6 de junho de 2026

EUA acusam China de copiar modelos de IA em escala industrial

Memorando da Casa Branca aponta uso de técnicas de destilação em larga escala para replicar sistemas como Claude e Gemini a baixo custo
Foto de Milad Fakurian na Unsplash

O governo dos EUA acusa grupos chineses de copiar modelos avançados de IA por meio de campanhas em escala industrial.
Agentes chineses usam contas intermediárias para burlar segurança e explorar falhas em sistemas americanos de IA.
Técnica de “destilação” permite replicar modelos como Claude e Gemini, levantando riscos de segurança e confiabilidade.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo dos Estados Unidos acusou atores ligados à China de conduzirem campanhas “deliberadas e em escala industrial” para copiar modelos avançados de inteligência artificial desenvolvidos por empresas americanas.

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Como lembra o site Axios, as acusações reforçam uma disputa antiga. O governo americano há décadas acusa a China de práticas sistemáticas de apropriação de propriedade intelectual, frequentemente associadas a operações de espionagem cibernética.

Memorando enviado por Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, a chefes de agências federais, esses grupos — em sua maioria baseados na China — estariam utilizando contas intermediárias para driblar mecanismos de segurança e explorar falhas nos sistemas de IA.

O objetivo, de acordo com o documento, seria expor informações proprietárias e replicar as capacidades de modelos de ponta desenvolvidos nos Estados Unidos.

Uma das principais técnicas mencionadas é a chamada “destilação”, que consiste em realizar milhões de consultas a sistemas proprietários — como Claude e Gemini — por meio de APIs. A partir dessas interações, os agentes conseguem construir bases de dados capazes de reproduzir o comportamento dos modelos originais.

De acordo com Kratsios, esse processo permite que empresas estrangeiras desenvolvam sistemas com desempenho semelhante ao de modelos americanos, mas a um custo significativamente menor. Além disso, tais práticas poderiam remover salvaguardas projetadas para manter as respostas “ideologicamente neutras” e baseadas em fatos.

Apesar do tom de alerta, Kratsios ponderou que modelos desenvolvidos a partir dessas técnicas podem apresentar fragilidades ao longo do tempo. Segundo ele, à medida que métodos de detecção e mitigação evoluem, sistemas baseados em “destilação industrial” tendem a ser menos confiáveis e robustos.

Empresas do setor já haviam levantado preocupações semelhantes. OpenAI e Anthropic afirmaram, no início deste ano, que companhias chinesas — como DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax — estariam envolvidas em operações amplas de destilação de modelos.

Em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA chegou a indiciar um ex-engenheiro de software do Google por supostamente roubar segredos comerciais ligados à inteligência artificial e repassá-los a empresas chinesas.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    27 de abril de 2026 8:05 am

    Deve ser mais uma das mentiras espalhadas pelo America Lies Club, a não ser que os chineses queiram colocar as cópias nos seus museus para demonstrar o atraso da IA americana.

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