Sugerido por Diogo São Paulo
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) realizou estudo comparando o valor da tarifa de energia no Brasil com 17 países. O resultado mostra os efeitos da Medida Provisória nº 579, de 2012, que prorrogou as concessões de geração e transmissão, e reduziu os encargos setoriais da tarifa de energia elétrica, em 20%, em média.
Comparação Internacional de Tarifas de Energia Elétrica
Tarifa de energia do Brasil está entre as mais baratas e competitivas do mundo
Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE) —-Brasília, 13 de dezembro de 2013
Fontes e premissas
Como referência, a Abradee utilizou informações no Ano Base de 2012, oriundas daAneel, EuroStat (provedor de informações estatísticas da Comunidade Europeia) e da Agência Internacional de Energia.
Eurostat – “Electricity and natural gas price statistics” – Statistics Explained
http://epp.eurostat.ec.europa.eu/statistics_explained/index.php/Electric…
International Energy Agency – Energy Prices and Taxes: Quarterly Statistics – First Quarter 2013
Taxas médias de câmbio no ano de 2012
1 Dólar = 1,955 Reais
1 Dólar = 0,778 Euros
Nas referências internacionais (Eurostat e IEA), os preços para consumidores industriais não incluem impostos reembolsáveis. Por isso, as tarifas industriais no Brasil, para efeitos de comparação deste estudo, acompanham a mesma premissa.
Estudo da Abradee mostra que país passou a ter a quarta menor conta de luz residencial entre os países pesquisados
Os consumidores brasileiros estão gastando menos com a conta de luz, conforme estudo comparativo da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) entre 18 países. O resultado inclui os efeitos da Medida Provisória no 579, de 2012, que prorrogou as concessões de geração e transmissão, e reduziu os encargos setoriais da tarifa de energia elétrica, em 20%, em média.
Com a revisão tarifária extraordinária da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em janeiro deste ano, houve uma redução significativa dos valores, de modo que opreço da conta de luz dos brasileiros passou a ser uma das menores.
No caso dos consumidores residenciais dos 18 países pesquisados – incluindo o Brasil – a tarifa nacional, que era a 12a em 2012, passou à 4a posição no ranking dos menores valores de mercado. Hoje, segundo o estudo, a conta de energia do brasileiro fica atrás apenas das praticadas nos Estados Unidos, na França e na Finlândia.


A tarifa industrial de usuários da média tensão, sem impostos, também sofreu os efeitos da MP 579 e da revisão extraordinária da Aneel, que permitiu ao setor produtivo reduzir custos com a energia elétrica e tornar o segmento mais competitivo.
Na comparação entre os países, a tarifa industrial brasileira,em 2012, era 14a colocada e, com a mudança, avançou sete colocações, passando a ser aoitava mais barata. Tarifa Industrial sem impostos (US$/MWh)

Estudo
Nessa edição, o levantamentofeito pela Abradee analisa, especialmente,o efeito da Revisão Tarifária Extraordinária, realizada em janeiro de 2013, em funçãoda Medida Provisória 579/2012.
A Associação realiza periodicamente estudos de comparação internacional de tarifas de energia elétrica para averiguar o grau de tributação incidente sobre esse serviço, relacionar efeitos sobre o orçamento familiar e a competitividade industrial, e compreender as principais questões que influenciam na diferenciação de tarifas entre os países selecionados, bem como entre as regiões brasileiras.
Como referência, a Abradee utilizou informações no Ano Base de 2012, oriundas daAneel, EuroStat (provedor de informações estatísticas da Comunidade Europeia) e da Agência Internacional de Energia.
Contexto
i.A ABRADEE vem realizando periodicamente estudos de comparação internacional detarifas de energia elétrica objetivando:
– avaliar a composição da tarifa final;
– relacionar efeitos sobre o consumidores residenciais e a competitividade industrial; e
– compreender as principais questões que influenciam na diferenciação de tarifas entre
regiões e países.
ii. Essa edição é composta por informações do Ano Base 2012 oriundas da:
– Agência Nacional de Energia Elétrica
– EuroStat (provedor de informações estatísticas da Comunidade Europeia)
– Agência Internacional de Energia
iii. Nessa edição, é apresentado estudo especial do efeito da Revisão Tarifária Extraordinária, realizada em janeiro de 2013, por efeito da Medida Provisória 579/2012
Fontes e premissas
Eurostat – “Electricity and natural gas price statistics” – Statistics Explained
http://epp.eurostat.ec.europa.eu/statistics_explained/index.php/Electric…
International Energy Agency – Energy Prices and Taxes: Quarterly Statistics – First Quarter 2013
Taxas médias de câmbio no ano de 2012
1 Dólar = 1,955 Reais
1 Dólar = 0,778 Euros
Nas referências internacionais (Eurostat e IEA), os preços para consumidores industriais não incluem impostos reembolsáveis. Por isso, as tarifas industriais no Brasil, para efeitos de comparação deste estudo, acompanham a mesma premissa.
Lionel Rupaud
14 de dezembro de 2013 12:32 pmSem esquecer que os calculos são na base 2012,
portanto a queda do real frente a US$, euro, e demais de 2013 deve melhorar ainda mais a posição do Brasil.
Toda multi faz essas contas: podemos nos preparar para ver muitos anúncios de investimentos industriais tão logo a economia dos EUA se recupere de fato, absorvendo os excedentes de capacidade produtiva que se generalizaram desde a crise de 2008.
Ataíde Coutinho
14 de dezembro de 2013 1:21 pmEfeito jabuticaba ,reduziu um
Efeito jabuticaba ,reduziu um dos fatores do custo de produção mas não o preço final ao consumidor .
Gerinho da Terra
14 de dezembro de 2013 3:01 pmVocê não deixa claro
Você não deixa claro o que não reduziu o preço final.
O Da energia eletrica não reduziu?? O das mercadorias prosuzidas com energia mais barata?? Quero crer que se refere às mercadorias.
Abraços
-Charlie-
14 de dezembro de 2013 6:57 pmAbsolutamente tudo neste país
Absolutamente tudo neste país subiu de modo absurdo nos últimos anos.
Hoje comi um sanduba de pernil no famoso Bar do Estadão, em SP. Preço da iguaria: R$ 12. Achei caro.
Lembro-me de que quando era estudante, sem grana, comia dois e não achava caro.
Nas pardes do bar, diversas reportagens ao longo do tempo falando sobre o estabelecimento.
Achei uma de 2003, em que é dito que o preço do sanduba: R$ 3,50.
Portando, subiu uns 350% em dez anos, para uma inflação oficial que não chegou a 150%.
E assim ocorre com tudo nesse país, sob os olhares complacentes do governo, sempre disposto a “dar uma mãozinha” a nosso empresariado picareta e sua margem de lucro exorbitante, inexistente em qualquer local civilizado.
shekarchi
15 de dezembro de 2013 2:53 pmaumento de preços
Ahh, falar de inflação no Brasil tomando por base um “sanduba de pernil” que Vossa Senhoria “achou caro”…Toma vergonha nessa cara!
Olha a variação real da massa salarial e sobrevalorização do câmbio real no Brasil no mesmo período…
-Charlie-
15 de dezembro de 2013 6:57 pmTô dando só um exemplo,
Tô dando só um exemplo, cabeção.
Ou tá tudo baratinho?
-Charlie-
16 de dezembro de 2013 3:31 amDiogo, vc nasceu ridículo
Diogo, vc nasceu ridículo assim, ou se tornou depois?
Vc não tem vergonha de ser pau-mandado desse jeito? De ficar de plantão no blog, de se utilizar de perfis não cadastrados para rebater qualquer um que ouse criticar o PT?
De qualquer jeito, vc é ridículo: ou porque recebe para isso, ou porque se presta a esse papel na esperança de conseguir outro carguinho comissionado.
Ataíde Coutinho
14 de dezembro de 2013 8:39 pmO sr está correto , faço
O sr está correto , faço referencia a produtos industrializados ,que utiliza (e muito)energia eletrica.
Athos
14 de dezembro de 2013 5:14 pmO preço da energia no Brasil,
O preço da energia no Brasil, se não for o mais alto do mundo, está no top 3.
mas…pra quem quer fazer política, qualquer informação serve.
Nas referências internacionais (Eurostat e IEA), os preços para consumidores industriais não incluem impostos reembolsáveis. Por isso, as tarifas industriais no Brasil, para efeitos de comparação deste estudo, acompanham a mesma premissa.
Almeida
15 de dezembro de 2013 1:29 amMais uma postagem falaciosa do guaipeca.
Ele foi buscar no reduto da privataria os números que “provam”, que o brasileiro não paga caro pela energia que consome; isso faz todo sentido nesse apoiador do “governo popular”, aquele que diz amém para as privatarias realizadas.
A tarifa residencial tem de ser relacionada ao poder aquisitivo dos consumidores. De que adianta saber, que a tarifa do brasileiro é só um pouquinho maior do que a do holandês, mas que a renda deste último é quatro vezes a do brasileiro?
Fiz uma tabela comparativa da tarifa residencial com a renda per capita, dos países listados pela ABRADEE. Se tomarmos a tarifa relativa dos brasileiro com o valor 100, veremos que nosso país sai muito mal na foto.
País Renda per capita US$ Tarifa Tarifa relativa
Estados Unidos 48387 117 12,32
França 44008 179 20,72
Finlândia 49350 200 20,65
Turquia 10522 189 91,52
Portugal 33610 265 40,17
Polônia 13540 196 73,76
Chile 14278 183 65,31
Noruega 97255 228 11,94
Dinamarca 59928 382 32,48
Suécia 56956 268 23,97
Holanda 50355 244 24,69
Alemanha 43742 344 40,07
Itália 36267 295 41,45
Bélgica 46878 286 31,09
Reino Unido 38592 229 30,23
Espanha 32360 292 45,98
Japão 45920 272 30,18
Brasil 12789 251 100,00
Roberto São Paulo-SP 2013
15 de dezembro de 2013 3:06 pmA redução da tarifa de energia elétrica e a correção cambial.
Apesar de o brasileiro e de a brasileira pagarem caro pela energia que consomem, em função da redução da tarifa, hoje eles pagam menos do que no passado recente, além disso as empresas instaladas no Brasil também estão pagando uma tarifa de energia menor do que no passado recente, tanto em reais como em dólar.
Certamente precisamos triplicar a renda per capita no Brasil, além de aumentar o poder aquisitivo da maioria dos brasileiros e das brasileiras, com uma maior distribuição de renda.
Caso tenhamos o mesmo aumento nominal que foi aplicado de 2003 a 2013 no Salário Mínimo, nos próximos dez anos teremos um salário mínimo de R$ 2.300,00, e no mesmo período o dólar passe dos atuais R$ 2,30 para R$ 4,00, haverá um aumento significativo da renda per capita em dólar, além de uma melhor distribuição de renda.
Lembrando que a legislação atual determina um aumento anual do Salário Mínimo baseado na variação do INPC/IBGE mais a variação real do PIB do segundo ano anterior ao ano do reajuste.
Outro detalhe, em 2002 a renda per capita no Brasil era de cerca de US$ 2.900, ou seja, a renda per capita em dólar aumentou mais de 4,5 vezes de 2002 a 2013.