5 de junho de 2026

Eletrobras: um “Cavalo de Tróia” das privatizações, por Carlos des Essarts Hetzel

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Eletrobras: um “Cavalo de Tróia” das privatizações

por Carlos des Essarts Hetzel

Continua a incontrolável obsessão de Temer pela entrega de todo e qualquer patrimônio nacional, que represente a certeza de desenvolvimento do país com soberania e independência.

Depois da tentativa de repassar toda a infraestrutura de telecomunicações “de graça”, no valor subavaliado de 105 bilhões de reais às operadoras, chegou a hora da privatização da Eletrobras, um verdadeiro presente dos deuses para o capital internacional e um “presente de grego” para o povo brasileiro.

A privatização não está sendo preparada por amadores, mas por profissionais altamente qualificados em desnacionalizar o patrimônio nacional.

Neste caso, a estratégia é a do “CAVALO DE TROIA”. Dentro, escondido em nas entranhas, um segredo estratégico que ninguém pode ver.

Vamos aos fatos;

Os eixos principais dessa privatização, conforme descrito em documento entregue aos parlamentares do Congresso Nacional pela Federação dos Urbanitários, Sindicato dos Urbanitários de PE e Coletivo Nacional dos Eletricitários, são:

Privatização: repasse dos ativos da Eletrobrás para o setor privado com o objetivo de tapar o rombo fiscal. De acordo com a proposta apresentada, 1/ 3 do valor arrecadado ficaria com a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) e os outros 2/ 3 ficariam com a União, que poderá ou não repassar esse valor à Eletrobrás.  

Transferência do mercado regulado para o mercado livre da energia das usinas hidrelétricas com consequente elevação das tarifas para os consumidores.

A energia produzida por essas usinas passaria do valor médio de R$ 40,00 o MWh para quase R$ 200,00.

O Ministério das Minas e Energia propõe a retirada, até 2028, de todos os subsídios para as fontes alternativas (Eólica, Solar, Biomassa), o que certamente freará o avanço do país nessas áreas, comprometendo inclusive os compromissos do Brasil com as metas do acordo climático firmado na COP-21.

Outro efeito nocivo será a criação de um mercado especulativo de energia, já que o governo propõe a ampliação do mercado livre para consumidores de até 75 KW. Ou seja, será criado um sem número de agentes atravessadores de energia no varejo que vão ganhar dinheiro sem produzir um único kWh de energia.

As consequências desse modelo que transforma a energia elétrica, um bem de interesse público, em um simples produto de mercado, serão desastrosas.

Como se não bastasse tanto entreguismo e desapego com o patrimônio nacional, com a nossa soberania, gostaria de esclarecer que este pacote de maldade, não pára por aqui.

As rotas dos cabos de alta tensão, os chamados linhões, carregam em seu núcleo cabos de fribras óticas, que formam uma das maiores redes de fibra do planeta utilizando a tecnologia OPGW. Ou seja, entregam a Eletrobras a preço de banana podre e o comprador, com certeza, multinacional, leva, de lambuja, a maior rede de fibra óptica do país e uma das maiores do mundo.

 rede que forma um “cinturão óptico”, foi construída ao longo de décadas por empresas estatais, ou seja, com dinheiro público, mais propriamente pela Eletrobras, com finalidades específicas como, por exemplo, o serviço de comunicação de dados em alta velocidade, a famosa “Banda Larga”, hoje prestado pela Telebras / Eletronet. Os contratos de prestação de serviços essenciais, certamente serão revistos quando privatizado o setor elétrico, com enorme prejuízo à população.

Rede atual da ELETROBRÁS:

Esta entrega é uma verdadeira afronta ao povo brasileiro e um desprezo e desrespeito à segurança nacional, logo, às Forças Armadas.

Como jabuti não sobe em árvore, devemos estar cientes que, isto que estamos vendo, mais uma vez, foi colocado por Temer.

Energia elétrica é a chave, comunicação o meio para o desenvolvimento do Brasil.

Este é o “combo” da entrega de setores estratégicos e essenciais da nossa soberania, que devemos evitar, pois não merecemos que esses apátridas entreguem de vez o nosso país.

 

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

10 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. ViniciusMeirelles

    29 de agosto de 2017 7:44 pm

    Mais um texto lúcido do

    Mais um texto lúcido do Carlos Hetzel, que nos deixam extremamente preocupados com o futuro do Brasil.

    Será que não há mais oficiais superiores Nacionalistas? Será que é só o General Villas Boas???

     

    1. P.H.

      29 de agosto de 2017 10:46 pm

      Olha, Vinicius Meirelles, eu

      Olha, Vinicius Meirelles, eu estou chegando à conclusão de que realmente não existem mais oficiais Nacionalistas, eu percebo que o neoliberalismo já chegou até mesmo nas escolas militares. Eu digo isso pq andei tendo contado com algumas pessoas que sairam de escolas militares para serem servidores públicos civis e percebo o quanto eles falam besteira com relação às riquezas de nosso país, é impressionante, é uma cabeça de pessoa que lê a Veja e assiste ao JN, é uma baboseira atrás da outra, alguns já até andaram defendendo esse governo golpista, eu fiquei abismado quando vi uma pessoa oriunda de escola militar superior falando uma besteira  dessa..

  2. luiz cezare vieira

    29 de agosto de 2017 10:09 pm

    Epopéia sem glória

    Irresponsabilidade total privatizar bens públicos estratégicos e amortizados. O neoliberalismo projeto fracasssado no mundo inteiro por beneficiar apenas o capital principalemnte o financeiro, dá um passo enorme e não vejo nenhuma manifetação popular de peso. Agora uma coisa é certa, somos contra as privaitizações mas não construímos empresas públicas dignas deste nome. Elas sempre foram alvo de corrupção e interesses de grupos políticos. Sou favorável a estatização total do setor elétrico, em determinado  momento da história isto vai acontecer de novo. 

    1. ze sergio

      29 de agosto de 2017 11:22 pm

      epopeia….

      Caro sr., isto só é possível no Brasil. País de 200 milhões de  analfabetos, ignorantemente ideologizados, que não sabem fazer nem contas. Eu sou brasileiro. Incluem-se a toda esta tragédia nossa Elite. Elite esquerdopata anticapitalista tupiniquim. Elite que não sabe, nem se considera Elite. Esquerda que não é Esquerda. Quem disse isto foi Florestan Fernandes. Fonte onde tantos bebem. Se pseudo-anticapitalistas, o Capital não pode ser a Solução. Então, o que interessa se subavaliada a Infraestrutura de Telecomunicações, apenas Telecomunicações em 105 bilhões de reais (R$ 105.000.000.000,00.Importante é ter um celular para dar uns “zaps”. Empregos, tecnologia, empresas nacionais, soberania, recursos financeiros, ascenção social, menor pressão sobre o Estado, liberdade….Para que tudo isto? Privatiza para livrar-nos do problema !! O que importa se o Sistema Eletrobrás, todo construído com recursos nacionais, desde as dezenas de Usinas Hidrelétricas, Milhares de Kms. de Rede de Transmissão e Distribuição, gerarem R$ 30.000.000,00 por hora. Isto é só Capital. Para que ser dono disto tudo, como o Governo Militar ( e pouco importa o governo) fez com Planos de Expasão de Telebrás e Telesp. Não era o telefone que era seu e custava caro. Você era Dono da Empresa e sócio através de ações da Cia. (quem vendeu suas ações na época da privatização, malandragem das empresas estrangeiras para enxugar e potencializar o mercado, com as bençãos de governos socialistas tupiniquins em ascenção, sabem disto).E todas as reservas minerais? E todo o Pré-Sal? E toda a Petrobrás? E centenas de Estatais? Mas isto é só capital. E somos AntiCapitalistas, não é mesmo? O Brasil se explica. Nossa miséria e mediocridade também. 

    2. ze sergio

      29 de agosto de 2017 11:22 pm

      epopeia….

      Caro sr., isto só é possível no Brasil. País de 200 milhões de  analfabetos, ignorantemente ideologizados, que não sabem fazer nem contas. Eu sou brasileiro. Incluem-se a toda esta tragédia nossa Elite. Elite esquerdopata anticapitalista tupiniquim. Elite que não sabe, nem se considera Elite. Esquerda que não é Esquerda. Quem disse isto foi Florestan Fernandes. Fonte onde tantos bebem. Se pseudo-anticapitalistas, o Capital não pode ser a Solução. Então, o que interessa se subavaliada a Infraestrutura de Telecomunicações, apenas Telecomunicações em 105 bilhões de reais (R$ 105.000.000.000,00.Importante é ter um celular para dar uns “zaps”. Empregos, tecnologia, empresas nacionais, soberania, recursos financeiros, ascenção social, menor pressão sobre o Estado, liberdade….Para que tudo isto? Privatiza para livrar-nos do problema !! O que importa se o Sistema Eletrobrás, todo construído com recursos nacionais, desde as dezenas de Usinas Hidrelétricas, Milhares de Kms. de Rede de Transmissão e Distribuição, gerarem R$ 30.000.000,00 por hora. Isto é só Capital. Para que ser dono disto tudo, como o Governo Militar ( e pouco importa o governo) fez com Planos de Expasão de Telebrás e Telesp. Não era o telefone que era seu e custava caro. Você era Dono da Empresa e sócio através de ações da Cia. (quem vendeu suas ações na época da privatização, malandragem das empresas estrangeiras para enxugar e potencializar o mercado, com as bençãos de governos socialistas tupiniquins em ascenção, sabem disto).E todas as reservas minerais? E todo o Pré-Sal? E toda a Petrobrás? E centenas de Estatais? Mas isto é só capital. E somos AntiCapitalistas, não é mesmo? O Brasil se explica. Nossa miséria e mediocridade também. 

  3. Obesrvador Atento

    30 de agosto de 2017 12:25 am

    Requiao, carta aberta sobre privatizações

    Vale a pena reproduzir a palavra de Requião sobre a farsa das privatizações.

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=vVyQ45sLgS8&list=PLGut6j1LWbS59EDDAbYfqvwt0xmRNGCrX&index=88%5D

    1. Serjão

      30 de agosto de 2017 4:19 am

      Atento…

      Grande Requião.

  4. P.H.

    30 de agosto de 2017 3:50 am

    Enquanto isso, os chineses…

    Enquanto isso, os chineses não estão perdendo tempo. Realmente, é impressionante como o Brasil não quer ser soberano mesmo. Só de pensar que na década de 80 a nossa participação no comércio mundial era maior do que a da China. Hoje, no entanto, eles já estão muito mais avançados.

     

    Primeiro grande avião chinês é símbolo do “Made in China 2025″
    11-12-2015-c919-pano.jpg

    O primeiro avião comercial de grande porte fabricado na China é o símbolo do plano do governo para tornar o país asiático um importante produtor de alta tecnologia. O governo local quer acabar com a imagem de o país ser apenas um fabricante de bens de baixo valor agregado. Eles querem transformar a China em produtor de robôs, medicamentos, carros elétricos, aviões e equipamentos aeroespaciais. O plano tem nome e até prazo: “Made in China 2025”.

    O C919, o primeiro avião comercial de grande porte fabricado na China, é o primeiro passo para transformar a China em um país produtor de alta tecnologia. Ele começou a ser desenvolvido em 2008 pela empresa estatal Commercial Aircraft Corporation of China (Comac), com sede em Xangai. Em maio deste ano, fez seu voo inaugural no Aeroporto Internacional Pudong de Xangai, de onde decolou e posou.

    O modelo tenta disputar um mercado dominado por Airbus e Boeing. A ideia do governo chinês é colocá-lo para voar comercialmente no mercado interno em 2021 e, depois, no mercado internacional. Antes disso, eles precisam fabricar mais sete aeronaves do mesmo tipo para conseguir a certificação da Administração da Aviação Civil da China e, assim, ter autorização para fazer voos domésticos.

    O C919, lançado nas cores branco, azul e verde, tem capacidade para transportar entre 158 e 168 passageiros. O modelo consegue fazer viagens de até 5.550 quilômetros e emite 12% a menos de dióxido de carbono do que seus concorrentes diretos, o B737 da americana Boeing e o A320 da europeia Airbus.

    Made in China 2025

    Além de avião, a China quer fabricar outros produtos de alta tecnologia. O plano do governo inclui incentivar a inovação em dez setores-chave, como robótica, aviação, informação tecnológica, equipamentos médicos e eletrônicos e indústria biofarmacêutica.

    De acordo com a Agência Brasil, o governo chinês tem criado, junto com grandes empresas, parques tecológicos, incubadoras e startups. Outra aposta são os centros de excelência, áreas na China que oferecem uma série de incentivos fiscais e financeiros as empresas que se estabelecem nos locais.
    5862747129_16c0fd801b_b-640x425.jpg

    c919-a-Rz5NcJEK26hwfYela6THI1N-1200x800%

    C919-cockpit-953x640.jpg

    c919-rollout-web.jpg

    c919ff.png

    COMAC_B-001A_May_2017.jpg

    main-qimg-07b482b26df7ec03bf592d5cae1e7c

    http://www.gazetadop…awqvq6aetood2rd
    Fonte: Rafael Matera blog Direto da Pista 28 AGO 2017

  5. Serjão

    30 de agosto de 2017 4:24 am

    O Desmanche

    Energia, petróleo, BB, CEF, minérios, correios…

    Não vai sobrar País!

  6. VINICIUS RODRIGUES LUCAS DA SILVA

    28 de outubro de 2017 9:03 am

    Já sei que quem escreveu essa
    Já sei que quem escreveu essa matéria é esquerdista

Recomendados para você

Recomendados