21 de maio de 2026

China apresenta iniciativa de segurança global para “combater mentalidade da Guerra Fria”

Proposta foi defendida pelo próprio presidente Xi Jinping, que afirmou que sistema estaria baseado no respeito à soberania e integridade territorial de todos os países, além da não interferência em seus assuntos internos
O presidente da China, Xi Jinping (foto: Huang Jingwen / Agência Xinhua)

Durante seu discurso na Cerimônia de inauguração da Conferência Anual do Foro de Bo’ao – espécie de Foro de Davos regional, que reúne 25 países asiáticos e também a Austrália – o presidente chinês Xi Jinping apresentou uma iniciativa no campo da segurança global, que segundo ele, visa “combater a mentalidade da Guerra Fria”, o hegemonismo, a política de poder, para criar “uma comunidade de segurança indivisível”.

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“Já foi provado repetidas vezes que a mentalidade da Guerra Fria só leva à destruição da estrutura da paz global. Que o hegemonismo e a política de poder colocam em risco a paz mundial. Que o confronto em bloco apenas exacerba os desafios da segurança no Século XXI”, salientou o líder chinês, segundo matéria da agência estatal chinesa Xinhua.

De acordo com a visão de segurança internacional do presidente chinês, seu sistema teria como objetivo estabelecer o conceito de segurança “comum, abrangente, cooperativo e sustentável”, mas também afirmou que ele estaria baseado no respeito à soberania e integridade territorial de todos os países, além da não interferência em seus assuntos internos.

Xi assegurou que a proposta chinesa foi desenhada para “criar uma arquitetura de segurança eficaz e equilibrada e se opor às tentativas de alcançar a segurança de uma nação em detrimento da segurança de outro país”.

O mandatário chinês também aproveitou de fazer fortes críticas aos “países que utilizam sanções unilaterais como forma de retaliação” – não citou nominalmente os Estados Unidos ou a União Europeia, mas parece estar claro que se referia às medidas impostas por estes à Rússia, devido ao conflito com a Ucrânia.

Em vez disso, segundo o argumento de Xi, se geraria um novo sistema de resolução de disputas entre nações através do diálogo e sem duplicidade de critérios. “Assim, poderemos trabalhar unidos em disputas regionais e desafios globais, como terrorismo, mudanças climáticas, segurança cibernética e biossegurança”, completou.

Ao concluir, o presidente chinês usou uma metáfora conhecida: “os países ao redor do mundo são como passageiros a bordo do mesmo navio, e compartilham o mesmo destino. Para que o navio enfrente a tempestade e navegue para um futuro brilhante, todos os passageiros devem trabalhar juntos. A ideia de jogar alguém no mar é simplesmente inaceitável”.

Leia também:

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Victor Farinelli

Victor Farinelli é jornalista residente no Chile, corinthiano e pai de um adolescente, já escreveu para meios como Opera Mundi, Carta Capital, Brasil de Fato e Revista Fórum, além do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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