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Por Ricardo Camera, Lucas Santos e Bruno Lima Rocha
Embraer, Boeing e a projeção de poder tecnológico do Império
Estamos sob o bombardeio midiático e mesmo antes da crise da Nova República e do golpe com apelido de impeachment que derrubou a presidenta Dilma Roussef em seu segundo mandato, há um consenso forçado – ou um consentimento forçoso – onde se associa a imagem de empresas públicas ou estatais como “ineficientes”. Ao mesmo tempo, as falácias de modelos neoliberais fazem com que parte da população aumente tanto sua desconfiança para com o aparelho de Estado (o que é compreensível), mas também, assuma como suas teses que ferem totalmente a soberania do Brasil sobre seu destino e território. Tal é o caso da Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A., nascida uma estatal e transformada em transnacional de controle brasileiro até a “fusão” com a estadunidense Boeing.
“É preciso derrubar os mitos que cercam a operação entre a Embraer e a Boeing”. Não é uma parceria, ao contrário do que disseram os presidentes das duas empresas. Os negócios da Embraer vão se dissolver na nova empresa, quando ela for englobada por uma companhia muito maior. Seguiríamos como gado para o abate a quase “inevitável” via das fusões e aquisições. Dizem os “espertos do mercado” que não há outro caminho neste mercado de gigantes, mas é bom usar as definições certas. Isso se a “fusão” for confirmada em definitivo. Geralmente a indústria aeronáutica e aeroespacial é um componente em que se verifica a capacidade industrial e tecnológica de um país independente. Ou seja, privada ou estatal, ter uma indústria desta envergadura é sinal de grandeza de um país. Perde-la é derrota de igual envergadura.
Como toda empresa estratégica, privada ou não, a mão do Estado capitalista está presente. “Mesmo depois de ser privatizada, a fabricante de aviões sempre voou com a ajuda do Estado, só do BNDES foram R$ 8 bilhões de financiamentos e mais US$ 22 bi de crédito à exportação.” Disse a jornalista Miriam Leitão em sua coluna, na mesma semana que a Embraer e a Boeing anuncia a criação de uma joint-venture realizada no valor de 5,2 bilhões de dólares. Basicamente, a Boeing irá se apoderar nova empresa no que tange a parte de aviação civil, ficando com 80% da ações[1]. Não obstante, deve-se levar em conta, na comparação entre as empresas, que a Embraer teve em 2017 lucro líquido de R$ 795,8 milhões de reais e US$ 18,9 bilhões de valor de mercado, enquanto, em outro patamar de escala, a Boeing teve no mesmo ano uma receita líquida de US$ 8,1 bilhões de dólares e valor de mercado de US$ 92,333 bilhões – sem mencionar sua integração em diversas cadeias globais de valor. A Boeing tem valor de mercado 11,3 vezes maior do que a Embraer. Afinal, o que observamos é ou não uma empresa dos EUA em processo de aquisição de uma empresa brasileira de grande valor estratégico nas suas dimensões econômica, política e militar? Logo, em isso se consumando, trata-se de uma evidente violação de soberania nacional? Sim, cremos que sim.
Para entender esse fato e seus possíveis desdobramentos é preciso ter noção da lógica maior que atravessa a questão. Não basta simplesmente se indignar diante da venda da empresa e apenas propor o exato oposto, dada a arapuca que os expoentes notórios da centro-esquerda nacionalista não perceberam ainda. Ou fingem não perceber. Contudo, o coro neoconservador e liberal ao acordo Boeing-Embraer também é contraditório aos interesses brasileiros. Está mais para um America First! E o governo do presidente Jair Bolsonaro, aquele que bateu continência para um representante diplomático do America First! – pretende manter o negociado.
De fato, as alternativas à Embraer são complicadas, para não dizer difíceis. Mas afinal, que arapuca é essa em que o Brasil caiu? Bem, a lógica resumida da armadilha é que os Estados Unidos, graças ao alto grau de desenvolvimento tecnológico de seus centros de pesquisas e complexo industrial-militar – costurados em uma grande estratégica nacional para derrotar a URSS – puderam ser a vanguarda de tecnologia sofisticada no mundo. Todavia, a partir dos anos ’70 e ’80, os países emergentes – Brasil, Argentina e tigres asiáticos – e os aliados desenvolvidos e reestruturados da guerra – Comunidade Europeia e Japão – também passaram a almejar projetos nacionais de desenvolvimento tecnológico, que lhes conferissem o prestigio e autonomia frente a sistemas de telecomunicações e TI, indústria aeroespacial, indústria bélica e correlatos.
Contudo, existiam entraves reais para esses países, tanto no quesito de cooperação internacional, como na tentativa de se produzir sozinho determinada cadeira de valor. Em outras palavras, a maior parte do mundo, sob a influência direta ou indireta dos Estados Unidos, não poderia fazer acordos de investimentos e transferência de tecnologia com a URSS e seus aliados. Não obstante, o desenvolvimento unilateral de tão sofisticada ciência tornaria o processo muito lento e custoso, visto que plantar alimentos e ter indústria de bens de capitais são “estágios” que os países em desenvolvimento e desenvolvidos citados já tinham cumprido. Agora, o complexo industrial-militar e seus derivados lidam com componentes muito mais avançados, que levam anos de planejamento e Pesquisa & Desenvolvimento (P&D). Os Estados Unidos, por seu turno, tinham noção de que não poderiam perder seus mercados cativos, nem permitir a emergência de potências militares e tecnológicas em seu quintal – ameaçando sua hegemonia geopolítica e geoestratégica. Por exemplo, a tentativa de desenvolvimento industrial autônomo durante o governo Geisel e a projeção de poder do Brasil sobre o Atlântico Sul, poderia implicar em presença geoestratégica no continente africano, algo que veio a ocorrer novamente durante os dos governos de Lula e ao menos o primeiro governo Dilma.
Este tipo de criação de excedentes de poder, caso impliquem também o controle sobre cadeias sensíveis – como as de tecnologia militar associadas à indústria bélica e de alta complexidade – pode criar uma relação direta Sul-Sul, onde o Brasil pôde (ao menos parcialmente) exercer autonomamente sua política externa. Territórios com as dimensões potenciais do Brasil são “de por si” uma ameaça potencial permanente para as potências, e especificamente para a Superpotência que projeta poder militar na América Latina.
Concomitantemente, a indústria nascente e já na forma de oligopólios do Vale do Silício desejava expandir mercados e obter ganhos de produtividade em outras regiões do globo. Então a manobra estratégica foi a seguinte: difundir os capitais tecnológicos norte-americanos em todo o mundo capitalista, de modo a incorpora-los nos projetos nacionais de cada país; assim, obtendo uma série de controles sutis, e dirigindo o processo da indústria sofisticada nesses Estados. Por exemplo, impedindo o avanço excessivo de tecnologia estrangeira ao não transferir todas as “cartas da manga”, mas apenas as que lhes interessavam.
Por exemplo, tendo acesso aos códigos fontes dos outros países, conhecendo detalhes precisos de seu sistema de inovação e produção, espionagem industrial, backdoors e até boicote ou destruição da indústria local. Como no emblemático caso da compra do parque bélico argentino pelo maior oligopólio das armas do planeta, a norte-americana Lockheed Martins. Ou nos sucessivos embargos do governo dos EUA às vendas da Embraer – relativas aos EMB-314 Supertucanos; ou ainda, o boicote da aviônica feito nos anos 1980, em razão da política estadunidense supostamente interessada na proteção dos relação aos diretos humanos, que de fato eram violados pelo governo militar. A falta de aviônica (tecnologia sensível de circuitos e eletrônica), sem a qual os aviões não voam, fez a Embraer parar sua produção. Eis a arapuca montada. Somente Estados Unidos e aliados
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anglo-saxões, França, Japão e Rússia possuem domínio sobre a tecnologia embarcada na forma de aviônicos. Na década de ’80, o país apostou na criação de um caça bi-nacional, o AMX, em parceria com a indústria bélica da Itália. O projeto não foi adiante.
Além dos aviônicos, uma série de outros componentes chamados de aeroestruturas, vistas acima na pirâmide de subcontratos e fornecedores, e de alto valor agregado, não se produz o Brasil. Desse modo, o cenário que se projeta para o pais se eventualmente não aceitássemos no acordo Boeing-Embraer, e de repente, houvesse uma guinada ao conhecido “Brasil Potência”, seria uma resposta geoestratégia agressiva dos Estados Unidos, via uma possível escalada de embargos e boicotes aos produtos da Embraer. Seria importante testar esse tipo de confronto, mas o mesmo implica um alto nível de coesão interna, visto que seria a contraposição de interesses estratégicos do Brasil contra o dos EUA. Isso, em tempos de ilusões neoliberais e tentativa de alinhamento automático com o governo Trump seria impensável com a ausência de um nacionalismo popular mais agressivo e também mais entranhado dentro do aparelho militar brasileiro.
Como mencionado, esse tipo de boicote já ocorreu diversas vezes, e não apenas com o Brasil. Como o caso exemplar de chantagem internacional, observemos a questão da Alemanha Ocidental e França, nos anos ’70, as quais desenvolviam um sistema de satélites de telecomunicações autônomo, o Simphony. Seu lançamento falhou miseravelmente e, logo em seguida, os EUA se ofereceram para lançar o programa Simphony somente na condição de que a Alemanha e França não promovessem telecomunicações com esses satélites – promovendo, então, a manutenção do monopólio anglo-americano da Intelsat.
Consequentemente, se por um lado uma guinada à lá Geisel é ameaçada pela possibilidade de chantagens e embargos, de outro, há a questão comercial. De fato, mesmo sendo a terceira maior fabricantes de aviação civil do mundo, a Embraer não terá condições de competir com a fusão canadense-europeia da Airbus-Bombardier e a Boeing norte-americana. Ambas possuem um parque industrial tecnológico e fontes de financiamento que estão a anos luz de um país semiperiférico. Além disso, a tendência é que o Brasil corte investimentos públicos e subsídios, incluindo compras governamentais das forças armadas, o que dificultaria ainda mais a sobrevivência da Embraer. Esta é a armadilha formada. Isso implica em quebra imediata da Embraer? Evidente que não, apenas que a empresa brasileira perderia em volume, sendo obrigada a buscar mercados específicos e aprofundar a presença na aviação regional chinesa (em específico) e asiática como todo. Mas, para realizar esta medida que acabamos de citar, seria preciso uma vontade coesa e capacidade de consecução das decisões estratégicas.
Isso quer dizer que o Brasil não tem alternativas? Bem, elas existem, mas como afirmamos acima, são complexas e envolvem um trabalho de política externa, comércio exterior e política industrial/ciência e tecnologia que o próximo governo parece não ter como meta. Primeiro, ao redor de metade das exportações brasileiras de aeronaves e helicópteros tem como direção os Estados Unidos, (o que reflete uma espécie de dependência também na esfera de exportações). Nesse sentido, poderíamos cortar todas as exportações do complexo aeronáutico brasileiro aos vizinhos do norte – e até, se há audácia para isso, não entregar os projetos que já foram pagos, a menos que os Estados Unidos tirem embargos. Essa seria uma estratégia arriscada, dentro do pior dos cenários, por que também teria um alto custo político e econômico ao Brasil, e contribuiria para quebrar todo o setor aeroespacial local – haja vista que não temos capacidade geoeconômica de contrapor decisões da superpotência na mesma medida. Não temos o potencial de nos defender tal qual às retaliações no preço do petróleo promovidas pela OPEP nos anos ’70; mas sempre é possível contar com uma manobra de nacionalismo popular interno de modo a contrapor a presença ideológica e cultural dos EUA sempre enfraquecendo a coesão de nossos países.
Outra estratégia para nos mantermos autônomos seria realizar acordos de cooperação internacional sul-sul com os países do BRICs, dado que Rússia, China e Índia tem alto nível tecnológico, dominam cadeias globais de valores; a própria China já realizou parcerias no passado com a Embraer, e também deseja construir uma indústria aeronáutica competitiva. Seria uma saída de mestre. Mesmo o Japão, Coreia do Sul, França e Alemanha desejam se ver mais autônomos dos arbítrios dos Estados Unidos. São possíveis parceiros, que dependem de uma grandiosa persuasão diplomática, um jeitinho brasileiro…
Há uma terceira saída. A mais “conveniente” dentro dos parâmetros do governo que se vislumbra. Celebrar um novo acordo com a Boeing, porém, que a nova empresa seja no mínimo dividida 50/50 e com a Golden Share do governo brasileiro, e não 80/20 como está agora. Em segundo lugar, não negociar as áreas em que as forças armadas estejam envolvidas. Seria o mais correto dentro do horizonte imediato. Um adendo: como fica a joint-venture da Embraer e Telebrás, a Visiona, empresa construtora de satélites brasileira? Haverá entrelaço institucional-político-econômico-jurídico com os Estados Unidos? Sabe-se que, se for o caso, nossos códigos-fonte necessariamente passarão em mãos norte-americanas, tendo em vista seu arcabouço jurídico. O mesmo vale para a área militar, se firmado o acordo de outra joint-venture para a produção do avião KC-390. A contradição se agrava quando vemos formalizado nos termos da licitação apresentada pelo governo no recente processo de compra de caças militares, o projeto FX-BR. A licitação utilizava de Acordos de Offset, cláusulas de transferência completa de tecnologia, obrigatórias no Brasil desde 1992 para compras governamentais no setor aeroespacial, que objetivam uma ampla absorção de tecnologia externa para redução da discrepância tecnológica frente aos países de economia desenvolvida.
Em suma, há motivos suficientes para afirmar que a Embraer está enrascada, e que os militares, ao não pressionarem pela mudança nos termos, estão embriagados e catatônicos com os assuntos eleitorais nacionais – leia-se, protagonismo na política doméstica e abandono da projeção de poder autônomo dentro do Sistema Internacional. Ainda que, sejamos justos, os generais e brigadeiros tenham se preocupado, ao menos um pouco, com a parte militar da Embraer, teremos um desastre quase irrecuperável se a Boeing arrebentar nosso frágil tecido tecnológico-industrial.
A encruzilhada é de dupla envergadura. A mais exposta é a incorporação da Embraer S.A. e o pouco que resta do sonho de Alberto Santos Dumont e dos pioneiros da aviação brasileira se transformar em distopia imperialista. A outra encruzilhada é supor que pela simples existência de forças armadas estas sejam suficientemente nacionalistas e comprometidas com nossa soberania a ponto de serem anti-imperialistas diante da Superpotência. Mas, é preciso reforçar. Defender a Embraer é defender a capacidade instalada no território brasileiro e qualquer saída de longo prazo vai precisar de uma indústria aeronáutica e de aviação de caça para defender nosso espaço aéreo das ameaças imperiais.
Ricardo Camera é estudante de relações internacionais; Lucas Santos é formado em ciências da computação e Bruno Lima Rocha é professor de relações internacionais e jornalismo; todos são membros do Grupo de Pesquisa Capital e Estado (https://capetacapitaleestado.wordpress.com)
[1] Ver em: https://g1.globo.com/economia/noticia/boieng-e-embraer-fecham-acordo-para-formar-joint-venture.ghtml

Lâmpada
28 de dezembro de 2018 3:05 pmProjeto Nacional
“Brasil”, nome de fantasia, não se constituiu em Nação. Nascemos num mesmo território, não nos vemos como um mesmo povo. A antiga configuração, escravizados/elites locais/colonizadores, permanece, sob novas máscaras. Assim, não existe, nem poderia existir, um Projeto Nacional. Desse ponto de vista, entendo como se gastam recursos materiais e humanos – no caso em questão, desde a criação do ITA – e, de repente, se desnacionaliza o projeto. Argumento: A Embraer, no atual contexto (mercado, tecnologia, geopolítica) é inviável. Ora, ela sempre foi inviável, só o gigantesco suporte governamental permitiu o seu nascimento e continuidade. Tal suporte veio por: fornecimento de mão-de-obra e tecnologia (ITA e CTA); recursos a fundo perdido; empréstimos subsidiados; compras governamentais; etc. Mas, como continuar sem entregar? Com os BRICS, mas com independência: aprendendo e desenvolvendo novas tecnologias. O mesmo para os outros projetos de que estamos abrindo mão: nuclear e espacial.
Horacio Duarte
28 de dezembro de 2018 3:31 pmAlguns detalhes a mais
Faltou falar que, nos próximos 20 anos, a demanda por aviões na china é de 6 mil aeronaves de grande porte. Investidores chineses compraram quase todos os fabricantes pequenos nos eua e que a china investe pesado nesta área.
A boeing não tem capacidade para este mercado mas a guerra comercial de trumpo não é só pela tecnologia 5G.
O jogo é bruto, para se ter idéia, o ciclo de vendas, de um avião de porte, estava por volta de 800 unidades.
Toda a produção da embraer é direcionada para os eua e união européia, com o crescimento da china, e outros emergentes, acabou ficando fora do mercado em crescimento.
Os controladores tiveram que entregar tudo com a guerra comercial declarada por trump. Sem falar que a venda mela o acordo dos caças e abre espaço para a venda de caças americanos de segunda mão.
É impressionante o poder das empresas de muamba e sucata de guerra sobre o governo americano. Rezam pelo livre mercado, mas…
A tentativa da embraer de sair deste cerco, pelo menos eu vejo assim, foi o avião cargueiro, dito militar. Acertou que a venda internacional seria feita com exclusividade pela boeing. Um erro absurdo.
Como temer não pagou pelos aviões contratados, custo do desenvolvimento, a empresa faliu. No Brasil não há bancos. Juros de 60% ao ano não financiam projetos deste porte.
A lição que fica é que não há como internacionalizar a economia com o atual sistema bancário.
O caso embraer é mais um case de fracasso de gestão de empresas privatizadas.
Precisamos analisar outros cases, como a vale, que fez a china ter 50% da produção de aço no mundo, e o destino da siderurgia privatizada com os mercados externos se fechando.
A visão de mundo da da equipe econômica que sai e a que vai assumir é a mesma da classe média brasileira que a apoia, ver entrevista do morão, desinformada e positivista. Ou neoliberal como eles se auto-donominam. Mas que fique claro, de liberal não têm nada.
Edson Mutti
28 de dezembro de 2018 4:35 pmInvasão da Boeing em nossa soberania.
Lancei a campanha #BOEING, NÃO, no G+
Quem acredita no aumento de emprego (imbecís retardados) me chamam de louco.
E os fornecedores de papel higiênico, papel toalha, café, açúcar, vassoura etc??? para não falar na equipe técnica.
Vão quebrar todos. O Vale do Paraíba será um Vale Vazio
Bem cantava Renato Teixeira…”Povo marcado e povo feliz”
LF Pereira
28 de dezembro de 2018 5:19 pmVai virar Boeing? E daí?
A sobrevivência da Embraer é importante para o pais. E mesmo com o logotipo Boeing, está de bom tamanho. Que o governo exerça as prerrogativas garantidas pela golden share e esqueça os nacionalistas sem noção que pretendem meter o bedelho numa EMPRESA PRIVADA pertencente majoritariamente a investidores estrangeiros. Só se pode pretender que a empresa mantenha (e até aumente) os empregos no Brasil. A Boeing só se interessa porque poderá competir com a Airbus. Os ativos e carteira atual da Embraer pouco importam; o pulo do gato é nossa expertise em jatos regionais. Lembrando que a Embraer manterá o seguimento de aviação militar para atender o Brasil e exportar. Querem o quê? Que feche?
ze sergio
28 de dezembro de 2018 5:33 pm88 ANOS DE ANTICAPITALISMO DE ESTADO ABSOLUTISTA
Produziu nosso Troglodismo Intelectual. Uma Empresa com tamanha parcela de Mercado Mundial não é apenas uma Empresa. É uma Cadeia Comercial, Financeira, Estratégica, Política, Tecnologica que traz consigo toda uma Malha de Serviços, Reposilçoes, Acessorias, Manutenções e Peças de Reposição. O Maior Mercado deste Século serão Vôos Regionais. E a EMBRAER estava engolindo por inteiro este Mercado. Bombardier, não conseguindo concorrer contra a Brasileira, foi encorporada pela AirBus porque estava à beira da falência (apesar dos contratos com o Governos Brasileiros em outros setores de atividade da Empresa, dando sobrevida à maior concorrente da Embraer. Mas Somos Gênios, não é mesmo?!). Além disto a AirBus é um Consórcio Franco-Britânico, e o Canadá tem estreitas relações com a Comunidade Britânica, da qual faz parte. Qual é a nossa relação com os Americanos da Boeing? Horas na fila do Consulado a mendigar um Visto?! Empresa construída pela genialidade e recursos do Povo Brasileiro, que foi entregue aos Governos Democráticos, Progressistas e Socialistas, sendo 100% Nacional. Isto, até 20 anos atrás. Parabéns. Qual foi a perspectiva informada sobre a manutenção das fábricas, da tecnologia, dos Empregos, dos Projetos, dos Centros Tecnológicos como ITA e CTA dentro do nosso território? Pergunta : Por que não fazem o mesmo com a China ou porque a China não permite tais “Negócios”? Somos uma Terra de Gênios. Só nos faltam as penas. País de muito fácil explicação.
LF Pereira
28 de dezembro de 2018 7:11 pmEmbraer/Boeing salários em R$
Não entendi. Desde quando a Embraer está engolindo o mercado? Tem números? Sabe qual a proporção de vendas e carteira Embraer/Bombardier à época da absorção pela Airbus? A Bombardier era forte e ficará gigante com a Airbus. Estamos perdendo o quê? A Embraer não é do Estado e portanto o contribuinte não está perdendo nada e nem pode questionar valores. Menos ideologia e mais pragmatismo, meu amigo. Reafirmo: mais importante que o nacionalismo é a manutenção e possivel aumento dos empregos. A permanência da fábrica é condição estratégica imposta via golden share. A Embraer continua estrangeira como é há 24 anos. Da mesma forma que a Pirelli, Volks, Ford, Hyundai, GM, Carrefour, Peg Pag, etc. Aqui. Gerando empregos. A Embraer estava falida qdo privatizada em 1994. Terá agora nova sobrevida.
ze sergio
28 de dezembro de 2018 9:08 pmDESDE QUANDO? A MAIOR EMPRESA DO MUNDO NO SEU NICHO DE MERCADO
A Bombardier estava falindo. É só ler a Imprensa. A EMBRAER não é mais do Estado, porque foi privatizada. Os teus ‘Salvadores da Patria ‘ Anticapitalistas, Socialistas, que fariam tudo pelo Brasil, pelos seus Empregos e pela Causa Brasileira, usaram e destruiram as Empresas Brasileiras levando-as à exaustão. Quando o País não suportava mais tanto Parasitsmo e Incompetência (DELES PRÓPRIOS) venderam a “Rainha das Pérolas” dizendo que o Setor Privado não produziria a Incompetência que o Estado Brasileiro havia produzido ( SÓ QUE O ESTADO BRASILEIRO ERAM ELES. COXINHAS E MORTADELAS) Em outros Setores é tão Absurda esta Desculpa que Você pagava cerca de 24% de Carga Tributária e hoje para cerca de 36%. E agora paga também pelos Serviços Públicos que foram PRIVATIZADOS. Paga até pela sua Liberdade nas Rodovias com Pedágios Extorsivos. Os ‘Caras’ venderam as Empresas e Riquezas que eram SUAS. E não deles. Como Aquelas Empresas Estrangeiras que Você citou, só restará os SubEmpregos. O pagamanro de Royalties e Licenças por Produtos que Eles fabricam e você apenas consome. Sobrará Empregos Braçais. A Cadeia Produtica e Tecnológica ficará nas Matrizes nos Países de Origem. Não acredito que Estamos tendo esta conversa tão PRIMÁRIA em pleno 2019?!!! Caro Sr. só nos restará o resto ( mesmo dentro de nossa própria casa). É inacreditável como Somos tão amadores.
LF Pereira
30 de dezembro de 2018 3:13 pmCuma?
Sua argumentação é impressionante. Sobretudo qdo revela erudição ao falar em coxinhas e mortadelas. Lembra os discursos inteligentes de Dilma Roussef. Sem maiores discussões afirmo: ainda há uma saida…..mude para a Venezuela.
Antonio Lopes
28 de dezembro de 2018 7:03 pmResposta ao LF pereira
Acabou, nao vai ter golden share na nova empresa os EUA quer absorver não ficar sócio. Não vai existir mais Embraer e paulatinamente a produção passará para a Boeing nos EUA. A corda peão!
LF Pereira
28 de dezembro de 2018 11:37 pmDesinformado?
A função da golden share é impedir que mudanças acionarias prejudiquem a produção voltada à area militar. Essa produção não pode prescindir da estrutura fisica, ferramentais e inteligência. A proposta da Boeing é para a area comercial, aviação civil, jatos regionais e executivos. A Boeing tem unidades em 65 paises. Por que sairia daqui?
Antonio Bernardes
28 de dezembro de 2018 9:31 pmEmbraer
Sou leigo na matéria, falo como um brasileiro preocupado com a concretização do negócio envolvendo Boeing e Embraer. Chamar de fusão o negócio onde um dos lados deterá 80% das ações na nova empresa que vai se formar, a meu ver não está correto. É incorporação pura e simples . E uma lástima para o país, perder a sua maior vitrine tecnológica no setor de aviação.
HELIANO MACHADO CABRAL
29 de dezembro de 2018 12:13 pmBoeing e Embraer
Este texto sobre a negociação entre a Embraer e a Boeing mostra que GGN não é jornalismo de todos os Brasís. É uma matéria tendenciosa e desinformada. Eu, assim como todos os brasileiros, quero que haja mais emprego e prosperidade. Mas como engenheiro aeronáutico que trabalhou 26 anos na Embraer, sei muito bem do custo Brasil e da realidade do mercado, e também de como se processa a relação entre os clientes e o fabricante. O acordo é o menos pior possível. Se for barrado, a Embraer vai aos poucos sair do mercado de aviões comerciais. É a segunda vez que a Embraer sofre com opiniões tendenciosas. A primeira foi quando da privatização nos anos 90. Se permanecesse estatal, teria fechado.