4 de junho de 2026

Marina, a transposição do São Francisco e a guerra eleitoral

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Jornal GGN – A campanha de Marina Silva amarga o refluxo do desempenho da presidenciável nas pesquisas de opinião. Nas últimas semanas, a estratégia de desconstruir Marina força a ex-ministra do Meio Ambiente a passar boa parte de seu tempo tentando explicar recuos, mudanças de opinião, contradições e factóides. Um deles é seu trabalho e opinião acerca da transposição do rio São Francisco.

Militantes de partidos adversários exploram nas redes sociais notícias da última eleição presidencial, quando Marina, no PV, tentava impedir que Dilma Rousseff (PT) se tornasse sucessora de Lula.

Àquela época, afagando a agenda ambientalista do PV, a campanha de Marina programou uma visita ao Nordeste para falar que a obra no São Francisco, embora necessária e viável, não era efetivamente a solução para a falta de água na região.

A chamada da notícia, na Folha de 2010, não faz justiça aos fatos, e sentencia: “Marina faz giro no Nordeste para se contrapor à transposição de rio”. Mas na leitura, a contra-informação: “Marina nunca se posicionou diretamente contra o projeto”.

Vitrine para Lula e Dilma, a obra, liberada durante a gestão de Marina no Ministério do Meio Ambiente, só poderia ser criticada pela mentora da Rede Sustentabilidade por esse aspecto – ou outro que não invalidasse exatamente a sua execução.

Na eleição deste ano, Marina, agora no PSB, não falou tanto sobre a transposição do São Francisco na mídia. Em entrevista ao Bom Dia Brasil, da Globo, citou a obra ao comentar a política econômica proposta por sua coligação, que mira o tripé neoliberal. 

“Segundo ela, a forma de conciliar as contradições intrínsecas ao tripé seria cortar gastos ineficientes, como os extras e aditamentos em obras como a transposição do rio São Francisco e da usina de Belo Monte”, comentou.

No debate presidencial do dia 26 de agosto, Marina afirmou que apesar de ter uma visão verde de mundo, não criou empecilhos, enquanto ministra, à transposição do São Francisco. Em reportagem publicada pela Reuters nesta quarta-feira (1/10), a afirmação da pessebista é reforçada.

“Em março de 2003, três meses depois de sua posse como ministra do Meio Ambiente, Marina Silva reuniu meia dúzia de assessores em seu ministério em Brasília.

Ela disse que o novo governo estava prestes a embarcar em um projeto faraônico de infraestrutura prometido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Nordeste árido, a Transposição do rio São Francisco. O projeto, um esforço ainda em curso para redirecionar água de um dos maiores rios do Brasil, já tinha sido contestado por ambientalistas, incluindo a própria

Em vez de discorrer sobre o que faria para interromper o projeto, a ex-ativista disse que não iria se opor ao empreendimento. A ministra, em vez disso, trabalharia para torná-lo tão sustentável quanto fosse possível.”

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

16 Comentários
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  1. PauloBR

    1 de outubro de 2014 8:59 pm

    Sustentável?

    Comprometo-me a subscrever um abaixo-assinado pela canonização em vida da Marina. Em troca disso, posso votar em outra candidata?

    1. Cafezá

      1 de outubro de 2014 9:50 pm

      Marina não aceitaria ser

      Marina não aceitaria ser canonizada porque não é católica, mas se parece muito com madre Tereza de Calcutá. Segundo biografias recentes, madre Tereza não era santa coisa nenhuma. Conseguia arrecadar uma fortuna incalculável que dizia destinada aos pobres, principalmente para construção de hospitais e casas de abrigo. Porém, a maior parte de tudo que arrecadava enviava ao Vaticano, enquanto os pobres sofriam verdadeira penúria nos locais que ela administrava. Segundo ela, o sofrimento dos pobres era uma espécie de purificação dos pecados. Ou seja, era uma cópia de Marina.

      1. PauloBR

        2 de outubro de 2014 4:50 pm

        De fato…

        De fato, não utilizei uma hipótese verossímil. Porém, considerando esta frase de Marina (“…hoje, aqui, tem que se ver relâmpago de caracol, os nevoeiros pararem, dar eclipse no Sol, as águas do mar secarem e eu pescar a baleia com anzol”), ela poderia ser papisa do Santo Daime. Com meu voto.

         

  2. Cafezá

    1 de outubro de 2014 9:16 pm

    “Segundo ela, a forma de

    “Segundo ela, a forma de conciliar as contradições intrínsecas ao tripé seria cortar gastos ineficientes, como os extras e aditamentos em obras como a transposição do rio São Francisco e da usina de Belo Monte”, comentou.

     

    Isso é de uma sordidez incomensurável. Essas obras estão em estágio avançado e em pleno vapor. Quaisquer empecilhos para prejudicar seus avanços significam prejudicar toda a população do norte/nordeste e adiar os lucros que advirão de seus plenos funcionamentos.

  3. EJ

    1 de outubro de 2014 9:26 pm

    Vade retro!

    Vade retro!

  4. altamiro souza

    1 de outubro de 2014 9:28 pm

    duvido que ela vá convencer

    duvido que ela vá convencer os 12 milhões de

    nordestinso que esperam ansiosamentre

    pelo término rápido dessa obra…

    quanto mais ela falar, pior pra ela.

  5. Ivan de Union

    1 de outubro de 2014 9:30 pm

    So demonstra uma coisa: 

    So demonstra uma coisa:  Marina eh autista.

    Nao, eh verdade, mencionei mesmo, ele vai se lembrar (eu estava comentando um comentario de leitor dele), e eu ja mencionei esse assunto antes pela primeira vez no blog do Eduardo!  Ja sim!

    O autista tecno-social brasileiro muda de opiniao se uma posicao contraria for mais forcosamente ou sedutoramente enunciada.

    Sim, isso eh verdade, e eu ja presenciei um milhao de casos com brasileiros.  Nesses casos, somente a ultima opiniao eh valida.  Sabem porque?

    Porque eh tudo questao de opiniao.  Para uma parte (autista) dos brasileiros, nao existe nem opiniao isentamente tecnica nem tecnicamente isenta em qualquer assunto.  Eh tudo questao de opiniao e nao de estudo.  Isso se refere ate mesmo a questoes emocionais e nao tecnicas.  Coisa muitissimo esquizita e que nao existe em outros paises, so no Brasil.

    Tem a ver com a educacao e com a sociedade brasileiras.  Eu nao vou me meter em detalhes e teria que colecionar pensamentos mas estou fazendo janta.

    Uma coisa eu garanto, eu nunca fui assim:  so posso ser convencido a mudar de opiniao por razao tecnica pois eu nao tenho opiniao.  So tecnica.

    1. Ivan de Union

      1 de outubro de 2014 10:44 pm

      (Para responder eu vejo uma

      (Para responder eu vejo uma sentenca inteira e para ler a sentenca no blog ela nao aparece:  o que esta acontecendo com o blog que bloqueou a sentenca onde eu menciono a primeira vez que me dirigi a esse assunto no blog do Eduardo?!?!)

  6. Silvio Torres

    1 de outubro de 2014 9:44 pm

    Nassif, para seu conhecimento

    Nassif, para seu conhecimento e análise. Um amigo de uma rádio de BH me disse que ontem e hoje o psdb não mandou nenhum material de propaganda para presidência! E que todos os materiais dos candidatos a senador, deputados estaduais e federais foram substituídos pela propaganda do Pimenta para governador. Baixou o desespero completo? Reconheceram que tudo está perdido?

  7. Gão

    1 de outubro de 2014 10:13 pm

    Candidata Margarina, senhora é a favor da transposição ?

        Veja, no ambiente da nova política, não devemos demonizar a transposição nem a falta de transposição do rio são francisco, existe uma lenda de que sou a favor de ser contra a obra mas vamos discutir com a sociedade e fazer amplo debate a respeito da necessidade ou não da intervenção no curso atual dos acontecimentos relativos a obra.   Podemos pegar o melhor da transposição e o melhor da seca, a sociedade está cansada dessa polarização entre a realização ou não das obras no leito do rio são francisco, isso é a velha política, as jornadas de junho mostraram que o governo não entendeu o clamor das ruas e prosseguiu com seus projetos.

    1. Leider Lincoln

      1 de outubro de 2014 11:20 pm

      Faltou acrescentar:

      Vamos Criar gupos de homens bons e chamar um plebiscito para decidir a questão. 

  8. Fabio Passos

    1 de outubro de 2014 10:35 pm

    marina só é direta em tema de interesse do mercado.

    Quando é para tomar posição em tema que benefície o povo pobre… marina aciona o gerador de lero-lero. 

     

  9. Lucinei

    1 de outubro de 2014 11:11 pm

    Ela virou a casaca e ficou

    Ela virou a casaca e ficou bem espertinha, hehe. O que interessa pra ela é o voto do tucanistão. A maioria mesmo dos nordestinos entendeu bem a mudança que os governos do pt proporcionaram e não vão cair nesse papo furado. Uma minoria muito llimitada é que não engole o sucesso do pt. É desse pessoal aí que ela quer tirar o voto no aécio.

    Não abriu a boca durante a campanha inteira sobre o colapso no fornecimento de água na maior região metropolitana do país… Isso que é a sustentabilidade da “nova política”.

    Muito chique…

  10. Calvin

    2 de outubro de 2014 1:56 am

    Excelente prova de não fundamentalismo!

    Marina percebeu o projeto furado, mas como integrante da equipe do governo, tentou uma redução de danos ao minimizar as consequëncias funestas.

  11. VLO

    2 de outubro de 2014 3:38 am

    Para a dita santidade e boas

    Para a dita santidade e boas intenções de Marina, tenho a acrescentar: “Não se esconde o diabo deixando de fora o rabo” (Ivan Lins)

  12. Athos

    2 de outubro de 2014 4:45 pm

    Não tem como acabar com

    Não tem como acabar com aditivos e acréscimos em obras de engenhariA.

    Simplesmente não tem como.

     

    Deixe-me exemplificar:

    Durante a construção de ITAIPU descobriu-se que a rocha em que a represa ficaria assentada tinha um pedaço meio que podre, um defeito e não suportaria o peso.

    Apenas esta descoberta justificaria um acréscimo. MAs não para por aí. 

    Não havia solução e a construção foi paralisada porque não havia nada a ser feito. A obra não seria mais realizada.

     

    Então A CONSTRUTORA CONTRATADA desenvolveu um NOVO TIPO DE CONCRETO com resistência muito superior a tudo que existia. Retirou a rocha e trocou pelo concreto como uma obturação.

    Como se precifica isso?

    Como se precifica a construção de uma mega hidroelétrica no meio de uma floresta? Eu mesmo respondo, no chute, pois não há parâmetros.

    E a maioria dos aditivos NÃO É CORRUPÇÃO.

    Isso é engenharia e sim é caro bacaray!

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