Bolsonaro planeja recriar o Ministério da Segurança Pública, que comanda a PF

O órgão, que detém competência sobre a Polícia Federal, poderia se somar às estratégias do mandatário de se proteger. E Ramagem é cotado para o posto

Foto: REUTERS/Adriano Machado

Jornal GGN – Além do Ministério das Comunicações, o governo de Jair Bolsonaro já se prepara para recriar o Ministério da Segurança Pública. O órgão, que detém competência sobre a Polícia Federal, poderia se somar às estratégias do mandatário de se proteger.

Mais distante das intenções propagandas de reduzir ministérios e, com isso, os gastos orçamentários, a segunda pasta que o mandatário pretende voltar à ativa ainda guarda outras polêmicas: como forma de ter maior controle sobre órgãos de investigação como a Polícia Federal, há a suspeita, ainda, de que Bolsonaro nomeará Alexandre Ramagem.

Ramagem era o nome do presidente para comandar a PF, justamente quando o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, acusou o mandatário que interferir no órgão com a exoneração do ex-diretor geral, Maurício Valeixo. Em meio às suspeitas que se tornaram alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes impediu a nomeação de Ramagem ao posto.

Mas o amigo pessoal do presidente não saiu dos planos de integrar o governo. E Bolsonaro justamente o estaria cotando para assumir a pasta acima da PF, conforme apurou o blog de Andreia Sadi, se a Secretaria de Segurança Pública for efetivamente desmembrada da Justiça e se tornar um Ministério.

Os planos de recriar o Ministério da Segurança já correm nos corredores do Planalto, e aliados do mandatário confirmam as intenções, com a expectativa de serem consolidadas no segundo semestre deste ano.

Ao contrário da intenção do presidente de entregar a Comunicação ao Centrão, atendendo a interesses de partidos do Congresso como forma de garantir apoio contra um possível processo de impeachment, os objetivos de Bolsonaro na Segurança Pública vêm de antes e estariam relacionados a deter um controle de sua proteção, e de sua família, em meio a investigações da Polícia Federal e da Justiça.

 

1 comentário

  1. O órgão de controle da polícia federal deve ser. Foi o que foi escrito aqui neste artigo da edição russa: http://worldanalytica.com/index.php/features/braziliya/item/307-kto-pravit-braziliej
    Obviamente, esse órgão não deve estar subordinado pessoalmente ao presidente e, possivelmente, não apenas ao governo, mas também ao Congresso Nacional.
    Não rejeite automaticamente tudo o que Bolsonaro oferece. Pelo contrário, o desejo de Bolsonaro de fortalecer o controle sobre a polícia federal deve ser usado no interesse público.

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