5 de junho de 2026

Brasil entra no radar da disputa entre EUA e China por minerais estratégicos

País ganha protagonismo no embate entre EUA e China; artigo aponta papel central do Brasil na reorganização das cadeias globais
Reprodução

A imprensa chinesa reage à aproximação do Brasil com países ocidentais na disputa por minerais estratégicos.
Brasil é destacado por reservas e potencial de fornecimento para tecnologias avançadas e energia limpa.
Global Times alerta para riscos de dependência e posição subordinada do Brasil nas cadeias globais.

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A disputa global por minerais críticos ganhou um novo capítulo com a reação da imprensa chinesa à crescente aproximação entre o Brasil e países ocidentais no setor.

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Em artigo publicado pelo jornal estatal chinês Global Times, o movimento brasileiro de cooperação internacional em minerais estratégicos é interpretado como parte da reconfiguração das cadeias globais de suprimento, em meio à rivalidade entre Estados Unidos e China.

O texto destaca que países como o Brasil passaram a ocupar posição central nessa disputa, devido ao volume de reservas e ao potencial de fornecimento de insumos essenciais para tecnologias avançadas, como energia limpa, eletrônicos e defesa.

Segundo a análise, iniciativas lideradas pelos Estados Unidos — voltadas à diversificação das cadeias produtivas e à redução da dependência da China — têm buscado fortalecer parcerias com países ricos em recursos naturais, incluindo o Brasil.

Ao mesmo tempo, o artigo sugere que essa aproximação deve ser observada com cautela, alertando para o risco de que países emergentes sejam incorporados a cadeias globais em posições subordinadas, limitando sua capacidade de desenvolver indústria própria e capturar valor agregado.

A publicação também reforça que a disputa por minerais críticos ultrapassa o campo econômico, assumindo caráter estratégico e geopolítico, com impactos diretos sobre segurança energética, inovação tecnológica e autonomia nacional.

O posicionamento da imprensa chinesa surge em um momento em que o governo brasileiro intensifica acordos internacionais no setor e defende a industrialização interna desses recursos, ao mesmo tempo em que enfrenta pressões externas e disputas políticas domésticas sobre o controle das reservas.

Nesse cenário, o Brasil se vê no centro de uma disputa global cada vez mais explícita — e sob pressão de diferentes polos de poder para definir seu papel na nova economia dos minerais críticos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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