4 de junho de 2026

Os filhos do Império Austro-Húngaro no Brasil

Por  luiz sergio lindenberg nacinovic

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Meu avô, Mario José Clemente Alberto Nacinovic, croata de Rijeka, era tenente da marinha imperial. Ele servia no “Szent Istvan”(Santo Estevão), nau- capitânea da esquadra, sob o comando do então contra almirante Nikolas Horthy.

Meu avõ me contava muita história boa ( ele assistiu a uma apresentação do Circo de Bufalo Bill- tinha o programa!), pois ele foi adido naval em São Petersburgo e lá ele conheceu o almirante Henrique Goulart, da Marinha de Guerra, que o convenceu a vir para o Brasil. Em seis meses ele aprendeu Português e veio para servir na embaixada do Império no Rio. Isso foi em 1910. Em agosto de 1914 ele desertou e casou com minha avó, Berta Leuzinger, filha do dono da tipografia de mesmo nome. O uniforme azul claro dele está comigo até hoje.

Sei toda a história do Imperio contada por ele, um fiel seguidor dos habsburgos e depois admirador incondicional do Marechal Tito, o maior herói croata da história contemporânea. Só escrevi isso aqui por que, pela primeira vez, vejo alguém se interessar pelo desmembramento do patinho feio da primeira guerra: o império austro-húngaro. Viribus Unitis.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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3 Comentários
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  1. Sylvia Lenz

    10 de novembro de 2013 5:14 am

    Imigração de austro húngaros no Rio de Janeiro

    Olá,

     

    Pesquiso e já pupliquei sobre imigração alemã e presença britânica no Rio, agora abro mais um campo, dos austro-húngaros! 

    Achei interessante a trajetória do seu avô, v. teria material sobre o seu avô e sobre a Embaixada do Impéri?

    grata

    Sylvia Lenz 

  2. Bernardo Neves Kettrup de Carvalho

    27 de agosto de 2014 12:54 am

      Minha avó, Frida Kettrup

      Minha avó, Frida Kettrup têm um album de fotos do meu tataravô Anthon Kettrup, que mostra desde o seu nascimento, a sua infância, o seu casamento e a sua ida para a guerra.

      Ele era austríaco, de Viena e se casou aos 29 anos minha tataravó, húngara, Maria Kettrup (sim na certdão de nascimento dela está MARIA) e eles foram morar em Praga (Eles eram um casal bem diferente, ele era de Viena, capital austríaca do império e ela de Budapeste, a capital húngara. Ele era ruivo, com cabelo vermelho, olhos azuis e sardas, ela era branca mas com cabelos pretos e olhos castanhos). E tiveram dois filhos Adolf Kettrup e Ilse Kettrup.

      Na Primeira Guerra, meu tataravô lutou como cavaleiro defendendo a Pátria dos Habsburgo no Front Oriental na cavalaria imperial, com a queda do Império Austro Húngaro e o surgimento de diversos outros países em seu esqueleto, meu tataravô passou a ingressar na política austríaca

      Ele chegou a estar na europa no início da Primeira Guerra, trabalhando como secretário do ministro do interior, mas quando o destino da guerra parecia inevitável, ele foi para Portugal, para Serra Leoa, e por último para o Rio de Janeiro. 

  3. Ana Lima

    16 de março de 2025 3:44 pm

    Esse era o avô de Ana Maria Nacinovic, não? Lembro de ouvir minha avó comentar brevemente sobre a missa de 7° dia de Bertha Leuzinger, ela viu a notícia em um jornal da década de 60 quando estava lá pelos seus 25/30 anos.

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