Um grupo de policiais militares foi filmado agredindo violentamente um homem na tarde desta terça-feira (17), no entorno do Parque do Ibirapuera, zona sul de São Paulo. O episódio ocorreu por volta das 17h, durante a dispersão do megabloco “Solteiro Não Trai”, do cantor Gustavo Mioto, em meio à Operação Carnaval.
As imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que ao menos cinco agentes cercam o homem na Avenida Pedro Álvares Cabral. Durante a abordagem, um dos policiais aplica um golpe de “mata-leão” até a vítima desmaiar, enquanto outros desferem socos no rosto, chutes e golpes de cassetete. Mesmo contido e encostado contra um gradil, o rapaz recebeu pisões na cabeça antes de ser algemado e levado para a calçada da Assembleia Legislativa (Alesp).
Divergência sobre a motivação
Testemunhas que presenciaram a cena afirmam que o homem trabalhava como vendedor ambulante no local. Segundo relatos colhidos pelo portal g1, a confusão teria começado após ele reclamar que um caminhão-pipa, utilizado para refrescar os foliões, estaria molhando as máquinas de cartão dos vendedores concentrados naquela área.
No entanto, após a condução do caso ao 27º Distrito Policial, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o abordado foi identificado como um integrante das Forças Armadas. De acordo com a pasta, o militar teria iniciado o conflito ao ofender os agentes e se recusar a apresentar documentos de identificação.
Posicionamento oficial
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública declarou que as imagens das agressões serão analisadas e que a instituição “não compactua com excessos ou desvios de conduta de seus agentes“. A versão oficial da Polícia Militar sustenta que o rapaz “investiu fisicamente contra a equipe” e que foram utilizadas “técnicas de contenção e algemas” para resguardar a integridade dos envolvidos.
O Exército Brasileiro foi comunicado sobre a detenção do militar para que as medidas administrativas cabíveis sejam tomadas. O estado de saúde do homem após as agressões não foi detalhado pelas autoridades.
Fábio de Oliveira Ribeiro
18 de fevereiro de 2026 1:26 pmAté alguns dias atrás, os manos do MP-SP toleravam a violência extrema e a letalidade da PM porque recebiam penduricalhos abaixo da moralidade. Agora eles estão mobilizados para recuperar os penduricalhos imorais revogados por Flávio Dino e não tem tempo de cuidar dos interesses da população de SP.
APFripp
19 de fevereiro de 2026 2:39 pmFaço minhas as suas palavras. Sem mais nada a acrescentar.