20 de junho de 2026

Netanyahu amplia ofensiva em Gaza em meio à luta por sobrevivência política

Pressionado internamente, premiê israelense endurece discurso militar e ameaça fragilizar cessar-fogo mediado pelos EUA
Foto: RS/via Fotos Publicas

Netanyahu ordenou ao Exército ocupar até 70% da Faixa de Gaza, intensificando ofensiva contra o Hamas.
Declaração ocorreu em assentamento na Cisjordânia, em meio a desgaste político e pressão ultranacionalista.
Mais de 900 palestinos morreram durante cessar-fogo de 8 meses, com ataques israelenses contínuos em Gaza.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que ordenou ao Exército israelense a ocupação de até 70% da Faixa de Gaza, aprofundando a ofensiva militar no território palestino e colocando em risco o já fragilizado cessar-fogo negociado com mediação dos Estados Unidos.

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A declaração foi feita durante um evento em um assentamento israelense na Cisjordânia ocupada e ocorre em um momento de forte desgaste político interno para Netanyahu, que enfrenta queda de popularidade, investigações judiciais e pressão crescente de setores ultranacionalistas às vésperas das eleições israelenses previstas para os próximos meses.

“Nós estamos comprimindo o Hamas. Já controlamos 60% do território da Faixa de Gaza. Minha diretriz é avançar para 70%”, declarou o premiê.

A expansão para 70% da Faixa de Gaza significaria comprimir cerca de 2,2 milhões de palestinos em menos de um terço de um território já devastado pela guerra e marcado por escassez de água, alimentos e infraestrutura básica.

Segundo o jornal britânico The Guardian, o pronunciamento do premiê israelense foi interpretado como mais um movimento de endurecimento militar voltado não apenas ao conflito com o Hamas, mas também à própria sobrevivência política de Netanyahu.

Netanyahu enfrenta críticas pela condução da guerra, pela incapacidade de garantir estabilidade interna e pela deterioração da imagem internacional de Israel após meses de bombardeios e crise humanitária em Gaza.

Em meio à pressão da extrema direita israelense e o desgaste do governo, especialistas apontam que o primeiro-ministro tenta consolidar apoio entre setores conservadores e nacionalistas ao intensificar o discurso militar e ampliar o controle territorial sobre Gaza.

Ao longo dos oito meses de cessar-fogo, ataques aéreos e disparos israelenses continuaram sendo registrados em diversas regiões de Gaza. Segundo estimativas citadas por organismos internacionais, mais de 900 palestinos morreram desde o início da trégua.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Joao

    28 de maio de 2026 6:23 pm

    E a quase totalidade dos líderes mundias CÚMPLICES do genocídio cometido pelo estado invasor, terrorista, traficante de órgãos, pedófilos, estupradores, torturadores e assassinos dos nazisionistas

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