Em live, Bolsonaro defende Kassio, ataca Kirchner e ironiza apoio a Chávez

O mandatário pediu "o mínimo de inteligência" para criticar o desembargador, e indicou que ele não era necessariamente a opção que atendia melhor às suas preferências

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Jornal GGN – Durante a sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro atacou a Presidência da Argentina, com Alberto Fernández e Cristina Kirchner, defendeu a indicação do desembargador Kassio Nunes Marques ao STF (Supremo Tribunal Federal), citando o apoio que deu a Hugo Chávez em 1998.

Uma das principais manifestações de Bolsonaro em sua transmissão ao vivo foi rebater as críticas de que o seu indicado ao posto do Supremo, Kassio Nunes Marques, era petista.

O mandatário pediu “o mínimo de inteligência” para criticar o desembargador, e indicou que ele não era necessariamente a opção que atendia melhor às suas preferências. Para isso, disse que tinha “dez bons nomes, mas que “quem bota dentro do Supremo não sou eu, é o Senado Federal”, ao indicar que a escolha não poderia ser bloqueada pelos parlamentares.

Em seguida, ironizou as críticas de que o desembargador era “abortista”. “Baseado no quê, cara-pálida? Acha que eu vou botar um abortista lá?”, questionou, antes de fazer uma comparação com o que ele própria, Jair Bolsonaro, apoiava no passado e já não apoia mais.

“As pessoas às vezes batem em mim, ‘apoiou Hugo Chávez’… É verdade. Quando ele foi eleito, em [19]98, achei uma coisa maravilhosa. Meu colega coronel do Exército, paraquedista, fez sua campanha. Achei que estava bem, depois fez besteira, virei opositor”, afirmou.

Bolsonaro havia declarado apoio a Chávez em uma entrevista ao Estadão, em 1999, afirmando que o venezuelano era uma “esperança para a América Latina”.

Ainda no tema das acusações de a favor do aborto contra Kassio Nunes, Bolsonaro fez a mesma comparação com o ex-presidente da Argentina, Maurício Macri, antes de atacar o atual presidente Alberto Fernández e sua vice Cristina Kirchner. “O que o pessoal fez com Macri? Porrada nele o dia todo, inclusive [o] acusando de ‘abortista’. O que aconteceu? Voltou a ‘esquerdalha’ da Cristina Kirchner.”

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“Fernández e Cristina Kirchner agora vão legalizar o aborto na Argentina. Deram tanta porrada no Macri, chamaram de tudo quanto é coisa… Está aí, povo argentino. Lamento, é o que vocês merecem”, continuou nos ataques.

Também durante a live tradicionalmente divulgada nas redes sociais, o mandatário voltou a comentar que o ex-ministro Sergio Moro era o mais cotado para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), antes de se demitir do governo.

“Se Moro não tivesse tido problema conosco, hoje estaria o pessoal fazendo uma onda terrível ‘Moro no Supremo ou não tem voto em 2022′”, afirmou.

Aproveitando-se dessa mudança de posturas mencionada, tanto no apoio de Hugo Chávez no passado, quanto na escolha do ministro do Supremo, Jair Bolsonaro usou o mesmo critério para afirmar que “não sabe” se será candidato à reeleição em 2022.

“Se tiver muita coisa acontecendo, se eu estiver bem, a chance de vir candidato à reeleição existe, mas se eu estiver mal estou fora”, disse.

 

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