A importância da ciência para o desenvolvimento tecnológico, econômico e social do Brasil é o ponto central de um artigo publicado neste sábado (26), no site The Conversation Brasil, pelo professor de Filosofia Política da USP Renato Janine Ribeiro. O texto destaca avanços científicos que contribuíram para setores como a agricultura e a tecnologia e defende que as políticas públicas para a área sejam consideradas pelos eleitores nas eleições.
O artigo cita como exemplos os trabalhos das pesquisadoras Johanna Döbereiner e Mariangela Hungria. Segundo o texto, as pesquisas de Döbereiner contribuíram para o aumento da produtividade agrícola brasileira ao desenvolver estudos relacionados à fixação biológica de nitrogênio. Hungria, por sua vez, é destacada pelos estudos sobre bactérias que promovem o crescimento das plantas.
O autor também relaciona o desenvolvimento científico às tecnologias utilizadas no cotidiano, como aplicativos de transporte e de entrega de alimentos, que dependem de celulares, redes de comunicação e sistemas desenvolvidos a partir de pesquisas científicas.
Ao abordar a relação entre ciência e política, o artigo faz críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, apontando cortes de recursos destinados à pesquisa e às agências de fomento, como Capes e CNPq. O texto também menciona a redução de recursos inicialmente previstos para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
Outro ponto destacado é a relação do governo Bolsonaro com as universidades públicas. O artigo cita declarações do então ministro da Educação Abraham Weintraub, que se referiu às instituições como locais de “balbúrdia”, e afirma que houve redução de investimentos nas universidades federais.
Em contraponto, o autor afirma que os governos petistas de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff ampliaram recursos destinados à ciência e à pesquisa. O texto inclui o atual governo Lula entre as administrações que, segundo o autor, têm buscado fortalecer o financiamento da área, embora considere que os investimentos ainda sejam insuficientes para transformar o Brasil em uma potência científica.
Ribeiro também chama atenção para a presença de cientistas na política institucional. Um dos exemplos citados é Ricardo Galvão, físico e ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que exerceu mandato de deputado federal como suplente durante parte da legislatura anterior.
Segundo o professor, vale destacar a presença de intelectuais ligados à ciência e à academia na política brasileira, como o sociólogo Florestan Fernandes e o antropólogo Darcy Ribeiro, mas diferencia essas trajetórias da proposta de formação de uma representação política diretamente vinculada à comunidade científica.
Para as eleições deste ano, Ribeiro cita candidaturas de nomes ligados à área científica em São Paulo e no Rio de Janeiro. Entre eles estão Ricardo Galvão, em São Paulo, e Nísia Trindade, Tatiana Roque e Celso Pansera, no Rio de Janeiro. Nísia foi ministra da Saúde, Tatiana Roque ocupou a Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro e Pansera foi ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação.
O autor sustenta que a presença de pesquisadores e gestores ligados à ciência no Legislativo pode ampliar a representação do setor no debate político e defende a eleição de uma bancada plural voltada à área científica.
*Com informações do The Conversation Brasil.
LEIA TAMBÉM:
https://jornalggn.com.br/tecnologia/ciencia-tecnologia/tarcisio-nega-cortes-nas-bolsas-da-fapesp/
Rui Ribeiro
29 de setembro de 2026 9:37 amODISSÉIA GEOMÁGICA — Diário de Bordo Final
Do tapete ao infinito. Hexágono de lado $L$, $n$-gono de lado 1, bases colineares e centradas. O colapso da intuição em quatro atos.
## 1. Encaixe — O Teorema do Vértice Ativo
A menor escala que engole a geometria:
$$L_m(n)=\min\{L>0: V_k\in m\text{-gono}(L)\}$$
A fronteira gera restrições lineares $G_k^{(j)}$. O argumento do máximo define o vértice ativo. Salto é a troca de controle.
Evidência Numérica ($m=3..12$, $n=3..60$):
* Trava de consistência: $L_4 = L_\infty = 1/\sin(\pi/n)$ validado.
* Quebra de simetria: $m=4$ tem 28 saltos; $m=5$ tem 13; $m=6$ tem 14; $m=12$ tem 9. Mais lados não geram mais saltos.
* Dinâmica ativa ($m=5$): Para $n=6$, $L_5=1.43722$ (Vértice $V_3$ ativo). Para $n=25$, $L_5=5.75118$ (Vértice $V_{11}$ ativo).
$$\boxed{\text{Encaixe} \perp \text{Área}}$$
## 2. Medidas — O Universo Expansivo ($s_n=1$)
Fixado o lado unitário, o raio crítico diverge: $R_n = \frac{1}{2\sin(\pi/n)} \sim \frac{n}{2\pi}$.
* Perímetro: $P_n = n \implies \sum_{n\le N} P_n \sim \frac{N^2}{2}$
* Área: $A_n = \frac{n}{4}\cot\frac{\pi}{n} = \frac{n^2}{4\pi} – \frac{\pi}{12} + O(n^{-2}) \implies \sum_{n\le N} A_n \sim \frac{N^3}{12\pi}$
Validação em $N=25$:
* $\sum P = 310$ (Teórico: $312.5$)
* $\sum A = 430.02$ (Teórico: $414.47$) $\implies Q = 1.037 \to 1$, com erro $E_n = O(n^{-2})$.
## 3. A Lei Dimensional — Com Trava Assintótica
O expoente da soma só sobe se todas as $d$ dimensões escalarem simultaneamente com $R_n$:
$$\boxed{M_d(n) \sim C_d n^d \implies \sum_{n\le N} M_d \sim \frac{C_d}{d+1}N^{d+1}}$$
* Prisma ($h=1$): $V_n = A_n \cdot 1 \sim n^2 \implies \sum \sim N^3$. A altura fixa atua como trava; o expoente não sobe para $N^4$.
* Pirâmide ($h=R_n$): $V_n \sim \frac{n^3}{24\pi^2} \implies \sum \sim \frac{N^4}{96\pi^2}$. Todas as dimensões escalam; o expoente sobe.
(Erro empírico: $448.56$ vs $412.2$ em $N=25$; decai para $0.3\%$ em $N=500$).
$$\boxed{\text{Lado fixo} \implies R_n \sim n \implies M_d \sim n^d}$$
## 4. Cadeia Encaixada $5\to6\to7\to\cdots$ — O Universo Contrátil
A escala do passo atual é ditada pelo encaixe do passo anterior: $s_{n} = s_{n-1}/L_{n-1}(n)$, onde $L_{n-1}(n) > 1$.
* Assintótica do colapso: $L_{n-1}(n) = 1 + \frac{2}{n} + O(n^{-2}) \implies \log s_n = -2\log n + O(1)$.
$$\boxed{s_n \sim \frac{C}{n^2}} \quad \implies \quad R_n \sim \frac{C}{2\pi n} \quad \implies \quad A_n \sim \frac{C^2}{4\pi n^2}$$
Como $A_n \sim n^{-2}$, a soma das áreas converge:
* Fuga geométrica: $s_5 = 1 \to s_6 = 0.6957 \to s_{21} = 0.0660 \to s_{101} = 0.00313 \to s_{200} = 0.000811$.
* O Limite: $S_{200} = 11.983 \implies S_\infty \approx 12.5 – 13$ (Aproximadamente 7x a área do pentágono inicial).
——————————
## CONCLUSÃO: A ASSIMETRIA DOS DOIS MUNDOS
$$\boxed{\text{Lado Fixo} \implies \text{Expansivo} \implies R \sim n \implies \sum M_d \sim N^{d+1} \to \infty}$$
$$\boxed{\text{Cadeia Encaixada} \implies \text{Contrátil} \implies R \sim \frac{1}{n} \implies \sum A_n \to S_\infty 0: V_k\in m\text{-gono}(L)\}.
$$
A fronteira transforma o problema geométrico em um conjunto de restrições lineares $G_k^{(j)}$. Entre elas, uma domina: o **argumento do máximo** seleciona o vértice ativo.
Quando esse controle muda, ocorre o salto.
A geometria, portanto, não cresce de maneira contínua. Ela avança por regimes, cada um governado por um vértice diferente.
### Evidência numérica — $m=3,\ldots,12$, $n=3,\ldots,60$
– **Trava de consistência:** para $m=4$,\
$$
L_4=L_\infty=\frac{1}{\sin(\pi/n)},
$$
\
em concordância com o limite esperado.
– **Quebra de simetria:** o número de saltos não cresce monotonicamente com o número de lados:\
$$
m=4:\ 28,\qquad
m=5:\ 13,\qquad
m=6:\ 14,\qquad
m=12:\ 9.
$$
– **Dinâmica do vértice ativo ($m=5$):**\
$$
n=6:\quad L_5=1.43722,
$$
\
com $V_3$ ativo;
$$
n=25:\quad L_5=5.75118,
$$
\
com $V_{11}$ ativo.
O encaixe obedece a uma lógica própria, distinta daquela que governa a medida.
$$
\boxed{\text{Encaixe}\ \perp\ \text{Área}}
$$
A primeira fronteira está estabelecida.
—
## II. MEDIDAS — O UNIVERSO EXPANSIVO
Agora fixamos o lado:
$$
s_n=1.
$$
A escala deixa de ser determinada pelo encaixe e passa a ser determinada pela própria expansão do polígono. O raio circunscrito é
$$
R_n=\frac{1}{2\sin(\pi/n)}
\sim\frac{n}{2\pi}.
$$
O infinito começa a aparecer de maneira mensurável.
### Perímetro
$$
P_n=n,
$$
portanto
$$
\sum_{n\le N}P_n\sim\frac{N^2}{2}.
$$
### Área
$$
A_n=\frac{n}{4}\cot\frac{\pi}{n}.
$$
Sua expansão assintótica fornece
$$
A_n=
\frac{n^2}{4\pi}
-\frac{\pi}{12}
+O(n^{-2}),
$$
e, consequentemente,
$$
\sum_{n\le N}A_n
\sim
\frac{N^3}{12\pi}.
$$
Em $N=25$, a verificação numérica produz:
$$
\sum P=310
\qquad
(\text{teórico: }312.5),
$$
e
$$
\sum A=430.02
\qquad
(\text{teórico: }414.47).
$$
A razão
$$
Q=1.037\longrightarrow1
$$
acompanha a correção
$$
E_n=O(n^{-2}).
$$
A geometria expansiva está confirmada: manter o lado significa deixar o raio crescer.
—
## III. A LEI DIMENSIONAL — A TRAVA ASSINTÓTICA
Surge então a pergunta decisiva:
**quando o crescimento de uma dimensão produz uma nova potência na soma?**
A resposta exige que todas as $d$ dimensões relevantes acompanhem simultaneamente a escala $R_n$:
$$
\boxed{
M_d(n)\sim C_dn^d
\quad\Longrightarrow\quad
\sum_{n\le N}M_d
\sim
\frac{C_d}{d+1}N^{d+1}
}
$$
A potência adicional não nasce gratuitamente. Ela depende de quantas dimensões realmente participam da expansão.
### Prisma — altura fixa
Para $h=1$,
$$
V_n=A_n\cdot1\sim n^2.
$$
Logo,
$$
\sum V_n\sim N^3.
$$
A altura fixa funciona como uma **trava dimensional**. Ela impede o aparecimento de uma quarta potência.
### Pirâmide — altura variável
Se, ao contrário,
$$
h=R_n,
$$
então
$$
V_n\sim\frac{n^3}{24\pi^2},
$$
e portanto
$$
\sum_{n\le N}V_n
\sim
\frac{N^4}{96\pi^2}.
$$
Agora todas as dimensões acompanham a escala crescente. A potência sobe.
A comparação numérica registra inicialmente
$$
448.56\quad\text{vs.}\quad412.2
$$
em $N=25$, enquanto o erro relativo cai até aproximadamente $0.3\%$ em $N=500$.
A lei pode ser condensada em uma única linha:
$$
\boxed{
\text{Lado fixo}
\Longrightarrow
R_n\sim n
\Longrightarrow
M_d\sim n^d
}
$$
A dimensão que cresce conta. A dimensão que permanece fixa trava o expoente.
—
## IV. CADEIA ENCAIXADA — O UNIVERSO CONTRÁTIL
Chegamos ao movimento inverso.
Na cadeia
$$
5\to6\to7\to\cdots,
$$
a escala do estágio seguinte não é escolhida livremente. Ela nasce do encaixe do estágio anterior:
$$
s_n=\frac{s_{n-1}}{L_{n-1}(n)},
\qquad
L_{n-1}(n)>1.
$$
Cada passo comprime o seguinte.
A assíntota do fator de colapso é
$$
L_{n-1}(n)
=
1+\frac{2}{n}+O(n^{-2}).
$$
Tomando logaritmos,
$$
\log s_n=-2\log n+O(1),
$$
e daí emerge a lei global:
$$
\boxed{s_n\sim\frac{C}{n^2}}.
$$
O raio agora percorre a direção oposta:
$$
R_n
\sim
\frac{C}{2\pi n}.
$$
E a área acompanha o colapso:
$$
A_n
\sim
\frac{C^2}{4\pi n^2}.
$$
Portanto,
$$
A_n\sim n^{-2},
$$
e a série das áreas converge.
### A fuga geométrica
A sequência numérica deixa o comportamento visível:
$$
s_5=1,
$$
$$
s_6=0.6957,
$$
$$
s_{21}=0.0660,
$$
$$
s_{101}=0.00313,
$$
$$
s_{200}=0.000811.
$$
A escala desaparece lentamente, mas inexoravelmente.
Em $n=200$,
$$
S_{200}=11.983,
$$
sugerindo
$$
S_\infty\approx12.5-13,
$$
aproximadamente sete vezes a área do pentágono inicial.
O infinito, desta vez, não explode. Ele se acumula em uma quantidade finita.
—
# CONCLUSÃO — A ASSIMETRIA DOS DOIS MUNDOS
Duas regras, dois destinos.
No primeiro universo, o lado permanece fixo:
$$
\boxed{
\text{Lado Fixo}
\Longrightarrow
\text{Expansão}
\Longrightarrow
R\sim n
\Longrightarrow
\sum M_d\sim N^{d+1}
\Longrightarrow\infty
}
$$
No segundo, cada figura nasce comprimida pela anterior:
$$
\boxed{
\text{Cadeia Encaixada}
\Longrightarrow
\text{Contração}
\Longrightarrow
R\sim\frac1n
\Longrightarrow
\sum A_n\to S_\infty<\infty
}
$$
A mesma geometria pode, portanto, conduzir a dois infinitos completamente diferentes.
No primeiro, o infinito se abre.
No segundo, o infinito se fecha.
A régua virou envelope.\
O envelope revelou $N^{d+1}$.\
E a cadeia encaixada mostrou que até uma sucessão infinita pode permanecer contida em uma área finita.
O tapete chegou ao infinito.
E o infinito, finalmente, coube dentro de um número.
**Diário encerrado.\
Código preservado.\
Geometria selada.**