Levy cogita aumentar IR para fechar as contas

 
Jornal GGN – O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que um caminho para ajudar no equilíbrio das contas públicas e viabilizar “uma ponte fiscal sustentável” é aumentar o Imposto de Renda. “A gente [o Brasil] tem menos impostos sobre a renda, sobre a pessoa física, do que a maior parte dos países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico]. É uma coisa para a gente pensar”, disse o ministro a jornalistas, em Paris.
 
A medida seria pensada para aumentar a arrecadação para cobrir o déficit primário de 0,34% do Produto Interno Bruto (PIB) projetado para 2016. “Essa é a discussão que estamos tendo agora e que acho que tem de amadurecer mais rapidamente no Congresso”, completou.
 
Outra alternativa levantada foi a do aumento da Cide, a contribuição sobre combustíveis. O vice-presidente Michel Temer defende elevar esse tributo. Seriam reajustadas contribuições em valor intermediário, abaixo de R$ 0,60 por litro de combustível. Hoje, a tributação é de R$ 0,22 por litro.
 
Após reunião da coordenação política, na manhã desta terça (08), o ministro Ricardo Berzoini, das Comunicações, afirmou que o governo busca novas fontes de receita, mas com receio de não obter apoio. “Não queremos apresentar proposta a priori e depois observar reações. Queremos construir junto com a sociedade alternativas para construir superávit em 2016”, disse Berzoini.
 
A tributação levantada por Levy incidiria apenas sobre as “altas rendas” e não há alíquota definida ou proposta construída. O ministro da Fazenda ressaltou que “nem sempre é fácil tributar a renda mais alta”, com o aumento do IR.
 
Com informações do Valor e do G1.

13 comentários

  1. Há um princípio em comum, as

    Há um princípio em comum, as contas têm que ser fechadas. Ou aumentando arrecadação ou reduzindo a atuação do Estado. Independente de qual caminho escolher, alguém vai ter que “pagar” para fechar as contas. Esse é o debate. Vai aumentar imposto sobre consumo ou sobre renda? Qual caminho tratá mais impacto para os pobres, o assalariado e a classe média? Vai diminuir a atuação do Estado em educação, saúde ou investimentos? Sobre quem recairá o maior impacto?

    O governo está num beco bem estreito e qualquer movimento pode causar grandes feridas. Mas não há opções de saída. A baixa de arrecadação e crescimento tem erros do Governo, mas sua essência está no mercado de commodities, que hoje vive uma queda e não tem previsão do tamanho da ladeira. Puxado por uma briga entre produtores de petróleo, pela baixo consumo de países quebrados devido a crise de 2008, pela guerra cambial entre países e agora pela desaceleração significativa da China, grande cliente do mundo e nosso maior cliente. Independente de qualquer coisa, do governo e dos acertos e erros isso é um quadro estável a médio prazo e teremos que lidar com as implicações na arrecadação e consumo interno que esse fator traz. Ou seja, não teremos receitas como antes, ou corta ou arrecada. Esse ajuste que o governo quis adiar enquanto tinha bala na agulha, grana no bolso, esperando uma virada na economia mundial (que não veio), agora terá que ser feito. 

    Em paralelo, teremos que criar mercado, criar consumo, ganhar clientes. Aí são outros 500. Àí passa por investimentos públicos e privados (não é especular em bolsa, dólar ou com dividas), por menos burocracia, por melhoria nas exportações, por dinheiro em caixa do governo. Entretanto, nosso problema de imediato é outro. Temos que fechar as contas. Como qualquer família, ou cortamos gastos, criamos novas fontes de renda, vendemos bens ou nos endividamos. Enfim, temos que decidir, não há como escapar. 

    Privatizar gera uma fonte de renda momentânea e discutível em termos estratégicos para o País. Nossos gastos maiores vem do juros da dívida, da previdência, da estrutura mínima do Estado (ministérios, judiciário, legislativo, policia etc). Trazer eficiência na operação e organização do estado deve ser medida perene. Isso ajudará agora, mas com resultados momentâneos e sem atacar o problema. Não se pode privatizar tudo, a solução não é alugar o Brasil. 

    Há que se cortar ministérios (organizando melhor as estruturas), reduzir cargos em comissão e super salários, mas não é só isso. Isso é o começo do começo. Depois disso tem que se ganhar eficiência em estrutura e processo. O que leva tempo e não ajudará a fechar o caixa agora. Ou seja, a diferença mesmo está no corte orçamentário, cortar programas, ações e projetos. Isso ninguém quer, mas fechar as contas todos querem. 

    Subir impostos sobre o consumo é traiçoeiro. O consumo é o que faz girar a economia, gerar empregos e foi a fórmula secundária da política econômica de Lula. É a fórmula mor dos EUA e do capitalismo. Taxar renda é um caminho viável, mas um grande desafio para um governo que vai ruim na percepção da população, não tem apoio na mídia e que está sendo chantageado por todos os lados do espectro político. Taxar renda de classe média é o fim. Não teremos panelaço, mas sim caldeiraço. É a classe mais insatisfeita com o governo e de grande potencial de consumo, ela não vive da ciranda financeira dos juros altos nem da sonegação profissional de impostos. Mas o governo tem peito para taxas os ricos? Afinal, sem meias verdades, são eles que detêm somas elevadas de poder político, social, econômico e jurídico. 

    E agora José? 

    Vamos viver de filosofia barata de economista ou político, jogar pra torcida, aproveitar a onda, ou vamos tratar do assunto em sua essência. Vamos cuidar dos sintomas ou das causas? Vamos culpar a mãe que não prestou atenção no filho ou cuidar do filho?

    Os dados estão lançados. E não adianta ficar culpando o governo como se a milagre fosse cair do céu. Não temos mais bala na agulha. 

     

  2. Acredito que a nova tática

    Acredito que a nova tática para derrubar a Dilma é a seguinte:

    Não aprovarão nada que aumente receitas(geralmente impostos) e usarão esta tentativa para desgastar mais sua imagem. Talvez aceitem o aumento da CIDE porque vai aumentar a gasolina e causar desgaste para o governo.

    Só aceitarão corte de gastos nos programas sociais para desgastar o governo cada vez mais. Com esta medida esperam que os mais pobres e os movimentos sociais fiquem contra o governo, e de quebra que protestem bastante, de preferência nas ruas. O PIG se encarregará de dizer que agora até os pobres querem a saída da Dilma.

    Aumentarão o cerco através do judiciário. se não tiver provas, inventam ou arrumam outro Pessoa da UTC. isto não será problema.

    Farão todos os tipos de pressão sobre o governo: crise, impeachment, corrupção, déficit, a imprensa escondendo as boas notícias amplificando as ruins, et c etc Não terão o menor escrúpulo em arruinar o país.

    Com isto, esperam que a Dilma não aguente a pressão e renuncie ou que morra de stress.

    Sem golpe. Tudo legal.

    Quanto ao páis em ruínas a culpa será do bando de ladrões e incompetentes do PT.

    A saída: vender a petrobrás e outros ativos que o governo ainda tiver , aprovar o aumento dos impostos e cortar todo o social.

    retrocederemos uns 20 anos.

     

     

  3. Aumento da cide

    Aumentar a cide gerando um amento no combustível novamente seria como dar um tiro na cabeça, pois, já tivemos aumento esse ano e mesmo fazendo tempo se ter tido aumento a recepção não foi boa, imagine haver um novo aumento, seria como detonar um granada na própria mão. Já estou até vendo grupos de enpresários organizando greves dos caminhoneiros como aconteceu começo do ano, sem falar na pressão inflacionária que causará. Que auzmente outro imposto se não tiver jeito, mas, a cide será como colocar mais fogo nesse clima que a oposição gerou com tanto empenho, claro com ajuda da falha de comunicação do governo, da presidenta. Espero que a ideia da cide não vá adiante. Logo agora que os preços dão sinais de diminuição.

    Ontem no jornal nacional, segundo me falaram, deram a entender que o país está em dificuldade séria por conta de 0,5  de déficit primário, ok temos que reajustar, mas então como fica, Espanha, com um déficit de 5,8 e também tem outros paises por exemplo? O que está acontecendo no país é uma crise politica que está sendo determinante para uma retomada mais rápida da economia e o mais triste e que é de caso pennsado.

    Viva o Brasil de São Paulo, do Lobão e agora do Fabio Junior. Observação: A filha dele lhe deu um puxão de orelhas.

  4. Lembrando que alta renda em

    Lembrando que alta renda em relação ao custo de vida atual é acima de R$ 15 mil. E tem que haver escalonamento. Ex.: 29% para 16 mil; 40% para +35mil…

  5. Se o banco central reduzir a

    Se o banco central reduzir a Selic em 2 pontos porcentuais, resolve o problema fiscal do país. Cadê a coragem do governo Dilma para enfrentar os banqueiros?

  6. Tomara q aumentem o imposto s/ carros em vez do IR

    Nao sou contra aumento do IR, embora, claro, nao o deseje. Mas aumentar o imposto sobre carros teria vantagens extra, a de desincentivar o uso do automóvel.

    • Mantega não fodia o Brasil

      Não, Mantega SÓ fodeu o Brasil ! Toda essa crise que estamos vivendo é simplesmente consequência de sua política econômica naturalmente com a aquiescência de Dilma.

  7. Aumentar a CIDE é colocar

    Aumentar a CIDE é colocar explosivo na mão da população. Vai ter reação e indignação por parte de toda a população, inclusive dos mais ricos. A saída é propor uma reforma tributária profunda e verdadeira, sem maquiagens. A classe média e baixa não aguenta mais ser tributada dessa forma. O governo precisa ter coragem para enfrentar os grandes!

  8. Isentar de impostos os mais ricos foi sacanagem do FHC.

    Foi exatamente o que o príncipe dos ricos FHC fez em 1995, isentou de imposto, o lucro sobre as ações e dividendos que até então eles pagavam, assalariados não tem para onde correr o imposto vem enorme calculado no holerite da folha de pagamento, e não têm tempo para mais nada. Ricos riem à toa, tem doleiros amigos, tem consultores e contadores que sabem fazer ‘química’ com os investimentos deles para não pagarem nada de imposto, além dos pró labores sub contabilizados, retiradas em cash, testas de ferro, laranjas e tangerinas, contas secretas em paraisos fiscais. Que tal em vez de aumentar o IR que só vai prejudicar a classe média e os pobres, voltar a cobrar imposto sobre o lucro e dividendos com as aplicações milionárias em bolsa de valores? Nada mais justo.

  9. Isentar de impostos os mais ricos foi sacanagem do FHC.

    Foi exatamente o que o príncipe dos ricos FHC fez em 1995, isentou de imposto, o lucro sobre as ações e dividendos que até então eles pagavam, assalariados não tem para onde correr o imposto vem enorme calculado no holerite da folha de pagamento, e não têm tempo para mais nada. Ricos riem à toa, tem doleiros amigos, tem consultores e contadores que sabem fazer ‘química’ com os investimentos deles para não pagarem nada de imposto, além dos pró labores sub contabilizados, retiradas em cash, testas de ferro, laranjas e tangerinas, contas secretas em paraisos fiscais. Que tal em vez de aumentar o IR que só vai prejudicar a classe média e os pobres, voltar a cobrar imposto sobre o lucro e dividendos com as aplicações milionárias em bolsa de valores? Nada mais justo.

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