4 de junho de 2026

Dilma, Marina e sistema de forças que move a política

Por Robertog

Acho que seria interessante tb notar que os projetos não são dos candidatos, mas das candidaturas. A (re)construção do Estado nacional como estado do bem estar social e industrializante é um projeto coletivo do baixo clero intelectual e acadêmico que é majoritário entre os petistas. Com vantagens e problemas, é claro. Mas nesse caso o exemplo da Marina é  muito elucidativo. Uma pessoa com uma belíssima biografia anterior, sem uma base de apoio consistente como o PT tem, acaba se entregando no colo de setores das elites tradicionais e vocalizando seus interesses numa linguagem híbrida e, não por acaso, cada vez mais confusa e claudicante. Não dá para conciliar a biografia dela com seu novo entorno. E, acho eu, esse não é um problema pessoal da Marina e sim da geografia política. O PT ocupou o lugar da inclusão social e econômica. Ainda que seus dirigentes claudiquem muito nesse caminho. Mas quando apertados, como agora, vão para a esquerda e isso não tem nada de acaso. É o resultado do sistema de forças que move nosso sistema político. 

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8 Comentários
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  1. marcone borges

    21 de setembro de 2014 12:45 pm

    Uma observação bem

    Uma observação bem interessante.

  2. Fabio Passos

    21 de setembro de 2014 1:04 pm

    marina se vendeu para a “elite” branca e rica

    Não acredito em ex- Ministra de Estado e ex- Senadora ingênua… enganada pelo poder econômico. 

    Penso que marina se vendeu para os ricos. Decisão consciente. 

    Tudo que ela propõe é destruir as conquistas sociais do Lula e promover o retrocesso econômico, social e político. 

  3. Maria do Carmo

    21 de setembro de 2014 1:31 pm

    Erundina também se vendeu

    Luisa Erundina que coordena a campanha de Marina Silva – a candidata das elites, também se vendeu para os ricos. Esqueceu todo o seu passado de lutas, qualquer compromisso com  a classe trabalhadora e embarca na candidatura de Marina Silva que tem um  programa de governo  ultradireitista. Acabará com os direitos dos trabalhadores com a flexibilização das leis trabalhistas e incentivará a terceirização, ao mesmo tempo em que diminuirá o papel do Ministério do Trabalho, revisará a tipificação do trabalho escravo (agradando em cheio a bancada ruralista do congresso). Ao declarar autonomia do Banco Central priviliegiará a especulação em detrimento da produção, o que terá implicações diretas sobre a geração de emprego e renda. Entregará a Petrobrás para companhias estrangeiras (as apostas no mercado de ações mostra nitidamente isso, quando seu nome sobe nas pesquisas, as ações tem alta). Se não bastasse tudo isso, ainda promete aumentar as tarifas públicas, cobrar mensalidades nas universidades federais. Com Marina Silva estaremos a beira de uma guerra civil, já que o seu governo se renderá as vontades de Silas Malafaia  e dos setores mais conservadores da igreja evangélica,  criando perseguições contra católicos, umbandistas e todas as demais religiões. Em Minas Gerais, há diversos relatos de igrejas católicas destruídas  com imagens de santos e santas quebrados no chão, além de ataques aos centros de candomblé em diversas partes do país. O que é pior,  esse fanatismo religioso atinge a integridade física das pessas, já que  incita a violência aos grupos LGBT, a morte do garoto de Goiás está vinculada as pregações contra homossexuais.  Ela é um retrocesso muito maior do que foi Collor. Quem perderá serão os pobres e as classes médias que pagarão com o seu  futuro o ônus dessa política. Marina Silva e Luisa Erundina como se diz no jargão popular – são farinha do mesmo saco.

  4. wesley

    21 de setembro de 2014 1:37 pm

    psb

    marina nao quer governar quer se vingar.derrotar dilma,lula e o pt.200 milhoes de brasileiros é só um

    detalhe.o pior é o psb fazer o papel vil da vingança e da direita.para ficar perfeito só falta filiar o serra,

    barbosa e mendes.claro veja,dantas e globo patrocinando.

  5. Bruno Cabral

    21 de setembro de 2014 1:40 pm

    Colando

    O discurso de que ela vai destruir as conquistas dos anos do PT está colando, ontem numa festa de aniversário em conversas com várias pessoas TODOS estão com receio de um eventual governo de Marina. E olhe que sao da classe média alta!

  6. julio cesar montenegro

    21 de setembro de 2014 2:39 pm

    se a cabeça da BEATA funciona

    se a cabeça da BEATA funciona religiosamente, como DEUS É FIEL, basta se entregar  totalMENTE a ELE pra ter aoS pés, não só a PROVIDÊNCIA divina abstrata como a CONCRETA PROVIDENCIADA pelos aliados na luta dos CERTOS DELA contra alheios ERRADOS 

  7. aliancaliberal

    21 de setembro de 2014 3:07 pm

    Desde 2010, o Ministério
    Desde 2010, o Ministério Público investiga o Instituto Brasil, uma ONG criada pelos petistas da Bahia. Em 2008, a entidade foi escolhida pelo governo do estado para construir 1 120 casas populares destinadas a famílias de baixa renda. Os recursos, 17,9 milhões de reais, saíram do Fundo de Combate à Pobreza.  Os investigadores já tinham reunido provas de que parte do dinheiro desaparecera, mas não havia nada além de suspeitas sobre o destino final dele. O mistério pode estar perto do fim. Em entrevista a VEJA, a presidente do instituto, Dalva Sele Paiva, revela que a entidade foi criada para ajudar a financiar o caixa eleitoral do PT na Bahia, um esquema que funcionou por quase uma década com dinheiro desviado de “projetos sociais” das administrações petistas. A engrenagem chegou a movimentar, segundo ela, 50 milhões de reais desde 2004.  O golpe era sempre o mesmo: o Instituto Brasil recebia os recursos, simulava a prestação do serviço e carreava o dinheiro para os candidatos do partido. Como os convênios eram assinados com as administrações petistas, cabia aos próprios petistas a tarefa de fiscalizar. Assim, se o acordo pagava pela construção de 1 000 casas, por exemplo, o instituto erguia apenas 100. O dinheiro que sobrava era rateado entre os políticos do partido

    1. Flavio Martinho

      21 de setembro de 2014 10:12 pm

      Parece ser o mesmo que

      Parece ser o mesmo que acontecia em Minas com o Clesio. Mas parece que em Minas alguns diretores embolsavam parte da grana.

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