Sem chances na Presidência, Temer quer aliança com PSDB em São Paulo


Foto: Divulgação
 
Jornal GGN – Ciente de que os resultados para o MDB de Michel Temer e para o PSDB de Geraldo Alckmin estão com zero expectativas de conseguir um resultado nas eleições presidenciais deste ano, o mandatário decidiu se reunir com os postulantes ao governo de São Paulo para articular, pelo menos no estado de nicho histórico tucano, uma vitória.
 
Temer se encontrou na noite desta segunda-feira (02) com os pré-candidatos Paulo Skaf (MDB) e João Doria (PSDB). Qualquer que seja o possível vencedor a comandar o Palácio dos Bandeirantes, Temer vê no posto regional uma proximidade mais realista de seguir a sua gestão.
 
Isso porque enquanto Alckmin (PSDB), o então governador de São Paulo, acumula 6% nas intenções de votos à Presidência em um cenário sem Lula e apenas 4% quando o ex-presidente disputa as eleições, de acordo com a pesquisa Ibope, o mesmo instituto registra o atual prefeito e sucessor de Alckmin, João Dória (PSDB) com 19% em primeiro lugar para ocupar o governo do estado.
 
O resultado desta pesquisa foi divulgado no último dia 29 de junho. E da mesma forma como Dória tem chances mais reais de angariar um posto no Estado de São Paulo do que seu padrinho Alckmin na Presidência da República, o mesmo ocorre com o MDB de Temer.
 
O partido tem 17% das intenções de votos dos paulistas para Paulo Skaf, que iria a segundo turno com Doria. Já Meirelles, o ministro da Fazenda de Temer e o escolhido para disputar a Presidência, angaria menos de 1% nas intenções dos brasileiros, segundo o Ibope, a última pesquisa divulgada sobre as eleições 2018.
 
Por isso, Temer decidiu conversar com Skaf e com Doria, na noite desta segunda-feira (02). De acordo com o blog de Andreia Sadi, a conversa do mandatário com os pré-candidatos teve como tema as eleições paulistas. De acordo com a colunista do G1, o objetivo de Temer é promover uma aliança entre o PSDB e MDB.
 
A estratégia de Temer de tentar reproduzir a nível regional o que ele desenvolveu nos dois anos de seu governo, de promover uma aliança com os tucanos para a gestão oposicionista ao então governo Dilma Rousseff, não teve contudo tanto apoio dos pré-candidatos, que não querem recuar de suas pré-candidaturas para criar uma chapa única.
 
Temer tenta convecê-los de que com a aliança PSDB e MDB, ou Doria e Skaf, ambos teriam maior tempo de TV para a candidatura e poderiam conquistar a vitória, em tese, já em um primeiro turno. Aparentemente sem conquistar muitos avanços no encontro, Temer hoje se reúne com Fernando Henrique Cardoso.
 
 

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