Gabinete ideológico de Bolsonaro perde credibilidade, com queda de aprovação do presidente

Trata-se do "gabinete da raiva" do Palácio, chancelado pelo filho 02 do presidente, Carlos Bolsonaro e que tem três jovens trabalhando no espaço para a militância digital do "mito"

O assessor Tercio Arnaud Thomaz junto a Bolsonaro - Foto: Reprodução Facebook

Jornal GGN – O incentivo para as declarações polêmicas dadas abertamente pelo presidente Jair Bolsonaro, repercutindo na queda drástica da popularidade do mandatário, deve-se à ala radicalizada do governo, que virou gabinete. Trata-se do “gabinete da raiva” do Palácio do Planalto, chancelado pelo filho 02 do presidente, Carlos Bolsonro (PSC-RJ) e que tem três jovens trabalhando no espaço para a militância digital do “mito”, apelido que eles mesmos mantêm para se referir ao presidente.

De acordo com Thais Arbex e Gustavo Uribe, da Folha, o gabinete formado por Tercio Arnaud Tomaz, José Matheus Salles Gomes e Mateus Matos Diniz, com idades que variam de 25 a 31 anos, vem perdendo espaço e sendo responsabilizado pelo desgaste da imagem de Jair Bolsonaro, por validar e incentivar as expressões e declarações mais polêmicas e sem critério do mandatário.

Os três chegaram à equipe do governo graças a Carlos Bolsonaro, com a função de manter a militância digital ainda no período eleitoral e, após eleito, permaneceram em uma sala no terceiro andar do Palácio do Planalto, o “bunker ideológico”. Entretanto é ao trio que o núcleo moderado do governo responsabiliza pelo aumento da reprovação de 38% dos brasileiros ao mandatário, segundo o último levantamento do Datafolha.

Isso porque a escalada de radicalização de Bolsonaro, que percorreu não somente polêmicas a nível interno, chegando à Amazônia a nível internacional e os ataques à esposa do presidente francês, Emannuel Macron, Brigitte Macron, e à ex-presidente chilena e atual Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, foram motivadas por este gabinete ideológico, sob o argumento de que o mandatário não pode abandonar o tom de ataques e confrontos adotado por Bolsonaro nas eleições.

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Questionado pela reportagem da Folha, o Planalto respondeu que os três servidores federais possuem “alguma relação de trabalho” com Jair Bolsonaro, sob “demanda dele”, e que eventualmente eles repassem avaliações e diagnósticos ao mandatário.

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2 comentários

  1. Deve ser extremamente triste e frustrante para uma pessoa ter a convicção de que só pode se sustentar graças a mecanismos que necessitam disseminar mentiras, ódios e divisões. Não sem motivos é que as bases deste governo estão ruindo e o interesse que move os que ainda aturam este estilo de vida sem qualidade, é o vil metal.

  2. Melhor é já ir tirando esse bunker daí!!!
    Antes que a CPI das FAKES NEWS chegue aí.
    Imagina a PF fazendo uma busca e apreensão no palácio, num gabinete coladinho ao seu?
    Aí meu caro, Nem adianta chamar o síndico!!!

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