O que diz a denúncia na ONU de 80 diferentes organizações renomadas contra Bolsonaro

As organizações renomadas listam ameaça à participação social, censura da imprensa, proibição de livros, fim do laicismo, aversão a políticas de gênero, ao ativismo, aos artistas e cientistas.

Bolsonaro discursando na Assembleia Geral da ONU, em 2019 - Foto: Reuters

Jornal GGN – Mais de 80 entidades de reconhecimento internacional, incluindo a Amazon Watch, o Instituto Ethos, Society for Threatened Peoples, a Conectas, a Ordem dos Advogados do Brasil, pediram na ONU o apoio internacional em denúncia contra o governo de Jair Bolsonaro no Brasil.

O ato foi descrito pelo jornalista Jamil Chade como “raro”. Na denúncia apresentada ao organismo internacional, as organizações afirmam que o país vive a destruição do “estado de direito e democracia no País”: “chamamos a comunidade internacional a dar urgente atenção e a desenvolver ações incisivas ante esse grave quadro de direitos humanos no Brasil”.

O documento foi lido pelo jurista Paulo Lugon Arantes: “A situação de direitos humanos no Brasil deteriorou drasticamente no primeiro ano do governo Bolsonaro”.

Apontou “a aversão ao ativismo, com a extinção e o enfraquecimento de mais de 50 órgãos de participação social”, que foram fechados; “a censura e a intimidação” à imprensa com “ataques sexistas a jornalistas, proibição de livros clássicos e clima hostil a artistas e cientistas”; “a quebra do laicismo e a negação de políticas de gênero”.

As organizações também lembraram do impacto da escalada do novo modelo econômico que Bolsonaro, sob o comando de Paulo Guedes, está implementando: “As reformas da previdência, as medidas de austeridade, à custa dos mais pobres, tendem a acentuar as desigualdades no país.”

 

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