21 de maio de 2026

Em discurso histórico, Kamala Harris apresenta-se como unificadora e alerta ameaça de Trump contra a democracia

Ao aceitar nomeação democrata, candidata à Presidência dos EUA declarou que fará um governo “para todos”
Lawrence Harris - White House

A candidata à Presidência dos Estados Unidos, Kamala Harris, discursou no encerramento da Convenção do Partido Democrata nesta quinta-feira (22), em Chicago, e aceitou formalmente a indicação para concorrer nas eleições de novembro. Durante sua fala, a atual vice-presidente estadunidense focou em expor suas diferenças em relação ao adversário, republicano Donald Trump, além de destacar a ameaça iminente contra democracia de um segundo mandato do ex-presidente extremista.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Em nome do povo, de cada americano, sem considerar partido, raça, ou da língua que sua avó fale (…), eu aceito indicação para ser presidente dos Estados Unidos da América”, declarou Harris, diante dos mais de 5 mil delegados do Partido Democrata que oficializaram sua candidatura. 

A vice-presidente começou o discurso falando sobre o caminho até a candidatura e agradeceu ao presidente Joe Biden, que desistiu de concorrer à reeleição. “O caminho que me trouxe até aqui nas últimas semanas foi inesperado. Mas conheço bem jornadas improváveis“, disse.

A oportunidade de “União” contra Trump

Durante sua fala democrata foi direta e apelou para a união, afirmando que fará um governo “para todos”, que colocará o país à frente de partidos e dela mesma. 

Nossa nação tem uma oportunidade preciosa e passageira de superar a amargura, o cinismo e as batalhas divisórias do passado. Uma chance de traçar um novo caminho a seguir. Não como membros de nenhum partido ou facção. Mas como americanos“, afirmou.

Harris não poupou críticas a Trump, quem classificou como um “homem sem seriedade”. Ela relembrou do ataque de seus apoiadores ao Capitólio e citou os problemas que o ex-presidente enfrenta na Justiça norte-americana.

As consequências de colocar Donald Trump de volta na Casa Branca são extremamente sérias. Considere não apenas o caos e calamidade quando ele estava no cargo, mas o que aconteceu desde que ele perdeu a eleição”, destacou.

Ele foi considerado culpado de fraude por um júri de americanos comuns. E separadamente considerado responsável por cometer abuso sexual”, prosseguiu. “Considere o poder que ele terá, especialmente depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que ele seria imune a processos criminais”, alertou.

Segundo Harris, se Trump for eleito servirá ao único “cliente” que ele já teve: “ele mesmo”.

Ela também falou sobre o “Projeto 2025”, que consiste em uma série de propostas conservadoras que poderiam ser usadas em um segundo mandato do republicano.

Política externa

Ao comentar sobre a política externa, a vice-presidente comentou sobre a guerra na Faixa de Gaza e foi aplaudida ao defender o direito de liberdade dos palestinos, uma vez que a convenção democrata foi marcada por uma série de protestos pró-Palestina. 

O presidente Joe Biden e eu estamos trabalhando para acabar com esta guerra de modo que Israel esteja seguro, os reféns sejam libertados, o sofrimento em Gaza acabe e o povo palestino possa realizar seu direito à dignidade. Segurança. Liberdade. E autodeterminação”, contou.

Sempre defenderei o direito de Israel de se defender e vou sempre garantir que Israel tenha a capacidade de se defender, pois o povo de Israel nunca mais deve enfrentar o horror que a organização terrorista chamada Hamas causou em 7 de outubro”, acrescentou.

Ainda falando sobre política internacional, Kamala falou que jamais vai se submeter aos interesses de países como o Irã e disse que “ditadores como Kim Jong-un” estão torcendo para Trump, porque “sabem que ele é fácil de manipular”. 

Temas internos 

Harris também passeou pelos desafios internos do país, sendo que uma de suas principais propostas visa cortes nos impostos para a classe média e um aumento nas taxas para grandes fortunas. 

Construir essa classe média será um objetivo principal da minha Presidência”, afirmou. “Vamos criar o que eu chamo de uma economia de oportunidade, na qual todos têm a chance de competir e ter sucesso”, completou. 

A vice também defendeu os direitos reprodutivos das mulheres, relembrando os retrocessos de Trump sobre o tema. “Como parte de sua agenda, ele [Trump] e seus aliados podem limitar acesso a controle de natalidade, banir medicações de aborto e aplicar um banimento nacional do aborto com ou sem o Congresso”, argumentou.

Alguém deve se perguntar: ‘por que eles não confiam nas mulheres?’. Bom, nós confiamos nas mulheres”, declarou Harris.

A candidata democrata ainda tocou num ponto de tensão para os americanos: a imigração. “Donald Trump acredita que um acordo para a fronteira atrapalharia sua campanha. Então ele pediu aos seus aliados para que matassem o acordo. Bom, eu me recuso a ‘fazer política’ com nossa segurança”, disse.

Podemos viver orgulhosos com nossa herança de uma nação de imigrantes e reformar nosso sistema de imigração quebrado. Podemos criar um caminho merecido para a cidadania e proteger nossa fronteira”, destacou Harris.

Leia também:

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

8 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. AMBAR

    23 de agosto de 2024 4:21 pm

    Kamala foi tão feliz no discurso quanto no cuidado com sua aparência. Sorridente, bem maquiada, roupa discreta, colar de pedras negras protetoras, está jogando terra na cova do Trump.

  2. +almeida

    23 de agosto de 2024 11:51 pm

    Reconheço a coragem, a verdade e a determinação de Kamala Harris, quando confirma, em público, o enfrentamento que se submeterá para liderar a solução de pontos sensíveis e ultra necessário, que foram citados em seu discurso. Me convenci que, de tudo realmente fará para soluciona-los, através do programa “economia de oportunidade” na qual americanos e americanas terão a chance de competir com igualdade para conquistarem a inclusão ao sucesso, com as oportunidades que tds terão, de forma idêntica.
    Sim, eu confirmo a minha atual percepção de que Kamala Harris reconstruirá e iluminará o espírito americano da união, das oportunidades, do progresso e da paz imprescindível.

  3. Miguel

    24 de agosto de 2024 12:24 am

    Este sorriso cínico, é um sorriso cumplice do sangue derramado de milhares de crianças e bebes palestinos.

  4. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    24 de agosto de 2024 8:43 am

    Fiquei intrigado sobre o que quiz dizer Obama sobre Kamala Harris: “Ela pode” A minha interpetração para o “ela pode” é aseguinte: Ela se escolhida como capataz do império, pode continuar apoiando o estado nazisionista judeu com o seu plano de genocídio dos palestinos e ocupar o resto de suas terras usurpada; Ela pode continuar usando a Ucrânia como bucha de canhão, mesmo que isto signifique o fim da mesma como país soberano; ela pode continuar expandindo suas bases militares, que já ultrapassam 700 pelo mundo afora; Ela pode continuar sua guerra suja contra a China,sabendo que já perderam a batalha pela liderança tecnológica. Ela pode continuar a sabotar a Venezuela e Cuba com suas sanções econômicas desumanas e patrocinar os terroristas com objetivo de provocar cisões nos paises que não obedecem ao império. Por fim, ela pode com o seu elegvado humanismo, procar uma guerra nuclear.

    1. AMBAR

      24 de agosto de 2024 1:03 pm

      Se ela não fizer isso deixará de ser americana. Lembremo-nos de que os americanos do norte e seu império têm sustentação nos sionistas. Ingênuo quem pensa que o dinheiro americano é do americano ou para o americano. Esse povo mimado e cheio de ilusões e dívidas é parasitado pelos que mais os odeiam: os sionistas.

  5. Fábio de Oliveira Ribeiro

    24 de agosto de 2024 9:20 am

    62% do orçamento dos EUA aprovado por Democratas e Republicanos foi destinado ao Pentágono e CIA, para pagamento de militares, compra de armamentos, financiamento de guerras por procuração e golpes de estado, etc… Do ponto de vista dos povos estraçalhados e pisoteados por norte-americanos ou com ajuda deles, não faz diferença alguma se o novo grande líder do White Ass Apes Empire será Kamala Haris, Donald Trump ou Waldo. Só os iludidos e os idiotas não reconhecem essa verdade factual.

    1. Jackson da Viola

      25 de agosto de 2024 7:44 am

      Mandou a real….Simples assim…E acho espantoso o quantidade de naive na ex-querda Br achando que a Camela é a “salvação da lavoura”…Coisa de doido….

  6. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    25 de agosto de 2024 7:57 am

    Quando vemos uma coisa que na realidade é outra, chamamos o fenômeno de ilusão de ótica. Agora, quando exergamos méritos inexistentes, o fenômeno deve ser classificado como ilusão de ética. Ifelizmente é que está acontecendo com parte da esquerda que acredita nas boas intenções da candidata do partido demoniocrata, ignorando um pequeno detalhe, ou seja: Quem manda de fato no império.

Recomendados para você

Recomendados