7 de agosto de 2026

Tornado e ventos de 120 km/h deixam rastro de destruição no RS

Avanço de ciclone causa destelhamentos, quedas de árvores e desabastecimento em mais de 100 cidades gaúchas
Reprodução

▸ Frente fria e ciclone-bomba causaram tempestades com tornado e ventos acima de 120 km/h no Rio Grande do Sul.

▸ Em Pedro Osório, tornado destelhou casas; em Porto Alegre, ventos fortes causaram quedas de árvores e falta de água.

▸ Motociclista morreu atingido por árvore em Montenegro; ciclone afasta-se e alertas seguem em 12 estados brasileiros.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A passagem de uma frente fria associada à formação de um ciclone-bomba no oceano provocou episódios severos de tempestade no Rio Grande do Sul entre o fim da tarde de quinta-feira (6) e a manhã de sexta-feira (7). O fenômeno causou o registro de um tornado no interior gaúcho, rajadas de vento acima de 120 km/h na região metropolitana de Porto Alegre e estragos em ao menos 100 municípios do estado.

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Na capital gaúcha, os ventos atingiram 120,4 km/h, provocando a queda de árvores e danos estruturais. A força da ventania interrompeu a energia elétrica em duas estações de bombeamento de água, afetando o fornecimento nos bairros Arquipélago e São José. Até as 7h30 desta sexta-feira, a Defesa Civil de Porto Alegre contabilizava 32 ocorrências de destelhamentos e sete quedas de árvores.

Fenômeno extremo no interior

No município de Pedro Osório, localizado a 290 km da capital, a formação de uma supercélula — tempestade caracterizada por correntes de ar rotativas — gerou um tornado por volta das 17h15 de quinta-feira. O fenômeno causou o destelhamento de residências na localidade de Matarazzo. As aulas na rede municipal foram suspensas enquanto equipes da prefeitura avaliam os estragos. Não há registro de feridos na cidade.

O impacto da ventania também foi severo em outros municípios da Região Metropolitana e do interior. Em Canoas, onde as rajadas alcançaram 113 km/h, foram registrados alagamentos e bloqueios de vias. Outras localidades computaram ventos superiores a 100 km/h, como Parque Eldorado (107 km/h), Arroio Grande (106,4 km/h) e Charqueadas (104 km/h).

Em Pelotas, o muro do Presídio Regional desabou durante a tempestade. A Polícia Penal informou que a segurança na unidade foi reforçada e não houve feridos. A prefeitura da cidade também suspendeu as aulas da rede municipal e os atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Monitoramento e mortes em investigação

Apesar dos estragos generalizados, o governo do estado não confirmou oficialmente mortes ou feridos diretamente vinculados ao evento climático até o início da manhã de sexta-feira. Em Montenegro, na rodovia ERS-124, um motociclista de 33 anos morreu após ser atingido por uma árvore em queda. O caso é avaliado pela Defesa Civil para determinar se a ocorrência integrará os boletins oficiais do temporal.

Além do Rio Grande do Sul, a instabilidade mobilizou alertas em Santa Catarina e em outros dez estados brasileiros emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O centro do ciclone-bomba começou a se afastar em direção ao mar na madrugada desta sexta-feira. A tendência é de que a intensidade dos ventos diminua gradualmente ao longo do dia, mantendo-se mais forte apenas na faixa litorânea.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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