No Planejamento, Barbosa economizou 4,2% do orçamento

Jornal GGN – Quando ainda estava no Planejamento, o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, tomou medidas para reduzir gastos. De acordo com levantamento realizado pela equipe da pasta, descontada a inflação, as despesas de custeio administrativo caíram 4,2%.

Ao longo do ano, o ministro tomou medidas para conter gastos com compras de carros e locação de imóveis. Em geral, foram estabelecidos limites mais rigorosos para os gastos não obrigatórios.

Da Folha de S. Paulo

Barbosa cortou 4,2% da máquina em sua passagem pelo Planejamento

Por Gustavo Patu

Em sua breve passagem pelo Ministério do Planejamento, o ministro Nelson Barbosa procurou reduzir o custo da máquina administrativa, mas os resultados foram modestos diante das dimensões do buraco nas contas do governo.

Ao longo do ano, foram tomadas medidas para conter gastos como compras de carros e locação de imóveis. Outras não saíram do papel, como o prometido corte de 3.000 cargos comissionados.

Segundo levantamento do ministério, despesas classificadas como de custeio administrativo caíram 4,2%, descontada a inflação —de R$ 35,1 bilhões, em 2014, para R$ 33,6 bilhões nos 12 meses encerrados em novembro.

Nessa categoria estão encargos tão diferentes quanto contas de água, esgoto, luz e telefone, serviços de limpeza e vigilância, diárias, passagens aéreas e gasolina, entre outras miudezas.

Além da dificuldade de racionalizar contratos pulverizados entre ministérios, autarquias e fundações, a economia obtida faz pouca diferença para um governo cujos desembolsos deverão superar as receitas em mais de R$ 50 bilhões neste ano.

Esse deficit, que não considera os pagamentos de juros da dívida pública, pode chegar aos R$ 120 bilhões se o Executivo decidir regularizar compromissos remanescentes de anos anteriores.

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PROIBIÇÕES

Entre as principais providências para conter o custeio, o Planejamento cita as proibições para a compra de novos veículos e novas despesas com aquisição, locação e reforma de imóveis.

Foram estabelecidos, em geral, limites mais rigorosos para os gastos não obrigatórios. Houve ainda medidas como a compra direta (feita sem a intermediação de agências de viagens) de passagens aéreas.

Cortes no custeio administrativo são difíceis de serem mantidos, por se tratarem de despesas espalhadas por centenas de órgãos. Em 2011, também um início de mandato, houve uma queda dos desembolsos, revertida em 2012.

PESSOAL E GESTÃO

Na área de recursos humanos, também da alçada do ministério, a redução de gastos —também pouco expressiva— foi obtida, basicamente, com a concessão de reajustes salariais abaixo da inflação ao funcionalismo federal.

De janeiro a outubro, os gastos com pessoal somaram R$ 192,5 bilhões, em valores corrigidos, numa queda de 2%, ou R$ 3,9 bilhões, em relação ao período correspondente do ano passado.

Na área de gestão, a presidente Dilma Rousseff, a contragosto, concordou em reduzir o número de ministérios de 39 para 31 pastas. O alcance da reforma, porém, acabou sendo limitado pela fragilidade política do governo.

O hoje ministro da Fazenda não pôde levar adiante a promessa de cortar cargos de livre nomeação, necessários para manter algum apoio ao Planalto no Congresso, que hoje examina o impedimento da presidente.

RECESSÃO

Diante da insuficiência das medidas administrativas e da resistência política às propostas de restrição aos benefícios sociais, a administração petista teve de concentrar seu programa fiscal nas obras públicas, agravando a recessão.

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Barbosa passou a defender mais abertamente um ajuste mais gradual, baseado em reformas de grandes despesas, como a Previdência, e na recuperação futura das receitas com a volta do crescimento econômico —e daCPMF, a antiga contribuição incidente sobre os débitos bancários. 

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1 comentário

  1. o esforço do ministro barobsa

    o esforço do ministro barobsa foi então de reduzir os gastos publicos.

    por isso a importancia da administração do atual ministro do planejamemto

    valdir simão, tido como um excelente gestor.

    mereceria um perfil de sua evolução como auditor da receita federal

    para a secretaria de vários ministérios….

    dizem que fez  curso na universidade de alcalá, espanha

    o que significa isso?

     o fato de ter vindo da cgu conta muito a favor dele…..

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