Do Valor
A admissão pelo Palácio do Planalto de que a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras foi forjada com base em um relatório “técnica e juridicamente falho” conseguiu turbinar uma polêmica de alcance explosivo. Para o Tribunal da Contas da União (TCU), que investiga o caso, as declarações do governo sugerem a possibilidade de ter havido fraude na transação. No Congresso, a oposição partiu para o ataque e exigiu explicações da presidente Dilma Rousseff e de diretores da Petrobras. À noite, o líder da minoria, Domingos Sávio (PSDB-MG), começou a recolher assinaturas para um projeto de resolução que institui uma CPI para investigar a compra e venda de ativos da Petrobras no exterior.
Ontem, em reportagem publicada pelo jornal “O Estado de São Paulo”, a Presidência da República admitiu, pela primeira vez, que a aquisição de 50% das ações da refinaria de Pasadena, em 2006, foi autorizada por Dilma Rousseff, que à época presidia o Conselho de Administração da Petrobras e era ministra da Casa Civil. Só depois de consumada a transação, no entanto, é que Dilma e demais conselheiros teriam sabido que o “resumo executivo” usado para aprovar a aquisição omitia duas regras vitais da operação: a cláusula “put option”, que garantia a possibilidade de sua sócia na refinaria, a empresa belga Astra Oil, vender sua participação em caso de desentendimentos com a Petrobras; e a cláusula “marlim”, que garantia aos belgas um lucro anual de 6,9%, seja qual fosse a situação do mercado. “Se conhecidas, seguramente não seriam aprovadas pelo Conselho”, declarou o governo, que atribuiu diretamente a responsabilidade pelo elaboração do resumo ao então diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, que hoje é diretor de finanças da BR Distribuidora.
As declarações surpreenderam o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Jorge, relator de um processo que apura a aquisição da refinaria instalada no Texas. Ao Valor, José Jorge disse que as revelações são “extremamente graves” e que é preciso apurar indícios de fraude na transação. “O Palácio colocou um fato novo na investigação. Até agora, o que se pensava era que a auditoria era feita em cima de documentos efetivos, reais, e que se tratava de um negócio mal feito, onde a Petrobras perdeu muito dinheiro. Agora, acrescenta-se a isso o fato de que, aparentemente, pode até ter ocorrido uma fraude”, disse o ministro.
Desde 2012, a aquisição de Pasadena é investigada pelo TCU, por conta de sua transação financeira. Em 2005, a refinaria foi comprada pela Astra Oil por US$ 42,5 milhões. No ano seguinte, a Petrobras entrou no negócio ao desembolsar US$ 360 milhões por 50% da refinaria. A partir daí, as sócias mergulharam em conflitos judiciais. Os belgas, então, exerceram a cláusula “put option”, para vender a segunda metade do negócio. A Petrobras negou a oferta e a disputa seguiu na Justiça, até que a Câmara Internacional de Arbitragem de Nova York decidiu que a estatal tinha obrigação de aceitar o negócio, o que levou a Petrobras a sacar mais US$ 820,5 milhões pelo controle de 100% da refinaria. Por um custo total de US$ 1,18 bilhão, 25 vezes o preço pago pela Astra Oil, a estatal comprava uma operação que sequer tinha condições de refinar seu óleo, muito pesado para a estrutura da refinaria.
No ano passado, a presidente da Petrobras, Graça Foster, relatou a ministros do TCU que teria recebido propostas de venda da refinaria entre US$ 50 milhões e US$ 200 milhões, mas rejeitou as ofertas.
No Congresso, o senador e pré-candidato à presidência Aécio Neves (PSDB-MG) destacou a “aprovação direta e pessoal” da operação por Dilma e afirmou que o responsável pelo parecer da operação, Nestor Cerveró, então diretor internacional da Petrobras, não foi afastado e nem foi investigado. “Ele foi promovido. Infelizmente, é a forma como o PT trata os cargos públicos”, declarou Aécio.
O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), protocolou nas comissões de Fiscalização e Controle e de Relações Exteriores um pedido para ouvir Nestor Cerveró. “É de se estranhar que a presidente Dilma, chamada de ‘gerentona’, tenha aprovado essa compra milionária sem ler o contrato. Mais estranho ainda é só agora, oito anos após o episódio, ela ter admitido que foi induzida a erro por um parecer falho”.
Um pedido de explicações à presidente também será proposto ao plenário da Câmara pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Nossa avaliação é que devemos apresentar um requerimento urgente à presidente para que ela responda quais foram as decisões que ela tomou após receber essa informação. Se ela não tomou nenhuma decisão sobre o que recebeu da diretoria da Petrobras, ela prevaricou, cometeu um crime”, disse.
Na tentativa de defender Dilma das críticas dos oposicionistas, o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), declarou: “Ela foi de uma honestidade intelectual que muitos não tiveram.”
Para o procurador do Ministério Público no TCU, Marinus Marsico, que analisa o caso desde 2012, é hora de apuração de responsabilidades. “Está claro que o negócio foi desastroso. Por isso, é necessário que se investigue a fundo as causas dessa omissão de informações, se houve ou não indução ao erro”, disse Marsico ao Valor.
Além do TCU, o caso Pasadena já é investigado pela Polícia Federal e pelo Congresso, por suspeitas de superfaturamento e de evasão de divisas. A auditoria do tribunal deve ser concluída até o fim de abril. “O caso é grave. O que o Palácio afirma é que a diretoria executiva, quando encaminhou as informações ao conselho de administração, não o fez da maneira correta. Portanto, o conselho decidiu aprovar o negócio baseado em uma nota técnica equivocada. Isso traz a situação para uma esfera mais grave, que é a de ter aprovado um negócio desse vulto, com base em um parecer fraudado”, comentou o ministro José Jorge.
Ontem, a Comissão de Agricultura da Câmara aprovou um requerimento para que o TCU investigue, também, as condições de aquisição pela Petrobras Biocombustíveis de 50% de duas usinas de biodiesel do grupo BSBios, em Passo Fundo (RS) e em Marialva (PR), em 2019 e 2011. (Colaboraram Daniel Rittner, Raphael Di Cunto, Fábio Brandt, Cristiano Zaia, Rafael Bitencourt e Tarso Veloso)
Rekern
20 de março de 2014 12:43 pmNegócios são negócios
O bom negócio de hoje pode ser um péssimo negócio amanhã. Mas nesta questão da compra da empresa americana pela Petrobras estava mais em jogo que um simples negócio. Com esta compra a empresa brasileira fincou um pé nos EUA, o que se mostrou vantajosompara a política e outros negócios da companhia estatal. Se houve desvios de dinheiro, que se prensa os culpados, se foi apenas um mau negócio que a coisa fique por aí.
Ivan de Union
20 de março de 2014 12:54 pm“Para o procurador do
“Para o procurador do Ministério Público no TCU, Marinus Marsico, que analisa o caso desde 2012, é hora de apuração de responsabilidades. “Está claro que o negócio foi desastroso. Por isso, é necessário que se investigue a fundo as causas dessa omissão de informações, se houve ou não indução ao erro””:
Alguem poderia me dizer aonde encontrar o background de Marinus Marsico com dinheiro publico?
Samuel Rodrigues
20 de março de 2014 12:56 pmIncompetência.
Haja incompetência pra dar um prejuizo de 1 bilhão de reais, e vai ficar por isso mesmo? Como alguém pode adquirir um negócio sem verificar o valor de mercado da empresa?
LC
20 de março de 2014 12:59 pmQue gerentona hein?
Só conferindo os dados: a Petrobrás pagou 25 vezes o valor da refinaria. Vi um cara falando aqui que foi mau negócio. Mau negócio seria pagar o dobro pela refinaria. 25 vezes foi fraude mesmo. Aliás, um péssimo negócio nesta dimensão eu não sei o que é pior para a gerentona, o fato de ser fraude ou então o fato de ser incompetência mesmo.
Quanto à defesa do negócio, isso é fácil, é só chamar aquela moça que escreveu aqui no blog que o mensalão era só caixa dois e que por isso não tinha nada de estranho.
Athos
20 de março de 2014 1:25 pmsim, foi fraude.
Alguém
sim, foi fraude.
Alguém ganhou e não se sabe quem.
Alexandre Weber - Santos -SP
20 de março de 2014 2:10 pmNão banalizar
Fraudes sempre as há.
Agora neste valor, na casa dos CINCO BILHÕES DE REAIS, ai inviabiliza qualquer defeza do direito e do dever do Estado Gerir e Investir.
Não têm competência e em uma só operação anula todo e qualquer benefício que pudesse porventura existir deste tipo de ação estatal.
A China têm a única solução possível, encontrada em 5.000 anos de tentativa, para coibir o roubo por funcionários públicos.
Rodrigo Negrão
20 de março de 2014 1:01 pmUma hora isso iria
Uma hora isso iria estourar.
Ninguém faz um negócio bizarro assim por ignorância.
Isso deve ter pago muita conta de campanha e deixado muita gente rica.
Espero que a Dilma tenha sido somente USADA por executivos da Petrobras e não pelo próprio PT.
Bom, se não existiu ilicitude, foi somente um negócio muito mal feito, o que enseja o típico mau uso de dinheiro público.
Que sejam todos, inclusive os membros do conselho, processados pelo cometimento de improbidade administrativa, que seja declarada a indisponibilidade de seus bens para que se garanta, ao menos, parte do ressarcimento ao erário.
Isso foi um dos fatores que fez com a Petrobras virasse uma empresa não confiável no mercado internacional, a influência do PT na empresa.
Sergio Gabrieli é um desqualificado, não tinna curriculo nem para Diretor de uma empresa privada, acabou dando nisso.
Ricardo Pereira
20 de março de 2014 1:27 pmurubus da UDN antibrasileira
Tomem vergonha na cara ou vamos invocar o espirito do Getulio. Antes de ficar indignados, que tal um pouco de FATOS ao invés de versoes?
Deixo com vcs a explicaçao do imbroglio com o Miguel do Rosario.
Dilma, Pasadena e os ataques especulativos à Petrobrás
Enviado por Miguel do Rosário on 19/03/2014 – 8:32 pm6 comentários
A história da refinaria de Pasadena, adquirida pela Petrobrás em 2006 não é um assunto novo.
O então presidente da Petrobrás, Sergio Gabrielli, já participou de audiência pública no Senado, em agosto do ano passado, explicando a decisão. Segundo Gabrielli, foi um negócio normal, segundo os parâmetros e cenários disponíveis à época.
Compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobras from encontrocomgabrielli
Não podemos esquecer o contexto. Em primeiro lugar, a decisão favorável à compra da refinaria se deu em fevereiro de 2006. Apenas ao final de 2006, teríamos notícias das primeiras reservas gigantes do pré-sal, o que acarretaria numa reviravolta completa dos planos da Petrobrás e do governo. A confirmação destas reservas, e a descoberta de outras, se daria apenas nos anos seguintes.
Uma coisa são erros cometidos por má fé, outra são mudanças de cenário que invalidam uma decisão anterior.
Antes do pré-sal, o foco dos investimentos em energia, por parte do governo e da Petrobrás, era o biodiesel e a construção de refinarias adequadas ao petróleo pesado produzido no país.
De 1999 a 2005, a meta da companhia era ampliar a capacidade de refino no exterior, para ampliar o escoamento do nosso petróleo para os principais mercados consumidores, como os EUA. O mercado americano vinha aumentando, de maneira bastante vigorosa, o consumo de petróleo pesado, gerando uma demanda maior de refinarias. Foi aí que a Petrobrás entrou. Ela tinha um plano de investimento, e dinheiro separado especialmente para aquisição de refinarias no exterior. Quando houve a oportunidade, a Petrobrás não perdeu tempo.
A mídia está distorcendo, por exemplo, os custos da refinaria de Pasadena, porque está incluindo no preço os estoques de petróleo e derivados que vieram juntos na compra, e que foram usados.
Para saber se o preço foi alto ou baixo, é preciso estabelecer uma unidade de comparação. Essa unidade existe, é o preço por barril. Depois se compara outras aquisições no mesmo ano. A Petrobrás adquiriu os 100% da refinaria de Pasadena por US$ 4.860 por barril. No mesmo ano, 2006, o preço médio de refinarias adquiridas na América do Norte foi de US$ 9.734 por barril. Em maio de 2007, um fundo de investidores do Canadá adquiriu a Lima Refinery da Valero, por US$ 11.515 por barril.
Os preços das refinarias continuariam crescendo até a eclosão da crise de 2008, considerada a maior já vivida pelo capitalismo mundial desde o crash de 1929. A partir daí, o consumo de petróleo pesado pelos EUA começa a declinar. A Astra Oil, então, premida pela crise, resolve sair de seu negócio em Pasadena, repassando sua parte à Petrobrás.
Surgem variáveis novas no mercado do petróleo: descoberta do pré-sal no Brasil, com petróleo ultraleve; início das operações com xisto nos EUA; crise financeira mundial, reduzindo consumo de petróleo e fazendo as cotações da commodity despencarem nas bolsas.
Gabrielli observa, no entanto, que a refinaria de Pasadena não é um negócio perdido. Ela continua extremamente bem localizada, próxima ao golfo do México e com acesso privilegiado aos grandes corredores de abastecimento dos EUA.
Independente das investigações sobre os problemas na Petrobrás, é certo que há uma guerra especulativa contra a empresa, e que agora ganha contornos políticos e eleitorais. O colunista Elio Gaspari publicou hoje um texto, por exemplo, violentíssimo contra a gestão da Petrobrás. Na mesma página, editorial do Globo adota linha igual, e critica a política de compra de conteúdo nacional da empresa, os 30% que a lei do petróleo garante à Petrobrás em todo o pré-sal, e pede “visão empresarial”, o que, no contexto do artigo, equivale a defender a privatização da companhia.
Gaspari inicia o artigo informando, em tom de denúncia, a ação da Petrobrás valia R$ 29 no início da gestão de Dilma e hoje vale R$ 12,60. É uma afirmação mistificadora, porque o petróleo é a commodity mais volátil no mundo. O preço da ação da Petrobrás pode voltar a R$ 29 em pouco tempo. Para isso basta, por exemplo, uma nova guerra na Criméia, que prejudique o fluxo de petróleo vindo da Rússia, hoje a maior exportadora do planeta.
A Petrobrás tem sido a empresa que mais tem encontrado novas reservas, e uma das que mais tem investido, com sucesso, em produção e refino. É um dos pilares centrais da indústria e do desenvolvimento científico no país. Não ver isso é fazer o jogo sujo de especuladores que usam a mídia para baixar o preço de uma empresa com objetivo de comprar barato suas ações.
Gabrielli, presidente da Petrobrás em 2006, época da compra da refinaria de Pasaden
–
Marly
20 de março de 2014 2:07 pmParabéns, Ricardo!
Seu comentário deveria ser colocado nas redes, pois a mídia está num alvorôço doentio, fazendo estardalhaços. Como diria o Jamelão, estão igual a pinto no lixo!
Severino Januário
20 de março de 2014 2:09 pmAlém disso, Pasadena já
Além disso, Pasadena já rendeu à Petrobras um faturamento de 12 bilhões de dólares. Os entreguistas se assanham com qualquer pequena possibilidade de atacarem a Petrobras, objeto do desejo de todo o grande negócio mundial do petróleo. O mais interessante foi ver o insuspeito Aécio do alto da tribuna do JN da Globo, defendendo, contra a suspeita Dilma, a integridade da “maior empresa brasileira”.
Nicolas Crabbé
20 de março de 2014 6:28 pmMenos…
“Gaspari inicia o artigo informando, em tom de denúncia, a ação da Petrobrás valia R$ 29 no início da gestão de Dilma e hoje vale R$ 12,60. É uma afirmação mistificadora, porque o petróleo é a commodity mais volátil no mundo. O preço da ação da Petrobrás pode voltar a R$ 29 em pouco tempo.”
Faça-me o favor. Só quero saber se a Exxon, a BP, a Shell e outras tantas, inclusive da PDVSA e a PEMEX perderam mais de 50% do valor de mercado, já que o problema é a volatilidade do preço do petróleo.
Não conheço o caso de Pasadena para saber se foi bom ou mau negócio, embora pagar mais de 15 vezes mais por uma empresa do que foi pago um ano antes não me pareça nenhum negócio da China. Agora desqualificar uma crítica à queda da cotação da Petrobras com base na volatilidade do petróleo é apostar na desinformação do leitor.
Tales-cunha
20 de março de 2014 1:30 pmBom negócio, de sucesso
Bom negócio, de sucesso mesmo, foi o que fez nosso “Príncipe da Privataria”, Dom Fernando HC, quando doou o patrimônio nacional, cujo expoente máximo foi a Vale do Rio Doce, quando o valor recebido pelo pagamento refere-se ao que é arrecadado em um ano atualmente.
Atento
20 de março de 2014 8:57 pmRespostas sobre falcatruas de
Respostas sobre falcatruas de outros governos não resolvem o problema do atual.
Diversionismo?
José Almir
20 de março de 2014 1:37 pmFrancamente. Independente de
Francamente. Independente de ser governista ou não, essa historia realmente esta muito mal contada, o governo e a petrobras tem que explicar melhor esta situação.
José Robson
20 de março de 2014 1:39 pmEstá na Folha de
Está na Folha de hoje:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1428091-executivos-rebatem-versao-de-dilma-sobre-a-petrobras.shtml
“Na nota divulgada por Dilma, a presidente afirma que o resumo executivo analisado na reunião do conselho não citava essa e outra cláusula em questão, que, se conhecidas, ‘seguramente não seriam aprovadas’.
Dois executivos da Petrobras ouvidos pela Folha afirmam que o parecer distribuído aos conselheiros não tratava especificamente das duas cláusulas porque se limitava a fazer uma defesa do negócio em si, considerado lucrativo em 2006 pelo governo e pela Petrobras.
Mas o ‘procedimento normal’ de todos os encontros do conselho da estatal, segundo esses integrantes, prevê que, além do resumo executivo, os conselheiros também tenham à disposição o processo completo para análises antes e durante a reunião.
‘Ela [a presidente] poderia ter lido todo o processo mas, pelo visto, ficou só no resumo executivo’, disse um dos integrantes da estatal, que pediu anonimato.
Além disso, funcionários da estatal afirmam que a existência da cláusula chamada de ‘Put option’ é comum em contratos internacionais’.” [Os negritos são meus!]
Pergunto: para que assessoria? E depois: se está em análise a viabilidade de um negócio, como não mencionar, no parecer, duas cláusulas com potencial para revelar uma eventual e futura péssima aquisição? Parece óbvio que o negócio só seria bom se não existissem essas duas cláusulas.
Callegari
20 de março de 2014 1:59 pmentão que apresentem esse
então que apresentem esse resumo, e nos expliquem porque o responsavel ainda está em um cargo importante dentro da propria petrobras!
Nira
20 de março de 2014 6:11 pmPois é, devia ser simples.
Pois é, devia ser simples.
Nicolas Crabbé
20 de março de 2014 6:32 pmNormal
É normal que o ministro ou membros do Conselho de Administração de uma empresa só fiquem no resumo executivo. Aliás, é exatamente para isso que serve esse resumo: ele deve conter TODAS as informações importantes para que se possa tomar a decisão somente com base nele, sem necessidade de entrar nos detalhes do relatório inteiro.
Como é que uma informação desse tipo, absolutamente essencial para a avaliação do negócio, não foi colocada no resumo executivo é o que precisa ser explicado. Se é fraude ou incompetência, deve ser esclarecido.
Isso não cheira muito bem…
emerson57
20 de março de 2014 1:41 pmburros
oposição incompetente.
até hoje ninguém fala dos mais de “15 biliões” emprestados pelo BNDES para as telefônicas alienígenas.
explora aqui, e ainda arruma uns caraminguá com juros baratinhos para enviar os lucros para as matrizes.
Francy Lisboa
20 de março de 2014 2:05 pmComo sempre..em “off”
Como sempre..em “off”
Callegari
20 de março de 2014 2:34 pme o que vc acha que
e o que vc acha que aconteceria com esses executivos se seus nomes fossem informados?
além do mais, isso e conhecido, afinal conselheiros tem acesso a toda documentação da Petrobras, mas eles não são pagos para isso, eles são pagos para decidir, e para isso tem assessores cuja obrigação e dar a eles todas as informações relevantes para tomarem a decisão correta,
Alexandre Weber - Santos -SP
20 de março de 2014 2:07 pmNão apuram e nem divulgam os fatos – querem tapear o povo
Quem foi que levantou a lebre desta maracutai para a empresa Belga, um funcionário de alto escalão com informações e poderes mais que privilegiados não é uma expeculação banal.
Quando os nomes vão começar a aparecer? Bem como as cifras ?
Mentes curiosas querem saber.
Tales-cunha
20 de março de 2014 2:07 pmRelembrando o passado
Relembrando o passado recente… Quanto não tinha Judiciário, TCU, Acesso a informação, somente havia o PiG acobertando tudo e todos do PSDB+DEM…
” O escândalo da venda da Companhia Vale do Rio Doce coloca no balaio acusações de propina no leilão, vícios no edital de venda, acusações de que empresa foi subavaliada no negócio; que a empresa americana Merrill Lynch teria repassado informações estratégicas aos compradores meses antes da venda; que parte do dinheiro utilizado pelas empresas para a compra da Vale foi obtida por meio de empréstimos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). E ficou no ar a sensação de que foi um jogo de cartas marcadas.
A transação ocorreu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com a implantação da privatização das estatais brasileiras. A segunda maior empresa brasileira, maior produtora de minério do mundo, foi vendida por R$ 3, 3 bilhões de reais em 1997 e o valor estimado na época do leilão era de R$ 92 bilhões de reais, ou seja, valor 28 vezes maior do que o que foi pago pela empresa. O Consórcio Brasil, formado pela Companhia Siderúrgica Nacional, a Bradespar (do grupo Bradesco) e o fundo de investimentos Previ, arrematou 41,73% das ações por R$ 3,3 bilhões, o suficiente para assumir o controle da empresa.
Ficou no ar a sensação de que foi um jogo de cartas marcadas. Resultado: circulam na Justiça mais de 107 ações que questionam a legalidade do leilão.”
Alexandre Weber - Santos -SP
20 de março de 2014 2:12 pmRetórica de bandido
Justificar o roubo, porque todo mundo rouba é coisa feia. Espero não ver isto nesta administração.
Nicolas Crabbé
20 de março de 2014 6:42 pmDiversionismo…
Em vez de refutar uma acusação grave de incompetência ou fraude, que gerou um prejuízo razoável aos cofres públicos, prefere desviar a atenção sobre outros escândalos do governo anterior.
É a mesma tática usada no “mensalão”: trata-se de um problema de caixa-dois, e como todo mundo faz igual o PT não pode ser condenado.
Sei que a imprensa só mostra os podres (reais ou fictícios) do PT, como nunca chegou a mostrar os podres do PSDB. Mas querer defender a sujeira de um apontando para a sujeira do outro é tática diversionista de quem parece não ter elemento concreto de defesa.
Como se diz: A luz do dia é o melhor desinfetante. Portanto mostrem as provas de que o negócio valeu a pena, foi rentável; ou assumam a responsabilidade pela incompetência ou, se for comprovado, a fraude. Não se pode continuar como se nada estivesse acontecendo, e muito menos defender-se com base no argumento que os outros fizeram igual ou pior.
Dessa forma PT e PSDB se igualam na sujeira.
iron
20 de março de 2014 2:20 pmMas será que estes militantes
Mas será que estes militantes tontos não entendem que a coisa não é contra o PT e seus líderes? Mesmo porque a Petrobras sempre foi incontrolavel pelos governos, sejam militares, do PSDB ou do PT. Quem domina a empresa são os sindicatos e associações de funcionários. O que ocorreu foi muito grave, a empresa perdeu milhões de dolares.O governo, como principal acionista, dispõe de meios para o rastreamento da operação, o famoso siga o dinheiro.
milita
20 de março de 2014 9:12 pmOuve nada disto. A empresa na
Ouve nada disto. A empresa na epoca valia isto mesmo. Tao querendo achar chifre emcabeca de cavalo. Vivva o LULA, viva a nossa petrobras.
Mauro B.
20 de março de 2014 2:42 pmA quem faz paralelos com a
A quem faz paralelos com a Vale, se se preocupassem em saber o que estão falando, a Petro perdeu 147 bi em valor de mercado no governo Dilma e a Eletrobrás 13 bi, ou seja, mais do que a Vale é precificada em bolsa (155 bi), isso deixando de lado a insanidade da dedada nas elétricas, que deveriam ser sua especialidade, e já tem um espeto de 21 bi no tesouro.
Os maiores acionistas da Vale são os fundos de pensão estatais e consequentemente os funcionários públicos.
O fato mais estarrecedor é que a petrolífera PERDE! din din quando o petróleo sobe, caso inédito no universo.
A Vale, privada, GANHOU quando seu produto subiu.
Falam bobagens aos montes mas as telefônicas valem menos do que pagaram quando da privatização.
O PT está “privatizando” e quebrando estatais em proveito próprio e de seu projeto de poder.
Tirando o marketing, Dilma faz o país crescer menos com mais inflação e destroi patrimônio como quem troca de meia.
Uma “Gerentona” completamente despreparada, mas com um voluntarismo arrogante desesperador!
Lula acertou na mosca!
IV AVATAR
20 de março de 2014 3:06 pmO outro lado da moeda
A Petrobrás teve mais de 20 bilhões de reais de lucro em 2013, e FHC a queria vender por míseros 3 bi, como ocorreu com a Vale Arlindo Chinaglia, em discurso na Câmara: “Finalizo, porque o tempo não me permite mais, mas quero retomar esse debate. Hoje, essa empresa de Pasadena está dando lucro. Ou seja, o capital investido, ainda que tenha havido alterações no preço de mercado, ele vai ser recuperado..Por isso, concluo dizendo que, quando a Presidente alertou para um falso… Aliás, falso não, mas de um equivocado parecer jurídico e técnico, ela se referia a uma garantia de rendimento de 6% que não poderia ter sido dada. Segundo, se referia também porque a PETROBRAS foi obrigada a adquirir, quando não queria, e foi uma decisão do Poder Judiciário. Portanto, não foi da PETROBRAS.” http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/03/chinaglia-explica-compra-da-refinria-no.html
Rodrigo Negrão
20 de março de 2014 4:44 pmVocê não prefere comentar a
Você não prefere comentar a notícia sem repetir frases como FHC queria, privatização, PSDB etc.
Estamos falando de algo concreto. Não esta sendo analisada a gestão da Petrobras 12 anos artras, estamos falando de agora.
joe
20 de março de 2014 3:11 pmO PT tem que acabar com essa
O PT tem que acabar com essa proteção a pessoas que só querem se locupletar.
Por quê esses irresponsáveis ainda continuam a ocupar cargos importantes na administração ?
O PT ,em função de acordos/alianças e partidários corruptos ,faz questão de jogar por terra anos de militância e crença em suas propostas.
Presidenta ,demita urgente tais nefastas criaturas e exija uma retratação pública.
Na China e na Coréia do Norte eles já teriam o fim que bem merecem.
almeid
20 de março de 2014 4:36 pmPoucos meses depois de perder
Poucos meses depois de perder o cargo de diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa (foto) já está com novos planos para voltar a atuar no segmento de óleo e gás. Ele abre nesta semana uma consultoria própria, chamada “Costa Global”, além de responder pela divisão de petróleo do grupo Brasilinvest.
O grupo administra atualmente um portfólio de R$ 6 bilhões em investimentos, sendo que foi designado recentemente como consultor especial e banco de investimentos da empresa paraguaia Dahava Petroleos.
Costa foi substituído por José Carlos Consenza na Petrobrás, escolhido após a entrada de Graça Foster na presidência da companhia.
http://www.petronoticias.com.br/archives/12756
CEduardo
20 de março de 2014 6:07 pmLembrei de Fernando Lugo.
Lembrei de Fernando Lugo. Quando se deu o golpe no Paraguai?
http://jovempan.uol.com.br/noticias/dahava-petroleos-saeca-assume-posicao-de-destaque-na-exploracao-de-petroleo-e-gas-no-paraguai.html
almeid
20 de março de 2014 4:40 pmPoucos meses depois de perder
Poucos meses depois de perder o cargo de diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa (foto) já está com novos planos para voltar a atuar no segmento de óleo e gás. Ele abre nesta semana uma consultoria própria, chamada “Costa Global”, além de responder pela divisão de petróleo do grupo Brasilinvest.
O grupo administra atualmente um portfólio de R$ 6 bilhões em investimentos, sendo que foi designado recentemente como consultor especial e banco de investimentos da empresa paraguaia Dahava Petroleos.
Costa foi substituído por José Carlos Consenza na Petrobrás, escolhido após a entrada de Graça Foster na presidência da companhia.
http://www.petronoticias.com.br/archives/12756
Carlos Dias
20 de março de 2014 5:12 pmNa falta do mensalão, requentam esse
pseudo-escândalo…. Ano eleitoral é foda!!!
Bom, mas é um bom indício… Desistiram da tática black Block e vao pela estratégia de sempre, golpe pig-ático… Não dará certo.. o povo ta se fodendo pra refinarias… e não houve nada além de um alarde de sempre…
Mas a Dilma ano que vem pega o PIG lá fora….
Carlos Dias
20 de março de 2014 5:16 pmNa falta do mensalão, requentam esse
pseudo-escândalo…. Ano eleitoral é foda!!!
Bom, mas é um bom indício… Desistiram da tática black Block e vao pela estratégia de sempre, golpe pig-ático… Não dará certo.. o povo ta se fodendo pra refinarias… e não houve nada além de um alarde de sempre…
Mas a Dilma ano que vem pega o PIG lá fora….
Calvin
20 de março de 2014 7:10 pmConcordo.
Como o mensalão não
Concordo.
Como o mensalão não existiu e ninguém está preso, esse prejuízo merreca da Petrobrás (e pensar que a preocupação antes era se ia ter “x” no nome ou não) não vai fazer falta pro povão….
Afinal o que é 1 bilhãozinho de preju em comparação com 21 bilhões de ressarcimento para as distribuidoras de energia, não é mesmo???
evandro condé de lima
20 de março de 2014 10:52 pmVocê pode até estar correto,
Você pode até estar correto, mas, estou sendo repetitivo, que está havendo um conflito (ou me engano) entre ela e o Gabrielli, só não vê qum é cego.
CEduardo
20 de março de 2014 6:43 pmQuero ouvir o Theodore
Quero ouvir o Theodore Marshall Helms, afinal investi na empresa. Ninguém vai chamá-lo?
Flavio Martinho
21 de março de 2014 2:37 amMas isso é mais comum do que
Mas isso é mais comum do que se imagina. Até mesmo na iniciativa privada. O brasileiro é tão bonzinho! Basta lembrar o caso daquele empresário de supermercado, o ex-maior, que perdeu o controle porque ao ouvir muitos elogios do sócio foi assinando todo e qualquer que aparecia na sua frente.
Rodrigo Abreu
26 de março de 2014 2:20 pmSomente um povo muito mal instruido para acreditar na impresnsa
Somente um povo muito mal instruido para acreditar na imprensa nacional. Todos os números e principalmente as comparações entres o preço que a Astra comprou a refinaria e o preço pago pela Petrobras são mentirosos. Manupulados para atacar a imagem da empresa….
A Astra pagous US$ 42 miloes pelos ativos, mais os estoques de petróleo e produtos refinados….A refinaria está localizada em uma área estratégica para escoamento da produção do golfo do méxico e tem grande área de armazenamento…Mas a impressa só fala dos 42 milhões com clara intenção manupulativa e eleitoreira.
Documentos da própria Astra já apareceram mostrando o valor da compra por não menos de US$ 300 milhões.
Esses documentos a imprenssa não fala nem mostra…
Cabe lembrar que na época que o negócio foi feito o cenário era muito diferente e a oportunidade não podia ser perdida, mesmo com essa clusula. Afinal refinarias não são encontradas a venda em preteleiras de supermercados.
Já o preço que e imprensa mostra para o valor da compra da refinaria pela Petrobras, esse sim contempla os estoques…estranho não… como comparar os valores de compra e venda sem levar esse valor tão relevante no preço final. E ainda fazer essa conta sem levar em conta a variação da cotação do petróleo.
Para saber se o negócio vale a pena existe um parâmetro estritamente técnico, que é o preço por barril…
a Petrobras pagou menos de US$ 5000 por barril no negôcio… é so comparar com a média das negociações da época.
Resumindo não acredite na imprensa… antes de formar sua opinião tente ter acesso aos documentos reais e não acredite nas materia pagas publicadas com fins manipulativos
para quem tiver paciencia de ler sugiro ler;
https://bib.kuleuven.be/files/ebib/jaarverslagen/NPM_2006eng.pdf
José Carlos Fix
3 de abril de 2014 3:35 pmComparativos
Nessa guerra de informação, me espanta que não tenha nenhum “aspone” do PT ou dos filiados que faça um simples quadro comparativo de preços de refinarias na época da compra – claro que não é um comércio de diversas negociações por dia, mas duvido que desde 2006 não tenha ocorrido alguns.
Também me assusta que ninguém dia o quanto ela vale hoje e quanto lucra por ano. Essa p*** deve constar em algum relatório publicado para o Mercado, já que a Petrobras está na Bolsa.
Seria didático para distribuir nas redes sociais