O governo dos Estados Unidos acusou atores ligados à China de conduzirem campanhas “deliberadas e em escala industrial” para copiar modelos avançados de inteligência artificial desenvolvidos por empresas americanas.
Como lembra o site Axios, as acusações reforçam uma disputa antiga. O governo americano há décadas acusa a China de práticas sistemáticas de apropriação de propriedade intelectual, frequentemente associadas a operações de espionagem cibernética.
Memorando enviado por Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, a chefes de agências federais, esses grupos — em sua maioria baseados na China — estariam utilizando contas intermediárias para driblar mecanismos de segurança e explorar falhas nos sistemas de IA.
O objetivo, de acordo com o documento, seria expor informações proprietárias e replicar as capacidades de modelos de ponta desenvolvidos nos Estados Unidos.
Uma das principais técnicas mencionadas é a chamada “destilação”, que consiste em realizar milhões de consultas a sistemas proprietários — como Claude e Gemini — por meio de APIs. A partir dessas interações, os agentes conseguem construir bases de dados capazes de reproduzir o comportamento dos modelos originais.
De acordo com Kratsios, esse processo permite que empresas estrangeiras desenvolvam sistemas com desempenho semelhante ao de modelos americanos, mas a um custo significativamente menor. Além disso, tais práticas poderiam remover salvaguardas projetadas para manter as respostas “ideologicamente neutras” e baseadas em fatos.
Apesar do tom de alerta, Kratsios ponderou que modelos desenvolvidos a partir dessas técnicas podem apresentar fragilidades ao longo do tempo. Segundo ele, à medida que métodos de detecção e mitigação evoluem, sistemas baseados em “destilação industrial” tendem a ser menos confiáveis e robustos.
Empresas do setor já haviam levantado preocupações semelhantes. OpenAI e Anthropic afirmaram, no início deste ano, que companhias chinesas — como DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax — estariam envolvidas em operações amplas de destilação de modelos.
Em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA chegou a indiciar um ex-engenheiro de software do Google por supostamente roubar segredos comerciais ligados à inteligência artificial e repassá-los a empresas chinesas.
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
27 de abril de 2026 8:05 amDeve ser mais uma das mentiras espalhadas pelo America Lies Club, a não ser que os chineses queiram colocar as cópias nos seus museus para demonstrar o atraso da IA americana.