10 de junho de 2026

Guerra digital: como Big Techs e infraestrutura da internet redesenham o poder global

Luis Nassif e Sergio Amadeu alertam para riscos em cenário de conflitos e defendem avanço da autonomia tecnológica no país
Foto de Markus Winkler na Unsplash

Tensões entre Irã e EUA destacam disputa pelo controle da infraestrutura digital global e plataformas tecnológicas.
Big Techs como Google e Amazon concentram serviços essenciais, criando vulnerabilidades estratégicas em conflitos.
Brasil enfrenta riscos por depender de plataformas estrangeiras e busca avançar em soberania digital e infraestrutura própria.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A escalada de tensões internacionais, especialmente envolvendo Irã e Estados Unidos, tem revelado uma dimensão cada vez mais decisiva dos conflitos contemporâneos: o controle da infraestrutura digital e das grandes plataformas tecnológicas.

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O tema foi destaque da TV GGN 20 Horas, onde o jornalista Luis Nassif e o sociólogo Sérgio Amadeu analisaram como a tecnologia deixou de ser apenas suporte para se tornar um dos principais campos de disputa geopolítica.

Empresas como Google, Amazon e Microsoft concentram serviços essenciais para o funcionamento da economia digital — de computação em nuvem a sistemas de dados e comunicação. Em um cenário de conflito, essa dependência pode se transformar em vulnerabilidade estratégica.

Na prática, governos podem pressionar essas companhias a restringir serviços ou limitar acessos, criando o que especialistas chamam de “bloqueio digital”. O resultado é o fortalecimento indireto do poder dos Estados Unidos, país onde estão sediadas as principais Big Techs.

Mas o domínio tecnológico não se restringe às plataformas. Existe uma camada menos visível — e igualmente estratégica — que sustenta a internet global: cabos submarinos, data centers e sistemas de roteamento de dados.

Os Estados Unidos mantêm posição dominante em diversos desses pontos críticos, enquanto países como China e Rússia investem na construção de infraestruturas próprias para reduzir dependência externa.

Esse movimento aponta para uma possível fragmentação da rede global, com a formação de blocos digitais — fenômeno conhecido como “splinternet”.

Para o Brasil, o cenário representa um desafio crescente. A economia nacional depende fortemente de plataformas estrangeiras para serviços críticos, o que expõe tanto empresas quanto o setor público a riscos em caso de crises internacionais.

Segundo a análise apresentada na TV GGN 20 Horas, o avanço da soberania digital passa a ser uma agenda estratégica, envolvendo investimentos em tecnologia nacional, infraestrutura própria e diversificação de fornecedores.

Em um mundo cada vez mais conectado, o controle da tecnologia e da infraestrutura da internet deixa de ser apenas uma questão econômica — e passa a definir o equilíbrio de poder entre as nações.

Veja mais a respeito do tema na TV GGN 20 horas

Redação

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

7 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    4 de abril de 2026 10:48 am

    Nós sabemos que de fato, o crime de “laesae maiestatis” não tinha uma definição muito precisa. Ele incluía tanto agir ou conspirar contra a vida ou contra a autoridade do rei quanto praticar atos contra os agentes dele. Criticar publicamente o rei ou qualquer ato real também podia ser enquadrado como crime de “laesae maiestatis”. Pessoas que sabendo de uma conspiração não a denunciavam geralmente incorriam nas mesmas penas.
    Na prática a mera suspeita de “laesae maiestatis” desencadeava um processo que resultaria na condenação, porque a confissão podia ser obtida mediante tortura. E aqueles que fossem denunciados pelo acusado torturado como cumplices provavelmente não escapariam da pena máxima.
    A pena de “laesae maiestatis” era infamante, ou seja, ela alcançava a pessoa do condenado e também o patrimônio e a reputação política e social dos membros da família dele. Em razão disso, não era incomum o julgamento e a condenação de uma pessoa morta por esse crime para que a pena reverberasse na família dela.
    Esse tipo de crime nunca deixou de existir, mas ele passou por uma grande transformação. Na atualidade, o crime de”laesae maiestatis” equivale mais ou menos ao crime de espionagem e traição (EUA), atentado contra o regime democrático (Brasil) e os crimes contra a segurança do Estado, de suas instituições ou contra a vida e a saúde da população eventualmente enquadrados como terrorismo doméstico ou internacional. Mas na atualidade esses crimes são investigados, denunciados e julgados de acordo com o devido processo legal e as penas nunca passam da pessoa do acusado. A tortura é proibida, muito embora seja eventualmente praticada ilegalmente.
    Em razão da oposição popular ao genocídio cometido em Gaza por militares israelenses, uma nova modalidade de crime de “laesae maiestatis” está sendo criada nos EUA e na Europa para criminalizar o apoio aos palestinos e/ou a crítica ao militarismo sanguinário de Israel. A artimanha retórica para construir esse novo tipo criminal é equivaler antissemitismo à qualquer oposição, por mais justificada que ela seja, aos crimes cometidos por sionistas. Oe exageros dessa nova tendência já podem ser vistos nos EUA, na Alemanha e na Inglaterra. Mas entre os ingleses a pretensão do governo de criar, por decreto, o crime de “laesae maiestatis” para proteger o sionismo foi freada pela Suprema Corte.
    Nos últimos anos IAs começaram a invadir com força todos os ramos de atividades civis. Elas também têm aplicações militares. Americanos e israelenses estão usando essa tecnologia para definir que alvos serão eliminados, quando e onde com que tipo de munição. Russos e ucranianos também travam uma guerra entre eles que é ao mesmo tempo convencional e não convencional com uso de recursos tecnológicos de IA.
    Em breve, talvez nós vejamos surgir uma versão tecnológica do “laesae maiestatis” visando proteger a infraestrutura de data centes e a tecnologia de IA utilizadas na guerra. Os militares certamente não aceitarão interferências nesses brinquedos perigosos, até porque bases de dados envenenadas e IA corrompidas podem matar soldados amigos considerando-os inimigos. No passado o rei e sua imagem eram intocáveis. A intocabilidade será agora um atributo das IAs militares e dos datacenters em que elas rodam.

  2. Paulo Dantas

    4 de abril de 2026 11:25 am

    O país não consegue discutir estas coisas, a gente patinando na política barata.

    Se a direita atual ganhar pior ainda , Oi s interesses dos EUA vão prevalecer, dito por eles mesmos.

  3. Rui Ribeiro

    5 de abril de 2026 6:09 am

    Os $ionistas/Iankees jogaram suas fezes no ventilador da população iraniana. Achando que isso não foi o bastante, agora a ONU, que deveria solucionar diplomaticamente a agressão à população do Irã, quer que mais países joguem também suas fezes no ventilador da população iraniana, o que, se aprovado, mundializará a agressão regional aos Persas. Palmas prá China, Rússia, Espanha e para a França, já que esta, que geralmente apoia os EUA em suas cagadas pelo mundo, está apostando numa solução diplomática.
    A população mundial permitrá mais essa agressão ao Irã, sob a batuta da ONU?

    People, let’s the war. Bela música da banda Grand Funk Railroad.

  4. José de Almeida Bispo

    5 de abril de 2026 3:19 pm

    Os chineses perderam o controle do país na década de 1830, quando a Inglaterra viciou sua população em ópio, e contra isso se insurgiu a literalmente messiânica seita cristã Taiping. Enxertada pelo pentecostalismo americano.
    Vício. E domínio da opinião. Mediante uma força descontrolável: a fé.
    A internet deu tanta certeza de comando total aos Estados Unidos, que eles relaxaram outras formas de eficientíssimas de softpower, como a música pop e o cinema, mais trabalhosos e mais onerosos.
    Eles é quem mandam.
    O Estado satélite de Israel (dos EUA), matando inimigos, rastreáveis pelos pagers muito bem demonstra isso: meu celular é meu localizador para as agências de inteligência americanas. NINGUÉM ESTÁ A SALVO.
    Em tempo: há três semanas um carro da Google estava emblematicamente estacionado em frente a um templo protestante da minha rua. Havia vasculhado as ruas, praças e até estradas vicinais da zona rural do meu município. Quem não repintou a casa este ano vai ficar feio na fita.

  5. José de Almeida Bispo

    5 de abril de 2026 6:49 pm

    Desde Ciro, o grande, ou Ciro II da Persia, segunda metade do século VI a. C., o primeiro realmente grande império, que o softpower foi inaugurado e provou que não basta a força. No dia-a-dia, para a manutençõo do poder, para efetivar uma administração é necessário “uns agrados”.
    Até o advento da internet, QUE É AMERICANA, os Estados Unidos investiram pesado, especialmente no cinema e na música pop, além de outras foramas já corriqueiras de exercer o poder, suavemente; mas com o advento da internet, a molecada do Vale do Silício e do Wall Street convenceu os políticos e militaristas que só precisavam fazer o que têm feito que é bisbilhotar e forçar via on line.
    Há três semanas, emblematicamente, havia um carro da Google, daqueles que fotografam as ruas, em frente a um templo pentecostal que há na minha rua. Em mais uma sessão de fotografias de ruas, praças, e até estradas vicinais da zona rural.
    Sem esquecer os bilhões de fotografias postadas por usuários de redes sociais, e devidamente guardadas nos data centers. Americanos.
    Tudo dominado.

  6. Alexandre de melo

    5 de abril de 2026 8:59 pm

    Ao invés de investir em poder nacional o governo gasta dinheiro em publicidade no pig.

  7. Rui Ribeiro

    8 de abril de 2026 10:16 am

    A produtividade tem aumentado constantemente com o avanço da tecnologia poupadora de mão-de-obra. O aumento da produtividade, se não tiver como contrapartida o aumento de salários e/ou a redução da jornada de trabalho na mesma proporção do aumento da produtividade, reduz os custos de produção, elevando o grau de exploração do trabalhador, o que tem como consequência a elevação dos lucros. Logo, ao reduzir a escala 6×1 e consequentemente reduzir as horas semanais de trabalho sem prejuízo dos salários, não haverá elevação de custos de produção para as empresas. Deixará apenas de haver redução de tais custos.

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