Ernesto Araújo defende apoiadores de Trump: “cidadãos de bem”

E defendeu "duvidar da idoneidade de um processo eleitoral", que segundo o chanceler do governo Bolsonaro, "NÃO significa rejeitar a democracia"

Foto: Divulgação

Jornal GGN – Com atraso e pressionado por um posicionamento, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, manifestou-se sobre a invasão ao Congresso dos Estados Unidos, que levou à morte 4 pessoas, para impedir a confirmação da vitório de Joe Biden, nesta quarta (06). Araújo disse que “há que lamentar” o episódio, mas falou em “cidadãos de bem” que se manifestam, em referência aos apoiadores de Donald Trump que invadiram o Capitólio.

Em uma sequência de posts nas redes sociais, o chanceler ainda fez afirmações sem provas, cogitando que haveria “infiltrados” entre os apoiadores de Trump, criticou chamá-los de “fascistas”, e pediu investigações sobre as quatro mortes ocasionadas durante a invasão.

“Há que parar de chamar ‘fascistas’ a cidadãos de bem quando se manifestam contra elementos do sistema político ou integrantes das instituições”, escreveu.

Da mesma forma como Jair Bolsonaro, defendeu a tentativa de deslegitimar o resultado eleitoral nos EUA, argumentando que “grande parte do povo americano se sente agredida e traída por sua classe política e desconfia do processo eleitoral”.

Ainda, Araújo disse ser diferente o “processo eleitoral” da “democracia”. Na contramão de todas as lideranças políticas pelo mundo que se posicionaram contrários aos atos nesta quarta, o chanceler de Bolsonaro defendeu que “duvidar da idoneidade de um processo eleitoral NÃO significa rejeitar a democracia”.

E estimulou justamente questionar o resultado eleitoral que garantiu vitória a Joe Biden: “Ao contrário, uma democracia saudável requer, como condição essencial, a confiança da população na idoneidade do processo eleitoral.”

Concluiu defendendo os manifestantes pró-Trump: “Nada justifica uma invasão como a ocorrida ontem. Mas ao mesmo tempo nada justifica, numa democracia, o desrespeito ao povo por parte das instituições ou daqueles que as controlam.”

 

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