20 de junho de 2026

Especialistas explicam a agenda oculta da viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA

TV GGN alerta para o perigo de acordos subnacionais que fragmentam a autoridade federal e comprometem o controle sobre ativos estratégicos

A polêmica visita de Flávio Bolsonaro a Donald Trump em meio ao escândalo do Banco Master não teve apenas o objetivo de mudar a pauta junto à opinião pública. O senador ainda busca alinhar os interesses brasileiros às demandas estratégicas e de segurança dos Estados Unidos, com o intuito de obter apoio de Trump para sua empreitada rumo ao Palácio do Planalto em 2026.

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No programa Observatório de Geopolítica do canal TV GGN, no Youtube, especialistas em Estados Unidos apontaram que a agenda oculta de Flávio Bolsonaro envolve a cessão de soberania sobre minerais críticos e terras raras, recursos essenciais para a disputa tecnológica global contra a China.

Além disso, o debate abordou o risco de o Brasil adotar o conceito de narcoterrorismo, o que poderia legitimar intervenções externas dos EUA em questões de segurança doméstica.

A discussão criticou ainda a postura entreguista da extrema-direita brasileira, contrastando-a com a necessidade de um projeto nacional de industrialização e refino local.

Por fim, o programa alertou para o perigo de acordos subnacionais que fragmentam a autoridade federal e comprometem o controle sobre ativos estratégicos do país.

Participaram do programa:

  • Pedro Costa Júnior, doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Autor do livro “O Poder Americano no Sistema Mundial Moderno: Colapso ou Mito do Colapso?”, Editora Appris, 2019. Analista de Relações Internacionais e Geopolítica do GGN.
  • Neusa Bojikian, pesquisadora do programa de pós-doutorado da Unicamp e do INCT para estudos sobre os Estados Unidos.
  • Camila Vidal, professora na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), U.S. State Department alumna(SUSI 2025) e pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU) e do Instituto de Estudos sobre América Latina (IELA/UFSC).

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  1. Rui Ribeiro

    29 de maio de 2026 12:26 pm

    O Flávio Bostonaro marcou um gol contra o Brasil, ao implorar ao Trump que classificasse o CV e o PCC como terroristas.

    Risco à soberania nacional: A designação de grupos como terroristas internacionais pode servir de justificativa legal para ingerências estrangeiras ou operações militares de potências como os EUA dentro do território brasileiro.

    Impacto econômico: Por causa da regulação americana, empresas e instituições financeiras brasileiras que possuam qualquer tipo de relação de “apoio material” (como extorsões sofridas por comerciantes locais) podem sofrer sanções, bloqueio de bens e exclusão do mercado internacional.

    Politização e debate de fachada: Especialistas e diplomatas alertam que o rótulo tem viés mais político do que prático na resolução do problema interno. Na legislação brasileira, o terrorismo exige motivação política/ideológica, enquanto essas facções operam visando o lucro do narcotráfico, exigindo abordagens de segurança pública e inteligência financeira focadas na desarticulação, e não apenas na nomenclatura.

    Mas o Flávio Bostonaro também deveria ter pedido para classificar também as milícias como terroristas. Porque não o fez? Porque é a sua base eleitoral.

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