Levy é quem adere ao programa econômico do PT, diz Gilberto Carvalho

Jornal GGN – O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência Gilberto Carvalho saiu em defesa da escolha de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda. Segundo Carvalho, ao contrário do que dizem na imprens,a não é a presidente Dilma Rousseff (PT) quem adere ao programa econômico de Levy, conhecido por ser mais ortodoxo, mas justamente o contrário. “Não há nenhuma submissão de Dilma a ministros, nunca houve nem haverá”, disse o petista.

Levy no Ministério da Fazenda é ‘adesão ao programa histórico’ do PT, diz Carvalho

Do Estadão

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta quinta-feira, 27, que a ida de Joaquim Levy para o ministério da Fazenda é uma “adesão ao programa histórico” do PT no governo federal. A declaração de Carvalho foi feita para negar contradições cometidas pela presidente com o que ela pregou durante campanha eleitoral. Na época, Dilma acusou a adversária Marina Silva (PSB) de ser subserviente aos bancos, pois seu programa era coordenado por Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú.

“É muito diferente a posição da presidenta Dilma Rousseff em relação aos seus auxiliares do que aquilo que se afigurava na campanha eleitoral. Vamos lembrar que a crítica à campanha da Marina era que era um programa inconsistente e que nitidamente tinha sido escrito pelo setor financeiro. É outra coisa, completamente diferente. Quando o Levy aceita vir para este governo, ele conhece este governo, conhece a presidenta, é ele que está fazendo uma adesão ao nosso programa histórico”, afirmou.

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“O Joaquim não tem uma programa pessoal, ele tem uma trajetória de competência, de trabalho, insisto, ele trabalhou já no nascedouro do nosso programa econômico em 2003. Portanto, não cabe essa comparação. Não há nenhuma submissão da presidenta Dilma a nenhum ministro, nunca houve nem haverá.”

 

Formado por Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central), o triunvirato que vai comandar a economia no segundo mandato de Dilma deve ser anunciado nesta quinta-feira, às 15h. A equipe vai conviver em regime de transição com o ministro demissionário da Fazenda, Guido Mantega.

Carvalho disse ainda que a oficialização dos nomes serve para assegurar a “credibilidade” e evitar uma “solução de continuidade” no ajuste fiscal. Carvalho destacou que “um ministro não é um presidente” e quem dá a cor do projeto de governo é a própria presidente.

“A presidenta sentiu a necessidade de já anunciar agora a equipe econômica exatamente nessa linha de assegurar a credibilidade e evitar uma solução de continuidade no processo da economia brasileira”, disse Carvalho a jornalistas, antes de participar do seminário “Agenda Futura da Pesquisa em Participação Social”, no Palácio do Planalto.

Para Carvalho, os ministros da área de economia possuem uma natureza diferente, já que lidam com uma “área absolutamente sensível”. “Ela (Dilma) achou que era adequado fazer esse anúncio, ela sentiu que, para o bem do andamento da economia, valia a pena os ministros já começarem a fazer a transição”, comentou.

Defesa. Ao comentar a indicação de Joaquim Levy para a Fazenda, Carvalho destacou que o atual executivo do Bradesco “foi um excelente secretário de Tesouro” no governo do presidente Lula e “fez parte de um processo vitorioso da economia”.

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“Eu, sinceramente, só vejo com bons olhos a nomeação do Joaquim Levy. O que é importa é a prática dele, é a adesão dele ao projeto. E é evidente que, ao aceitar ser ministro desse projeto, ele está aderindo a esse projeto, à filosofia econômica desse projeto. O nome dele é importante, evidentemente, porque pela trajetória dele ele traz uma credibilidade, ele contribui com o nosso projeto”, avaliou Carvalho.

Cor do projeto. Segundo Carvalho, “um ministro não é um presidente, não toma decisões autônomas”. “Quem dá a cor do projeto é a presidenta e ela deixou claro na campanha eleitoral qual é o nosso projeto, deixou claro nos últimos quatro anos que é a continuidade desse projeto que é o crescimento com inclusão social, que é a distribuição de renda”, disse.

“Falar em submissão da presidenta Dilma ao setor financeiro não cabe. Agora, nós somos realistas, sabemos que temos de ter credibilidade, temos de despertar interesses nos credores internacionais. Então, tem um equilíbrio que você faz, tem de governar um país em cima da realidade do mercado”, observou.

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9 comentários

  1. Vamos ver se entendi; Dilma

    Vamos ver se entendi; Dilma precisava ser menos autoritária, segundo o mantra propagando e muito aqui este espaço e na chamada Grande midia. Mas ai vem gente dizer que esse tipo de personalidade não é fácil de mudar. Sim, entendo. Mas ai vem  pessoa e diz que Dilma se “curvou” ao Mercado. Essas mesmas pessoas que dizem que ela é autoritária e mandando também dizem que ela se curvou. Pode isso? Claro que pode. A doutrinição de Dilma virou uma moda aqui e acolá. Não será de se espantar caso ela demita o Levy que, novmente, a personagem “autoritária” voltará para a ponta das canetas, mas, por enquanto, ela não existe mais…ela se curvou rsrs

  2. Será?

    Será que ele veio para aderir aos dogmas do PT e da Dilma, desejados pelo povo brasileiro?

    Sabemos que o Brasil é um paises mais desiguais do mundo em distribuição de rendas e bens, sabemos que temos uma da elites mais rançosas e reacionária do planeta, sabemos que temos um imprensa totalmente mentirosa e enganadora e com isto tudo é preciso ter muita coragem, para um homem do mercado,  aderir aum prgrama de distribuição de rendas como o proposto pelo PT. 

    Veremos se o Levi, principalmente,  terá a coragem e a vontade de cumprir com este programa.

    Pelas metas de inflação (4,5%) e superavit primario (2% do PIB) escolhidas pela nova equipe, vejo o novo ministério voltado uma vez mais ao pagamento de juros ao mercado!

  3. esse é o equilíbrio com o

    esse é o equilíbrio com o mercado…

    carvalho mandou bem e se sair deixará lacuna difícil de

    preencher, por sua competencia no diálogo com os

    movimentos sociais e centrais sindicais,mst, etc e tal

     

  4. Está é boa também kkkkk
    O

    Está é boa também kkkkk

    O ministro com tendência ao neo-liberalismo aderiu ao programa de um partido de esquerda.

    Deve ser a primeira vez que isto ocorre na história. O contrário já vi muitas vezes, inclusive neste momento na Europa está cheio de exemplos.

    Agora esta vai para os anais da história. Economista com formação neo-liberal, ao ser nomeado ministro, justamente para dar “credibilidade” (palavra usado Gilberto Carvalho) junto ao mercado financeiro, adere a programa de governo de esquerda. kkkkkkkkkk

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