Por André Kahns
Nassif, dúvida minha. Se for possível postar no blog, agradeço:
A luz, que caiu por volta das 16h, acabou de voltar.
Aqui de cima, fiquei observando o trabalho do pessoal da Eletropaulo.
Um caminhão vai até o poste onde fica o transformador. Eles estacionam e colocam cones e fitas de isolamento em volta da área toda. Ai soltam um monte de travas para liberar o braço mecânico e a grua.
Estão em 3 caras. Um deles coloca os equipamentos de segurança e entra na cesta que fica na extremidade do braço mecânico. O segundo vai para a cabine e começa a subir a cesta, enquanto o terceiro berra instruções que nenhum dos dois escuta direito. Um galho de árvore impede que a cesta alcance a extremidade do poste. O cara tenta se desvencilhar do galho. Não consegue. Tenta de novo. Nada. Desiste. A cesta baixa. O cara que grita pega uma motosserra e entrega para o cara da cesta. Que sobe de novo. Na terceira tentativa, consegue se aproximar o suficiente para serrar o galho. O galho serrado cai sobre um outro galho logo abaixo que não aguenta a carga, quebra e cai em cima do capô de um carro estacionado. O capô amassa. O gritão grita, o da cesta se assusta e o da cabine ri. De volta ao trabalho. A cesta baixa, a motosserra volta para o seu lugar e o que grita entrega uma vareta para o da cesta. A cesta sobe. O da cesta tenta alcançar com a vareta uma chavinha, tipo um disjuntor. Alcançando, ele empurra a chavinha e “plim”, volta a luz no bairro todo. Tempo total da operação: uns 40 minutos. Tempo de espera: 8 horas. Tempo para virar a chavinha: 3 segundos.
Ai vai a pergunta para os amigos engenheiros: por que catzo esse disjuntor não fica próximo ao chão, ao alcance das mãos?
Zanchetta
19 de maio de 2014 11:34 am…por que catzo esse
…por que catzo esse disjuntor não fica próximo ao chão, ao alcance das mãos?
Assim qualquer um pode desligar?
Em um país onde se rouba o fio de cobre dos postes, vc quer que roubem o disjuntor também?
Agora, mudando de assunto, onde estava o prefeito que não previu que podia chover granizo em São Paulo e bagunçar todo o transito da capital?
Ou isso é uma anomalia climática que ocorre a cada 3000 anos?
Besteiretta
19 de maio de 2014 12:30 pmA desinterpretação dos fatos
O trânsito de São Paulo foi criado pelo “prefeito” (diga o nome e partido a ele!) Décadas de Malufs e quetais.
E precisa chuva de granizo?
Na minha áeregião (Morumbi) qualquer garoa ou brisa mais intensa derruba a rede.
Pior, como no caso do post, toma tipicamente umas 8 horas para voltar.
Porque levam umas 7 horas só para aparecer.
Pior, com estes vareteiros, já queimaram diversos aparelhos elétricos em minha casa (som, TV, PC, geladeira, etc.)
E na hora de ressarcir a briga é boa. Somos todos “malandros”…
Nem nos tempos de 1950 era assim tão ruim, pelo menos em bairros de classe média.
Ao invés de criticar a privatização de serviços públicos em monopólio, ou a não coletivização do transporte público, o rapaz consegue achar a culpa no “Haddad do PT”.
Isso é que é opiniorréia! (crônica)
AlvaroTadeu
19 de maio de 2014 12:40 pmOs tucanos que relincham.
Hoje acordei poeta. Zanchetta rima com picareta. Onde estava o prefeito que não previu chuva de granizo em maio, em pleno inverno paulista? Zanchetta, Se o Serra sempre erra e nunca previa, se o Kassab nunca se sabe, por que o Haddad teria de adivinhar? Se o José “Privataria Tucana” Serra tivesse previsto, não teria havido o imprevisto hoje, não é? E que diabos, onde no mundo há prevenção contra granizo? Os USA, país mais rico do mundo, a cada furacão que passa pela Flórida ou litoral sul, assistem a terríveis destruições e muitas mortes. Por que será que o Obama não pode impedir furacões? Zanchetta, pede pra sair. Com as bobagens que você diz, compromete a já combalida credibilidade do seu partido, o PSDB. Sei não, mas os tucanos não vão pagar seu salário de maio. Você é pago para caluniar, mas suas calúnias têm de obedecer à Lógica e à Razão. Caso contrário, com suas boçalidades, você compromete um partido perdido e fraturado. Em 2015, se derrotado, a sigla terá o mesmo passado glorioso da ARENA, PDS, PP, PFL, etc.
Paulo F.
19 de maio de 2014 2:08 pmPor partes
Para as perguntas tão bem intencionadas vamos a uma resposta por partes:
a) Acho que deveria estar o prefeito em casa ou aproveitando a “Virada Cultural”.
b) Não sendo Haddad físico especializado ou meteorologista , ele não tem a obrigação de fazer qualquer previsão de tempo.
https://uspdigital.usp.br/tycho/CurriculoLattesMostrar?codpub=47A1A7EE7274
c) Anomalia que ocorre a cada 3000 anos é o apagão de gestão estadual.
Quanto a essa pretensa anomalia de 3000 anos, climática,há dúvidas sobre a mesma, pois não foram feitos considerações sobre os efeitos da urbanização sobre microclima da área. Há 3000 anos essa área era coberta de vegetação o que altera sensivelmente o microclima da região. Só para citar uma das muitas críticas possíveis.
d) Previsão da ocorrência de granizo: transcrevo o que foi escrito pela Climatempo em http://www.climatempo.com.br/destaques/tag/granizo/ ,o detaque no 1º parágrafo é meu:
“A grande quantidade de granizo que caiu sobre bairros de São Paulo no fim da tarde de do domingo, 18 de maio de 2014, não era esperada. Mas mesmo que os meteorologistas tivessem previsto e alertado sobre a possibilidade de ocorrência do fenômeno, é muito pouco provável que acertassem que iria cair tanto granizo e tão grandes!
Em alguns locais, o granizo tinha quase o tamanho de um ovo. Granizos grandes assim ou em grande quantidade podem causar danos severos em carros, edificações, matar pessoas e animais.
Eventos como este de 18 de maio de 2014 em São Paulo, são raros e poucas vezes observados, mas já ocorreram sobre a capital paulista e em outros locais do país.
A granizada de 18 de maio de 2014 entra para a história de casos meteorológicos especiais de São Paulo e certamente vai motivar estudos mais aprofundados.
Aqui, você tem uma compilação de todas as fotos e matérias que foram publicadas no site da Climatempo sobre este evento.
Agradecemos a colaboração de todos.”
Previsão de tempo NÂO é como em filme de Hollywood!
e) Arrisco dizer que a ocorrência de uma supercell thunderstorn causou o evento.
e)Tá nervoso? Vai pescar! Acalma as idéias!
Ivan de Union
19 de maio de 2014 8:52 pm“Em alguns locais, o granizo
“Em alguns locais, o granizo tinha quase o tamanho de um ovo. Granizos grandes assim ou em grande quantidade podem causar danos severos em carros, edificações, matar pessoas e animais”:
So lembrando: se ha menos agua na atmosfera ha menos reacoes quimicas.
O que eh dizer que o ar frio ja nao tem razao quimica pra se aquecer.
Quanto ao comportamento atmosferico, o granizo nao vai “melhorar” nao. Vai piorar.
DanielQuireza
19 de maio de 2014 11:35 amNâo sou da área, mas creio
Nâo sou da área, mas creio que seja para que nenhum engraçadinho fique mexendo nele durante o dia.
gerson m
19 de maio de 2014 11:59 amporque a alta tensão vai
porque a alta tensão vai matar um curioso.
Wsobrinho
19 de maio de 2014 12:03 pmRealmente a trapalhada foi
Realmente a trapalhada foi diverdida, mas por questão de SEGURANÇA, o disjuntor tem ficar bem longe do alcance das mãos. Quando ao galho, a manutenção ANUAL deveria manter os galhos afastados da rede, para não atrapalhar, e as frequentes quedas, são normalmente resultado e sobrecarga por falta de investimentos o que as empresas “privatizadas” nem sempre gostam de fazer. Existem equipamentos mais modernos hoje que podem ser acionados remotamente, mas isto eles deixam para as redes nos EUA, Canadá…
André Paulistano
19 de maio de 2014 12:14 pmPorque a fiação não está enterrada
Não é a árvore que atrapalha o poste.
É o poste que atrapalha a árvore.
Se a fiação fosse enterrada, o trabalho seria o de entrar por uma tampa na calçada ou na rua, ir até o local do disjuntor e ligá-lo.
Tempo total: 5 min (abrir a tampa, entrar, ligar, sair e fechar a tampa)
O cesto ainda teria serventia para trocar lâmpadas de iluminação.
Enterrando a fiação, quem sabe até os apagões da Eletropaulo acabariam.
Paulo F.
19 de maio de 2014 1:17 pmEsta é facil responder
Porque a rede subterrânea custa de três a quinze vezes mais que a rede aérea (por postes).
Rede subterrânea é coisa de pais rico!
Monier.,.,.,.
19 de maio de 2014 10:24 pmNessa do custo eu tenho que
Nessa do custo eu tenho que concordar. E quem já entrou naquela cabine subterrânea, vê que é bom para o público externo. Mas para o trabalhador é uma entrada para o inferno. Se não tiver rato, já é bom sinal de que não tem vazamento de gás, nem inundação por esgoto.
Henrique Reis Jr
19 de maio de 2014 12:21 pmDe quem trabalha na área de distribuição.
Trabalho em uma empresa de energia elétrica na área financeira das distribuidoras do grupo. Resposta simples: porque tem babaca que vai e desliga a porcaria do disjuntor. Esquece a questão de gente que não entende falando do que não sabe. A tensão não é tão alta a ponto de se a chave fosse em baixo iria matar alguém. É linha de distribuição em área residencial. O problema mesmo é que o fácil acesso facilita o vandalismo. Numa sociedade mais educada onde qualquer moleque bêbado não tem necessidade de aparecer pegando um cabo de vassoura e desligando a luz da rua a chavinha podia ser embaixo.
André Oliveira
19 de maio de 2014 9:37 pmMeu caro colega de
Meu caro colega de blog,
Nessa linha a tensão é de mais de 10.000 Volts. A localização da chave é definida, sim, por questões segurança. E sim, a chave pode matar alguém que tente manobrá-la inadvertidamente. Não por acaso o pessoal da equipe de manutenção só a manobra usando uma longa vara que é isolada eletricamente mesmo quando submetida a altas tensões elétricas, e mesmo assim com luvas . Não pode ser qualquer vara, uma haste de bambú nem cabo de vassoura porque a alta tensão pode romper a rigidez dielétrica desses materias e ai eles passam de isolantes a condutores de eletricidade eletrocutando o infeliz que estiver na outra ponta. Com 10 ou 15mil volts não sobra muito prá botar no caixão, o corpo é incinerado instantaneamente.
Fernando Antonio Moreira Marques
19 de maio de 2014 12:25 pmFusível de Alta Tensão
A “alcinha” que o missivista mencionou deve ser o berço do fusível de alta tensão de 13.600 Volts que fica bem acima da rede de baixa tensão 110/220 Volts que corre mais embaixo nos postes, proximos dos cabos de telefonia, TV a cabo e outros serviços que insistem em ser aéreos nas cidades brasileiras.
Nesta tensão pula centelha para coisas próximas a esta rede, como galhos de árvore umidecidos pela chuva, linhas de pipas, etc. Diga-se de passagem totalmente letal.
BRAGA-BH
19 de maio de 2014 12:37 pmTrata-se de um trafo
Trata-se de um trafo auto-protegido. Além das chaves fusíveis que protegem a rede como um todo, existem os disjuntores que protegem a baixa tensão e consequentemente o transformador. Quando de eventos fortuitos como uma descarga atmosférica, sobrecarga por uso de chuveiros ou até mesmo um curto-circuito causado por árvores (bem provável na sua história), a proteção mais próxima é seletiva e vai interromper o circuito. O disjuntor deve ficar o mais próximo possível do centro de carga e normalmente este disjuntores não possuem proteção contra intempéries (chuva, sol, calor e frio) por isso ficam localizados em caixas próximo ou no trafo para segurança de terceiros!
paulo21
19 de maio de 2014 12:59 pmMotivo: segurança
André,
Excelente pergunta, o motivo é segurança à vida. O perigo está na corrente elétrica, o valor fatal está entre 100mA e 200mA. Veja como é distribuída a energia elétrica http://www.abradee.com.br/setor-de-distribuicao/a-distribuicao-de-energia.
A energia que chega até nossas residências é distribuída nas chamadas “redes de baixa tensão” cuja tensão varia de estado para estado: 380V/220 V, 220V/127V – Sistema trifásico e 220V/110V – sistema monofásico com tape(O primeiro valor é o que chega no poste, o segundo é a tensão na residência do consumidor). Por exemplo, nas residências que a tensão na tomada é 110V monifásico, a distribuidora tem no poste 220V. Fonte http://www.ufjf.br/flavio_gomes/files/2011/03/Material_Curso_Instalacoes_I.pdf
Primeiro alguns conceitos usados em eletrotécnica: Tensão é medida em Volts(V), Corrente é medida em Ampere(A) e Potência, medida em W ou VA, que a grosso modo é igual a V(tensão) multiplicada por A(corrente).
Logo, se a potência no poste for de 75KW(75.000W), e a tensão for 220V teremos uma corrente de 340A! (Cálculos aproximados.) Ou seja, teremos uma corrente mais 1700 vezes maior que a fatal.
Por isso, os fios e disjuntores estão o alto. E os trabalhadores usam uma série de proteções para evitar eletrocuções.
Fontes
http://www.cemat.com.br/files/2012/06/NTE013-Fornecimento-de-energia-el%C3%A9trica-em-baixa-tens%C3%A3o-9.-edi%C3%A7%C3%A3o.pdf
http://www.celpa.com.br/wp-content/uploads/2013/03/NTD-01-Fornecimento-de-Energia-El%C3%A9trica-em-Baixa-Tens%C3%A3o-22032013.pdf
http://www.aneel.gov.br/aplicacoes/consulta_publica/documentos/Nota%20T%C3%A9cnica_0075_DANIEL_SRD.pdf
http://www.eletrobrasrondonia.com/ConsultaPublica/Minuta/NDEE_2_BT_EDIFICACAO%20INDIVIDUAL_VERSAO_DEZEMBRO_2013.pdf
http://www.abradee.com.br/setor-de-distribuicao/a-distribuicao-de-energia
AlvaroTadeu
19 de maio de 2014 1:04 pmEletropaulo, Eletrorroubo.
Durante várias décadas Século XX, a energia elétrica na cidade de São Paulo era provida pela Light, uma empresa canadense. Havia uma concessão de 70 anos que estava prestes a se expirar, daí, não havia investimentos. Após a expiração da concessão, toda a empresa seria devolvida ao governo brasileiro. Mas os avós tucanos na Ditadura Geisel “compraram” a Light por centenas de milhões de dólares, três anos antes de ser devolvida de graça. Maluf era interventor no estado (“governador biônico”, como dizia a imprensa da época) e sei lá por que meios, tornou-se “dono” da Light, cujo nome mudou para Eletropaulo, numa auto homenagem não muito discreta.
Até a construção de Itaipu, era comum faltar energia elétrica na cidade. Na Administração Fernando Henrique, resolveram privatizar para pagar a dívida impagável do Brasil. Venderam a Eletropaulo para a ENRO, uma empresa norte-americana metida em negócios obscuros. Obscuros demais para uma empresa que se propunha a dar a luz. Essa ENRO faliu algum tempo depois. Foi uma vergonha.
Mas o que eu queria dizer, que desde a Light, nos anos 10 do Século XX, quando iluminou o centro de São Paulo, já usou a solução aterrada. Postes, apenas nos bairros longe do centro. Na privatização tucana, A Eletropaulo comprometeu-se a embutir o cabeamento do centro expandido (onde vigora o rodízio de veículos) num prazo de 5 anos. Isso só foi feito num pequeno trecho da Rua…Oscar Freire! Hoje, a Eletropaulo alega que teria de aumentar absurdamente a tarifa de energia para cumprir sua parte no contrato de privatização (doação?). Como o prefeito petista vai encarar, se nossa grande imprensa vai colocar a turba toda contra ele? É horrível, mas penso assim: a única solução possíve hojel, criar um fundo de 5% sobre as tarifas elétricas da cidade e a Eletropaulo enterrar o cabeamento ANTES de começar a receber. Qualquer tempestade que derrube árvores em cima da fiação, ou qualquer motorista bêbado que derrube um poste, milhares de pessoas ficam sem luz. Quem mora no vigésimo andar de um edifício qualquer e subiu todos eles de escada, carregando compras de supermercado sabe do que estou falando.