FHC e a maxidesvalorização de 1999

Comprei, mas não li ainda o terceiro volume das memórias de Fernando Henrique Cardoso na presidência. Fala da maxidesvalorização de janeiro de 1999.

Acompanhei de perto esse episódio, como colunista da Folha e comentarista da Bandeirantes.

No segundo semestre de 1998 já estava nítido que não haveria como manter o congelamento do câmbio.  Gustavo Franco era presidente do Banco Central e se apegava ao congelamento como se fosse um filho dileto, do qual não queria se afastar.

Como narrei no livro “Os Cabeças de Planilha”, antes do lançamento do Real, banqueiros estrangeiros foram procurados pelo economista Winston Fritsch com a informação de que o governo pretendia derrubar o preço do dólar e convocando-os a ajudar os economistas do Real que atuavam no mercado a apostar na queda do dólar nos mercados futuros.

Em poucos meses, a apreciação do real comprovou-se desastrosa, destruindo rapidamente o superávit comercial brasileiro.

No início de 1995, a fragilidade das contas externas serviu de álibi para que Pérsio Arida, presidente do BC, jogasse as taxas de juros em níveis estratosféricos. Logo depois, uma visita de Pérsio à fazenda do banqueiro Fernão Bracher, em São Carlos, foi tratada como escândalo, levando à sua demissão. Em seu lugar assumiu Gustavo Loyolla, que manteve os juros nas alturas, sob o argumento de que não poderia reduzir muito rapidamente para o caso de ser necessário subir de novo – um argumento primário, mas que a atoarda da mídia transformava em decisão técnica.

O câmbio continuou super-apreciado até fins de 1998.

No segundo semestre de 1998, o Ministro da Fazenda Pedro Malan negociou um empréstimo-ponte junto ao FMI com duas intenções claras. A primeira, manter o câmbio congelado até passar as eleições. A segunda, dar uma porta de saída para o capital especulativo.

Depois de terem ganhado os tubos com o diferencial de taxas de juros, o empréstimo do FMI permitia aos capitais especulativos sairem sem riscos, ganhando em cima do real apreciado antes que estourasse uma maxi inevitável.

Desde 1997 na presidência do Banco Central, Gustavo Franco dera início a um conjunto de operações especulativas temerárias. Autorizou o Banco Araucária a explorar as contas CC5 em Foz do Iguaçu e espalhou essas contas por todo o país. O caso apareceu no escândalo do Banestado, mas acabou encoberto.

Depois, vazou a informação de que o Banco Central pretendia recomprar títulos da dívida brasileira emitidos no Plano Brady. A ideia era levantar os preços dos papéis no mercado internacional, permitindo grandes ganhos ao Banco Garantia, no qual seu pai tinha uma pequena participação acionária. A eclosão da crise da Rússia melou a operação, infringindo grandes perdas ao Garantia e levando o controlador Jorge Paulo Lehman a se desfazer dele e passar a apostar em papéis reais da Ambev.

No final de 1998, o dólar estava em R$ 1,20 (https://goo.gl/hZC6wg). Terminadas as eleições, o governo começou a preparar a saída. E o bode expiatório foi Chico Lopes, diretor de política monetária do BC e, desde sempre, crítico da temeridade da política cambial.

Gustavo foi demitido e Chico assumiu a presidência do BC para conduzir o descongelamento do câmbio. Sem experiência com mesa de operação, bolou a tal banda diagonal exógena, um sistema de reajustes que, segundo ele, permitiria o câmbio deslizar controladamente para a nova taxa de equilíbrio. Seria o mesmo que, em um estouro da boiada, colocar um professor com um quadro negro na frente para explicar à boiada como se comportar.

Chegou-se a uma situação crítica com risco sistêmico para a economia. Lembro-me de ter telefonado para Pedro Parente, então Ministro-chefe da Casa Civil, insistindo para que convocasse Emilio Garófalo, funcionário aposentado do Banco Central. Em crises anteriores, no período Maílson e na passagem para Collor, com menos de um bilhão de dólares de reservas, Garófalo fizera milagres, impedindo a quebra do país.

A sugestão não foi acatada, e o governo estava literalmente atarantado, sem saber o que fazer.

Para não gastar as últimas reservas cambiais, Chico instituiu uma regra permitindo a quem tinha dívida em dólar converter em reais de acordo com determinada paridade.

A essa saída recorreram os Bancos Fonte-Cindam e Marka.  Essa operação rendeu um inquérito de procuradores, que chegaram a invadir a casa de Chico Lopes e levar até computadores pessoais de sua filha. Pedro Malan ajudou a cravar a faca no peito de Chico Lopes, com uma declaração dúbia que jogou todos os holofotes sobre ele.

Esses dias mesmo li um comentário sobre o livro de FHC, onde alguém dizia que FHC dissera a Chico Lopes que o câmbio seria mantido sob controle, Chico teria avisado os bancos Marka e Fonte-Cindam e FHC teria voltado atrás. Ambos os bancos teriam quebrado porque baseados em informações falsas de Lopes.

A fonte das informações era outra.

O caso da Tendências Consultoria

A consultoria Tendências foi montada por um ex-garimpeiro, Natan Blanche, inteligente, um dos profetas da liberalização cambial, que fez um trabalho excepcional de cooptação de funcionários públicos da Fazenda e do Banco Central no período Maílson da Nóbrega. Culminou com a ida de Maílson como sócio da Tendências.

Conhecia as jogadas de Maílson desde os tempos de Ministro.

Dois episódios deixaram claro como operava.

Na época, montei a Agência Dinheiro Vivo, que tinha boa penetração no mercado. A parte mais especulativa do mercado eram as apostas em torno da UFIR (fixada pela Secretaria da Receita Federal) com base nos índices de inflação do IBGE e da FGV.

Montamos um Departamento Econômico e, pioneiramente, decidimos criar simuladores de inflação e de outros índices. O grande especialista em preços era o economista Gil Pace, que trabalhara com Delfim Neto e, depois, passara pela Fazenda, com Maílson. Chamei-o no escritório perguntei se aceitaria uma consultoria para nos orientar na montagem da planilha. Na época, trabalhava na DV a Marília Stábile, que era uma excelente acompanhadora dos preços no mercado.

Sua resposta foi surpreendente:

– Não precisa de simulador. Você me paga um tanto por mês e tenho técnicos do IBGE que me informam antecipadamente os índices.

Obviamente não aceitamos sua proposta.

Antes daquela conversa, nos tempos de Maílson Ministro, estive uma vez no Ministério da Fazenda. Lá, um técnico me informou de onde partiam os vazamentos sobre a UFIR:

– Da sala ao lado, disse ele

Era a sala que abrigava um funcionário da Receita que Maílson trouxera para trabalhar consigo.

De volta para São Paulo, aceitei uma carona de Maílson no jatinho do Banco Central. Lá o informei dos vazamentos e das suspeitas que pairavam sobre o funcionário. Maílson me olhou assustado e nada comentou. Tempos depois, ele foi para a Tendências, levando consigo Gil Pace e o tal funcionário.

No final de 1998, fui contratado pelo Brasilprev – a empresa de previdência privada do Banco do Brasil – para um conjunto de palestras em várias federações da indústria.

O modelo era o mesmo. Gustavo Loyolla, ex-BC e sócio da Tendências, fazia a primeira palestra, sobre conjuntura. Eu, a segunda, sobre microeconomia. Depois, um representante do Banco do Brasil, sobre os planos do banco terminando com uma palestra de Fuad Noman, presidente da Brasilprev, sobre a previdência privada.

Em todas aos encontros, Loyolla começava, abria um power point com tabelas e mais tabelas, uma numerologia sem fim – e sem raciocínios em cima. E, depois, concluía:

– Com base nesses números nós, da Tendência, estimamos que no ano que vem o câmbio não vai alterar mais que 6%.

Dizia aquilo para plateias de mais de 500 pessoas, empresários que colocariam empresas em risco se apostassem cegamente naquele cenário.

Invariavelmente, eu abria minha palestra com elogios protocolares à fala de Loyolla e, depois, com o alerta:

– Pessoal, não apostem todas suas fichas no que Gustavo falou. Tem economistas que acreditam que o câmbio não vai mudar no ano que vem. E outros, como eu, que acham que antes de terminar o primeiro trimestre haverá uma explosão cambial.

O que o Marka, Fonte-Cindam e a Mirian Leitão – que até a véspera da desvalorização sustentava que nada aconteceria a tinham em comum? Os dois primeiros era clientes da Tendências e a Mirian era a voz da Tendências no jornal e TV.

Um dia antes da explosão cambial, a Globonews entrevistou três economistas de mercado, os três garantindo que o câmbio não iria mudar. Detalhe: não informou que os três eram da Tendências.

Era tudo de uma obviedade assustadora. Os US$ 15 bilhões do FMI viraram fumaça em questão de semanas. Era óbvio que, esgotadas as reservas, viria a maxidesvalorização.

O Fonte-Cindam e o Marka quebraram por uma razão mais prosaica. Todas as ordens de compra e venda do BC no mercado de câmbio eram realizadas através da GEROF (Gerência da Área de Câmbio, Operador Financeiro de Renda Fixa, Bolsa e Câmbio.

Provavelmente era da GEROF que a Tendências recebia os insiders. No dia em que o BC liberou o câmbio, obviamente não houve ordem, já que a liberalização consistia no BC não mais intervir no mercado.

A Tendências ficou aguardando a informação sobre o novo teto para as operações de dólar enquanto o tsunami se abateuia sobre o mercado. E Chico Lopes foi jogado às feras. Chico não pertencia ao grupo operador do Real – André Lara, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Gustavo Franco, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Winston Fritsch e o próprio Malan.

Alguns meses antes do desastre, um assessor de imprensa providenciara um almoço meu com Salvatore Cacciola, dono do Banco Marka. Anotei a conversa em uma Palm e não usei devido à superficialidade do assunto. Encontrei um sujeito convencido, presunçoso, se vangloriando de ter um departamento técnico que lhe permitia alta margem de acerto nas taxas de juros dos leilões do BC.

Quando estourou a maxi, consultei as anotações e me dei conta de que o vazamento a que ele tinha acesso não era sobre câmbio, mas sobre os leilões do BC.

Alertei em minha coluna e descrevi a maneira de desvendar o enigma. Bastaria levantar as operações da Marka nos leilões de títulos, assim como de outros bancos e, depois, analisar os resultados probabilisticamente.

Mas não houve interesse em aprofundar as investigações. A não ser o senador Eduardo Suplicy – que, de qualquer modo, não deu sequencia nas investigações.

Em 13 de janeiro o câmbio saltou para R$ 1,30; para R$ 1,46 no dia 14,  para R$ 1,87 no dia 26 (https://goo.gl/P82ld5)

O fim do governo FHC

A desvalorização do câmbio representou o fim do governo FHC.

Nas semanas seguintes, participei de duas entrevistas com ele, uma pelo Roda Viva, outra pela Bandeirantes.

No livro, ele menciona a entrevista do Roda Viva e diz que recebeu vários telegramas de parabéns. Realista, diz que os que não gostaram não enviaram telegramas e, assim, não tinha como avaliar o resultado da entrevista.

Eu tenho. Foi um desastre! Mas um desastre tão grande que, no final, resolvi levantar uma bola para FHC apresentar alguma coisa positiva. José Paulo Silveira, Secretário Executivo do Ministério do Planejamento, tinha montado um sistema de acompanhamento do orçamento público, o Avança Brasil. Todas as etapas eram registradas por um gerente que registrava cada passo em um sistema Lotus Notes.

Silveira me dizia que a única coisa que faltava era um dia FHC ligar o computador e mandar uma mensagem para qualquer gerente. Aí eles sentiriam que o presidente estava olhando, conferindo entusiasmo à equipe.

No final da entrevista, lembrei FHC que no seu computador havia um acompanhamento de todas as obras públicas e indaguei se ele alguma vez havia consultado o sistema. E ele:

– Imagine! Claro que não.

No dia seguinte, em São Paulo, recebi um telefonema do presidente de um dos maiores grupos nacionais, adepto dos programas de gestão. Estava indignado com a resposta de FHC.

A maxidesvalorização desorganizou completamente a economia. E FHC recorreu ao único receituário que os cabeções do Real conheciam: reagir à maxi com um brutal arrocho fiscal.

Em pouco tempo, os estados sentiram na carne a crise. E se juntaram para cobrar de FHC uma atitude. O governo estava sem uma estratégia sequer.

Aproveitei para levantar um tema que já acenara no início dos anos 90, o encontro de contas, que consistia em levantar dívidas de estados e municípios com a União – basicamente contra o INSS, FGTS – e aportar as empresas de saneamento. Elas se tornariam, então, empresas públicas, isto é com controle do público, dos trabalhadores através de fundos de investimento.

FHC estava em Ilha Solteira, na inauguração da usina. De lá, me ligou o então genro David Zilbertjan, me pedindo que fosse a Brasilia, pois ali poderia estar a solução para a crise com os estados. Pediu que conversasse com Pimenta da Veiga, que tinha assumido o Ministério das Comunicações no lugar de Sérgio Motta e era ligado ao PSDB.

Enquanto atuava por lá, Paulo Rabelo de Castro fazia um trabalho junto ao DEM. E o governador do Paraná Jaime Lerner, adepto de solução similar, conversava com seus pares.

A conversa com Pimenta foi frustrante. Poucas vezes vi homem público mais desinteressado, ocupando o lugar que fora do furacão Sérgio Motta.

Mesmo assim, no sábado FHC acenou para os governadores com o tal encontro de contas. Provavelmente nenhum deles entendeu do que se tratava, mas o termo havia ganhado repercussão midiática. A reunião acabou em aparente paz, a ponto do Financial Time anunciar como a primeira vitória do governo depois do desastre da maxi.

Passado o aperto da reunião, nunca mais se ouviu FHC falando sobre a proposta do encontro de contas.

Por aquele tempo, FHC se desvencilhava gradativamente do DEM e passaria a se apoiar no PMDB. Ali começava o reinado do mais suspeito grupo político da era moderna, reunidos em torno de Michel Temer – que liderava o PMDB pelo fato de ser absolutamente anódino – sobressaindo-se Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima e Moreira Franco.

De crise em crise

Nos dois anos seguintes, a crise política se abateria como um furacão sobre o governo, agravada pelos erros que levaram ao “apagão”. E, aí, reconheça-se que a habilidade de FHC e a aliança com o PMDB permitiram a ele manter-se no poder, ainda que completamente amorfo.

O senador Antônio Carlos Magalhães, do DEM, foi o mais atrevido a se valer do enfraquecimento do governo. Semanas depois da máxi, atravessou a pé a praça dos Três Poderes, do Senado até o Palácio, co uma comitiva de parlamentares, como se fosse um vice-rei, exigindo solução para o caso Econômico. Voltou a pé, cercado pela mídia, e informou de quanto seria o próximo reajuste dos combustíveis.

Estava no Rio, naquele dia. No comentário no Jornal da Band, critiquei duramente a falta de limites de ACM. Na Folha, disse que, ao contrário do filho Luiz Eduardo, falecido, ACM não tinha a menor educação institucional.

Por aqueles dias, ACM tentava conseguir assinaturas para uma CPI sobre o Projeto Sivam. Quem o derrubou foi o senador Jader Barbalho que disse que assinaria se ele topasse assinar outro sobre a Pasta Rosa e sobre o Banco Econômico.

Escrevi sobre o tema mostrando como Jader se comportara com uma Índio que entrava na mata com uma faca nos dentes, disposto a lutar até o final. E que ele vencera a batalha contra ACM, com um autêntico abraço de afogado.

A resposta de ACM foi um fax enviado para o meu escritório, me desafiando para um duelo. Que eu escolhesse um local e ele denunciaria e mim, ao meu chefe (supus que se referisse a Otávio Frias de Oliveira).

Seu assessor era Fernando César de Mesquita. Mandei uma resposta dizendo para o senador escolher o restaurante, que teria muito prazer em duelar com uma memória viva da República.

O fax acalmou ACM e Mesquita me ligou para explicar sua reação. Sua indignação era com FHC, porque falava uma coisa na frente e por trás dizia outra coisa. Estava indignado com a deslealdade.

A crise foi se acentuando e, em um fim de semana de 2001, ACM saiu atirando em reportagens de várias revistas, investindo pesadamente contra FHC, com denúncias de toda ordem.

No sábado, eu tinha almoço marcado com José Serra no restaurante Mássimo. Com o tiroteio Serra decidiu remarcar no Hotel Cá Doro. Na conversa disse a ele que a disputa de FHC com ACM não poderia dar empate: ou FHC liquidava com ACM ou seria liquidado.

Serra contou prosa para mim:

– Por isso é que não me querem na Presidência. Porque sabem que não dou moleza.

Mantinha a fama de mau apenas nos dossiês contra adversários, não na atividade pública, como demonstraria à exaustão nos anos seguintes, como prefeito e governador.

Na segunda tinha uma palestra em Brasília. Por volta do meio dia, a caminho do aeroporto, recebo telefonema de Serra perguntando se aceitaria almoçar com FHC no Alvorada.

Pedi para o motorista voltar e rumei para o Alvorada. Serra estava esperando. FHC chegou um pouco depois e ficamos conversando. Serra não falava nada. Submissamente, apenas ouvia o que FHC dizia. Ali deu para entender melhor a relação de amor-conflito entre ambos. Serra dependia em tudo de FHC e, perto dele, comportava-se como um discípulo obediente. De sua parte, FHC suportava pacientemente as viradas de humor de Serra e os venenos que, de vez em quando, espalhava pela imprensa.

No meio da conversa, Serra pediu que eu dissesse a FHC o que havia dito para ele. Nem me lembrava.

– Sobre o ACM!, explicou

Achei estranho. A troco de quê Serra precisava levar um jornalista para conversar com FHC para dizer algo que ele próprio Serra poderia dizer?

Repeti então para FHC o que havia dito para Serra. A resposta foi surpreendente:

– Antônio Carlos está liquidado. O caso da quebra de sigilo da votação do Senado vai liquidar com ele.

O caso – que realmente levou à renúncia de ACM – ainda não tinha vazado. Mas FHC já tinha tudo articulado com Orestes Quércia e com Jader Barbalho. Ali no Alvorada, ele contava o acordo senhor da situação. AO lado, Serra parecia um discípulo surpreso ouvindo a lição do professor.

Foi um episódio no qual FHC mostrou uma determinação que não tinha visto antes. E, pela primeira vez, ficou nítido para mim a verdadeira dimensão de Serra, pequeno, intimidado ante a presença maior de FHC.

Pouco tempo depois, ACM renunciaria.

 

 

 

 

 

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62 comentários

  1. Nassif e a Penthouse

    Impressiona a  “desenvoltura no trânsito” que Nassif tinha, nessa época, com a(s)  turma(s)  de cima. Sejam elas da economia ou da política.

    Chegar a dar medo.

    Espero que seja graças à competência.

    Somente.

     

    • Não era o Nassif e sim o

      Não era o Nassif e sim o veículo para quem ele trabalhava, ou seja, a Folha que tinha essa liberdade. Hoje quem tem acesso totalmente livre aos porões do poder, inclusive do Judiciário, Legislativo: Noblat, Merval, Miriam Leitão, Golpe News, Estadão, Felha e cia. Hoje o Nassif pode até não ter acesso a tais porões mas tem boas fontes. 

    • Creio que a tal
      Creio que a tal “desenvoltura” era devida aos patrões do Nassif, à época, Folha e Band.
      Veja que os personagens do post são os mesmos, estão, literal ou figurativamente, nos mesmos lugares, mas o Nassif, bingo!, não tem a mesma “desenvoltura”.

    • Surpreso

      Eu tenho memórias do Nassif dos anos 80, em minha primeira infância, ao ver meu pai acompanhá-lo na TV, salvo engano na Gazeta. Durante os anos 90, portanto, durante minha adolescência e início de fase adulta, a imagem que eu tinha do Nassif era de um cara alinhado ao PSDB e a todas essas figuras do golpe16. Surpreendeu-me descobrir o GGN há alguns anos atrás e me deparar com um Nassif alinhado à esquerda.  No frigir dos ovos, acho que o Nassif sempre foi um progressista, o PSDB é que perdeu o significado do S da sigla.

      • Não mosca!

        Fui fundador do PSDB no Pará, meu estado natal. Filiei-me ao partido em 1989, antes mesmo que o maior prócer deles no Pará, Almir Gabriel. E posso afirmar que o caso foi exatamente esse, o abandono do “S”, de forma intencional. Foi o momento em que sai do PSDB, em 1994.

  2. Realística apreciação. Na

    Realística apreciação. Na verdade, quem sabia da “estória” era o Mercadante que foi ao senado com seu flipchart e demonstrou quais os 7 bancos que enriqueceram (mais e mais) com a maxi. Para mim, considerando-se as instruções e o regulamento da BMF, o Marka e o FonteCidam entraram para “acobertar” o de sempre: suas posições foram “acrescentadas” depois de encerrado o expediente do dia e, obviamente, nenhum deles tinha – pelo menos – fração de reais para garantir aqueles negócios. Mas, até hoje, ninguém quer saber da mesma. Mas, com certeza, a “garotada real” enriqueceu pra mais de metro. E continuam cantando marra pra cima de nosotros. E, já na época, os tribunais, ó, nem nem…

  3. Temer virou mula dos tucanos

    O PMDB virou mula do PSDB e está aprovando o que bem entende:  a lei da Terceirização é de FHC, de 1888 sic 1998. A privataria tmbm.  Com o golpe, o neoliberalismo que o povo com seu voto havia interrompido no início deste século, está voltando. Vem ai a Reforma da Previdencia, defendida por Aecio e cia. O que mais estará voltando…

    32 capas de jornal que vão te lembrar como foi o Brasil do anos 90 e o governo FHC

    http://www.revistaforum.com.br/2014/10/07/32-capas-o-brasil-dos-anos-90-e-o-governo-fhc/

  4.  
    Importante notar que nos

     

    Importante notar que nos anos narrados pelo Nassif, a economia se comportou muitíssimo bem:

    Em 1999 cresceu 0,5%

    Em 2000 cresceu 4,1%

    Em 2001 cresceu 1,6% (ano do racionamento da energia elétrica)

    Em 2002 cresceu 3%

    Uma pena que o Nassif, no governo Dilma, tenha ficado cego, surdo e mudo com os desacertos dela com a economia

    Queria saber dos bastidores do governo Dilma e de como ela montou e gerenciou, peça a peça, a maior recessão já vista no Brasil e os bastidores de como ela entregou o comando da economia para o Banco Bradesco.

     

    • E a taxa de desemprego, como

      E a taxa de desemprego, como foi? E oíndice de falências e fechamentos de empresas? E o apagão? E a epidemia de dengue? Submissão ao FMI, tentativa de mudar o nome da Petrobras para Petrobrax para facilitar a venda na bacia das almas. Plataforma P-36, compra de votos para aprovar a emenda da reeleição, elevação da dívida externa, gente comendo rato por desespero, SIVAN, etc, etc, etc. Pra que serviu este tal crescimento da economia, afinal de contas?

      • Penso que cada governo teve

        Penso que cada governo teve sua culpa e seus escândalos políticos e econômicos. Isento o Lula, pois pegou uma bagunça e, com erros e acertos, colocou o País de certa forma nos eixos. Mas isentar Dilma dessa crise acho que não dá.

        FHC pegou um País com muuuuito mais problemas do que Dilma, que pegou um País bombando. Detesto defender esse Boca de Suvaco, mas, levando em consideração a herança que receberam de seus antecessores, penso que a Dilma foi a pior, mesmo comprovadamente honesta e de boas intenções. 

        •   País com problemas??? Tá

            País com problemas??? Tá brincando??

            Itamar Franco entregou a FHC, em 01.01.1995, um país sem inflação, com reservas monetárias ainda de bom tamanho, apesar de um câmbio muito apreciado por conta da MESMA turma que FHC manteve no comando da política econômica até o fim de seus mandatos. O estrago causado pela patota foi maior que a atual perda do pré-sal.

        • rs…

          Não é burrice, é a mais profunda e completa falta de habilidade para qualquer coisa que se relaciona a estado, ao que é público.

          Os, vá lá, “direitistas” não têm proposta para administração pública, suas propostas são para o aniquilamento da coisa pública (exceto, é claro, a segurança patrimonial, e mesmo esta quanto mais privatizada e terceirizada, melhor). Não à toa são incapazes de ver beleza em Sociologia, por exemplo. Por isso também seus estudos e estudiosos da sociedade costumam ser rasos, insuficientes. Se se aprofundassem virariam socialistas.

          Deveriam, esses “direitistas”, se afastar daquilo que dizem que não gostam, daquilo a que torcem o nariz dizendo ser coisa menor, e se empenharem somente no que sabem fazer de melhor: a administração privada. Só não o fazem porque o que é público significa muito dinheiro, algo que lhes é a única razão de viver. Assim querem meter o bedelho no que é público pensando apenas no privado. São portanto corruptos e corruptores da natureza, dos misteres e fundamentos do que é público, ou em potencial ou realizados. Jamais deveriam ser eleitos.

      • E por que publica o
        E por que publica o comentário dele?É óbvio que o objetivo do cretino e d’outros que seguem a mesma linha,é desviar o foco,e conseguem todas as vezes.Observem quantos comentários ele puxou.Ele passa léguas da tal liberdade de expressão,apregoadas aos quatros ventos.Já se passou da hora de dá mais atenção a uma tal de libertinagem de esculhambacao.

      • Realmente,
        Mas nesse ano e

        Realmente,

        Mas nesse ano e meio que acompanho o seu blog ví você defendendo a Dilma com unhas e dentes, e até pedindo a volta dela à presidencia, numa manobra para anular o impechment no STF.

        Assim, posso presumir o teor e a contundencia de suas críticas à ela, se relamente existiram.

         

         

         

        • Meu caro,
          Tu desprezas o que

          Meu caro,

          Tu desprezas o que poderia ser um consistente contraditório para externar uma tremenda falta de respeito. Primeiro fazes uma dedução absolutamente frágil dos anos finais do governos governo FHC, dando-os como supimpas com base apenas no PIB ,para servir de mote do que veria a seguir: uma imputação ao dono do Portal sem base fática nenhuma; só no “eu acho”.

          Aí o Luiz Nassif responde o lógico, ou seja, as acusações derivam do não acompanhamento do blog. O que inteiramente verdade. Lembro que por causa do desiderato houve até defecções de comentaristas de gabarito que divergiam inteiramente do Nassif. Aliás, foi o período em que foi mais contestado. 

          Para terminar, além de desdenhar da réplica ainda duvida da honestidade do mesmo. 

          Prezado, o que custa ser civilizado?

    • É golpista, apoiador de

      É golpista, apoiador de golpistas, corruptos, deve ter vestido a camisa da CBF naquelas manifestações, tá satisfeito agora com Temer , Jucá, Cunha, vai puxar o saco de seu FHC, Aécio golpsitas.

       

       

    • caro…..

      De mediocridade em mediocridade , o Brasil vai caminhando. Disto já sabemos. Mas onde está o país prometido por esta fgente de centro-esquerda, da Redemocratização, da Constituição Cidadã que foi prometido há (é inacretável mas já faz tanto tempo) meio século atrás. O que esta gente prometia quando chegaba do exilio no final dos anos de 1970, não foi realizado às vesperas do ano de 2020. Como eu disse: mediocridade. Interesses estrangeiros sobre os nacionais. Já era o discurso em 1970. Corrupção. Já era o discurso nos anos de 1970. Falta de saúde e segurança. Já era o discurso nos anos de 1970. Parasitas e elites nos salários e pensões do Serviço Público. Já era o discurso nos anos de 1970. Falta de transparência, perspectivas e democracia. Já era o discurso anos de 1970. Falta de um Projeto Nacional….Esoerar mais o que? A mediocridade já completou meio século.   

  5. Os grandes jornalistas sempre
    Os grandes jornalistas sempre teem algo marcante para nos contar,e passar para história.Foi o que Nassif fez magnificamente e vários tópicos do seu artigo.Os manganos de plantão,independente de sua matiz ideológica,sempre o respeitaram.Se uma ex mangangona recém expurgada do poder porque não tinha a menor idéia do que fazia dentro de um Palácio malassombrado,tivesse dado mais atenção aos ensinamentos corretos de Luiz,talvez não tivesse ido ao chão de forma tão humilhante.De contrapeso,mostrou o que de pior o ser humano não deve ter.A deslealdade.Fernando Henrique Cardoso,além de desleal é uma das figuras para execráveis da política brasileira.ACM,o original,apesar de ter sido flor de mandarau,dá nele de chapéu.ACM era leal com seus amigos.

  6. “O caso – que realmente levou

    “O caso – que realmente levou à renúncia de ACM – ainda não tinha vazado. Mas FHC já tinha tudo articulado com Orestes Quércia e com Jader Barbalho. Ali no Alvorada, ele contava o acordo senhor da situação. AO lado, Serra parecia um discípulo tímido, ouvindo pela primeira vez a lição do professor.

    Foi o único episódio no qual FHC mostrou uma determinação que não tinha visto em nenhum episódio do qual ele participara. E, pela primeira vez, ficou nítido para mim a verdadeira dimensão de Serra, pequeno, intimidado ante a presença maior de FHC.

    Pouco tempo depois, ACM renunciaria.”

    fhc clinton articulou para derrubar Dilma. O mafioso apátrida chegou a “sugerir” na sua imprensa (estadão, globo, sbt, band, folha, veja…) que ela deveria renunciar-se. Dilma não renunciou, então o bôca móle aplicou o golpe. Lula é alvo de fhc clinton e sua gangue desde a década de 80, quando já era clara e evidente a sua vitória para Presidente da República. Lula é atacado ferozmente por fhc clinton e sua gangue golpista desde o dia que assumiu a presidência do Brasil até hoje. fhc clinton é o maior ditador da história do Brasil, representando os piores bandidos golpistas que voltaram a dominar o país. Estamos nas mãos desse bandido e sua gangue poderosa, com apoio dos norte americanos e países europeus com grandes interesses no Brasil, como a alemanha, espanha, frança… todos de olho principalmente no pré-sal cuja doação já foi iniciada por fhc clinton, a exemplo da vale, cosipa, usiminas… Queremos a nossa democracia de volta com a prisão de fhc clinton por altos crimes lesa-pátria, bem como de todos os seus cúmplices já delatados, inclusive seu filho que nem êle sabe se é dele mas é cardoso!

  7. Infográficos demonstram que os golpistas tomaram de assalto

    Infográficos demonstram que os golpistas tomaram de assalto um país equilibrado economicamente, apesar dos problemas causados pelo plano golpista que inviabilizou um pais que tinha tudo para ser um grande pais de classe média e não este grande Congo que começou a ser realidade a partid do golpe de Estado.

    http://jornalggn.com.br/blog/jose-carlos-lima/dados-do-banco-central-confirmam-que-temer-recebe-pais-equilibrado-economicamente

  8. Versão do Ciro Gomes

    ” Esses dias mesmo li um comentário sobre o livro de FHC, onde alguém dizia que FHC dissera a Chico Lopes que o câmbio seria mantido sob controle, Chico teria avisado os bancos Marka e Fonte-Cindam e FHC teria voltado atrás. Ambos os bancos teriam quebrado porque baseados em informações falsas de Lopes.

    A fonte das informações era outra. ” 

    Essa versão é narrada pelo próprio Ciro Gomes – no vídeo aos 1p9min  :

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=ls98gvzZ4_8 align:center]

  9. “Quando Um Não É Nenhum”

    “Não li e não gostei” — Oswald de Andrade.

     

    Nassif: era assim que o “enfant terrible” referia-se àqueles cuja obra literária fosse motivo de desprezo. E que peço licença para assim tratar das “memórias” do Intelectual Tardio. “Pode a árvore má dar bons frutos”? pergunta a Bíblia. E se der, porcerto tão envenenados.

    Por sorte, temos você, para distorcer essas lembranças facciosas, onde o autor-personagem se faz passar de mocinho, quando verdadeiramente é o vilão da história. 

    E ouso até sugerir que você, em favor da História, lance umas anotações. O título — “A Busca do Tempo Perdido: anotações sobre um desgoverno”. Já imaginou a edição francesa? Vão pensar é Proust revivido.

    Obrigado pelo artigo e estude com carinho a sugestão. Abração…

    Fui…

  10. “Comprei mas não li”  ..fumei

    “Comprei mas não li”  ..fumei mas não traguei

    A inflação aleja, o cambio MATA

    O Plano Real foi um plano HETERODOXO que, de forma genial, indexou o país a um indice (quebrando e/ou uniformizando expectativas) valendo-se do CAMBIO pra distensionar pressões localizadas

    Tudo que é demas, faz mal

    A fragilidade CAMBIAL do período de THC deixou-nos expostos a INÙMERAS crises ..não era azar, era INCOMPETÊNCIA

    Sl comercial em US$ bi

    THC 1….( 22,4)

    THC 2….  13,9

    LULA 1…149,6

    LULA 2…110,3

    DILMA….  47,8

    Um governo tb é vítima (ou não) das contigências e oportunidades que lhe apresentam, e que ele aproveita

    LULA soube se beneficiar da geopolítica, dos transgênicos, dos preços das commodidites, e da sorte  ..mas ele TB teve 2008/2009

    DILMA insistiu na trava cambial sem encarar desvio estrutural (inclusive com a crise internacional pós 2008 ..perdemos na quantidade e na QUALIDADE do saldo comercial)

    ..pra se relembrar, entre 2011-14 o DÉFICIT anual da balança pra produtos ELABORADOS (industriais) girou em torno de 85 bi US$ ANO, NEGATIVO, salvando-nos MESMO as lavouras e as MINAS  ..ao menos até 2014 quando nem essa conta fechou pela derrocada das commodities ..fazendo com que a crise por aqui entrasse com força,  catapultada que foi tb pela LAVA JATA

  11. É muito bom saber que temos

    É muito bom saber que temos um jornalista do porte do Nassif, homem honrado e inteligente. Ao contrário das figuras que dominaram o poder na era FHC. Quanto sacrifício da população para construir as condições do desenvolvimento, e na hora oportuna os operadores da plutocracia dão o golpe. 

  12. Como as coisas mudaram

    Curtiria ,se aqui fosse o Facebook , a colocação do amigo acima de que o o PSDB renunciou ao significado do S. Eu diria que que se perdeu o SD. A mudança , a guinada para a direita mais insensível que o PSDB deu foi o motivo de muitos deixarem o partido, como o outro colega do Pará acima. Mais a direita do que eles , só há os imbecis que apoiam o Bolsonaro, a intervenção militar , etc. Estes não conseguem cultivar nem merda na cabeça. Os escândalos e rabos presos, as trairagens e vendettas foram demonstradas em grande explanação pelo Nassif.

  13. Eu acompanhava o Nassif na TV
    Eu acompanhava o Nassif na TV Cultura, fins de 1999 e início dos anos 2000,na época em que esse canal ainda era bastante respeitado, ele apresentava um programa de economia à noite por lá, o Paulo Markun comandava o Roda Viva, eu achava o Nassif bem alinhado com a turma do PSDB, bastante crítico do Lula, eu fiquei bastante surpreso quando meu irmão me apresentou o GGN em 2004, 2005 e de lá pra cá passou a ser a minha principal fonte de informação, seja pela qualidade dos textos apresentados, seja pelo caráter crítico dos textos apresentados.

    O GGN faz diariamente o que a Caros Amigos já fazia há um bom tempo, mensalmente, desde a década de 90. Acredito que a independência de um texto jornalístico está intrinsecamente relacionada com a não vinculação dos jornalistas com os seus patrocinadores, como encontrar um texto autêntico em Veja? Estadão?Folha de SP se eles dependem umbilicalmente dos patrões que o financiam? É facil depreender pq a Miriam Leitão, os Mervais, os Noblats etc jamais se tornarão jornalistas na acepção da palavra.

    Essa mistura do poder com profissionais que deveriam se pautar pela independência jornalistica acaba por desvirtuar a atividade jornalistica , outro dia vi o roda viva no palácio do Planalto e vi o comportamento de jornalistas deslumbrados em participarem do programa com o medíocre do Temer, foi de dar asco.

    • assino em baixo

       Faço de seu texto minhas palavras, o blog do Nassif eh viciante, consumo todos os dias.

    • Nassif e Juca Kfouri

      também fiquei coma impressão que o Nassif, com tanta proximidade e respeito perante o alto clero do PSDB, ele mesmo  era eleitor psdbista. Juca kfouri, excomunista e esquerdista histórico, era apoiante do psdb em sua origem com Mário Covas… Mesmo Mino Carta da esquerdista e honesta Crta Capital, apesar de toda hojeriza ao PSDB e da amizade profunda com Lula, tem a´te hoje muito respeito e saudade de Mário Covas. 

      Acho que a questão é que o PSDB surgiu como se fosse um PT mais eleitizado, um PT mais filosófico, técnico e refinado, menso chão de fábrica e sindical. pense que Covas, FHC e Serra foram esquerdistas perseguidos pela ditadura. E o PT passa quilômetrosde ser perfeito e honesto (ainda que seja milhões de vezes melhor e mais bem intencionado).

      No fim das contas, o tempo corrompeu estes tucanos e mostrou a Kfouri, Carta e Nassif a verdade sobre o PSDB.

    • Até o início de minhas

      Até o início de minhas leituras por aqui, lá no ano de 2008 bem no auge de “O Caso VEJA”, eu achava o Nasif ainda bastante respeitoso com o PSDB, parecia ainda encantado com o José Serra (creio que foi uma das maiores decepções que ele teve).

      Entretanto, foi frequentando o blog que comecei a enxergar um pouco melhor como funciona o jornalismo e a “real politik” no Brasil e no mundo.

      Pra mim, o GGN é leitura obrigatória.

      O Autor e todos os colaboradores (colunistas, comentaristas, etc) estão de parabéns.

      PS: Por onde andam o Sanzio, a Anarquista Lúcida, o Rato, o Alessandre Argolo, o Spin, Jorge Nogueira Rebolla, Cristiana Castro (que nos brindou com muitas análises jurídicas)?

  14. OPERAÇÃO LAVA JATO: APENAS UMA TRAGÉDIA NACIONAL?
    OPERAÇÃO LAVA JATO: APENAS UMA TRAGÉDIA NACIONAL? POR QUE O BRASIL NÃO DEIXA DE SER COLÔNIA? UM POVO FADADO À MISÉRIA?

    “Qualquer reflexão sobre o emprego de modelos (informacionais)
    conduz também a problemas filosóficos fundamentais, em especial
    a objetividade das informações, descritivas do meio exterior, e, por
    conseguinte, do problema do conhecimento.” Louis Couffignal, Les
    Notions de Base, Gauthier-Villars Éditeur, Paris, 1958 (tradução livre)

    A Teoria da Informação teve extraordinário desenvolvimento após a II Grande Guerra. Não só no estudo da produção, transmissão e recepção de mensagens, mas nas transformações sociais trazidas pelos novos sistemas e instrumentos de comunicação. Em 1962, o pensador francês Edgar Morin apresentou seu livro “L’Esprit du Temps” (resultado de pesquisas nos dois anos anteriores) no qual procurou entender a configuração cultural da sociedade ocidental afetada pela “cultura de massa”. Em 1974, ele afirmava que “o espírito do tempo” já era outro.
    Em diversos artigos, nos quais analiso a tomada do poder pelo capital financeiro, ressalto que este capitalismo soube, melhor do que qualquer outra ideologia, se apropriar e utilizar os recursos da tecnologia da informação. Não só na parte instrumental das transmissões de dados, como nos efeitos psicossociais das comunicações.
    No Brasil, onde as elites dirigentes ocultam nossa história para manter adormecida e ignorante a população, este poder, que designo banca, encontrou terreno fértil e seguro para se espalhar e dominar. O caro leitor tem dúvida?
    Pergunto-lhe então onde estudou, nos seus livros didáticos, as figuras do Cônego João Batista Campos, ou dos heroicos Eduardo Angelim, Lucas Dantas, Sepé Tiaraju, ou, ainda, viu o mapa do Brasil quando foi “elevado à condição de Reino Unido”? E agora, com a “escola sem partido”, será ainda mais difícil conhecer nossa própria história. Passo fundamental para continuar na escravidão colonial.
    Estas considerações preliminares objetivam entender a farsa da Operação Lava Jato, pois não surgiu por um acaso nem se destinou a combater a corrupção no Brasil. Ela foi programada, como o foram, com os mesmos e velhos pretextos, outros movimentos, para impedir, mais uma vez, que o País conquistasse um simples degrau na busca da soberania e da cidadania para todos seus habitantes.
    Penso que só a mente obnubilada, tomada totalmente por falsas questões, pode imaginar que um único partido político – o PT -, administrando pela primeira vez o País e com uma miríade de outros partidos, conseguisse transformar sua gestão na “pandemia corrupta”. Só com ajuda divina, pois materialmente e politicamente isto seria impossível. Tanto que as denúncias, nem sempre publicadas na imprensa, não eximem qualquer partido das ações corruptas.
    Mas há, houve e haverá corrupção no Brasil, sempre que se prosseguir mantendo um Estado fraco (Estado Mínimo) e constantemente hostilizado para que não construa o modelo de fiscalização eficaz, promova a transparência nos negócios públicos e permita o acesso de todos aos atos e fatos governamentais. Não é o que fizeram em toda nossa história os donos do Poder? Por que levaram ao suicídio e ainda hoje combatem a herança de Getúlio Vargas? Por que depuseram com estes mesmo falsos pretextos o seguidor de Vargas, João Goulart? E por que aplicaram um golpe no General Ernesto Geisel, que representava um governo nada agressivo à burguesia brasileira?
    Porque sempre fomos uma colônia. Nossa elite governamental, que o grande pensador Darcy Ribeiro adjetivava como inteligente e cruel, só servia e continua defendendo os interesses estrangeiros e se satisfaz com as percentagens recebidas e a sua manutenção no poder local. E para isso constrói uma história, que não é a do povo brasileiro, e difunde questões que não dizem respeito a nossa soberania e desenvolvimento. Lembram do deificado tripé macroeconômico, indispensável para o crescimento nacional, e tantas outras falsas e ferozes razões?
    Este colonizado brasileiro, que enaltece um magistrado agente treinado nos Estados Unidos da América (EUA) – sob as ordens da banca – com muitos outros comparsas para desfigurar uma realidade, sobejamente conhecida como a praticada pela elite, atribuindo-a, mesmo sem provas, a um líder popular e seu partido, apoia o golpe que lhe deixa sem trabalho e sem aposentadoria.
    Iniciei tratando da informação. A mídia ocidental, de dúzia e meia de donos, é o instrumento doutrinário e de desinformação da banca. Aqui, nesta colônia de banqueiros (apud Gustavo Barroso), um sistema de comunicação de massa figura entre os 18 do grupo: a Globo. Com algumas poucas famílias secundando-o, este sistema de televisão, rádio, revistas e jornais mantém toda população desinformada e doutrinada em favor da banca e contrária ao próprio País.
    Esta é uma ação planejada por profissionais da colonização, com a experiência acumulada pelos séculos da dominação europeia. Este sistema sabe que a ignorância é fundamental para manter a sujeição de todos – escravos e senhores – vítimas, ao fim, deles próprios. Imagino a preocupação dos agentes ao ver que estavam destinados para educação 75% dos royalties de nossa Arábia Saudita submersa, o pré-sal. Mas logo trataram de controlar esta educação numa escola sem partido.
    Tenho acompanhado as inúmeras manifestações, artigos e palestras sobre o desmonte econômico do Brasil nestes três anos da Lava Jato e dez meses do golpe de 2016. Sem dúvida inquietante e prejudicial aos brasileiros. Mas penso que mais grave ainda foram o exemplo de cinismo de um presidente, a fragilidade intelectual do atual mordomo da banca e o pouco ou quase nada que se fez pela educação libertária, pela construção do saber crítico e pela valorização dos saberes, como o definem Paulo Freire, Boaventura de Souza Santos, membros do Grupo Francês de Educação Nova (GFEN) e pedagogos conscientes das pressões atuais.
    Esta colonização cultural é mais difícil de descortinar e avaliar seus danos do que aquele causado pela apropriação de nossas riquezas naturais e pelas perdas do esforço científico e tecnológico brasileiro. Estamos pois fadados a continuar colônia. Temos um exemplo que esta libertação é possível ao nosso lado: o Estado Plurinacional da Bolívia. Claro que um país de 1,1 milhões de quilômetros quadrados e 11 milhões de habitantes não tem a mesma complexidade que o nosso que já foi o sexto maior Produto Interno Bruto (PIB) do mundo.
    Verifique se você chama populista um governante que aumenta os salários, investe na geração de empregos e na saúde para os brasileiros. E se este reduz os salários, leva empresas à falência e o povo ao desemprego para entregar aos bancos todo resultado da produção nacional, você o considera responsável? Assim saberá se tem consciência nacional ou a mente colonizada.
    Precisamos estar cientes que só a luta pela emancipação nacional possibilitará construir um Brasil justo e soberano para os brasileiros.
    Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

    • Perfeito

      Aplausos a esse comentário, sr Pedro Augusto Pinho.

      Muito mais do que bem-vindos comentários como esse que atingem em cheio a mosca do alvo, o nervo central, da realidade que vivemos hoje, e sempre, no Brasil. 

       

  15. Na verdade

     Em verdade vos digo, o que acabou com o governo FHC não foi a maxidesvalorização do Real, mas sim a demora em desvalorizar o Real, demorou muito. Segundo essa corja do FHC ja entregou os minerios para os estrangeiros, agora querem entregar o petroleo, Republica de Canalhas…

  16. o calvário do economista Francisco Lopes

    Chico Lopes foi um soldado ferido, tendo as duas pernas estirpadas por uma granada, que enfrentou a desafortunada situação de ver os seus companheiros de campo de batalha preferirem deixá-lo ao relento, expondo-o completamente aos lobos carnívoros dos campos do cerrado. EM QUALQUER SITUAÇÃO DE BATALHA, por mais impossível e IRREALISTA que seja o resgate, deixar um companheiro, morto ou ferido em campo oposto, matiza, de forma profundamente negativa, todo o batalhão. É uma marca que qualquer soldado guardará pelo restou de sua vida. No entanto, tal situação parece não incomodar DE MODO ALGUM a consicência dos que perpetuaram a derrocada derrota. Pelo contrário, ao que consta, Chico Lopes tornou-se um assunto tabu, um assunto “vamos falar de outro assunto”, “vamos chamar o sobremesa”,  “próximo, por favor…”, dentro das conversas dominicais dessa trupe (suponho até hoje). 

    As altas estaturas do governo preferiram sacrificá-lo por um suposto bem maior. Qual bem? Nenhum vinculado aos interesses público ou nacional em jogo, a não ser aquilo que desse sobrevida aos interesses próprios. Mas já era tarde. Simplesmente, a maxi de 1999 foi, de um lado, o fim era-FHC e, de outro, a sumo-síntese se uma situação alimentada anos de mantutenção de câmbio em níveis, isso sim, irrealistas, degradando por completo qualquer forma de crescimento ou de desenvolvimento substantivo do país. 

    Enquanto um e outro manejador do plano Real tornaram-se milionários neobanqueiros, gestores de private equity, membros de board de grandes grupos empresariais aqui e lá fora, Francisco Lopes tenta hoje levar uma vida normal, superar os traumas e os dramas, buscando sobreviver com sua pequena consultoria de métodos quantitativos. Nunca tive afinidades com a suas preferências de pensamento econômico. Mas a forma com que foi relegado e desprezado pelos próprios companheiros, merece, ao menos, um mínimo de compaixão.

     

     

     

     

     

      • o purgatório da Maxi de 1999

        Caro,

        Eu tenho pleno conhecimento e vivência prática sobre os dramas que inúmeros sofreram com a maxi de 1999.

        Naquela época, jovem ainda, atuava em estruturar operações de trade finance em uma multinacional do setor agrícola. Por ossos ofício, estive a par do processo de consolidação multinacionalizada por que passava um setor estratégico para a agricultura: o de adubos e fertilizantes (o nosso estimado colunista Rui Daher saberia melhor explicar sobre esse segmento). Eram, ao que me consta, umas oito empresas que dominavam o share do mercado, sendo (dos grandes) somente uma ou duas de controle multinacional. Eis que uma das grandes nacionais (a maior nacional, delas) QUASE, de uma hora para outra, quebrara. O que me disseram, à época, era que o drama e as angústias dos controladores atingiram dimensões quase que insuportáveis, de modo que, posteriormente, tiveram que vendê-la para um multinacional.  A partir daí, consolidou-se de vez o domínio estrangeiro sobre esse setor, assim como a ponta da trading agroexportadora de grãos.

        Os argentinos atribuem como ponta de lanca de seus anos infames da economia da década de 90 e 2000 à essa megadesvalorização. É obvio que outros motivos perpassam, mas o mote “devaluación brasileña 1999” pegou. 

         

         

  17. Hahaha,
    E vc ainda achou que
    Hahaha,

    E vc ainda achou que quem vazava os índices era o funcionário da sala ao lado e o Mailson fosse só a virgem no puteiro, totalmente inocente. Óbvio que Mailson trouxe o sujeito para fazer o serviço no seu lugar.
    Nassif com tantos anos de estrada e ainda acredita em fadas em Brasília. Hehehe. Não consigo para de rir.

  18. Caramba Nassif,a leitura foi
    Caramba Nassif,a leitura foi muito agradável,tb me deu noção da dinâmica do relacionamento e ações desta cambada,valeu mesmo ! Arribaa Brasil,aqui se vive com muitas emoções !(mais ruins q boas,fazer o quê !)

    • Corrija se eu estiver

      Corrija se eu estiver enganado…  Após, André Lara, Pérsio Arida, Edmar Bacha, Gustavo Franco, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Winston Fritsch e o próprio Malan, se tornaram gente do mercado financeiro, não é?

  19. É interessante o Nassif

    É interessante o Nassif contar isso tudo numa semana que tivemos o constrangedor trailer do filme do Plano Real, transformando Gustavo Franco quase em um herói de ação.

  20. Nassif mostra por que é respeitado, temido e atacado por algozes

    Prezados,

    O leitor coxinha, o INCLAME prepotente, arrogante, sobretudo aquele que se meteu a falar sobre política depois de Lula ter sido eleito para o primeiro mandato, o concurseiro que se considera deus ou semideus, que (de)formou sua personalidade lendo o PIG (Veja, Época, O Globo, Estadão, Folha, Zero Hora, Estado de Minas e congêneres), que também é telespectador assíduo do jornal nacional e de outros noticiosos da tv globo em canal aberto ou nos canais pagos, se acha inteligente, bem formado e bem informado; muitas vezes esse INCLAME nada mais é do que um perfeito midiota, que arrota uma sabedoria, conhecimento e erudição que não possui, valendo-se de títulos acadêmicos que ostenta, como se esses títulos lhe conferissem inteligência política, social e histórica. Não por acaso os que atacam e vilipendiam Nassif são seguidores de diogo mainardi, marco sabino, reinaldo azevedo demétrio magnoli, roberto damatta, merval pereira, ricardo noblat, míriam leitão e quejandos.

    Neste artigo-reportagem Luís Nassif de forma didática, histórica e jornalística narra fatos macabros do (des)governo FHC, a partir dos bastidores do poder, que ele pôde conhecer de perto. Notem os leitores que Nassif narra fatos que ele, como jornalista, repórter e analista econômico (depois empresário, com a ADV) vivenciou, acompanhou e reportou. Nassif é um profissional ético e poupou FHC de críticas mais pesadas durante longos anos porque parece prezar pelo respeito às instituições (considero um pouco de ingenuidade e otimismo, mas é assim que percebi e percebo sua prudência e cautela ao tratar de certos temas e abrandar certas críticas com as quais ele poderia demolir muitos figurões, já que possui um arquivo imenso, que pode comprovar fatos capazes de arruinar carreiras de políticos e economistas empoucos dias) e pela biografia do “professor” e “sociólogo”.

    É certo que trabalhando para um jornal conservador, umbilicalmente ligado com o governo tucano, a FSP, Nassif não poderia partir com tudo e desmascarar FHH e sua camarilha naquela época. Se assim o fizesse perderia não só as fontes como o emprego no jornal paulistano. Mesmo com toda a prudência e pegando leve nas críticas, Nassif acabou enxotado da FSP, foi atcadado, injuriado, difamado e caluniado por pitbulls como diogo mainardi (que fugiu do Brasil para não enfrentar processos e condenações, apesar desse judicário cheio de canalhas que dão proteção a esse tipo de militante da direita xucra) e passou por dificuldades. Figurões da política travestidos de juízes, como gilmar mendes, acompanham e perseguem Nassif continuamente, como ele tem mostrado aqui no GGN. Outros que perseguem o jornalista são gângsteres da estirpe de Eduardo Cunha, Demóstenes Torres e similares.

    Esta reportagem histórica refresca a memória dos que têm mais de 40 anos e já tinham condições de fazer análises e críticas políticas quando FHC estava no Planato e aos mais jovens informa, esclarece sobre o que foi aquele (des)governo, a manobra para FHC conseguir um segundo mandato (olhem que Nassif sequer precisou narrar a compra de votos para a emenda da reeleição para colocar FHC na lona), os diversos crimes que foram cometidos com essa maxidesvalorização e como o (des)governo FHC conseguiu quebrar o País por três vezes, em menos de 6 anos.

    Luís Nassif é Jornalista com “J” maiúsculo.

    • João,
      Discordo na parte em

      João,

      Discordo na parte em que tu alegas conservadorismo e uma ligação umbilical da FSP com o governo tucano(FHC). Minha percepção vai ao contrário: para a época, esse periódico tinha o perfil mais progressista dentre os grandes órgãos de imprensa, contando, inclusive, com um corpo de jornalistas e de colaboradores de alto nível, como também não dava refresco aos governos FHC, em especial no segundo mandato. Há dados empíricos que comprovam essa avaliação.

      Acho, apenas acho, que tuas impressões sofreram influências da atuação da FSP a partir do governo Lula, quando a dita grande imprensa paulatinamente assume um viés anti-petista extremado. 

       

      • Eu também lia a FSP nessa época

        Caro JB,

        Eu lia com bastante a freqüência a FSP naquela época; comparado a outros jornais, o diário comandado por Otávio Frias podia ser considerado de ‘vanguarda’ e ‘mais pluralista’, por abrigar entre seus profissionais, colunistas e colaboradores, pessoas de pensamento  mais progressista e mais à Esquerda. Mas essa foi a estratégia de marketing adotada pela FSP para se distinguir dos vetustos e quadradões Estadão, em SP, e JB, no Rio – que foi muito bem sucedida desde 1985 até o final da década de 1990. Enquanto existiu o JB com algum fôlego, o jornal da faiglia Marinho sempre foi de 2ª linha, embora a grana abundante da televisão fosse suficiente para manter o deficitário jornal impresso.

        A guinada conservadora e anti-Lua da FSP é marcada por aquele episódio grotesco do Otavinho Frias, que num almôço com Lula, desqualificou o então candidato à presidência da república pelo fato dele não falar inglês. 

        Mas a meu ver a decrepitude não só da FSP mas de toda a mídia comercial veio mesmo anos depois, em 2010, quando foi criado o Instituto Millenium e a então presidente da ANJ, Judith Brito, declarou abertamente que os veículos de mídia atuavam de forma associada, como um partido de opsição aos governos petistas. O famoso episódio da bolinha de papel é o ponto culminante dessa atuação mercenária e golpista da mídia comercial brasileira. A farsa do mensalão foi a primeira tentativa de golpe depois que Lula foi eleito, com franco apoio da mídia grande; mas ali ainda conseguiam disfarçar. Depois de 2010, atravessaram o Rubicão e apenas os ingênuos, incautos, ultra-conservadores e reacionários continuaram a ler, ouvir e assistir ao noticiáro do PIG/PPV e lhe dar credibilidade.

        Meu abraço.

  21. Os Bastidores da política econômica brasileira

    Nassif,

    Daria um bom livro. Não compro os direito por dois motivos:

    1- Não sou editor.

    2- Não tenho um puto p investir.

    Creio que fará parte de um volume que com certeza publicará, para nossa melhor informação.

    Abração.

     

  22. Maxidesvalorização /99

    Neste período, como produtor irrigante, as compras de insumos à prazo de safra( fertilizantes, defensivos, sementes, etc…) eram todas dolarizadas.

    Na manhã do dia da desvalorização de cerca de 20%, corri ao BB, retirei a parcela de financiamento da soja relativa à colheita, juntei tudo que podia de RS e corri aos meus fornecedores quitando minhas faturas com dólar do dia anterior, como estava no contrato.

    Desta eu escapei. Muitos fornecedores de insumos mal ionfoemados foram pegos de surpresa.

  23. Registros da nossa história política

    Parabens, Nassif! Precisamos que textos como esse sejam transformados em livros

    • Você que acha

      Quando vi “A grande aposta” achei que era comédia, mas a realidade foi mais surreal. Aqui está para realismo fantástico. Quem sabe convoca-se  o próprio  príncipe para roterista.

  24. Sem G. Henrique de Barroso F. não haveria segundo governo de FHC

     

    Luis Nassif,

    O questionamento que eu faço a este seu texto não é tanto ele não ser fatual. Eu me indisponho com ele em muito porque o vejo sendo apoiado pela maioria dos comentários, salvo as ressalvas de quem aparece de supetão contrapondo como se fosse um robô, mas apenas parecendo desejar tornar mais robustos os seus argumentos.

    O mal da sua avaliação do Plano Real é dedicar linhas e mais linhas a quem sempre foi figuração. Pérsio Arida, Lara Resende, Gustavo Loyola, F. Lafaiete de Pádua L., Luis Carlos Mendonça de Barros e que tais não foram nem mesmo figuração. O certo é dizer que eles são espécies de zumbis em relação ao Plano Real. No final a Folha de S. Paulo tinha reconhecido quem decidia sobre o real quando um ou uma dos comentaristas do jornal fez texto deixando claro quem era o cão de guarda do real.

    Bastava então contar a história por inteiro. Desde o governo de Itamar Franco, o Plano Real atendia a um só chamado e que era o de G Henrique de Barroso F. Contar a história sem o destaque para o fator fundamental a dar sustentação ao Plano Real via valorização cambial nem é omissão. É faltar com a realidade. Sem a valorização do real, o Plano sucumbiria e como tal não seria aprovada a emenda da reeleição.

    No terceiro parágrafo do seu texto bastaria ter acrescentado a seguinte frase: “nos dois últimos anos para uma inflação de média de uns 3% e o juro real de mais de 6% o câmbio era corrigido anualmente em apenas 9%”. Trata-se de frase suficiente para esclarecer que o câmbio não era fixo, mas sim arrastado. A grande questão é qual seria o melhor procedimento: levar uns cinco anos para tornar o real competitivo, ou fazer uma máxi e na sequência aumentar o juro de modo a ir em um ano para o patamar ideal para o nosso câmbio.

    Antigamente a demissão de Pérsio Arida era atribuída ao fato de que ele, vendo o que acontecera com o México no final de 1994 e com o Chile no início de 1995, queria a desvalorização do real, mas o cão de guarda do real não deixava. Hoje você conta outra história para a saída do Pérsio Arida. Não faz diferença. Se ele era a favor ou não de uma maxi desvalorização do real não me interessa. O importante é que o cão de guarda do real não queria a maxi desvalorização e assim ela não aconteceria ainda que para isso ele tenha subido o juro em patamar que ia além de 40% ao ano tanto no início de 1995 diante da crise do câmbio primeiro no México e mais à frente no Chile como em 1997 na crise dos Tigres Asiáticos, como em 1998 diante da crise russa.

    E claro que saindo o Cão de Guarda do Real haveria em consequência a desvalorização. Qualquer um sabia disso. O que poderia acrescentar é que tanto no período que o Cão de Guarda do Real tomava conta da situação, como depois da maxi desvalorização, Fernando Henrique Cardoso não deu pitaco na economia. No primeiro governo, mais em função de uma humildade que não lhe parecia ser própria. E no segundo momento em razão do temor de que interferência dele viesse a se equiparar a desastrada substituição do Cão de Guarda do Real e pudesse produzir os mesmos efeitos.

    Agora, não foi tanto a desvalorização do real que acabou com segundo governo de Fernando Henrique Cardoso. Naquela época uma só desvalorização era suficiente para recuperar economicamente o país. Talvez o temor de inflações mais altas tenha forçado a manutenção de uma taxa de juros também mais alta que acabou reduzindo os efeitos benéficos de um câmbio desvalorizado e acabou possibilitando que o câmbio não desvalorizasse o tanto que seria necessário.

    De todo modo, não foi o câmbio que acabou com o governo de Fernando Henrique Cardoso. No ano seguinte a desvalorização a economia já crescia a 3% ao ano. Índice de crescimento que considerando que no ano anterior a economia estivera estagnada representa quase 6% de crescimento quando se considerar a produção no final de 1999 e a produção no final de 2000. O que acabou com o governo de Fernando Henrique Cardoso foi a falta de planejamento do seu primeiro governo que para fazer caixa com a venda das companhias elétricas permitiu que elas operassem além da capacidade de segurança. Quando veio a seca e pegaram as barragens sem reservas, o jeito foi parar a economia que já se recuperava.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 27/03/2017

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