O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que ordenou ao Exército israelense a ocupação de até 70% da Faixa de Gaza, aprofundando a ofensiva militar no território palestino e colocando em risco o já fragilizado cessar-fogo negociado com mediação dos Estados Unidos.
A declaração foi feita durante um evento em um assentamento israelense na Cisjordânia ocupada e ocorre em um momento de forte desgaste político interno para Netanyahu, que enfrenta queda de popularidade, investigações judiciais e pressão crescente de setores ultranacionalistas às vésperas das eleições israelenses previstas para os próximos meses.
“Nós estamos comprimindo o Hamas. Já controlamos 60% do território da Faixa de Gaza. Minha diretriz é avançar para 70%”, declarou o premiê.
A expansão para 70% da Faixa de Gaza significaria comprimir cerca de 2,2 milhões de palestinos em menos de um terço de um território já devastado pela guerra e marcado por escassez de água, alimentos e infraestrutura básica.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o pronunciamento do premiê israelense foi interpretado como mais um movimento de endurecimento militar voltado não apenas ao conflito com o Hamas, mas também à própria sobrevivência política de Netanyahu.
Netanyahu enfrenta críticas pela condução da guerra, pela incapacidade de garantir estabilidade interna e pela deterioração da imagem internacional de Israel após meses de bombardeios e crise humanitária em Gaza.
Em meio à pressão da extrema direita israelense e o desgaste do governo, especialistas apontam que o primeiro-ministro tenta consolidar apoio entre setores conservadores e nacionalistas ao intensificar o discurso militar e ampliar o controle territorial sobre Gaza.
Ao longo dos oito meses de cessar-fogo, ataques aéreos e disparos israelenses continuaram sendo registrados em diversas regiões de Gaza. Segundo estimativas citadas por organismos internacionais, mais de 900 palestinos morreram desde o início da trégua.
Joao
28 de maio de 2026 6:23 pmE a quase totalidade dos líderes mundias CÚMPLICES do genocídio cometido pelo estado invasor, terrorista, traficante de órgãos, pedófilos, estupradores, torturadores e assassinos dos nazisionistas