As Novas Armas da Rússia (2): Resumo das armas

As Novas Armas da Rússia (2): Resumo das armas

organização de Ruben Bauer Naveira

Este é o segundo artigo da série “As Novas Armas da Rússia”, que busca apresentar ao público brasileiro a nova realidade mundial inaugurada pelo discurso do presidente da Rússia Vladimir Putin no dia primeiro de março, o qual marca uma ruptura histórica de consequências imensuráveis para todo o mundo inclusive o Brasil: os Estados Unidos já não detêm mais a supremacia militar no planeta, e os seus dias de superpotência estão contados.

Esta série é também composta pelos seguintes artigos:

As Novas Armas da Rússia (1): O discurso histórico de Putin (transcrição do discurso)

– As Novas Armas da Rússia (3): Implicações militares (análise por Andrei Martyanov)

– As Novas Armas da Rússia (4): Implicações políticas (análise por The Saker)

As Novas Armas da Rússia (5): Implicações para o Brasil (análise por Ruben Bauer Naveira)

 

As Novas Armas da Rússia (2): Resumo das armas

Do Blog do Alok

Originalmente publicado no site SouthFront.org

Tradução pelo Coletivo Vila Vudu

 

 

No dia 01 de março, o presidente Vladimir Putin proferiu seu discurso anual “O Estado da Nação” perante a Assembleia da Federação Russa, e revelou os seis novos sistemas estado-da-arte em armas estratégicas do país.

Segundo Putin, as armas avançadas baseiam-se em extraordinárias realizações tecnológicas. Uma delas é uma “unidade miniaturizada de energia para alto desempenho”, a qual permite o desenvolvimento de “um sistema de armas nucleares estratégicas com um míssil movido a energia nuclear”.

Trata-se de um “míssil de tipo ‘invisível aos radares’, que voa a baixa altitude e transporta uma ogiva nuclear. Ele possui um alcance praticamente ilimitado, trajetória não previsível e capacidade para contornar os perímetros conhecidos de interceptação. É invencível contra todos os sistemas, existentes e em estudo, de mísseis de defesa antimísseis e antiaéreos. O míssil é manobrável pelo tempo que se faça necessário”. Ele foi lançado com sucesso no Campo Central de Testes no final de 2017.

O sistema lançado por aeronave de mísseis hipersônicos de alta precisão Kinzhal. O míssil voa a velocidade hipersônica, dez vezes mais rápido que a velocidade do som; ele pode manobrar em todas as suas fases da trajetória de voo, o que também possibilita superar sistemas de defesa antiaérea e antimíssil, carregando ogivas nucleares e convencionais em um raio de alcance de mais de dois mil quilômetros. No dia 01 de dezembro de 2017, esses sistemas entraram em testes operacionais a partir das bases do Distrito Militar Sul da Rússia.

Um veículo submersível intercontinental não-tripulado movido a energia nuclear, que pode navegar a grandes profundidades por entre os continentes, movendo-se em velocidade muitas vezes superior à velocidade de submarinos, torpedos de último tipo e todos os tipos de naves e embarcações de superfície, inclusive algumas das mais rápidas, podendo transportar ogivas nucleares e convencionais. Uma unidade inovadora de propulsão a energia nuclear para esse submersível não-tripulado completou um ciclo de testes em dezembro de 2017.

O sistema de míssil hipersônico estratégico Avangard – uma “asa-planadora”, testada com sucesso, com autonomia para voo intercontinental em velocidades supersônicas acima de Mach 20. O bloco asa-planador de cruzeiro pode percorrer distâncias intercontinentais; é altamente manobrável – lateral e verticalmente –, praticamente em condições de formação de plasma. A temperatura na sua superfície atinge entre 1.600 e 2.000 graus Celsius.

O míssil balístico intercontinental superpesado Sarmat, que pesa mais de 200 toneladas e tem fase de arranque curta, o que torna mais difícil a interceptação por sistemas de mísseis de defesa. Ele é equipado com uma ampla gama de poderosas ogivas nucleares, incluindo ogivas hipersônicas, além dos mais modernos meios para evasão em relação a mísseis de defesa. O Sarmat tem alcance praticamente ilimitado.

Além disso, desde 2017, os soldados russos já estão equipados com armas com laser. Sobre elas, “eu não quero revelar mais detalhes, porque ainda não é hora. Mas os especialistas entenderão que, com tais armas, a capacidade de defesa da Rússia foi multiplicada”, disse Putin, que acrescentou: “Há muito mais ainda em desenvolvimento” do que ele revelou, “mas, por ora, já é suficiente”.

As armas reveladas já ultrapassaram as fases de testes, entraram em uso e foram postas em testes para combate. Elas serão usados para dois propósitos principais:

– Para interceptar mísseis estratégicos de um possível agressor, em diferentes altitudes;

– Para permitir às forças nucleares estratégicas conduzir ataques por meio de veículos aéreos, aeroespaciais e submersíveis. Esses veículos serão usados para superar defesas de mísseis e para infligir dano inaceitável às forças armadas e à infraestrutura do inimigo. Eles podem atacar vários alvos no coração do território inimigo, para destruir grupos de aeronaves, fortificações costeiras, quartéis-generais, possivelmente uma constelação de satélites e outros alvos.

 

11 comentários

  1. e nóis aqui

    E “nóis” aqui!!!! Como vai a intervenção??? Já apanharam aquele riquíssimo traficante que insiste em morar na favela e andar de chinelo de dedo, com o barrigão cheio de vermes e que para evoluir, agora aprendeu a “ler fotografia”

    • Melhor procurar na Barra da Tijuca

      E ele usa terno Armani, anda de carrão alemão , faz academia e usa sapatos italianos. Dizem até que o sonho dele é que o filho estude e faça concurso para juiz !  Desta forma esta tudo dominado !

  2. Enquanto isto, “tramp” está

    Enquanto isto, “tramp” está preocupado com os puns do norte coreano.

    Mas é provável que os heróicos espiões da cia já estejam de posse das inovações e em breve lancem como se deles fossem.

    E o mundo? Que se exploda!

  3. “ESSA PORRA” aqui tem armas

    “ESSA PORRA” aqui tem armas mais eficazes: Corrupção generalizada, judiciário dsmoralizado, iniciativa privada que só prospera com contratos com o governo, fome, desigualdade social, muitos simpatizantes do fascismo, etc, etc, etc. Quer mais ??? Sim, e antes que eu esqueça: mais de 300 picaretas no legislativo.

  4. A alma da guerra e as armas de guerra

    Mísseis Hipersônicos, a virada de jogo no campo de batalha

    Publicado em 08/10/2017por tecnomilitar

    Conceito de veículo hipersônico

    Os mísseis e outros veículos voadores podem viajar em três faixas de velocidade: subsônica, supersônica e hipersônica: Os mísseis subsônicos voam abaixo da velocidade do som (Mach 1), cerca de 1.000 km/h. Os mísseis supersônicos voam acima de Mach 1, eles são geralmente considerados como voando entre Mach 1 e Mach 5, cerca de 1.000 a 5.000 km/h. Os mísseis hipersônicos viajam no intervalo supersônico superior em velocidades geralmente consideradas mais rápidas do que Mach 5, ou cerca de 5.000 a 25.000 km/h. Dito de outra forma, os mísseis hipersônicos voam a cerca de 1,8 a 9 km/s. Resumindo:

    subsônico – Mach 1 – supersônico – Mach 5 – hipersônico

    Os mísseis hipersônicos podem ser manobráveis ​​e viajar a aproximadamente 5.000-25.000 quilômetros por hora. Eles voam em altitudes incomuns, entre algumas dezenas de quilômetros e 100 quilômetros. Essas características de alta velocidade, manobrabilidade e altitudes incomuns tornam-se desafiantes para as melhores defesas de mísseis atuais e, até os últimos minutos de vôo, imprevisíveis quanto ao seu destino.

    Dois tipos primários de mísseis hipersônicos estão surgindo:

    Screenshot_20171007-081446

    – Veiculo Planador Hipersônico (HGV-Hypersonic Glide Vehicles): são lançados por foguetes que chegam até a atmosfera superior ou ao espaço próximo, entre 50 e  mais de 100km de altitude, onde são ejetados e voam para seu destino “deslizando” ao longo da atmosfera superior. Eles viajam nos níveis superiores de velocidades e altitudes hipersônicas. HGVs diferem de maneiras importantes dos tipos atuais de mísseis balísticos e de cruzeiro. Um HGV pode variar o seu ponto de impacto e a trajetória associada ao longo do tempo de voo. Os HGVs também voam em altitudes mais baixas em comparação aos mísseis balísticos.

    Falcon_HTV_2_may_bay_khong_nguoi_lai_sieu_thanh_My7

    falcon-2Conceito geral de um HGV

    – Míssil de Cruzeiro Hipersônico (HCM-Hypersonic Cruise Missile): são alimentados durante todo o caminho até seu destino por foguetes ou motores a jato avançados, como scramjets (ramjets supersônicos de combustão). São versões mais rápidas dos mísseis de cruzeiro existentes.

    Hypersonic-Missile-800x430Conceito geral de um HCM

    Ambos os tipos de mísseis podem estar prontos para uso militar em uma década ou menos. Por serem manobráveis, os dois tipos de mísseis são muito mais difíceis de se interceptar do que os mísseis balísticos legados. Além disso, sua altitude de voo e manobrabilidade resultam em um aviso prévio menor em relação aos mísseis balísticos legados.

    Esforços de desenvolvimento

    Os mísseis hipersônicos estão atualmente sendo desenvolvidos principalmente pelos Estados Unidos, Rússia e China. Outros países além desses três também estão desenvolvendo tecnologia hipersônica até certo ponto. França e Índia são os mais comprometidos, e ambos atraem, até certo ponto, a cooperação com a Rússia. Em termos de nível de esforço, os próximos programas são os da Austrália, Japão e entidades europeias.

    A tecnologia hipersônica tem um caractere de dupla utilização, pode ser usado para fins não-militares, incluindo lançamento espacial, recuperação de espaçonaves e transporte civil de passageiros e carga. No entanto, uma vez que uma nação adquire tecnologia hipersônica, suas intenções podem mudar, a tecnologia pode ser importada ou exportada, quebrando o ciclo da lenta rota do desenvolvimento indígena. A situação atual, com pesquisas hipersônicas abertamente divulgadas e amplamente disseminadas entre governos, indústrias e universidades, apresenta desafios para a não-proliferação.

    Por outro lado, existem barreiras técnicas formidáveis ​​para dominar tais tecnologias hipersônicas: gerenciamento térmico de materiais; veículo aéreo e controle de vôo; propulsão para HGV; e testes, modelagem e simulação. Além disso, há incertezas econômicas sérias sobre o mercado para algumas aplicações comerciais, inclusive aviões hipersônicos. Todos estes elementos levantam a possibilidade de que, com a restrição na cooperação internacional, a difusão de mísseis hipersônicos pode ser limitada. As armas hipersônicas não serão implantadas em quantidade por mais uma década, e a proliferação para as nações menores viria depois.

    Uma capacidade de virada de jogo

    Existem considerações estratégicas a favor da limitação da proliferação de mísseis hipersônicos. Os mísseis hipersônicos não aumentam necessariamente a vulnerabilidade das nações que não possuem defesas de mísseis, elas já são vulneráveis ​​aos tipos atuais de mísseis. No entanto, um número crescente de nações está adquirindo defesas de mísseis que poderiam ser penetradas por mísseis hipersônicos. Um ataque hipersônico pode ocorrer com muito pouco tempo de advertência, esse fator e a imprevisibilidade dos alvos de um ataque hipersônico comprimem a linha de tempo para a resposta do grupo atacado.

    Os mísseis hipersônicos também aumentam a expectativa de um ataque desarmante. Essas ameaças encorajam as nações ameaçadas a tomar ações como a devolução do comando e controle de forças estratégicas para um nível mais baixo, maior dispersão de tais forças e uma postura de lançamento em alerta. Em suma, ameaças hipersônicas encorajam táticas de gatilho, ou seja, encorajam as nações ameaçadas a atacarem primeiro, o que aumentaria a instabilidade das crises.

    A ameaça é maior para nações com recursos limitados, mas com investimentos em defesa de mísseis. No entanto, as grandes potências também estão ameaçadas pela proliferação de mísseis hipersônicos e as crises que podem exacerbar. Quanto mais os mísseis hipersônicos proliferam-se nas mãos de outras nações, as crises ganham novos caminhos.

    Principais características dos HGVs

    Os Veículos Planadores Hipersônicos (HGVs) são veículos não alimentados que se “deslizam” para o alvo no “topo” da atmosfera, atingindo entre 50 a 100 km de altitude. Mesmo nesta atmosfera rarefeita, eles são projetados para produzir uma sustentação equivalente ao seu peso além de mantê-los em altas velocidades hipersônicas. Um conceito operacional típico de um HGV envolve o lançamento de um míssil balístico capaz de libera-lo em uma altitude, velocidade e ângulo de percurso de voo adequados para que ele possa deslizar-se até o alvo. As condições iniciais de liberação são conduzidas pela trajetória pretendida e pelas características do veículo.

    20171008_084636Trajetória de um míssil balístico vs HGV

    As trajetórias dos HGVs são muito diferentes dos Veículos de Reentrada Manobráveis (MaRVs) desenvolvidos no passado. A trajetória de um MaRV é principalmente em modo balístico acima de 100 km, com algumas manobras executadas pós-reentrada. Em contraste, o HGV gasta uma parcela insignificante (se houver) de seu vôo em modo balístico.

    Screenshot_20171005-215919Trajetória típica HGV vs MaRV

    As capacidades dos mísseis hipersônicos oferecem vantagens ofensivas e defensivas:

    – Ofensivas: De uma perspectiva ofensiva, a manobrabilidade pode potencialmente fornecer aos HGVs a capacidade de ser atualizado em vôo para atacar um alvo diferente do planejado originalmente. Os HGVs são inerentemente manobráveis desde o momento em que começam a sua fase de deslize até o alvo. Com a capacidade de voar em trajetórias imprevisíveis, esses mísseis colocarão áreas extremamente grandes em risco durante grande parte de seu voo. Os sistemas de rastreamento não podem estimar o ponto de impacto de um veículo hipersônico, que pode variar fortemente tanto em escala descendente como transversal, até a fase final de vôo.

    – Defensivas: Existem também grandes diferenças defensivas entre MaRVs e HGVs. As manobras de pós-reentrada de alta força para ambos os mísseis desafiarão as defesas terminais, mas como a maior parte da trajetória do MaRV é exoatmosférica, sistemas de defesa de mísseis balísticos que operam na região exoatmosférica permanecem efetivos contra os MaRVs, mas não contra os veículos deslizantes. Em outras palavras, um MaRV possui todos os atributos e vulnerabilidades de um RV (Veiculo de Reentrada) balístico, com exceção da fase pós-reentrada.

    Embora os veículos planadores geralmente não sejam alimentados, um pequeno sistema de propulsão que proporciona velocidade adicional ou alguma atitude ou controle direcional também pode ser integrado ao veículo. No entanto, o valor de um motor adicional precisaria ser negociado em virtude dos custos associados ao peso adicional e à complexidade adicionada.

    HGVs como armas

    Penetração de defesas

    A trajetória e as capacidades dos veículos planadores ​​fornecem-lhes alguns atributos sem precedentes que podem prejudicar as doutrinas militares atuais das nações avançadas. Os veículos planadores ​​têm o alcance e a velocidade dos mísseis balísticos, mas, ao contrário desses mísseis, eles voam em altitudes mais baixas e apresentam trajetórias relativamente imprevisíveis que podem incluir manobras significativas. Essas características fazem com que os veículos planadores ​​desafiem as defesas mais modernas da atualidade, eles tendem a voar para fora dos envelopes de altitude e velocidade da maioria dos modernos sistemas de defesa aérea e de mísseis. Eles podem derrotar os atuais sistemas de defesa de mísseis balísticos  por causa de suas trajetórias imprevisíveis de longo alcance, manobrabilidade e altitudes de voo, essas características impedem que as defesas possam calcular o ponto de interceptação do HGV  e os interceptadores já em voo seriam incapazes de corrigir a tempo sua trajetória. Os sistemas de defesa aérea terminais também seriam desafiados pelos veículos planadores ​​devido às suas altas velocidades e à sua potencial manobrabilidade final.

    Raytheon-Upgrades-SM-3-Block-IBs-1024x668Sistemas de defesa balístico exoatmosféricos como o SM-3 serão inúteis contra os veículos hipersônicos.THAADSistemas antibalísticos de defesa terminal exo/endoatmosféricos como o americano THAAD terão melhores chances do que os exclusivamente exoatmosféricos como o SM-3. Mas o THAAD já estaria no liminar da capacidade contra os HGVs e seria incapaz contra os HCMs que possuem envelope de voo mais baixo do que o envelope de engajamento do THAAD.Patriot_pac-3_3Sistemas antibalísticos de defesa terminal endoatmosféricos como o SM-6 ou PAC-3 terão mais chances de sucesso contra os sistemas hipersônicos, mas mesmo esses serão desafiados de alguma forma pelos HGVs e HCMs.

    As nações que não possuem sistemas avançados de defesa capazes de defender-se contra mísseis balísticos provavelmente não experimentarão uma grande mudança na ameaça dessas novas armas porque já são vulneráveis ​​a mísseis balísticos, a possível exceção é o tempo de aviso. As armas hipersônicas aumentam substancialmente a ameaça para as nações com defesas de mísseis de fato eficazes.

    Linhas de tempo comprimidas

    As nações que não possuem (ou têm acesso a) sistemas de sensores baseados no espaço para detectar lançamentos de mísseis balísticos e que dependem de sensores baseados no solo, como radares, para detectar mísseis balísticos de médio e longo alcance, poderiam experimentar uma outro compressão em seu tempo de decisão / resposta.

    O raciocínio é que os mísseis balísticos típicos tendem a voar em altitudes mais elevadas do que os veículos deslizantes ​​e, portanto, devem ser detectados anteriormente. Devido à curvatura da Terra e à baixa altitude do HGV em comparação com a de um míssil balístico de alcance similar, o radar ou outros sensores em solo provavelmente não detectarão um VHG tão cedo quanto um míssil balístico. Por exemplo, um radar que opera a partir da superfície da Terra detectaria um míssil balístico a aproximadamente 3.000 km, aproximadamente 12 minutos antes do impacto, mas não detectaria um HGV até cerca de seis minutos antes do impacto.

    Screenshot_20171005-220003Detecção por sensor terrestre HGV vc míssil balístico

    Observar que os potenciais sistemas defensivos que pretendem interceptar os mísseis balísticos antes de implantar sua carga útil, por exemplo, na fase de impulso, manteriam sua eficácia contra as armas HGVs.

    Obs: A parte II irá abordar os HCMs e os projetos atualmente em desenvolvimento em diferentes países. A atualização será neste mesma página.

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  5. Vejo muito enfoque nos

    Vejo muito enfoque nos mísseis hipersônicos. Certamente as armas de maior efeito, pois praticamente não haveria defesa contra elas. Mas vejo com maior interesse o desenvolvimentos dos motores (reatores) nucleares miniaturizados para acionamento de mísseis e submarinos de cruzeiro. Na minha opinião uma revolução de mesma importância que a invenção dos submarinos nucleares, ou seja, a possibilidade de autonomia e alcance praticamente ilimitado.

    Cabe notar que esses mísseis com motores nucleares não seriam úteis para ogivas convencionais uma vez que o resultado final seria uma bomba suja. Mas poderiam equipar drones que por sua vez transportaria mísseis com ogivas convencionais.

    Fora a aplicação militar poderá servir para a propulsão de sondas espaciais e talvez aplicações na indústria que dependam de geradores para alimentação de energia em lugares remotos como, por exemplo, plataformas de petróleo e instalações submarinas… A propósito, com essa confusão toda de golpe e tentativa de esfacelamento da Petrobras, como andam as pesquisas científicas que eram patrocinadas pela Petrobras?

     

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