Esse é o título do simpático blog da BBC Brasil, que “traz contribuições de um grupo de estudantes de Oxford em viagens por diferentes cidades brasileiras ao longo de 2014”. A primeira postagem é de 31 de janeiro. Duas estudantes participaram até agora.
Os posts são ótimos. Ao mesmo tempo em que se surpreendem com o jeito brasileiro de ser, como as dificuldades da blogueira Lily Green com nossas gírias e regionalismos (LINK), há também acuradas observações sobre nossos problemas mais sensíveis, como machismo, racismo e segregação.
Do BBC Brasil
Yara Rodrigues Fowler – Estudante, Universidade de Oxford
Sou metade brasileira, metade britânica. Nasci e fui criada em Londres, mas, em viagens frequentes e contato com a família de minha mãe, criei laços que fazem de mim uma cidadã de dois países.
Amo o Brasil, mas, entre o Natal e o Ano Novo, época em que geralmente visito minha família em São Paulo, um episódio me fez lembrar um aspecto da sociedade brasileira que me deixa envergonhada. A empregada estava de folga e ofereci cozinhar para a minha família. Éramos umas 15 pessoas no total. Aprendi a cozinhar com meus pais e, desde que fui para a faculdade, dois anos atrás, cozinho praticamente todos os dias.
A maior parte da minha família adotou o discurso do “deixa disso” e não conseguia entender por que eu queria ir para a cozinha. “Imagine! Deixa que a gente chama uma pizza!” Cozinhar não era normal. Lavar a louça, jamais! Eu insisti e, no final, acho que todos aprovaram meu espaguete com camarão, alho, limão, um pouquinho de pimenta e nozes.
Minha família brasileira é de classe média, daquelas com médicos, engenheiros e advogados. O interessante é que minha família inglesa é bem parecida no que diz respeito a profissões. A diferença? Todo mundo cozinha, lava louça e arruma a própria casa. Na Inglaterra, ter uma empregada cuidando de tudo é coisa de paródia de aristocrata inglês.
Também sempre estranho quando vejo, em São Paulo, prédios com um elevador “social” e outro de “serviço”. O texto da lei contra discriminação, geralmente dentro do elevador, torna a divisão ainda mais óbvia. Outra coisa que me chama a atenção são as babás e empregadas de uniforme, ou com suas roupas brancas.
Eu não sei como reagir. Usar o elevador “social” faz com que eu me sinta muito envergonhada. Deixar o meu prato para uma empregada de uniforme lavar faz com que eu me sinta muito envergonhada. A segregação e o regime de servidão praticados pela classe média do Brasil me deixam muito envergonhada. Por que sinto essa sensação? Porque, ainda que more longe, sou parte deste país.
Me parece que a classe média do Brasil, em geral, está insensível a isso. É uma insensibilidade manifesta, por exemplo, na exigência de um uniforme que mascara a individualidade das pessoas – que faz com que certos grupos ignorem e se sintam bem com a segregação com qual vivem na sua vida diária. São as ‘damas de branco’ que cuidam de filhos alheios, o elevador de serviço, o quarto de empregada sem janela… É o apartheid à brasileira.
Em Londres, onde eu cresci, existe desigualdade social, econômica e racial que também é visível no dia a dia. Oxford, a universidade onde eu estudo, tem poucos estudantes de classes mais pobres. Não existe utopia na Inglaterra. Por outro lado, não me parece existir um sistema de dessensibilização tão forte. Quando eu era criança, estudei em uma escola pública, brinquei no parque público, e não convivi com instrumentos tão óbvios de segregação no dia a dia.
Peço desculpas se ofendi alguém com minha crítica. Minha sensação vem das experiências que tive do Brasil que nunca irão representar o todo. Eu gostaria muito de saber o que jovens da minha geração acham deste assunto e se eles acham que a mentalidade está mudando no Brasil. O que vocês acham?
Velho Novo
17 de fevereiro de 2014 3:58 pmFollow the Money
Morei em terras britânicas e talvez possa ajudar, embora não seja provavelmente da sua geração, pois não sou um jovem (de idade).
Vc não está muito errada em suas percepções, mas acho que posso ajudá-la a aperfeiçoá-la um tanto.
O primeiro ponto diz respeito à concentração de renda (em outras palavras, desigualdade) que permite que alguns tenham muito e muitos tenham só algum (se tanto).
O que faz com que a sobra de uns permita explorar a falta de outros.
Tios meus, diplomatas brasileiros na Índia (anos 50) faziam um grande esforço para NÃO ter mais do que 12 (doze!) empregados, pois o assédio era permanente. E os serviçais “bem” sucedidos sentiam-se “premiados”.
Se bem me lembro, uma “au pair” (geralmente portuguesas) em Londres cobrava (inicio dos 80) no mínimo £ 6 a 8 por hora ou uns R$ 200/300/dia (só limpeza). Este é um valor que estamos chegando recentemente, mas não sei quanto estaria agora por aí. Como expatriado, até meu ótimo jardineiro vinha uma vez por semana, pago (também) pela empresa em que trabalhava.
Por outro lado, esta discussão de elevador de serviço é uma deturpação que costuma existir apenas em prédios mais “cheirosos” (se vc não conhece a expressão, de gente pretensamente “diferenciada”, mais “chic”…).
Elevadores de serviço, legalmente, existem para transportar carga (mudanças), bagagem, pessoas (moradores) em trajes esportivos (praias e piscina, ginástica,etc.), por suadas ou molhadas, compras (supermercado), etc.
Não é portanto um costume brasileiro, mas de uma parte “cheirosa” que aproveita esta característica para segregar, principalmente quando além dos elevadores, há entradas e halls separados.
Uma das mudanças que trazem reações conservadoras (destas diferenças) é exatamente que hoje, tanto por novas leis (custo do emprego doméstico) quanto por melhor distribuição de renda, este “preconceito” ou “abuso” estará cada vez menor, pelo maior igualdade econômica (ou menor pobreza).
Portanto, um dos bons indutores de preconceito (pelo menos aqui) é reflexo eminente da dgrande iferença econômico-social.
Ao contrário do que alguns gostam de pensar, ter empregadas não é mesmo sinônimo de ser (país) desenvolvido.
E atualmente, nós estamos nos desenvolvendo (socialmente).
Para desespero destes que “empregam”.
FVX
17 de fevereiro de 2014 4:16 pmE facil falar criticar o 3º mundo, mas não è que…
…tivemos bons professores!
http://www.youtube.com/watch?v=K2k1iRD2f-c
Eneuton
17 de fevereiro de 2014 4:39 pmNão se adentra o Século XX
Não se adentra o Século XX sob o regime da escravidão, impunemente.
Ps. Antes que algum desavisado me lembre que Lei Áurea é de 1888, é necessário dizer que uma coisa é o que está no papel, outra é a realidade nua e crua. A propósito, em cidades do Nordeste até os anos 50/60 (não posso dizer do resto pois não conheço) madames pediam ajuda à policia para “buscar” empregadas domésticas que tinham se evadido do “emprego”. A propósito, as empregadas não tinham férias, feriado, e estavam à disposição 24h do dia. E a maioria trabalhava por um prato de comida, ou então por salários ínfimos.
É por isso que, por conta de um pouco de avanço social nesses últimos tempos, se fale de que estamos nos tornando uma Cuba ou Venezuela.
adolpho
17 de fevereiro de 2014 5:43 pmQue interessante:
“A
Que interessante:
“A propósito, em cidades do Nordeste até os anos 50/60 (não posso dizer do resto pois não conheço) madames pediam ajuda à policia para “buscar” empregadas domésticas que tinham se evadido do “emprego”. A propósito, as empregadas não tinham férias, feriado, e estavam à disposição 24h do dia. E a maioria trabalhava por um prato de comida, ou então por salários ínfimos.”
Com as novas regras acerca do Programa Mais Médico, recentemente publicadas pelo Ministério da Saúde, se um profissional do Programa não se apresnetar ao posto de serviço em 48 horas a policia deverá ser acionada. Esses profissionais, principalmente os cubanos, também não têm direito a férias e trabalham por um valor ínfimo, de cerca de 10% ao que é pago a outros vindo de outros países.
Deve ser em função de nosso passado escravagista que não estranhamos tais fatos…
Anarquista Lúcida
17 de fevereiro de 2014 7:01 pmTrollagem mentirosa
Os profissionais nao têm direito a férias? Quem disse isso?
Polícia deverá ser acionada? Só se for porque entao estarao sem visto, e deverao voltar aos países de origem. Mas nem isso é verdade, veja-se o caso da moça que anda aí passeando e falando mal do programa.
adolpho
17 de fevereiro de 2014 7:41 pmPois é isso mesmo. A polícia
Pois é isso mesmo. A polícia como capitã-do-mato, não tem preço…
E quanto à moça que não foi caçada pela polícia-capitã-do-mato, deve ser porque ela tem um pedido oficial de exílio em andamento. Ou porque, ainda, as normas não retroagem… Ih, esqueci que, no tratamento dispensado a cubanos, tudo é permitido. Foi mal, aí, cara anarquista.
José Almeida
17 de fevereiro de 2014 10:36 pmGrande ideia!
Grande ideia, esta do Adolpho: botar polícia pra caçar médico brasileiro que não aparece no trabalho. Teremos que aumentar os contingentes policiais e construir várias penitenciárias, é verdade, mas talvez assim nossos senhores de engenho travestidos de doutores resolvam fazer jus a seus altos salários cuidando da saúde dos mais pobres.
New7ton
17 de fevereiro de 2014 7:45 pmAdolfo,
Sou servidor federal
Adolfo,
Sou servidor federal e bolsista numa instituiçao de pesquisa, na qual entrei por chamada pública. como bolsista nao recebo 13%, férias, nem contribuo para a previdência social, nem por isso sou escravo. (contrato de trabalho temporário)
a propósito, os cubanos são servidores do Estado Cubano, e vêm para o Brasil nas mesmas condições que vão para outros 60 países. No seu raciocínio torpe, a escravidão estaria disseminada pelo mundo.
Por favor, não baixe o nível da discussão nem subestime a inteligência alheia.
E seja um pouco menos indiferente para com as pessoas que nas periferias e nos rincões do País necessitam de atendimento médico. Talvez isso nao lhe faça diferença porque conta com Plano de Saúde.
Emocionado Sensível
17 de fevereiro de 2014 9:42 pmVocê me levou as lágrimas!
Sua preocupação contra o Mais Médicos em favor dos infelizes médicos “latino-comunistas” é tocante!
Assim como aquela, por demasia implícita, com os felizes e saudáveis carentes brasileiros, que podem ser por eles atendidos, explorando-lhes assim os conhecimentos adquiridos à força por castrenses chicotes ao se formarem reconhecidamente nesta fácil profissão médica.
E por ter notado (como poucos!) que ainda vêm pro Brasil acorrentados em navios negreiros, através de uma organização panamericana sórdida, cuja preocupação é explorá-los à exaustão, com a nefasta obrigação de distribuir melhor saúde pelo continente já tão bem suprido até nos EUA!
Mas você e seus companheiros anti +Med ,depois de tentar diversas críticas “tão consistentes”, agora batem nessa tecla emocionante da “solidadriedade” com os cubanos (daquela “ilha maldita”!) que sequer queriam que viessem.
O que mais toca é que nem eles em geral têm 10% de sua preocupação (sim há desertores e oportunistas em qualquer grupo).
Quem sabe um dia consiga me preocupar em tão alto grau de humanidade como voces?
Conseguir crer que não há cretinice, cinismo e hipocrisia neste planeta humanóide.
Não, não consigo parar este choro emocionado, convulsivo e soluçante!
Fi uh co uhuh por a uh qui!
Uh uh uh!
Stanilaw Calandreli
17 de fevereiro de 2014 4:59 pmClap clap clap
Eu acho que vc está certa, mas nada está mudando, aliás, está piorando.
Álvaro Noites
17 de fevereiro de 2014 6:11 pmCreio que esteja mudando sim,
Creio que esteja mudando sim, por isso temos as revoltas dos coxinhas (com o suporte de muitos rebeldes pagos).
Stanilaw Calandreli
17 de fevereiro de 2014 10:51 pmHe he he..
Essa foi boa, Álvaro. Revolução no topo da pirâmide para aumentar a carga da base. A coisa tende a piorar.
Álvaro Noites
18 de fevereiro de 2014 4:45 amEh a velha e famigerada luta
Eh a velha e famigerada luta de classes. A base não tem mais se sujeitado tão facilmente aos caprichos do topo, por isso as revoltas coxinhas.
Athos
17 de fevereiro de 2014 5:09 pmQuem não é brasileiro jamais
Quem não é brasileiro jamais irá captar a mensagem de terror que o artigo passa.
A culpa disto é do Demônio Barbudo de nove unhas.
Continuar assim serei obrigado a lavar e passar.
Danilo Morais
17 de fevereiro de 2014 5:49 pmResposta: A disponibilidade
Resposta: A disponibilidade de força de trabalho doméstica barata está diminuindo – pelo aumento expressivo da renda dos mais pobres nos últimos 10 anos. Já a visão de mundo das classes médias, jovens ou velhos, parece pior do que nunca.
Renato Kern
17 de fevereiro de 2014 5:56 pmTudo começou com os navios
Tudo começou com os navios negreiros ingleses.
Fabio (o outro)
17 de fevereiro de 2014 6:09 pmIsso não é nada , minha filha
Isso não é nada , minha filha !
A classe média brasileira é uma das piores coisas deste país !
Boa parte dela é formada por funcionários públicos , adoram ler a VEJA para se sentirem bem informados , e torcem o nariz para o bolsa-família.
RCPF
17 de fevereiro de 2014 6:12 pmNo Sul está dificil contratar para Trab. pesados por R$ 1.500,00
Pois é.
Continuando na trilha do “Velho novo”…
As novas leis que surgiram estão profissionalizando cada vez mais o mercado das domésticas. E esta ficando cada vez mais caro ter empregada.
Com a forte demanda por mão de obra, há escassez, até mesmo para outros trabalhos pesados.
Li recentemente no Valor que no Sul está dificil contratar pessoas para trabalhar em trabalhos pesados, do tipo, colher maçãs, com um salário de R$ 1.500,00, cerca de US$ 600. Por conta disso, estão contratando presidiários, índios, haitianos e argentinos. E há demanda forte para esses trabalhos temporários.
Mas acho que sua família brasileira não queria deixar você ir pra cozinha mais por mêdo do que poderiam dizer depois sobre a sua visita: “Imagina! Foi lá e colocaram ela para cozinhar e lavar a louça!” coisas do gênero das fofocas…
Katia Almeida Jay
9 de janeiro de 2015 2:51 pmE uma das perigosas (e já
E uma das perigosas (e já escandalosamente visíveis) consequências disso é o aumento do exército de desempregos que optam pela via do crime neste país.
Luis Fraga
17 de fevereiro de 2014 6:27 pmOutra visão
É sempre bom acrescentar uma outra visão (da Yara, neste caso) nesta questão da existência (e necessidade ?) das empregadas domésticas.
Cultura e comportamento mudam muito lentamente, porém condição social (por meio da diminuição da desigualdade de renda) vai mais rápido.
Parece que no Brasil da época da declaração de Independência – 1822 – só trabalhavam os escravos, o restante da população era ociosa e vivia do trabalho alheio. O que tenho visto da década de 60 até os dias atuais ( testemunho e observação próprios) é um desprezo quase total pelo ato de trabalhar em si, talvez herança de nossa história. Principalmente no que diz respeito às atividades consideradas (erroneamete) mais simples de de menor importância.
Empregados domésticos acabam se enquadrando neste contexto.
Creio que a “profissão” de empregada doméstica deva desaparecer de nossa sociedade. As famílias, bem como os indivíduos devem tornar-se capazes de lavar suas roupas e limpar a sujeira produzida por si mesmo de forma autônoma.
Quando você recorre a um médico, professor, pedreiro, encanador… está buscando conhecimento e experiência profissional para suprir às necessidades em áreas que não é capaz de atuar.
As pessoas que trabalham de empregados domésticos não tem também de repetir os mesmos serviços pra si em seus lares? Isto por acaso é profissão? …ou resquício da época da escravidão?
-Charlie-
17 de fevereiro de 2014 6:38 pmSem querer criticar a menina
Sem querer criticar a menina (mas já criticando), parece-me que a família dela é daquelas que se diz “classe média” mas na verdade são é ricos…
Veja bem, em todas as famílias de verdadeira classe média que conheço (inclusive a minha), é muitíssimo comum um de seus membros cozinhar, lavar a louça etc (geralmente a mulher), ainda que não o faça todos os dias. Na família “classe média” da garota, pelo que ela fala ninguém nunca cozinhou ou lavou um prato.
Também no que concerne aos elevadores, há muito tempo subo e desço com faxineiras, zeladores etc no “social”. Isso nos prédios de verdadeira “classe média”, reafirmo.
Já naqueles prédios com apartamentos de mais de 200 m2 nos Jardins, Vila Nova Conceição etc, acredito que possa ser diferente. Mas aí não é “classe média”, é rico. E duvido que rico inglês seja muito diferente…
New7ton
17 de fevereiro de 2014 7:50 pmPara os padrões de renda
Para os padrões de renda britânicos ela é de classe média, no caso do Brasil, classe média alta ou mesmo “ricos”. Nível e renda e riqueza são relativos.
Aleandro Chavez
17 de fevereiro de 2014 8:51 pmO Brasil apresenta um
O Brasil apresenta um fenômeno interessante: a classe média se diz pobre, e a classe alta se define como classe média. Isso talvez possa ser explicado por nossa formação católica, onde é mais fãcil um camelo passar por um buraco de agulha do que um rico ir pro ceu. Ao contrário do protestantismo, onde a riqueza é considerada uma graça de Deus, aqui temos vergonha.
Fora essa explicação weberiana, existe também a luta por privilégios. Quando alguém da classe média reclama por ser pobre, quer mais privilégios. Uma faculdade pública gratuita, uma tributação menor etc.
Em resumo: todos comentaristas deste blog que criticam a classe média fazem parte, no mínimo, dela. Eu falo todos, sem exceção.
Eduardo CPQs
17 de fevereiro de 2014 8:24 pmPrefiro talharine
Cara Yara,
antes de tudo, devo elogiar seu macarrão. Deve ficar uma delícia. O único reparo é que prefiro o telharine (chato e estreito) ao espaguete (cilíndrico). O essencial é o molho. Este que disse ter utilizado deve ser magnífico: camarões, manjericão, nozes, coisas do além de boas.
As diferenças entre o Reino Unido e demais países ocidentais desenvolvidos (tenho uma filha em Londres e outra em New Jwesey, EUA) e o Brasil, quanto ao trabalho doméstico ainda são muito grandes, mas, na região onde resido, pelo menos, as coisas estão evoluindo..
Moro na cidade de Campinas, SP e, por aqui, o mais comum é se contratar auxiliares por alguns dias da semana, dois ou três, e não é pelos encargos, com pode alguém pensar.
Umas das mais fortes razões é que está ficando pesado. Uma limpeza geral da casa por aqui custa hoje R$130,00 por dia.
A distância econômico/social entre as pessoas está diminuindo, talvez mais devagar que o desejado, graças, sem dúvida, às políticas sociais de governo.
Parece que as “cheirosas” estão agora contratando bolivianas, paraguaias, que aceitam dormir na cas (100% à disposição). Estas estariam substituindo as nordestinas…
Continue observando, com o passar do tempo, e relate as mudanças.
Será benvinda.
Abraço e bom futuro.
CELSO ORRICO
17 de fevereiro de 2014 9:20 pmbem bem bem..
oxe, deu preguiça nem vou comentar..só diria para Yara que ela continue vindo ao Brasil e perceberá as mudanças apesar de ainda termos muito que avançar..
P.S. morei em Londres quando jovem e a considero minha segunda cidade a primeira é claro, Salvador onde eu nasci, me criei e vivi a maior parte de minha vida..” no cargueiro do Loydd lavando o porão”..
outro rui
17 de fevereiro de 2014 9:20 pmA essas, acrescento duas
A essas, acrescento duas características da classe média brasileira: o analfabetismo funcional (lê mas não entende) e a aversão a críticas (se somos assim a culpa é de vocês, ingleses).
Gilson AS
17 de fevereiro de 2014 9:49 pmEu compreendo que o que a
Eu compreendo que o que a jovem disse, e acho que foi sincera.
Mas ao contrário de muitos aqui, sou otimista.
A oferta de mão de obra de empregada doméstica está diminuindo, segundo o sindicado das empregadas.
Muitas ex – empregadas, hoje trabalham na construção cívil, um grupo considerável migraram para o telemarkting, algumas se qualificaram e montaram o seu próprio negocio. Aquela facilidade que no passado tinha-se para conseguir uma empregada, hoje está bem mais reduzida, e a tendência e diminuir mais ainda. Hoje muitas ex- empregada, está optando para ser diarista, que é muito mais vantajoso, pois ganham mais.
Creio que num espaço de 10/20 anos ter uma empregada domestica ficará tão caro, que haverá uma diminuição considerável de uniformes brancos.
Henrique R. Finco
17 de fevereiro de 2014 10:09 pmMuito estranha a família da moça
A “Classe Média” brasileira é muito diversificada. Eu pertenço a ela, assim como meus pais irmãos, tias, tios, primas, primos, etc etc. Todos nós cozinhamos, lavamos roupa, cuidamos da casa, etc, etc. Aliás, em minha cidade natal – Caxias do Sul, RS – e nas décadas em que tomei consciência de mim e do mundo (décadas de 1950 e de 1960), TODAS as famílias de TODOS meus amigos e conhecidos faziam o mesmo – e olha que tinha médico, dono de indústria, etc, etc, etc… Talvez sempre seja interessante falar a qual Brasil se está referindo…
Walter o primeiro
17 de fevereiro de 2014 10:33 pmQual o problema ????????????
E por que o lar americano ou ingles deve ser o modelo.
Empregada com salario digno e respeitada, é uma caracteristica de nossa sociedade
Qual o problema ??????????
Sobre elevadores, ela entra no elevador que bem quiser ( é gorda e negra e ai se alguem discriminar, arruma briga comigo)
Daniel Gomez
12 de abril de 2015 8:37 pmConcordo com a opinião da
Concordo com a opinião da britanica a mentalidade no meu pais também temos de nao tratar pobre como lixo, mas para você aqui é respeitada??? tendo uma entrada separada, elevador separado, chamar ela 24horas do dia ate quando durme num quarto sem janela!(?), banheiro separado!?? Vai a merda, vai!!
Gilson Raslan
17 de fevereiro de 2014 11:05 pmRESPOSTA
Yara, aqui no Brasil, pessoas de sua mesma geração pensam como sua família paulista.
Para você ter uma ideia de como a jovem classe média brasileira pensa, vou lher dar apenas um exemplo: quando o ex-presidente Lula – nordestino retirante, ex-engraxate, ex-metalúrgico, clásse média baixa – estava tratando de um câncer num hospital particular, jovens moças estudantes de medicina saíram às ruas com cartazes perguntando: POR QUE NÃO VAI TRATAR NO SUS?
Sabe o porquê desse preconceito, Yara? Porque aqui no Brasil quem nasceu pobre não é aceito pela elite classe média, sobretudo a paulistana, que se apega ao modelo escravocrata do passado para humilhar os que não são dos seus, como maior fúria contra os nordestinos.
taturanous
18 de fevereiro de 2014 2:50 amfalou bem
corretissimo
KRJ
5 de março de 2014 12:25 pmVisão Britânica das Emptegadas Domésticas
Essa não é uma visão britânica mas, sim, do Primeiro Mundo, onde as lutas das classes menos privilegiadas fizeram com elas adquirissem direitos (melhores salários e condiçōes de trabalho) que lhes eram negados. Nisso o Brasil está super-atrasado, mas as mudanças vêm acontecendo, não através de revoluçōes mas de pequenas medidas governamentais.
Quando o governo insituiu a bolsa-família alimentar (mesmo com motivos eleitorais) e a expansão do crédito, as classes menos favorecidas passaram a utilizar o pouco que ganhavam para se tornarem consumidores e estimuladores da economia. Alguns viram mesmo a oportunidade de investir em seus estudos para saírem do ciclo vicioso de eternas empregadas domésticas. Com isso tornaram-se diaristas, exigindo uma melhor remuneração pelo seu trabalho, aos moldes do Primeiro Mundo.
Sim, há sempre de existir aquele setor da classe média reacionário tentando manter os seus privilégios (sim, ter uma empregada é luxo no Primeiro Mundo) do tempo da Casa e Senzala. Afinal, não se muda o curso da história em um poucos anos.
Mas o progresso vem gradualmente e se o Brasil que se unir ao Primeiro Mundo, vai ter que aceitar mudanças drásticas no status quo.
Caetano.
18 de fevereiro de 2014 1:07 amImpressões equivocadas
Creio que alguns constrangimentos por que a missivista passou tenham sido talvez mal-entendidos, como o caso de não quererem que ela cozinhasse (que é uma atividade a cada dia mais valorizada) ou lavasse os pratos (atividade normalmente dividida ou assumida por algum dos participantes da reunião). Elevadores “sociais” são normalmente usados pelos empregados nos condomínios que conheço já há décadas. Os elevadores de serviço prestam-se a transporte de carga, etc.
Quanto às empregadas domésticas, naturalmente irão rareando, embora eu não veja nenhum dano na profissão. Qual a diferença entre uma empregada doméstica, arrumadeira de hotel, garçom ou cozinheiro de restaurante? Não vejo nenuma. Babá usar uniforme a diminui? A maior parte dos funcionários do comércio e indústria também usa e qual o problema?
Já os quartos de empregada minúsculos são mesmo absurdos mas, com a nova legislação, são raríssimos os empregados domésticos que dormem no local de trabalho
Gilberto Jorge
18 de fevereiro de 2014 2:20 amSem enttrar no mérito do
Sem enttrar no mérito do certo ou errado, não tem empregadas porque seria caro demais na Inlaterra. Aqui, a mão de obra é mais barata e disponível (reitero, sem certo ou errado).
Não gosto desta tese. Empregada doméstica é uma profissao digna como outra qualquer. Tão explorada como qualquer outra profissão modesta (lixeiro, auxiliares em geral, comerciários, etc.) e não mais. Aliás (pelo menos no Rio) tem um piso salarial maior que o salário mínimo.nacional. Por quê, então, este preconceito com a profissão?
Quanto às desigualdades sociais, olha quem fala: o Império onde o sol nunca se põe, que enriqueceu às custas da exploração de suas colônias africanas e asiáticas. Na Metrópole pode ser que não haja discriminação. Nas colônias, não era bem assim.
E o que eles fazem com os turistas de países como o Brasil. É o quê? A morte do Jean Cjharles não foi discriminação pelo seu tipo físico?
Davi Sensu
18 de fevereiro de 2014 3:38 amÓtimo texto, causa vergonha mesmo…
É de fato alarmante ver que num blog relativamente moderno e progressista tantas pessoas achem normal a condição das empregadas e babás. Não é claro e evidente pra todos o estado de miséria que um país precisa ter pra abrigar tantas empregadas e babás. Serviçais que ficam com o trabalho desqualificado enquanto nós temos trabalhos mais interessantes pra fazer. Quantos dos que acham perfeitamente normal essa situação topariam exercer essas profissões? Um disse que empregadas usarem elevador de serviço é coisa do passado… Aqui no meu condomínio não é. O outro disse que se mexer com a empregada gorda e negra que ele tem sai de baixo, será que li isso mesmo? Uma condescendência e um distanciamento sintomáticos. Eu tenho vergonha disso tb e tenho vergonha de contribuir tendo uma empregada doméstica. Sobre a Inglaterra, é um país mais rico, tenho a impressão que seja apenas isso. Com efeito a classe média de lá adoraria contar com serviçais.
Erlen Kassia
20 de fevereiro de 2014 5:38 pmQUE TAL EU MOSTRAR QUE SOU MELHOR DO QUE MINHA EMPREGADA? : (
Aqui pessoas, na sua maioria são criadas com a imensa necessidade de ter superação aparente. Não precisa ser classe média para conviver com tamanha demostraçao de indiferença, por aqui se há possibilidade de sobrexaltar em qualquer aspecto em relaçao ao outro, independete de qual classe seja é aplicavél. Não estou falando de tratarmos como nossos parentes mas, eu falo da necessidade que possa surgir, você pode precisa fazer sua própria comida, arrumar sua própria bagunça, morar fora da casa dos país na sua maioria é muito difícil, se você tem costume de fazer essas coisinhas a convivência em outro lugar pode ser mais fácil.
Ana Souza
25 de julho de 2014 10:42 pmA Classe Média Inglesa pode se dar ao luxo de não ter empregados
Sinceramente…
Se no Brasil nós tivéssemos o transporte público que há na Inglaterra – que não te faz ter que sair de casa com 3 horas de antecedência pra chegar no horário no trabalho – os mercados ingleses repletos de comidas semiprontas (e saudáveis), do tipo “coloca no forno e em 10 minutos tá feito”, as escolas inglesas que possuem horário integral e atividades para entreter e educar (decentemente) as crianças sem que os pais tenham que bancar (e levá-las) para N cursos por fora, os salários ingleses que, mesmo que apenas o pai ou a mãe trabalhe, conseguem sustentar a família inteira….ok, eu ficava quieta. Não precisaríamos de empregados domésticos no Brasil.
Acontece que não é essa a situação do nosso país. Temos essa mania de olhar para o estrangeiro através dos valores e das características desse próprio estrangeiro.
Eu concordo, sim, que a classe média acha quase vergonhoso saber fazer alguma tarefa doméstica direito – costurar, lavar, passar, cozinhar – mas isso não se deve só à questão dos empregados. Entretanto, concordo que seja um pensamento atrasado. Qualquer conhecimento é vantajoso e saber pregar um botão é muito útil, oras.
De resto…eu tenho uma emprega aqui em casa, há 8 anos, que é muito bem tratada, ganha bem acima da média, tem uma filha que estuda Inglês graças a nós e, sinceramente, não vejo motivos para que ela tenha vergonha de ser uma trabalhadora honesta. E nem eu me sinto envergonhada por ser uma empregadora honesta. É uma troca de serviços. Ela cozinha e varre a casa. Eu a pago. Capitalismo puro. Não entende quem não quer.
Margot Lima
15 de setembro de 2015 4:38 pmCidadania
Muito bem dito, Ana Souza. Parabéns por ter colocado de forma clara e real o que temos aqui e o que se tem lá no exterior.
Katia Almeida Jay
9 de janeiro de 2015 2:40 pmTenho um pouco de pé atrás
Tenho um pouco de pé atrás com essas comparações entre realidades e sociedades com processos históricos tão distintos. Acredito que, no caso brasileiro, a desvalorização da atividade de domésticas não se aplica em nenhum dos casos.
Tanto é pernicioso o fato de haver resquícios do escravagismo, com empregadores que não reconhecem direitos básicos dos empregados, como é pernicioso tentar transportar uma realidade distinta para cá, promovendo o desemprego de pessoas que encontram na atividade de doméstica uma oportunidade de bom emprego.
Acho que cada país deve respeitar sua própria cultura. Claro que eliminar traços culturais negativos, como exploração de emrpegados, é bem-vindo, mas achar que tudo o que aplica lá fora serve imediatamente para cá é manifestação de complexo terceiro-mundista.
Na Inglaterra o número de pessoas alfabetizadas e em condições de atuar em atividades profissionais como jornalistas, escritores, médicos, dentistas etc é alto. No Brasil, o número de pessoas com baixo nível de escolaridade é alto, logo há de haver, isto sim, uma política e cultura de valorização de TODAS as atividades profissionais, independentemente de exigirem cursos de nível superior, este sim, um traço aristocracista.
O mercado de domésticas sempre absorceu um grande número de pessoas com formação educacional precária. Abolir o emprego de domésicas não vai resolver o problema da precariedade educacional de boa parte da população brasileira.
Aliás, ao refletir sobre essas questões, há de se considerar ainda o problema previdenciário. Países desenvolvidos, cuja população, por motivações, estas sim, aristocráticas se recusam a atuar em atividades às quais apenas imigrantes se sujeitam, têm sérios problemas previdenciários, que, infelizmente, nem sempre são devidamente considerados.
Joaquim Aragão
15 de setembro de 2015 5:40 pmServiço doméstico: uma profissão a ser tratada com dignidade
A administração de um domicilio requer uma quantidade de serviços que, em boa parte, demandam muito tempo. Na medida em que ambos os membros do casal tenham uma perspectiva profissional absorvente, é evidente que tal administração perturba fortemente o trabalho.
A solução de compartilhar equitativamente as tarefas, raramente praticadas nos nossos lares, não elimina o gasto de tempo de algumas delas, como passar a roupa, fazer a limpeza geral da casa etc. Outras, sim, podem ser assumidas.
Portanto, para as tarefas mais demandantes de tempo, precisam-se soluções. Em vários países onde o(a) prestador(a) de serviços domésticos tornou-se financeiramente inacessível, o próprio mercado deu soluções sob forma de roupas fáceis de passar (no iron, ou easy iron), refeiçoes semi-acabadas; além dos serviços públicos de qulidade (creche, escola, etc.).
Dado o nível ainda baixo de salário e dada a ausência das conveniências acima descritas, subsiste um grande número de pessoas, a maior parte mulheres, que vivem da prestação de serviços domésticos. O nosso mercado demanda esse tipo de serviço, que deveria e deve ser tratado como uma atividade econômica qualquer, dignificante e justamente paga.
Mas aí é que começam os problemas.
Resquício de uma cultura escravocrata, mesmo ainda revestida de boa educação, gentilezas, “por favores” e “muito obrigado(a)”, a prestadora de serviços domésticos não tem seu espaço funcional respeitado. A começar pelo espaço físico. Mesmo não morando mais nas masmorras chamadas de dependências de empregadA (DCE), até pela dimensão minimalista dos apertamentos que o mercado imobiliário oferece em troco de preços cada vez mais escorchantes, elas não possuem um espaço adequado, ergonômico de trabalho. Continuam banidas em cozinhas e “áreas de serviço” exíguas, mal ventiladas e mal iluminadas. Entrar na sala, só se for para fazer serviço de limpeza e por/tirar a mesa. Banheiro para sua higiene e necessidades, só naquele armazèm de entulhos também minusculo que precisa ser desmontado para que o chuveiro e a privada sejam acessíveis…
Mas o pior não é isso: é o desrespeito à tarefa e ao tempo de trabalho. É “desvio de função” a toda hora… Na verdade, não é bem assim, afinal não há função definida, pois tudo é função, desde que pedida cortesmente pelo empregador, e passa a compor o campo de trabalho do servidor doméstico.
“Periodo de expediente” também é uma abstração. A prestadora continua à disposição do empregador até ao último servicinho que lhe vier à cabeça (dar banho nas crianças, levar cchorro passear, fazer o jantar do patrâo que voltar tarde, etc.). “Descanso” (ou seja, tempo para labutar nasua própria casa), só uma vez no fim de semana, se não houver um pedido “gentil” para ajudar em uma eventualidade (festa de aniversário, almoço em família etc.)
Em suma, o que difere o servidor doméstico brasileiro de um profissional regido pelas normas de trabalho e de decência humana é a falta de delimitação clara do campo de suas tarefas e responsabilidades e de seu tempo de trabalho. Isso, sim, assemelha essa profissão ainda a de uma escrava de casa grande (bem melhor do que uma de senzala, claro).
No quesito salarial, as coisas melhoraram nos últimos tempos. Mas a aplicação das normas trabalhistas ainda depende muito da boa vontade do casal e também das regiões.
Com os avanços sociais gerais e da profissão (que podem ainda ser interrompidos nessa onda de frenesi reacionário), claro que fica cada vez mais raro encontrar a profissional que se dispõe ainda ser um robô doméstico sem limite de uso, espaço e consideração. Os profissionais, por incrivel que pareça, têm lar, famílias e responsabilidades domésticas próprias, e estão muito preocupados que seus filhos fiquem largados e se tornem marginais; ao contrário, investem na educação e formação dos mesmos. Portanto, preferem o esquema de diarista, com tempo e tarefa delimitados.
Mas mesmo o cidadão de classe média não deveria se aborrecer com essas mudanças. Cuidar da casa é trabalhoso, mas não é uma vergonha, nem um desastre. Se as tarefas forem bem repartidas, ajuda até firmar o relacionamento. ALém disso, aprendem-se muitas coisas interessantes, como cozinhar, cuidar da roupa, cuidar da casa. Isso amplia demais a visão cultural ecerca das coisas do lar.
Melhor ainda: você passa a dispor livremente de seu espaço doméstico, sem perturbação à sua intimidade, podendo andar pela casa pelado(a), ver filmes adultos na sua própria sala, xingar, arrotar, peidar, soltar palavrões, sem medo de um observador estranho que, decididamente, não “é da família”; e que fará toda a vizinhança saber dos seus estranhos hábitos…
Nem será também obrigado(a) a ser “padrinho” ou “madrinha” de membros da família do(a) prestador(a) de serviços, ajudando aqui, emprestando lá, numa relação paternalista de exploração mútua.
Além disso, o mercado, “sábio” como nunca, começa a provê-lo de várias novas conveniencias, como refeição semi-prontas, legumes e verduras pré-cortadas; monte de aparelhos interessantes e novas oportunidades de lazer, domesticamente cultas (gourmetização do lar). Gerando lucros e empregos…para aqueles e aquelas cansadas de viverem em masmorras repletas de falsas cortesias e “agrados”. Podem se sentir exploradas pelo “mercado”, mas no fundo supiram aliviadas: “ser membro de família, só quero ser da minha própria!”
Renata G C Cvalari
5 de novembro de 2015 5:34 pm“penso que cada país deve
“penso que cada país deve respeitar a sua própria cultura dentro de sua realidade, mas acima de tudo, cada ser humano deve respeitar o seu próximo, independente da profissão que tem… que lindo seria um país onde todos tivessem acesso à educação e assim profissões melhores… que lindo pode ser um país onde direitos são igualmente para todos…”
Fabio Salvador
17 de novembro de 2017 11:52 amO quarto da empregada – ou Arquitetura do Novo brasil
Eu cresci em um apartamento muito antigo, e tínhamos um quarto de empregada, desses sem janelas. Mas raramente houve quem o utilizasse: não tínhamos essa coisa de “serviçal”, nem dinheiro para tanto. O quarto de empregada era, portanto, meramente uma peça da casa à qual quase nunca íamos. O banheiro de empregada era mais utilizado, mas simplesmente porque surgiam emergências que o exigiam, estando os dois outros banheiros ocupados.
Bom. A questão é que quando eu tinha 20 anos, nos mudamos para outro prédio, menos antigo. E lá não havia quartinho de empregada. Ou melhor, até havia – uma peça com banheiro que certamente tivera esta finalidade em décadas anteriores, mas já o encontramos convertido em extensão da área de serviço. Meu pai instalou uma churrasqueira, e mudou mais uma vez a finalidade do local.
Não me levem a mal: eu ADORAVA quarto de empregada. Sempre os achei muito úteis. Quando criança, meu pai transformou o nosso em escritório. Na casa de um amigo meu, era estúdio de ensaio da banda dos guris. No nosso apê na praia, eu adotei o quarto de empregada como meu, atrás da área de serviço, como se fosse um apartamentinho próprio. Ótimo para um adolescente.
É curioso que, nos últimos anos, mesmo apartamentos grandes são construídos sem quartos para empregada. Eles simplesmente vão entrando em desuso. Vão ficando cada vez mais restritos a construções de alto – e cada vez mais alto – luxo. Eu mesmo nunca entrei em NADA construído dos anos 1980 em diante que tenha esses quartos.
A arquitetura muda com as necessidade e valores de seu tempo. E a julgar pelas construções, o famigerado papel de “serviçal do lar”, essa que dorme no cubículo sem luz natural, está passando para a História.
MARCIO HENRIQUE DA SILVA
22 de junho de 2018 9:27 pmEmpregada
Eu li seu post, na verdade não é uma questão de preconceito, nosso país não tem uma mão de obra tão qualificada quanto a Inglaterra, a mairia das pessoas aqui mal sabem ler e escrever. Eu possuo uma empregada na minha casa, semprei a tratamos com respeito, eu ou a minha esposa poderíamos sim nós mesmos realizar as tarefas domésticas, mas preferimos pagar alguém para fazer pra gente, caso toda classe média dispensasse suas empregadas que tipo de emprego elas arrumariam?
A mulher que trabalhava pra mim, infelizmente, ela não tem uma nível educacional que permita ela a trabalhar em outra ocupação, então creio eu que estamos contribuindo para manter o emprego de alguém e ao mesmo tempo vivendo com mais qualidade de vida, visto que não precisamos realizar tarefa doméstica. Não vejo nada de errado com a profissão de empregada doméstica.
aaa
6 de dezembro de 2018 2:29 amVocê pelo visto não entendeu
Você pelo visto não entendeu nada da crítica. E esse seu comentário mostrou o quão enraizado a mentalidade “casa grande e senzala” ainda é presente na sociedade brasileira. Você ainda vai mais longe e pensa como se estivesse “fazendo um favor” a essa pessoa.
Carla
16 de julho de 2020 7:26 pmEu acho totalmente desproporcional comparar Inglaterra com Brasil, morei anos no Reino Unido, pobre no Reino Unido não tem nada a ver pobre no Brasil, aqui maioria mais de 100 milhões de brasileiros são analfabetas analfabeto funcional e os que fingem que sabem maioria não terminaram o ensino fundamental , quando eu coloquei anúncio de empregada doméstica maioria não conseguia nem enviar um
Currículo nem falar ao telefone ou escrever alguma coisa nem próprio endereço cep nem sabem nem o que seria uma carteira de trabalho e ainda são mal educadas quando pedia referências ,elas achavam ruim , péssima experiência as pessoas precisam ter mais vontade de melhorar na vida , como é que fica esse povo todo no Brasil não sabem nada ! com o que vão trabalhar ??com 35 , 40 , 50 anos vocês acham que vão ser caixa de banco , secretaria , assistente financeiro , engenheiro civil , médico , policial