4 de junho de 2026

O assassinato de John Kennedy

Passou em branco aqui no blog(pelo menos não li em lugar nenhum) comentários acerca dos 47(quarenta e sete) do assassinato do Presidente Kennedy, um dos fatos mais marcantes do século passado, ocorrido na cidade de Dallas, Texas, em 22 de novembro de 1963.

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A controvérsia sobre se Lee Oswald agiu sózinho ou se houve uma conspiração continua até hoje. E parece que é daquelas dúvidas insanáveis. O relatório oficial apresentado pela Comissão Warren é contestado principalmente no tocante a atribuir somente a Lee Oswald o atentado. Outra comissão formada na Câmara dos Deputados, em 1976, chegou a conclusão que ele não agiu sozinho. Havia outro atirador.

Sobre o principal personagem: sem sombra nenhuma Kennedy “beneficiou-se” com a tragédia. Não sei, se vivo fosse, qual o julgamento da história sobre sua liderança num dos períodos mais críticos da história americana e do próprio mundo. Eric Hosbawn, historiador inglês, por exemplo, o considerava-o o presidente mais superestimado da história americana.

Tem a seu favor, sem sombra de dúvidas, a condução providencial da chamada “crise dos mísseis cubanos”, na qual a humanidade flertou com a sua extinção. Se eventualmente tivesse dado ouvidos aos “falcões” do pentágono, à frente o belicoso General Curtis LeMay, talvez não estivesse aqui a burilar estas linhas.

Mancha o sua biografia dois episódios que também marcaram a chamada “guerra fria”: a mal ajambrada invasão das Ilha dos Porcos em Cuba(Operação Magusto), na qual a CIA e seu exército de exilados cubanos anticastristas levaram um chute no traseiro de Fidel Castro.

Kennedy foi posteriormente acusado de ter se omitido em não oferecer cobertura aérea, fator decisivo para o êxito da operação.

O outro foi sua adesão a “Teoria do Dominó”, formulada pelo seu antecessor Eisenhower, e ter introduzido os EUA no conflito da Indochina(enviou conselheiros militares), no que mais tarde viria a ser conhecido como Guerra do Vietnam. Alguns analistas, entretanto, acham que se não tivesse sido assassinado, uma das suas medidas seria mandar de volta as tropas americanas. Aliás, uma das “n” teorias de conspiração para explicar o atentado é a de que foi engendrado pela CIA e o alto escalão das Forças Armadas, por conta, tanto da indecisão no episódio “Baía de Porcos”, quanto ao refluxo com relação a Indochina. 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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