A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter interceptado duas embarcações comerciais nas proximidades do Estreito de Ormuz, em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos na região.
Segundo a mídia estatal iraniana, os navios porta-contêineres MSC Francesca e Epaminondas foram detidos após tentarem transitar sem as autorizações necessárias. A força naval da IRGC informou que as embarcações foram imobilizadas e estão sendo conduzidas em direção à costa iraniana. Em nota, o grupo declarou que “a segurança do Estreito de Ormuz é uma linha vermelha”.
Mais cedo, o UK Maritime Trade Operations havia relatado incidentes envolvendo dois navios comerciais na região, incluindo a abordagem por uma embarcação armada associada à Guarda Revolucionária.
A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) enfatizou ainda que qualquer tentativa de perturbar os regulamentos declarados pelo Irã para a passagem pelo Estreito de Ormuz, ou de se envolver em atividades contrárias à segurança da navegação nesta rota estratégica, será recebida com medidas firmes e legais, após monitoramento e avaliação completos.
O episódio ocorre horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a extensão de um cessar-fogo, segundo ele a pedido do Paquistão, que atua como mediador nas negociações. A trégua, afirmou Trump, permanecerá em vigor até que o Irã apresente uma proposta unificada.
Apesar disso, o cenário segue instável. O governo iraniano tem criticado restrições impostas por Washington a embarcações com origem ou destino em portos iranianos, classificando as medidas como equivalentes a um bloqueio naval.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que o país continua aberto à via diplomática, mas reiterou que Teerã está preparado para responder militarmente caso considere necessário para proteger seus interesses.
Nos últimos dias, a Guarda Revolucionária já havia elevado o tom ao anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. A medida foi justificada como resposta à manutenção do que o Irã descreve como bloqueio naval por parte dos Estados Unidos.
Com informações da Al Mayadeen e Tasnim News
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