A tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar de ruptura nesta segunda-feira (2). O chefe de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, rechaçou categoricamente qualquer possibilidade de diálogo com Washington, desmentindo declarações recentes do presidente Donald Trump.
O impasse diplomático ocorre em meio a uma ofensiva militar sem precedentes de Estados Unidos e Israel, que resultou na morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e de dezenas de comandantes da Guarda Revolucionária.
“Não negociaremos com os Estados Unidos“, escreveu Larijani em sua conta na rede social X. O secretário afirmou que o presidente americano sacrificou soldados pelas “ambições de poder de Israel” e alertou que as bases militares dos EUA em países vizinhos serão alvos legítimos caso sejam utilizadas para novos ataques. Teerã “atingirá com uma força que eles nunca experimentaram antes“, declarou.
Escalada Militar e Alvos Nucleares
O conflito, iniciado no último sábado (28), avançou para infraestruturas sensíveis. O embaixador do Irã junto à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Reza Najafi, confirmou que o complexo nuclear de Natanz foi atingido por bombardeios. “Ontem, eles atacaram novamente as instalações nucleares pacíficas e protegidas do Irã“, disse Najafi em Viena.
Do lado americano, Trump mantém o tom de ultimato. Em pronunciamento, o republicano estimou que a campanha militar deve durar cerca de quatro semanas e prometeu vingar a morte de três militares americanos. “Eu faço um apelo à Guarda Revolucionária, aos militares do Irã, policiais: entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa“, afirmou.
Impacto Humanitário e Econômico
Os números da ofensiva são alarmantes. Segundo a organização humanitária Crescente Vermelho, ao menos 555 pessoas morreram no Irã desde o início dos ataques. Entre os episódios mais graves relatados pela mídia estatal está o bombardeio a uma escola primária feminina em Minab, que teria deixado 165 mortos. No total, os EUA afirmam ter atingido mais de mil alvos em solo iraniano.
A instabilidade provocou ondas de choque globais:
- Petróleo: Os preços dispararam após o Irã sinalizar que ativos de produção no Catar e na Arábia Saudita podem sofrer retaliações.
- Aviação: Mais de 1,2 mil voos foram cancelados na região.
- Geopolítica: Países do Golfo, como Kuwait e Emirados Árabes, emitiram nota conjunta com os EUA classificando as ações de Teerã como uma “escalada perigosa“.
Vácuo de Poder e Sucessão
Internamente, o Irã tenta demonstrar resiliência institucional após a perda de sua maior liderança. O aiatolá Alireza Arafi foi eleito chefe do Conselho de Liderança Interina. O órgão provisório, que inclui o presidente Masoud Pezeshkian, terá a missão de organizar a sucessão de Khamenei enquanto o país tenta conter a incursão estrangeira.
Para analistas, a estratégia de Washington busca o desmonte rápido da hierarquia militar iraniana. Trump afirmou à Fox News que 48 líderes do regime foram eliminados: “Se não tivéssemos feito isso, eles teriam uma arma nuclear em duas semanas”.
Carlos
2 de março de 2026 10:18 amO que postou Roger Water define os débeis mentais duble de senhores da guerra. Afirmou o músico Inglês:
“Em sua mensagem, Water escreveu: “1º de março de 2026 é o segundo dia da Terceira Guerra Mundial.”
Na sequência, fez duras críticas às lideranças políticas ocidentais e a Israel: “Nós, o povo comum do mundo, somos muito mais numerosos do que a escória israelense e as elites dominantes no Ocidente.”
Concordando com o posicionamento do músico e pensando na caminhada de débeismentais em SP ontem, vou estender para o Brasil: somos muito mais numerosos que a escória bolsonarista. Mas com uma correção: Na realidade bolsonarista não é escória, é chorume
Rui Ribeiro
2 de março de 2026 11:52 amMasters of War
(Bob Dylan)
Come you masters of war
You that build the big guns
You that build the death planes
You that build all the bombs
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks
You that never done nothin’
But build to destroy
You play with my world
Like it’s your little toy
You put a gun in my hand
And you hide from my eyes
And you turn and run farther
When the fast bullets fly
Like Judas of old
You lie and deceive
A world war can be won
You want me to believe
But I see through your eyes
And I see through your brain
Like I see through the water
That runs down my drain
You fasten all the triggers
For the others to fire
Then you sit back and watch
When the death count gets higher
You hide in your mansion
While the young people’s blood
Flows out of their bodies
And is buried in the mud
You’ve thrown the worst fear
That can ever be hurled
Fear to bring children
Into the world
For threatening my baby
Unborn and unnamed
You ain’t worth the blood
That runs in your veins
How much do I know
To talk out of turn
You might say that I’m young
You might say I’m unlearned
But there’s one thing I know
Though I’m younger than you
That even Jesus would never
Forgive what you do
Let me ask you one question
Is your money that good?
Will it buy you forgiveness
Do you think that it could?
I think you will find
When your death takes its toll
All the money you made
Will never buy back your soul
And I hope that you die
And your death will come soon
I’ll follow your casket
By the pale afternoon
And I’ll watch while you’re lowered
Down to your deathbed
And I’ll stand over your grave
‘Til I’m sure that you’re dead
José de Almeida Bispo
2 de março de 2026 2:27 pmÉ o “ano 116” do Império. Mesmo que a Pártia, mais uma vez, seja dobrada ligeiramente.
Trump tem que lembrar Trajano. E salvar a civilização ocidental, pelo menos pelos próximos dois séculos, até Constantino.
Ou então continuar e mergulhar o ocidente em queda livre.
Alea jacta est, já o disse Julius Gaius