidade com então pouco mais de 200 mil eleitores para o comando da terra dos Marinho…

    – Antevendo a necessidade de costurar o leque mais amplo de alianças e/ou preparar novas lideranças, Lula e Dirceu flertaram com o governador e lhe ofereceram a vice em 2002…em jogo a fatura da tratorada que deram no PT do RJ…

    Bem.. ele roeu a corda e não aceitou… teve 15 milhões de voto quase sozinho… mas e daí?

    Que restou do seu legado? Quase nada…

    Uma caricatura de si mesmo… ocupado entre fugir do lawfare (que usou e abusou contra adversários) e costurando alianças menores no interior do estado tentando dar continuidade ao seu decadente clã…

    Ciro? Quase a mesma merda.

    Vaidade… Vaidade… Vaidade…

  34. Ciro2023
    O PT não iria dar a cabeça da chapa pro Ciro, vcs sabem disso deixem de ser hipócritas, o PT queria que Ciro fosse vice de Haddad vulgo “Poste”…agora já era e é Ciro 2023!!!

    • Você é burro, cara?
      Tem gente que lê e não sabe o interpretar, haja saco para desenhar ! Você não entendeu que o.ciro ocuparia o lugar do Andrade, ou seja, cabeça de chapa na hora certa! Você é burro, cara?

    • Ciro é um morto-vivo político
      Ciro, provou que não é confiável. Não tem história na esquerda. É apenas mais um oportunista. Qualquer candidatura dele já começa com 45 milhões de votos contrários. É um bom técnico. Como político, não existe. Nem em 2022 nem 2026, em hora nenhuma. Zero.

  35. Ainda me lembro claramente da
    Ainda me lembro claramente da entrevista em que Mangabeira afirmou que o governo Lula era o mais corrupto da historia.
    Algum tempo depois Lula lhe ofereceu um ministério, e ele aceitou… Esse é o Mangabeira, guru do Ciro. imagine Ciro eleito presidente.

  36. Nassif;
    Ontem enviei

    Nassif;

    Ontem enviei comentários, que não foram publicados.

    Será que neles havia algum absurdo?

    Nele questionei postura eterna do Mangabeira e o que ele fez até hoje para receber tanto espaço nas midias sociais.

    Mas mesmo assim continuo acompanhando teu blog e dando meus pitacos.,

    abraços

    Genaro

  37. Discordo completamente

    O autor deixou de considerar o capital político negativo que o PT representava no momento e que Ciro Gomes preferiu não associar à sua campanha (atitude totalmente legítima). Além disso, acredita com fé religiosa que o potencial retórico do Ciro seria capaz de minimizar essa negatividade. Por fim, o autor também monta toda a sua argumentação com base na informação de que Ciro teria rejeitado o convite de Lula, mas omite que esse convite foi feito 20 dias antes do 1° turno, quando a campanha do Ciro já estava toda estruturada e definida, e a última coisa que faltava era acertar com o PSB.

  38. Ciro Jeirissati
    Ciro é e sempre foi o rapazinho de Tasso.
    Enganou quem queria ser enganado.
    Só para lembrar, enquanto Ciro entrava na política pelo partido de sustentação da ditadura, Lula e tantos outros criavam o PT.
    Depois disso, surfou por tantos partidos que não sei enumerar.
    O objetivo dele é ele no poder, não importa como.
    O PT errou feio em vários episódios, Ciro Jeirissati, é apenas o puxa-saco de Tasso Jereissati.

  39. Ciro e o PT
    Muito interessante sua análise sobre o papel que o Ciro poderia ter desempenhado numa coalizão das esquerdas. Mas creio que ainda falta uma leitura crítica sobre a soberba do ex-presidente Lula em reconhecer o perigoso jogo que ele propôs, ao oferecer o seu partido como a cabeça de chave para uma frente das esquerdas. Isso quando várias análises, desde o início da campanha, mostravam que outros candidatos venceriam a extrema direita, menos o PT. Portanto não há como isentar Lula e o segmento Gleise do partido pelo vinagre que agora iremos azedar. Se o Ciro perdeu uma grande oportunidade, Lula perdeu uma gigantesca, a de se mostrar um verdadeiro estadista à altura de seu papel político. Uma vergonha.

  40. Não !!! Acorda !!!

    Não Nassif !!!

    1- Inacreditável que depois do Anti-petismo ter ganho as eleições você e os lulistas ainda fingem que ele não existe! … pois foram os elogios ao governo do Lula que ajudaram a torná-lo alvo do Anti-petismo; se tivesse aceitado ser a “marionete do Lula”, que na cabeça do Nassif iria ficar quietinho em Curitiba e não daria palpite no governo do Ciro (risos), provavelmente Bolsonaro teria sido eleito no 1º Turno!

    2 – Se o Ciro tivesse incorporado o Anti-petismo teria ganho no 1º Turno.

    3 – Foi o Anti-petismo que ganhou essas eleições; o Salnorabo é só a “mula” que o carregou nas costas até o Planalto.

    4 – É o Anti-petismo, estúpido!

    5 – Anti-petismo, Anti-petismo, Anti-petismo, Anti-petismo, Anti-petismo, Anti-petismo, Anti-petismo, Anti-petismo…

  41. Sinceramente quanta bobagem

    Sinceramente quanta bobagem nessas entrevistas. E quanta capitulação. Essas eleições foram eleições fraudulentas. A começar pela prisão de Lula e todos os impedimentos que sofreu depois especialmente de se acndidatar contraiando inclusive parecer da ONU. Tem ainda o Judiciário que largou foruza a candidatura Bolsonaro que cansou de desrespeitra constituição, os direitos humanos etc. E como senão bastasse teve a compra de milhares de CPFs. A gente tenha paciência. Ciro e Mangabeira. Mangabeira e Ciro. Pura perda de tempo.

  42. Aquela análise fácil de que

    Aquela análise fácil de que as pesquisas diziam que Ciro ganharia do capetão e que o PT perdia, deixa de observar que o eleitor do PT dificilmente votaria no soldadinho de chumbo. Logo, as pesquisas refletiam isto.

    Já muitos eleitores do Ciro não se negavam nas pesquisas que votariam contra o PT, assim como votaram.

    Ou seja: o eleitor do Ciro não é um eleitor tipicamente de esquerda, assim como o candidato, que não se nega a dar voto de apoio ao novo-velho governo.

    Achando que o shit bag não estará na campanha de 2022, eu tenho um não-voto para aquela eleição: não votarei no cara que não teve humildade para apoiar o projeto que poderia impedir o retrocesso total do país. O cara que egoísticamente, e achando que ganharia força para o próximo pleito, preferiu se omitir.

  43. Como assim?

    Ora ora, Nassif, você é, na minha opinião, um dos melhores analistas políticos hoje (e já há muito tempo), não é possível que não possa perceber o que realmente siginifica o argumento 2 de sua lista “A alegação de que o PT não era aliado confiável”.

    Significa simplesmente que a proposta era FALSA. O tal acordo de dar a cabeça de chapa para Ciro após a confirmação de que Lula seria barrado seria sumariamente ABORTADA. Como sei? Até acredito na boa vontade do Haddad, mas jamais Lula, Gleisi e a cúpula do PT iriam abrir mão da hegemonia. Dariam uma desculpa qualquer e diriam ao Ciro que se  quisesse continuar no “projeto” teria que ser como vice de Haddad. Aí já teria se passado o prazo para os registros das chapas e ele ficaria encurralado entre duas opções: aceitar a vice ou ficar de fora da disputa. Não seria a primeira vez que o PT faz isso (com o próprio Ciro houve algo parecido – embora em menor grau – na eleição de 2010).

    Não sei o que falta pra você se convecer de que o PT – embora tenha de fato preocupação com o desenvolvimento do país e o bem estar do seu povo – tem uma preocupação talvez maior que essa que é ser hegemônico, conquistar o poder e dar as cartas da forma que ele entender. E dentre as várias causas que nos levaram ao desastre em que nos encontramos essa é sim uma das principais. Muito mais do que a turrice e falta de visão ao tática de Ciro, embora essas também tenham sua culpa.

  44. Tudo errado, Nassif.

    De boa fé (sinceramente) queria dar a seguinte resposta:

    1 – O PT estava já tão acuado no início de 2018 que a ideia de “lançar Lula Presidente 2018” era uma fraude pronta e acabada, destinada a consumar-se como fraude, entregar o país a quem quer que fosse. A definição de um poste – fosse quem fosse – era um projeto cujo objetivo elementar era o de eleger a bancada parlamentar do PT e possivelmente governadores. Ciro, que não é burro, percebeu isso e sabia que se aceitasse só seria anunciado aos 49 do segundo tempo para perder em nome do Lula, e assim ainda ser eternamente associado a ele e, portanto, inelegível para sempre.

    2 – Se é que seria indicado, pois todos aqui sabemos que o PT não cumpre acordos. Ora Nassif, o PT não cumpre acordos, você tem obrigação de reconhecer isso e parar com essa conversa mole de que o PT é um aliado confiável. Tanto não é que fez o que fez após a recusa do Ciro em participar dessa imbecilidade política. Nem quero citar o episódio de 1998 quando o PT de uma tacada só submeteu o Brizola a uma humilhação de ser vice do Lula e elegeu o Anthony Garotinho no RJ (pergunte a qualquer petista fluminense de certa idade o que ele acha disso, aliás, pergunte ao Vladimir Palmeira o que ele acha disso).

    3 – Mangabeira acerta quando diz que o erro tático de Ciro foi, na verdade, o de não se distanciar radicalmente do PT uma vez que definiu não embarcar na fraude. O que o Mangabeira diz é que, feita a definição, deveria ter deixado ainda mais clara a dissidência. Não tenha a má fé de distorcer o que ele disse. O Mangabeira não faz a admissão que seria conveniente à “narrativa” petista.

    4 – Não brinque com a história. A crítica fundamental do Mangabeira é exatamente ao fato de que os governos Lula não conseguiram dar corpo de projeto de país às suas iniciativas, limitando-se a reunir o conjunto de políticas no rumo da facilitação do consumo. Leia qualquer texto dele, ele é claro em criticar: fez-se pelo lado da demanda, mas deveria ter feito pelo lado da oferta. MEI? Desculpa, o MEI é muito pouco para o que o povo brasileiro precisa em termos de emancipação econômica. A Senaes, entregue com muita sabedoria ao já falecido professor Paul Singer, essa sim poderia ter feito a diferença e transformado o panorama produtivo das classes marginalizadas. Poderia ter sido o canal político pelo qual as classes populares deixassem de depender da elite do atraso para sempre. Mas o que ocorreu foi sua desmobilização, seu esvaziamento. A Senaes jamais tornou-se um projeto do Estado brasileiro para a sociedade brasileira. Resultado? Ao primeiro tremor econômico, chegamos à marca de 13 milhões de desempregados (muitos dos quais demitidos ainda na gestão Dilma). Com relação ao pontos levantados sobre política industrial, todos sabemos que os resultados obtidos foram pífios perto do que se poderia (enquanto a concentração bancária e a alta crômica e sistêmica dos juros correram soltos).

    5 – E aí vem o elemento mais cru da sua crítica parcial. O petismo se comprometeu historicamente perante o Brasil justamente ao escolher Dilma Rousseff. Não se trata de “tempo político”, não amenizemos o que ocorreu. Dilma foi introduzida como um elemento de fora do sistema. Por que não se permitiu ao Eduardo Campos, ao Ciro, ao Paulo Hartung ou quem quer que fosse a substituição? Por que Dilma? Como sabemos, foi aí que o anti-petismo udenista foi conjurado e derrubou não só o seu governo logo após a reeleição, mas derrubou sim qualquer possibilidade de um projeto de país progressista para a próxima década. Assumam: a eleição de Bolsonaro poderia ser imprevisível em 2015, mas já estava ali a sua semente. Foi a mão podre de Lula que, tanto lá em 2010 ao escolher Dilma, como agora ao barrar uma alternativa progressista, que elegeram o Bolsonaro. Por conjurar contra si uma massa incontornável de antipatias.

    E tudo em nome de que? Em nome de se manter como o maior partido do Brasil. Só isso.

  45. Não entrarei em pormenores no
    Não entrarei em pormenores no bom texto do senhor editor.Sempre me atenho aos “pormaiores”.A eles.Custa-me a crer que Lula avalizasse apoio a Ciro em quaisquer circunstâncias.Conheço a cabeça de Lula por que o estudo há 30 anos.Lula confere a Ciro um politico provinciano,afeito as fronteiras do Estado do Ceará pela metade.Inconfiavel,parlapatao,agressivo,ressentido,raivoso e boquirroto.Lula não costuma prestar apoio a politicos portadores desses adjetivos nada abonadores.Ademais,conto nos dedos palavras edificantes,em toda sua instável carreira política,que Ciro tem dirigido e se referido a Lula.Ironicamente o oposto com acordo político que os Gomes mantém com o Coronel Tasso Tenho Jatinho Por Que Posso Jereissati.Um politico de notorio saber “político”,não costuma cometer os erros primários que Ciro comete.A espera-lo,um futuro político semelhante ao de Marina Silva,aliado a solidão dos seus remorsos.

  46. Com o PT o Ciro seria o Haddad

    Esse papo todo esconde um fato muito simples. Querem atribuir ao Ciro o erro do PT.

    O Ciro Gomes se tivesse aceito o papel que o Haddad aceitou seria ele o derrotado pelo Bolsonaro. Vocês não entenderam ainda que quem ganhou as eleições foi o antipetismo? Não perceberam ainda que a maioria dos eleitores do Bolsonaro não eram fascistas e sim antipetistas?  Vocês escondem esse fato como se isso mudasse algo.

    O PT conseguiu, através das alianças espúria e corrupções sistêmicas, arrastar a esquerda para o meio do lamaçal pútrido que ele resolveiu adentrar. Sendo assim, se há um culpado esse alguém se chama PT. 

    Se o Ciro tivesse aceitado esta palhaçada ele seria o Haddad nessas eleições. 

     

    • Rejeito esses historiadores do SE

      Nessa eleição o que Ciro recebeu foi o pior que ele poderia esperar. Não obteve qualquer bônus. Nenhum. Zero.

      É fato que Ciro perdeu de muito, Haddad de pouco. Portanto, qualquer SE que se coloque nessa história só poderia ajudar Ciro, jamais prejudicá-lo.

      SE na História houvesse SE.

      E se houvesse, a sugestão dos ainda ciristas é que o PT esquecesse o golpe que tomou. Não consideram um desprendimento um pouco exigente ao que veio a se tornar o maior partido da atualidade?

      PS. Não sou nem nunca fui petista, mas não uso o ódio como ferramenta de análise do cenário político-social. Nem ao PT nem mesmo ao PSL, MDB, PSDB ou outros supostos merecedores.

       

  47. Pagando o preço

    Caros amigos

    Li a entrevista de Roberto Mangabeira Unger, bem como análises feitas por Gustavo Castañon, Wagner Rosário e Luis Nassif. Sou eleitor com muito orgulho de Ciro Gomes e no segundo turno fui com a alternativa que nos sobrou, Fernando Haddad. A entrevista revela bastidores da campanha presidencial desse ano, em que as forças progressistas e comprometidas com uma nação democrática e soberana foram derrotadas por uma sucessão de erros que levaram Bolsonaro a presidência. No entanto, o mesmo cientista social revela um certo grau de baixa compreensão de como nossa sociedade funciona, bem como os processos sociais que influíram na eleição se deram, comprometendo a análise em alguns pontos.

    O trecho inicial fala da oferta feita pelo Partido dos Trabalhadores para que Ciro aceitasse compor com Luís Inácio Lula da Silva como vice da chapa até que fosse impugnado. Era uma oferta que tinha uma consistência eleitoral, no entanto colocaria todo trabalho feito por Ciro nos últimos três anos de criar um programa consistente para derrotar o golpe atrás da insuficiência do lulismo para combater o golpe. Falando disso, eu não conto todo trabalho feito no período pré-eleitoral para criar obstáculos para Ciro, não somente pelo PSDB, bem como pelo próprio PT. Uma aliança em tais circunstâncias seria fatal para levar uma candidatura a bom termo. Além disso, ela agregaria a rejeição criada não só por artifícios persecutórios, bem como erros cometidos pelo PT. A campanha teria que se dar em uma narrativa que acabaria sendo tóxica, como acabou sendo para Haddad.

    No entanto, o que me espanta em Mangabeira é um relativo desconhecimento da realidade brasileira, transplantando os “modelos gerais”, das ciências sociais do mundo desenvolvido para suas análises. Ele menciona os “emergentes”, com tintas do weberianismo, mas ignora ao mesmo tempo as guerras culturais que tiveram um papel decisivo na eleição. Ele ignora que muitas vezes o voto é definido mais pelo poder do líder religioso do que o compromisso efetivo com as necessidades das pessoas. No ethos de muitos deles, a conquista do Paraíso vale até a desgraça na vida cotidiana. Apesar dessa transposição inadequada, muito da proposta de Mangabeira é válida, principalmente quando chama a atenção para a superação de um nacional consumismo, embora isso já tenha alguns esboços, precisando ser generalizado.

    Por fim, eu entendo que erros foram cometidos, mas sobretudo pela cúpula do próprio PT que leu a eleição como uma disputa lulismo versus PSDB como desde 1994. Essa expectativa poderia possibilitar a vitória do modo como compreenderam a eleição. Mas não perceberam que os que seguiram Aécio mesmo sabendo de seus esquemas como o aeroporto do tio, encontraram um novo líder para seguir e que pode conversar com a população em outros tons e construir uma maioria, mesmo representando tudo que representa de retrocesso. Enquanto isso, cabe a nós pagar o preço. Por falar nisso, onde está o Queiroz?

  48. Miguel do Rosario faz algumas
    Miguel do Rosario faz algumas considerações que eu considero importantes e devem ser levadas em conta.

    https://www.ocafezinho.com/2018/12/17/comentarios-a-entrevista-de-mangabeira-unger/

    O companheiro Luis Nassif escreveu uma análise da entrevista de Mangabeira Unger à Folha sobre a qual eu gostaria de tecer alguns comentários.

    Nassif critica os erros de Ciro por não ter aceito a proposta de Lula/PT de lhe dar uma vaga de vice numa chapa encabeçada pelo próprio Lula. Diz que isso foi um gesto de “arrogância mortal”.

    Na opinião de Nassif, uma chapa Lula /Ciro teria sido a “fórmula ideal”.

    Humildemente, discordo.


    Uma chapa Lula / Ciro não teria nenhuma lógica.

    É impressionante como o alerta de Cid Gomes ainda é atual. Alguns preferem esquecer esse fato constrangedor, mas Lula estava, a essa altura, preso em Curitiba, condenado em segunda instância por corrupção. A maioria da população, segundo pesquisas, entendia que se tratava de uma prisão justa. Mais importante: as instâncias de poder, imprensa, STF, STJ, Ministério Público, todos estavam alinhadas em favor da prisão do ex-presidente.


    Ciro seria vice de um presidiário (a palavra é dura, mas é a verdade nua e crua) condenado por corrupção, com apoio da maioria da população à sua condenação e prisão.

    A maioria das forças de esquerda não-petistas (incluindo Ciro) sempre defenderam Lula, sempre atacaram a sentença de Sergio Moro, mas a sua prisão é um fato político incontestável. Era preciso, por isso mesmo, preservar o ex-presidente, evitar sua super-exposição, para não atiçar ainda mais a fúria judicial contra ele.


    A lógica de apostar em Ciro e não no PT se dava justamente por causa dessas lamentáveis circunstâncias. Aliás, essa era a razão pela qual o próprio PT falava tanto em Ciro. Era uma ideia que contava com o apoio de vários governadores.

    Como Lula estava preso, e como o PT não tinha uma outra liderança com capital próprio, faria todo sentido lançar um candidato de outro partido.


    Havia outras razões também, tão ou mais importantes. Todas as pesquisas indicavam que o PT não era mais associado a um espírito de mudança, o que explica a sua rejeição. O PT governou o país por 13-14 anos, então para gerações inteiras de brasileiros, o PT é associado ao establishment, ao poder, e, sobretudo, às intermináveis e insuportáveis crises políticas que vem assolando o Brasil com muita intensidade desde 2005, e que, após alguns descansos, voltaram com muita força a partir de 2013.

    O eleitorado queria mudança, notava-se forte rejeição ao PT e Lula estava preso (com apoio da maioria à sua prisão).

    Esses três fatores apontavam para Ciro Gomes como a “fórmula ideal”, mas na cabeça de chapa, livre, leve e solto.

    Se Ciro fosse vice de Lula, ele não poderia participar de nenhuma sabatina, entrevista, debate, dedicados exclusivamente a candidatos a presidente. E quando conseguisse abrir um espaço na mídia, teria que responder apenas a questões relativas a Lula. Aliás, Ciro nem poderia falar em lugar algum, porque seria logo acusado de pretender “roubar” o lugar de Lula.

    Incrível como já se esqueceu que a narrativa do PT, durante todo o tempo em que durou a chapa Lula / Haddad, era de que “não havia plano B”. Era Lula ou Lula. O PCO, nessa época com grande presença dentro dos espaços de debate do PT (com direito ao microfone nos dois lançamentos da candidatura Lula), tinha como mote “Lula ou nada”. Nem Haddad eles aceitaram.

    Lula era o candidato a presidente e ponto final. Haddad mantinha um silêncio obsequioso. Não dava entrevistas nem se manifestava em redes sociais, para não parecer que era um “plano B”.

    Alguém consegue imaginar Ciro representando esse papel?

    Muitos nomes importantes do PT diziam que a fórmula usada seria a de Cámpora / Perón: Haddad no governo, Lula no poder. Eu mesmo presenciei o comício de um importante deputado aqui no Rio, em que ele enfatizou essa fórmula.

    No caso, então, a fórmula seria Ciro no governo, Lula no poder?

    Se o problema era a prisão de Lula e a impossibilidade dele conseguir o seu registro, porque cargas d´água a “fórmula ideal” seria Lula como cabeça de chapa?

    Se o PT queria manter a cabeça de chapa com Lula, então a oferta a Ciro, sobretudo após ele já ter registrado a sua própria candidatura, foi uma tentativa de humilhação, ou uma farsa.

    Como é possível pretender que algum outro candidato, que não um petista, se submetesse a esse tipo de humilhação? E para que?

    Em que, nesta situação, uma candidatura Lula/ Ciro teria qualquer vantagem sobre uma candidatura Lula / Haddad?

    Para um petista, a situação ao menos apresentava a perspectiva de liderar o partido em caso de uma eventual derrota.

    Se a ideia fosse Lula / Ciro, toda a energia e novidade de Ciro seriam consumidas e destruídas. Ciro não apenas perderia as eleições, como não teria condições de levar adiante o que era (e continua sendo) justamente o seu principal capital político: o de possuir uma plataforma progressista própria, independente, alternativa ao PT, partido que, apesar de tantas coisas boas que fez ao país e ao povo (Ciro sempre foi o primeiro a admitir isso), vive imensas dificuldades políticas, soterrado por processos judiciais, delatores, prisões, arrastando uma imagem pesadíssima, que não seria desfeita em poucos meses.

    E não foi Ciro quem perdeu a presidência. Quem perdeu a presidência foi o campo progressista.

    A fórmula ideal, desde sempre, seria um apoio de Lula a Ciro. Haddad poderia ser o vice. Ou alguém do PSB. Conseguiríamos fechar uma grande aliança, formal, entre PT, PDT, PSB, PcdoB e centrão. Teríamos o maior tempo de televisão, usado para emplacar na opinião pública uma narrativa antigolpe e desenvolvimentista.

    A campanha poderia ficar centrada em projetos, e não num plebiscito sobre o PT e Lula. Aí teríamos muito mais chances de obter apoio do eleitor centrista, cansado do PT, mas que também não se sentia à vontade com as posições extremistas de Bolsonaro.

    Não apenas o campo progressista poderia vencer as eleições presidenciais, como a onda Bolsonaro talvez não viesse tão forte, e muitos quadros extremistas não teriam tantos votos na disputa para o legislativo e governos estaduais.

    E mesmo que não vencêssemos, a vitória de Bolsonaro seria infinitamente mais frágil, porque teríamos saído mais unidos, com mais governadores, deputados e senadores, além de uma aliança muito grande na sociedade.

    Ciro não “diminuiu” a importância de Lula ou do PT. Tanto ele como todo mundo apenas refletiam que havia – isso era notório – uma rejeição muito grande ao partido. O lançamento de um candidato condenado por corrupção era uma provocação perigosa, irresponsável, que atiçava todas as forças golpistas.

    É fato que Lula tinha uma enorme força política. É candidato a presidente desde 1989, foi presidente duas vezes, seu partido tinha a maior bancada, um dos maiores tempos de TV e centenas de milhões de reais em recursos públicos eleitorais. Lula sempre teve força para levar quem ele desejasse para o segundo turno.

    A grande discussão, antes do primeiro turno, sempre foi a articulação de uma candidatura para a vencer o segundo turno, não o primeiro, e, sobretudo, assentada sobre um conjunto de forças plurais, de esquerda, centro-esquerda, centro, liberais, centro-direita, que tornasse possível a governabilidade do próximo presidente.

    Hoje estamos no pior dos mundos. Cabe a nós agora fazer um debate de alto nível, sem linchamentos mútuos, mas também sem jogar nada para debaixo do tapete. Os erros precisam ser discutidos à luz do dia, com transparência, e todos precisamos saber ouvir argumentos de todos os lados, sem bloquear ou apagar comentários críticos.

    Não existem verdades absolutas. Ninguém está absolutamente certo. A verdade, na vida, é sempre dialética, ou seja, reside no próprio movimento eterno entre ideias contrárias.

  49. A esquerda precisa parar de arrastar os cadáveres do PT e Lula

    O narcisismo e a arrogância petista e lulista são o principal entrave para a reformulação da esquerda nacional. A direita tem sido mais rápida: quando o governo Bolsonaro afundar em sua própria incompetência, já tera alternativas para as próximas eleições presidenciais, como o partido Novo, por exemplo. E quais alternativas a esquerda tem produzido? O que ela tem de diferente da política econômica de Dilma Roussef a oferecer? Existem discursos à esquerda tratando temas como segurança pública e reformas estatais? Nenhum desses assuntos é tratado por ela, e com isso continuamos deixando para a direita legislar em todos eles………….

  50. Uma observação pra lá de

    Uma observação pra lá de pertinente.Ciro Gomes seria um extraordinario candidato,se a eleição com Jair Bolsonaro se desse através de um duelo.Sejam quais fossem as armas.O três oitão cano longo que o cearense abordou certa vez,presenças indesejáveis no saguão da sua morada em Fortaleza,levaria eu colocar uns tustas nele.

  51. Faltaram, faltam e faltarão

    Faltaram, faltam e faltarão duas condições especiais, importantíssimas, para que Ciro tivesse alguma chance nas eleições : falta-lhe coerência  E VOTOS.

    Ciro seria o candidato ideal da direita, contra Alkmin, nos planos da Globo.

    Mas o crescimento exponencial do  eleitorado evangélico,,o antipetismo e o populismo de direita, encarnados em Bolsonaro, frustraram aquele sonho.

    Lula, mesmo preso, aparecia com 40 % nas pesquisas.

    A Globo é os institutos de pesquisa criaram uma SIMULAÇÃO,  já  com Haddad escolhido candidato ( Lula fora impedido de concorrer)  , onde Ciro derrotaria Bolsonaro. UMA  SIMULAÇÃO. 

    Ai, veio o “Haddad é  Lula “

    E Haddad cresce vigorosamente.

    Mas amordaçam Lula : não  poderia, mesmo preso, dirigir-se ao povo para pedir votos para Haddad ( Andrade, no Nordeste).

    No primeiro turno Ciro atingiu pífios 12%.

    Não  se identificava nele um candidato confiável , pois passeata porv7bpartidos antes de pousar no PDT de Lupi , muito diferente do de Brizola.Haddad venceu Ciro em TODOS os Estados do Nordeste, menos no Ceará. 

    Onde estava a força  eleitoral de Ciro ?

    NO Segundo turno omitiu-se e esticou, sempre que pode, o PT, enfezado que ficará com o mau resultado nas urnas.

    Dificilmente arranjara espaços  no campo progressista no futuro.  Mais provavelmente Haddad , Boulos, Manuela, Stédile,  estarão bem à  sua frente.

  52. Desculpem meu
    Desculpem meu portunhol…
    Acho que o artigo está errado. Bolsonaro ganhou gracias ao PT.
    Era óbvio que Lula não seria candidato, era óbvio que o sentimento anti-PT era, e é, muito forte…e um comprido etcétera.
    Mas, os líderes como Lula do incapazes de ver quando já o povo não quer saber deles.
    Eu sei, sou cubano…

    • Carissimo Ramon

      Bolsonaro ganhou gracias a uma rede ilegal de criação e disseminação de mentiras com centenas de milhões de dólares para ser divulgada e a uma desmoralizante desobedência das leis nacionais e internacionais que garantiriam a Lula concorrer ou, NO MÍNIMO, se expressar. 

      Se o prenderam, se o calaram, se o isolaram, é porque a elite sabe que esse anti-PTismo é uma abstrata construção frágil. Ou de outro modo teriam preferido enfrentar e vencer Lula (que é petista até onde eu sei).

      Mas sabiam que não poderiam fazê-lo. Então o povo não quer saber de quem, cara Cuba? Com estes fatos da realidade, sugiro que refine sua análise.

  53. Mangabeira e os erros que tiraram a presidência de Ciro

    vídeo: The counselor

    [video: https://www.youtube.com/watch?v=X89AXNO6TBw%5D

    em 02/05/2018:

    ações criam consequências que geram novos mundos, todos completamente diferentes entre si. mas todos estes mundos, outrora desconhecidos, sempre estiveram aí.

    há o cadáver da Democracia abandonado para se decompor num mundo. há o Golpe de 2016 perpetrado num outro mundo.

    agimos como se estivéssemos numa encruzilhada, mas já não há nenhuma escolha a ser feita. a opção se deu muito tempo atrás.

    nada vai nos levar de volta. aquele mundo está extinto. por mais que supliquemos, a vida não permitirá nenhum retorno.

    mas para aqueles que compreendem estarem vivendo os últimos dias de um mundo, a morte adquire um sentido diferente.

    esta compreensão é uma força que nenhuma resignação pode conter.

    e neste desespero, que é transcendente, se acha uma antiga sabedoria. de que a pedra filosofal sempre poderá ser encontrada, apesar de escondida enterrada na lama.

    isto até pode parecer algo trivial, em face da aniquilação. até que a aniquilação acontece.

    então, todos os grandes planos e os grandes projetos enfim são expostos tal como são.

    .

    • Alvíssaras meu bom amigo

      Alvíssaras meu bom amigo arkx.Não diria prazer em conhece-lo,sim,prazer enorme em revê-lo.Sabe arkx o que realmente acho do Prof.Unger.Não discuto o notório saber dele,seja em que diabos for,mas em Harvard.De politica brasileira ele não manja porra nenhuma.Para mim,não passa de um gato angorá de cabelo pintado.

  54. Ciro com a máscara do Lula

    Não consigo entender essa crítica ao Ciro, de verdade. Ciro esperou até o último momento de sua candidatura para escolher um vice, estava esperando o apoio do PT. Porque não fazer o procedimento correto? Porque não oficializar a candidatura de Haddad como vice de Ciro? Porque? O PT não pode ser vice, tem que ser o protagonista? Não há um erro estratégico do PT nesse momento das eleições não? Porque essa necessidade de fazer o Ciro vestir a máscara do Lula e colocá-lo na mesma situação ridícula que Haddad se prestou a fazer? Me desculpe, caro Nassif, frequentemente concordo com suas opiniões mas aqui nos distanciamos. Há uma imensa inversão de valores: o “egão” da história, o verdadeiro “coroné” dessa tragi-comédia é o Lula, que não suporta ver qualquer força do campo progressista crescer.

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