4 de junho de 2026

A democracia é negócio próprio

Por que apoiar uma nova ditadura militar?

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Porque a democracia dá trabalho. Quem tem seu próprio negócio, sabe do que estou falando. É responsabilidade, é necessidade de aprender constantemente, de errar e consertar sempre, planejar curto, médio e longo prazo, lidar com finanças, com outras pessoas. É você quem escolhe seus funcionários e fiscaliza o trabalho deles. Se tiver coisa errada, é você que terá de demiti-los. São as nossas escolhas que definem se as coisas vão bem ou mal. Quase nada sai exatamente do jeito que queremos, mas nos esforçamos pelo melhor. Se está errado, só nós podemos consertar… Mas e a fadiga que dá?

Numa ditadura, a gente terceiriza tudo. Não tem responsabilidade, não tem escolha, não tem que planejar. É o “deixa a vida me levar”. E, mais importante, não tem outras pessoas. A gente não tem que discutir, convencer nem ser convencido. É ame ou deixe. Democracia parece aquele negócio tradicional de família que o parente que cuidava morreu. Daí, você, que não leva jeito nenhum para empreendedorismo, entrega pra qualquer um tocar, com a condição de que não lhe de dor de cabeça. O resto que se dane…

A ditadura é um alento numa sociedade extremamente individualizada.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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4 Comentários
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  1. Arthemísia

    9 de março de 2014 11:06 pm

    Ave Maria, tão real que dá

    Ave Maria, tão real que dá medo.

  2. wendel

    9 de março de 2014 11:24 pm

    Será……

    É uma ironia, ou uma apologia à ditadura!!!! Fiquei confuso

    Se for a primeira, meuj aplauso e se for a segunda……….

  3. Carlos Dias

    10 de março de 2014 3:08 am

    é isso mesmo!!

    a ditadura e filha da preguiça mental.

  4. Martins Andrade

    10 de março de 2014 11:36 am

    Acabei de ler, ali em cima,

    Acabei de ler, ali em cima, algo sobre a Servidão Voluntária, de Etienne de La Boitie, e me deparo com mais um ansioso para ser tutelado.

    Por outro lado, como sou contra a toda forma de ditadura, e defendo o atual governo, já me antevejo como Ruben Paiva: preso como comunista, seviciado num pau de arara e, por fim, moribundo, jogado ao chão de um cubículo prisional e  um oficial pulando sobre meu corpo, com aqueles dois aveludados coturnos, para o acerto final.

    É o resumo de uma ditadura.

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